The Secret Behind Your Eyes
25 Tá ruim? Calma, a tendência é piorar.
Notas iniciais
Nhay, eu sei que atrasei, mas acontece que eu acho que vou fazer os caps maiores de agora em diante, então vou postar todo fim de semana ou segunda feira. (N: o que diabos esta havendo com o nyah? quase que eu não consigo postar o cap).
Ah, caso alguem esteja interessado, tô escrevendo uma fic Threesome (os tres gostosos de D.gray-man se pegando ao mesmo tempo) de aniversário para o Yu. Se quiserem perguntar algo sobre, mandem por review.
Sobre esse cap: Eu não sei o que deu em mim, mas acho que ficou todo mundo meio psicopata ai.
Teremos algumas explicações que continuaram no próximo cap e saberemos do que se trata a "tal proposta".
Só prometo muito Yullen, ciúmes e o Kanda sendo malvado.
Espero que gostem!
ESSE CAP COMEÇA NA VERSÃO DO ALLEN-CHAN!
Entrei calmamente no refeitório, cumprimentando normalmente todos no caminho até avistar o alvo das minhas intenções assassinas naquela manhã sentado comendo sobá tranquilamente enquanto lia algo em um caderno de capa preta.
Me sentei ao seu lado lhe encarando inquisidoramente. Ele apenas se virou pra mim com as bochechas coradas por causa do vapor e um fio de macarrão pendurado entre os lábios, protagonizando uma cena extremamente kawaii.
–Un?- Murmurou inocentemente
Tive que fazer um esforço descomunal para resistir àquela carinha.
– Onde o senhor estava ontem à noite? – Perguntei com uma voz cortante.
– Como assim? –Perguntou confuso.
– Depois que eu soube que você tinha escapado da enfermaria, fui te procurar no seu quarto e, adivinha? Você não apareceu até as cinco da manhã!- Terminei parando de disfarçar minha vontade de estrangulá-lo.
– Ficou lá esse tempo todo? – Perguntou me olhando assustado assim como as pessoas das mesas próximas que começaram a prestar atenção na conversa (humpf, fofoqueiros).
Ótimo, eu devo estar parecendo um maníaco perseguidor agora.
– Acontece que eu me preocupo com você BaKanda! – Murmurei me explicando.
– Eu estava no bosque... – Ele falou já pondo outra porção de sobá na boca e fechando o misterioso caderno preto.
–Fazendo o que? – Perguntei desconfiado.
Sabe como é, o que os olhos não vêem o ciúme inventa.
– Tch. Treinando oras! – Respondeu me olhando estranho.
De fato, eu estava exagerando, afinal, não era como se o Kanda fosse aprontar pelas minhas costas. Ele definitivamente não era esse tipo de pessoa. Mas então... Que sensação é essa de que ele esta me escondendo alguma coisa?
– Desculpa... É que você me deixa maluco sabia?
Me aproximei repentinamente lhe roubando um beijo na bochecha, fazendo-o ficar discretamente mais corado.
Era tão engraçado como o Kanda se envergonhava tão fácil diante de pequenas demonstrações de carinho e não tinha o mínimo de vergonha na cara para me assediar (não falo do incidente da enfermaria, alguém mais lembra que Tiedoll já flagrou a gente no meio do corredor e o Kanda não ficou nem “meio sem jeito”??).
Por pura provocação decidi que não estava a fim de deixá-lo comer deu sobá em paz, e comecei a acariciar sua mão por cima da mesa, beijando seus ombros que estavam tensos (como sempre) vendo-o relaxar gradativamente.
– Moyashi.
– É Al... – Quando virei meu rosto para encará-lo tive meus lábios tomados em um beijo cálido enquanto suas mãos passavam carinhosamente em volta da minha cintura.
– Vejo que alguém além de mim acordou animado hoje. – Uma voz conhecida soou a nossa frente e no mesmo instante foi como se o Kanda caloroso de instantes atrás tivesse sido substituído por uma pedra de gelo.
– Tch. Isso não é da sua conta, baka usagi. – Respondeu como sempre, me dando um beijo na testa antes de voltar a comer seu sobá.
Ele estava agindo normalmente, deve ter sido impressão minha...
– Bom dia Lavi. – Cumprimentei educadamente observando de canto o caderno em cima da mesa. Será que o Kanda tinha um diário???
– Bom dia pessoa pervertida que foi expulsa da enfermaria ontem. – Me cumprimentou de volta com um sorriso sacana.
Não sei quem seria mais vermelho naquela hora, eu ou um tomate. Olhei para o Kanda que parecia nem ter ouvido nada.
