The Spetacular Spider-Man
2 Aranha radioativa

Você já se sentiu sozinho? Triste? Indefeso?
Eu costumava me sentir assim todos os dias.
Para os outros alunos de Midtown High, eu era apenas um nerd anti-social. Alguns, simplesmente me ignoravam, como se eu não existisse. Outros, eram um pouco mais cruéis. Flash Thompson, por exemplo, parecia ter como a maior alegria do seu dia a minha humilhação.
Eu era o melhor aluno, tinha as maiores notas, mas não era o mais popular. Nem perto disso, aliás. Provavelmente os únicos que gostavam de mim naquela escola eram os professores.
Eu gostava de todas as aulas, mas sem sombra de dúvidas as de ciências eram as minhas favoritas.
A única coisa que eu amava mais que a ciência era a minha família. Eu morava com minha tia May e o tio Ben no Queens, em Nova York. Sempre que eu me sentia triste no colégio, eu me lembrava que logo chegaria em casa e isso me fazia feliz.
Lembro-me que naquele dia aconteceria uma grande demonstração na Oscorp e também me lembro de ter convidado uma garota para ir comigo. Ela, como eu deveria ter imaginado, riu de mim e afirmou que não sairia comigo nem se fossemos as últimas pessoas vivas na Terra.
Também lembro que após a humilhante rejeição, Thompson aproveitou o momento para me ridicularizar ainda mais:
– Achou mesmo que teria alguma chance, Parker?
Ele me empurrou, fazendo com que eu caísse e derrubasse os livros que eu estava carregando. E todos que estavam por perto, começaram a rir de mim. Levantei-me irritado e segui meu caminho para a Oscorp, dizendo para mim mesmo que algum dia as coisas iriam mudar e que eu faria Thompson pagar.
Mas quando cheguei ao meu destino, já havia "esquecido" a situação humilhante. Eu só conseguia pensar na demonstração. Eu mal podia esperar para ver como os cientistas da Oscorp iriam controlar uma onda radioativa.
Fiquei fascinado com o experimento. Estava empolgado por estar ali, perto de cientistas tão brilhantes, presenciando um avanço científico tão inacreditável...
Eu estava tão impressionado... Prestava atenção nos mínimos detalhes... Fotografava tudo, para que pudesse lembrar-me daquele momento para sempre...
Notei, ao olhar uma das fotos, que uma aranha havia atravessado os raios no exato momento em que eles foram ativados. Antes de morrer, enquanto caía, a aranha radioativa picou o ser vivo mais próximo. E este, por acaso, era eu.
Assim que fui picado, comecei a sentir-me fraco e cansado. A sala começou a girar. Os cientistas perceberam que eu não estava bem e se aproximaram de mim para me oferecer ajuda, mas tudo ficava cada vez mais escuro e eu apaguei, antes que pudesse ser ajudado.
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