The Spetacular Spider-Man
5 Um dia "comum"

Clarim Diário... Me lembro de ter lido pela primeira vez uma matéria sobre mim naquele jornal. Era um texto extenso, recheado de críticas mal fundamentadas e argumentos que algumas vezes chegavam a me fazer dar risada de tão estúpidos. O ódio cego que J. Jonah Jameson tem pelo Homem-Aranha é completamente patético na minha opinião, mas infelizmente, grande parte dos cidadãos de Nova York pareciam ter o mesmo pensamento.
Já fazia um tempo que eu combatia o crime usando a identidade que costumava usar nos programas de TV, mas as pessoas ainda não aceitavam bem a ideia de um sujeito fantasiado sair por aí enfrentando criminosos e fazendo o trabalho da polícia.
Falando na polícia, já tinha uma equipe de detetives trabalhando no caso "vigilante". Dá pra acreditar nisso? Eu os ajudava a prender os bandidos e eles ainda querem me prender!
– Vamos logo! — Gritou um dos homens de um grupo de assaltantes que eu estava seguindo há mais ou menos uns 10 minutos. — Temos que vazar daqui antes que aquele Cara-Aranha apareça aqui!
Saltei do prédio onde estava e caí em cima do caminhão no qual eles colocavam o dinheiro que haviam roubado do banco.
– Na verdade, o nome correto é Homem-Aranha. — Corrigi, enquanto desarmava os quatro criminosos com minhas teias. — Deixo passar dessa vez porque eu ainda sou novo na cidade!
Desviei de seus ataques, derrubando três deles com facilidade. Soquei o último com 1/10 da minha força e o amarrei em um poste juntos com seus companheiros.
– Divirtam-se na prisão! — Exclamei, antes de sair de lá.
Eu tive que me apressar, porque estava atrasado para a escola. Felizmente, minha agilidade aracnídea me permitiu um pouco mais de tempo. Perdi apenas quinze minutos da primeira aula, que era a de Química. Todos haviam formado duplas e pra variar, acabei ficando sozinho. Não apenas por ter me atrasado, mas também porque ninguém iria querer ficar perto do maior perdedor de Midtown.
Mal eles sabiam que eu era o mais novo herói que alguns deles tanto admiravam...
Ver Flash Thompson se dizer o fã número um do Aranha era, no mínimo, cômico.
– Oi Pety! — Liz Allan se aproximou de mim.
– L-Liz? — Gaguejei.
– Tudo bem? — Perguntou, com um largo sorriso.
– S-Sim... — Respondi, gaguejando novamente.
Me sentia um idiota por ficar desse jeito perto dela. Eu tinha sentimentos por essa garota há um bom tempo. Era um amor platônico. Pra mim, ela sequer sabia da minha existência. Mas desde o dia em que ela e Flash terminaram, Liz parece me notar. Só que ela apenas percebe a minha existência, como sendo o nerd tímido da turma, que a ajudaria a melhorar suas notas em Biologia.
– Você tem tempo para me ajudar com os estudos no intervalo? — Perguntou, ainda sorridente.
– Claro que sim, Liz! — Sorri para ela.
Eu sabia que ela nunca pensaria em mim como pensa no idiota do Flash, mas se eu tiver alguma chance de ser pelo menos uma amigo da garota que eu gosto, já seria o suficiente. Até porque, tenho certeza que nunca vou ter coragem para revelar essa minha paixonite idiota.
– Peter Parker, certo? — Harry Osborn se aproximou de nós.
– Hã... Sim... — Estranhei imediatamente ele estar falando comigo.
– É um prazer, eu sou Harry Osborn. — Sorriu gentilmente. — Liz me disse que você é um gênio, então pensei em te pedir uma ajudinha com as minhas notas...
– Não vejo problemas em te ajudar. — Concordei.
Harry ela filho de Norman Osborn, o presidente da Oscorp.
Ao aceitar ajudá-lo com os estudos, eu não fazia a menor ideia de que ele acabaria por se tornar meu melhor amigo.
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