Sem vergonha. Humpf.
– Vá ser danar s-s-s-s-seu pervo! – Respondi chutando sua perna por debaixo da mesa, fazendo-o tropeçar e derramar e derramar a caneca de café em cima da mesa que começou a... Derreter?
Minha nossa, aquilo era mesmo café???
– Allen, você acaba de salvar minha vida. Imagina se eu tivesse bebido isso? – Ele murmurou tão chocado quanto eu.
– Será que alguém colocou ácido dentro? – Perguntei vendo o estrago que ficou a mesa.
– Impossível, peguei esse café com a Lenalee agora pouco. –Respondeu se recuperando do susto.
– Preocupante, não é? – Comentou Kanda, relaxado demais para a situação, bebericando seu chá calmamente. – Parece que tem alguém aqui na ordem que realmente quer te ver morto... Lavi. – Concluiu se levantando com o caderno em mãos e uma expressão sinistra de tão serena.
– Nee Yu, falando desse jeito até parece que está feliz com isso. – Murmurou Lavi fazendo uma carinha de cachorro sem dono para o Kanda que passava por trás dele.
– E quem disse que eu não estou? – O moreno respondeu com um sorrisinho satisfeito indo ate a saída do refeitório sob os nossos olhares abismados.
– Acho que eu até senti a temperatura baixar uns dois graus depois dessa. – Comentou Lavi engolindo em seco.
– Nem me fale... – Respondi ainda em choque.
O problema real não eram as ações do Kanda, e sim as idéias subliminares que pareciam estar presentes em todas elas. E sem falar naquela sensação gelada que sua áurea parecia provocar.
Ai tem coisa...
Virei meu olhar para o lado e o vi ainda parado na saída refeitório conversando sobre algo, que parecia muito interessante, com a Lenalee.
What. The. Hell?
– Desde quando o Kanda e a Lena se falam assim? – Apontei para a cena onde os dois viam algo naquele misterioso caderno preto parecendo muito empolgados com sabe-se lá o quê. (Na verdade, a Lenalee parecia empolgada, o Kanda tava com a sua usual expressão indiferente, mas deixa a minha imaginação brincar um pouquinho).
– Na verdade, eles bem que se conhecem a bastante tempo. O estranho é ver o Yu trocando sua companhia pela dela...
COMO É??? Esse ruivo baka esta insinuando que o Kanda me trocaria por aquela biscate??? Ele enlouqueceu né?
– O que disse...? – Praticamente rosnei lhe lançando um olhar assassino o suficiente para fazê-lo recuar dois passos.
–A-Allen-chan...É você?
Ignorei a sua pergunta procurando aquEles dois que já não estavam mas ali.
– Atrás deles. AGORA! – Sai arrastando o Lavi refeitório a fora com um instinto assassino potencialmente perigoso.
Eu não sei bem o que foi isso, só acho que acordei meio psicopata hoje.
– Allen...?
– Primeiro aquilo na alma do akuma, depois aquela sensação estranha com o Kanda e agora a peste ainda some com a Lenalee... Só pode ter algo muito errado nessa historia...
– Os dois últimos eu até entendo, mas o que a alma do akuma tem a ver com isso? – Lavi perguntou subitamente curioso.
NÃO ME DIGA QUE EU TAVA PENSANDO EM VOZ ALTA?????
– ãn....er.... Nada, só meu olho esquerdo que ainda esta doendo daquilo. – Enrolei. Bem, não era totalmente mentira, mas também não era totalmente verdade. E pelo visto ele percebeu, mas não perguntou nada a respeito.
E mesmo se perguntasse, eu iria guardar o que vi na minha cabeça até a hora em que eu pudesse perguntar diretamente ao Kanda o que aquilo significava.
Saímos pelos corredores externos e avançamos um pouco pelo bosque até encontrarmos os dois em uma clareira.
– Eu te disse que seria assim. – A voz do kanda soou calma, porem firme, enquanto a Lenalee parecia meio histérica.
–Por quê?! – Ela perguntou se aproximando excessivamente do meu moreno. – Sabe, o amor as vezes decepciona a gente... Então nada melhor que outro amor para juntar os cacos, não acha? – Ela sussurrou bem próxima e sendo completamente ignorada como se nem estivesse ali.
– Eu acho... – Ele murmurou fazendo suspense – Ridiculo.- Respondeu por fim.
– Qual é... Só um beijo não vai mata ninguém...
COMO É? QUE RAIO DE CONVERSA É ESSA??
