The Spetacular Spider-Man
6 Abutre

Há dias uma nova "ameaça" surgiu em Nova York. Ninguém, nem mesmo eu, sabia quando ele atacaria novamente. Não por ele ser um gênio do crime, ou algo parecido, mas não havia um padrão que ele seguisse. Um homem trajando um uniforme verde, equipado com poderosas asas que o permitiam ter a fantástica habilidade de voar. Esse cara se denominava Abutre.
Estava sendo difícil lidar com duas identidades diferentes. Eu gostava de ser o Homem-Aranha. Mais do que ser Peter Parker, na verdade. Eu me sentia mais livre... Mas ser o cabeça de teia também tem suas desvantagens. Me atrasar para um "encontro" com a Liz, por exemplo.
Tudo bem que não era exatamente um encontro, mas mesmo assim eu fiz com que ela ficasse com raiva de mim por um bom tempo. E quando finalmente consigo que ela fale comigo novamente, tenho que sair porque fico sabendo que o Abutre está atacando novamente.
Bom, pelo menos, eu finalmente consegui chegar antes que ele escapasse dessa vez...
– Ei, passarinho! — Gritei do alto de um prédio, para chamar sua atenção.
Assim que me viu, ele voou em minha direção me acertando umas "penas de metal" que saiam das suas asas. Ao me derrubar, ele voou na direção contrária, mas levantei-me rápido o suficiente para que não o perdesse de vista.
Tive que sair me balançando atrás dele, que voava pelos céus da cidade, sem sequer me notar. Pelo menos era o que eu pensava. Fui logo alertado pelo meu sentido-aranha de que ele tentaria um ataque contra mim. Com minha super-agilidade, fui capaz de desviar do violento ataque e antes que ele pudesse ver quem o tinha atacado, eu usei minhas teias para jogá-lo contra um muro, derrubando-o finalmente.
Eu então saltei em sua direção, usando toda a minha força para alcançar o dispositivo em suas costas. Sim, eu o havia estudado. E ao vê-lo voar, percebi que para destruir as asas precisaria atingir aquele ponto. Graças a isso, consegui desligar o equipamento que o permitia voar e então finalmente usei toda a minha força para quebrar uma das asas.
– Maldito! — Praguejou, irritado.
– Sabe... Eu pensei que seria mais difícil acabar com você... Os jornais costumavam publicar manchetes como: "O terrível Abutre ataca novamente!". — Falei, rindo. — Mas pelo que estou vendo, você não é grande coisa, passarinho! — Continuei a tagarelar, irritando-o ainda mais a cada palavra. — É incrível como as pessoas dessa cidade se preocupam por nada!
De repente, meu sentido-aranha disparou e eu rapidamente desviei e duas balas vindo em minha direção. Olhei para trás e percebi que as pessoas que haviam atirado eram policiais.
– Fique parado, Homem-Aranha! — Ordenou um deles. — Você está preso!
– Não, eu não estou. — Respondi. — Eu acabo de fazer 80% do seu trabalho e você deveria estar me agradecendo!
Saltei até o topo de um prédio, saltando de telhado em telhado, até que eles me perdessem de vista. Sinceramente, eu não entendo como eles podem ser tão estúpidos. Os jornais me condenam, a polícia me condena e as pessoas dessa cidade me condenam.
Desse jeito, eu tinha vontade de finalizar minha vida como vigilante. Voltar a ser apenas Peter Parker. Eu ainda poderia usar meus poderes quando ninguém estivesse por perto! Mas, eu honro minhas promessas. E mais ainda, eu honro a memória do meu tio Ben. Como minha tia May sempre diz: "Nós temos que ser o melhor de nós, mesmo que para isso tenhamos que abrir mão daquilo que mais queremos."
Fale com o autor