– Acredite, vai sim.
– Pelo amor de Deus? Você é Yu Kanda ou um gatinho assustado?
– Eu te disse isso ontem à noite, não vou fazer nada que o machuque.
OH.MY.FUCKING.GOD. Ontem à noite? Então o Kanda estava com a Lenalee quando passou a noite fora!!!!
– EU VOU MAT- hmrfffmhfmmhffhmhfff!!!! – Antes que eu fosse até onde eles estavam, Lavi me agarrou por trás e tapou minha boca.
– Shhhh! Se acalma ai que agora eu quero saber se eu também levei chifre nessa relação.
– Hm? HMFHMFRHMRHFMHMFHFMNHMFFF!!! – Me debati, mas ele me deu uma chave de braço.
– Não entendo por que você não acaba logo com ele, ia deixar tudo tão mais fácil!
QUÊÊÊ??? ESSA VACA QUER QUE O KANDA ACABE COMIGO?? Quem ela pensa que é para achar que pode ser meter na nossa vida???!
Dei uma cotovelada na barriga do Lavi, fazendo-o me soltar e corri na direção dos dois.
– Acabar com quem Kanda? – Falei pegando-os de surpresa fazendo a Lenalee dar um pulo e o Kanda ficar da cor de um papel.
– Com... O Sokaro. – Respondeu rápido. Não parecia bem uma mentira, mas... Desde quando mentiras parecem mentiras?
– Kanda, você mal percebe a existência do general, como quer que eu acredite que você tenha algo com ele?
– Não tenho nada com aquele projeto de descarrego.
– Então vai acabar o que?
– Tch. Com a raça dele, oras.
– E por que diabos isso incluiria um beijo? – Perguntei acidamente.
Ahá, se vira com essa agora!
– Eu... – Lenalee começou mas eu lhe lancei um olhar tão fulminante que ela calou a boca.
– A chifrud... Digo, Lenalee, quer que eu beije a gazel... Quero dizer, o Daisya, pra fazer ciúmes no Sokaro. Só que...
– O Kanda não quer magoar seus sentimentos, Allen-kun. – A Lenalle completou com um sorrisinho doce que depois foi dirigido para o Lavi que tinha aparecido atrás de mim e observava a cena tão intrigado quanto eu.
Trocamos um olhar avaliando a situação e não sei dizer quem ficou mais confuso.
A Lenalee era uma dissimulada mesmo, então nem me preocupei em observar as ações dela. Mas por outro lado era de conhecimento geral que o Kanda não sabia mentir de jeito nenhum... E pela segurança com que ele contou a história inteira não parecia mentira, mas aquilo não fazia sentido de maneira alguma. Tinha algo faltando nessa história... Ah se tinha...
– Nem sabia que o Daisya e o Sokaro se pegavam... – Murmurou Lavi desconfiado.
– Pois é... Nem eu... Atá hoje. – Kanda comentou olhando para o tempo.
Por que esse maldito sentimento de tem algo errado com ele não me sai da cabeça?
– Kanda, consegue repetir tudo que disse olhando nos meus olhos?
Desafiei encarando-o bem a tempo de vê-lo ficar repentinamente pálido de novo.
Sem nenhuma explicação, ele me puxou para mais perto passando o braço em volta da minha cintura, unindo nossos corpos enquanto levantava meu rosto com a mão livre, deixando seus olhos a centímetros dos meus.
– Em primeiro, eu não vou repetir tudo de novo por que eu não sou um papagaio estúpido e você também não manda em mim. E depois, qualquer coisa que você esteja pensando sobre esta conversa está definitivamente errado por que... Por que e-eu não quero tocar mais ninguém desse jeito – Ele começou a subir a mão da minha cintura ate minha nuca, roçando seus lábios nos meus – Alem de você, moyashi. E se ainda duvida disso ent ...
Antes que ele terminasse de falar, passei meus braços em torno do seu pescoço, capturando seus lábios num beijo emocionado. Não só pelas palavras, mas pelo sentimento e pela sinceridade impressa nelas, não pude resistir.
Abri meus olhos para encarar a escuridão dos seus e percebi que o Lavi e a Lena (recentemente classificada como pessoa em quem eu não devo mais confiar) tinham ido embora.
– Enfim sós, não acha? – Sussurrei contra seus lábios sentindo suas mão fortes em volta da minha cintura antes dele se jogar pra trás, caindo na relva macia e inconscientemente me dando vantagem para atacá-lo agora que não havia mais o problema da altura para me atrapalhar.
Eu só não contava que seria agarrado primeiro.
– Yu... hnnmmmm... – Gemi meio que involuntariamente quando ele virou por cima de mim atacando meu pescoço sem dó nem piedade. Posso até dizer que fico bravo por ele me deixar parecendo um dálmata, mas nunca vou negar que adorava aquilo.
Senti uma de suas pernas no meio das minhas com seu joelho pressionado uma certa parte do meu corpo enquanto ele mordiscava minha orelha, me arrancando um gemido realmente alto dessa vez.
Sabe, quando o Lavi me contou que o Kanda nunca havia realmente beijado ou feito qualquer coisa parecida com alguém antes eu o achei tããooo inocente...
NUNCA MAIS COMETO ESSE ERRO!
Mas por outro lado mesmo que dessa vez ele estivesse fatalmente empenhado em me tirar o juízo, ele não estava tentando realmente ir mais alem de alguns amassos como aconteceu na enfermaria (isso nunca mais vai sair da minha cabeça).
Ele não, já eu...
Comecei a abrir os botões do seu sobretudo, constatando alegremente que ele usava somente aquela faixa para esconder a tatuagem por debaixo. Me livrei da peça com sua ajuda, para logo depois escorregar minhas mãos pelos seus ombros largos, puxando-o pela nuca para um beijo intenso.
– K-Kanda eu... — Comecei sem ter coragem de terminar.
– Você...? – Ele perguntou com a boca colada no meu ouvido. Ai Deus... Assim eu não consigo lembrar nem meu nome.
– E-eu queria... ãn, sabe, continuar aquilo daquela v-vez na enfermaria... – Terminei completamente sem jeito e da cor de uma pimenta.
– Pensei que ficaria irritado se eu te atacasse daquele modo outra vez...
Esse garoto tem problemas não é? Só pode.
– N-não me importo que você me...
– Isso é bom... – Ele me interrompeu – Por que sinceramente eu não quero mais ter que me segurar... e nem sei se conseguiria desse jeito... – Sussurrou passando a língua tortuosamente pelo meu pescoço.
Sei bem que “jeito” é esse. Acontece que tudo entre nós sempre começa “inocentemente” e termina pegando fogo. E para minha sorte, essa tendência estava ficando cada vez pior.
Seus olhos se fixaram nos meus por um momento como se perguntasse se eu tinha certeza do que queria, apenas afirmei com a cabeça, acariciando a lateral do seu rosto sentindo sua pele macia.
Com seu olhar ainda fixo no meu, ele mordiscou meu lábio, descendo para o meu queixo e depois desatando o laço da minha gravata com os dentes.
Santa visão do pecado Yu Kanda era naquele momento...
Soltei a fita que prendia seus cabelos, enroscando minhas mãos ali enquanto eles caiam em cascata pelas suas costas, ombros, e emoldurando seu rosto.
Sua boca que até então me provocava chupões no pescoço e mordidas no maxilar, começou a desabotoar os botões da minha camisa, um a um, me arrepiando cada vez mais a medida que a sua respiração quente batia na minha pele.
Depois de abrir o ultimo botão, ele começou a subir deslizando a ponta da língua por toda a extensão do meu abdômen ate chegar ao meu mamilo esquerdo onde ele deu um chupão excepcionalmente forte que me arrancou um gemido do fundo da garganta.
Era impressionante como o Kanda parecia conhecer naturalmente cada parte sensível do meu corpo, me levando a loucura a cada toque. Mas era injusto que eu conhecesse apenas um de seus pontos fracos... Pelo menos eu bem que poderia me aproveitar disso na situação atual.
Passei suavemente minhas unhas pelo seu pescoço, sentindo-o agarrar fortemente minha coxa, me puxando mais para cima e aproximando seu corpo do meu, pressionando seu joelho com mais força contra meu membro, fazendo uma onda insana de prazer percorrer todo o meu corpo.
– Yu... — Meio que gemi meio que ofeguei seu nome, sentindo minha consciência ficar cada vez mais desconexa, focando unicamente no moreno em cima de mim. – Meu Yu.. – Sussurrei em seu ouvido, o empurrando pra trás, fazendo-o cair sentado, e subindo no seu colo com uma perna de cada lado. – Meu e somente meu, tá me ouvindo?-Murmurei mordiscando sua orelha e arranhando sua barriga.
Pode me chamar de possessivo, mas achar que alguém estava querendo tirar o meu Kanda de mim é sufoco demais para um dia.
Ele me encarou com um sorrisinho de canto meio sem graça e as bochechas coradas...Tão lindo.
– Então o mesmo vale para você. – Sussurrou contra meus lábios antes de me prender em um beijo selvagem, agarrando fortemente minha cintura e me puxando para si, colando ainda mais nossos corpos.
Separei nossos lábios atacando seu pescoço, primeiro suavemente, sentindo sua pele se arrepiar contra a minha, e depois de maneira mais intensa, lhe arrancando alguns gemidos e empurrado meu corpo contra o seu inconscientemente, em busca de mais contato, roçando nossas excitações fazendo nossa respirações se entrecortarem conjuntamente.
Suas unhas desciam pelas laterais do meu corpo intensificando as arrepios já causados pela situação, inebriando meus sentidos de maneira insana. Apenas joguei minha cabeça pra trás, em rendição, empurrando mais meu corpo contra o seu, chocando nossos quadris, e envolvendo seus ombros com meus braços enquanto sentia seus lábios na região abaixo do meu queixo.
Senti uma de suas mãos descer pela minha barriga e começar a abrir a minha calça, me causando um frio na barriga, agravado pelos seus lábios que tomavam os meus de maneira apaixonada, porem dócil.
– All...
– TODOS OS EXORCISTAS DA ORDEM DIRIJAM-SE A SALA DO SUPERVISOR. REPETINDO, TODOS OS EXORCISTAS PRESENTES NAS DEPENDENCIAS DA ORDEM, DIRIJAM-SE A SALA DO SUPERVISO IMEDIATAMENTE.
Acho que nunca tive tanta raiva de uma caixa de som na minha vida.
– Não acredito nisso... – Praticamente rosnei.
– Tch. Que se dane. Daqui você não sai. – Concluiu a frase me prendendo no chão com meus braços acima da cabeça e voltando atacar meus lábios.
Kanda, já disse que te amo?
Mas como quando o universo conspira contra você ele não brinca em serviço, mal se passaram cinco minutos e eu escuto a voz do Lavi.
– Alleeeeen! Yuuuuuu! Estão chamando a gente lá na sala do Komui!!
Kanda olhou pra mim com uma cara, no mínimo, homicida.
– Se importa se eu matar o usagi?
– Não. – Respondi.
Só não esperava que ele fosse realmente levar a serio.
–----------- POV do Lavi ------------------------
Meu primeiro “oi” do Yu foi uma pedrada que por pouco não levou minha cabeça embora. E se eu não tivesse desviado tão rápido do pedregulho aposto que teria ido direto dar uma sentadinha no colo do capeta dessa vez.
Cara, no estávamos no meio de uma reunião e eu ainda podia sentir sua vontade de me matar mesmo estando do outro lado da sala.
– Então... — Continuou Komui- Para o caso da investigação dos novos akumas iremos dividir os exorcistas em trios liderados por um general. Tenham em mente que essa nova espécie de akuma, além de mais ardilosa, não tem como objetivo apenas matar. Portanto, é provável que eles sejam como “uma carta na manga” para o Conde do Milênio ou já estejam envolvidos nos seus planos malignos, não temos certeza ainda. E também não sabemos como eles evoluem, então durante a missão tenham como prioridade eliminar o maior número de akumas possível. – Nossa, ele até ficou parecendo um supervisor de verdade depois desse discurso – Os grupos irão se revezar para que a ordem não fique desprotegida caso ocorra outro ataque como o de antes de ontem – Ô lugarzinho pra ser atacado, putamerda – Poderá ocorrer de o mesmo exorcista ir em mais de um grupo. Devido ao fato de que o inspetor LeVerrier esta quase saindo do coma, os grupos de Cloud Nine, com os exorcistas Daisya Barry, Lenalee Lee e Miranda Lotto; e do General Cross Marian, com os exorcistas Yu Kanda, Allen Walker e Lavi Bookman serão os primeiros a partir, um logo após o termino da missão do outro, partindo antes da sua chegada. Alguma objeção?
– Claaaaaro que não... – Respondi olhando maliciosamente para Marian que me respondeu com um sorriso mega safado. (Puta que pariu, eu amo esse sorriso.)
– Nenhuma mesmo. – Completou Allen secando o Yu que estava sem camisa e de sobretudo aberto. (ai delicia)
– Não há motivos para isso. – Comentou Yu lançando um olhar quente de derreter qualquer geleira para o Allen. (serio, até eu me arrepiei).
– Com um grupo tão “disposto” e “dedicado”, tenho certeza que a missão será um sucesso. – Concluiu meu ruivo gostoso deixando todo o real significado da frase implícito.
Traduzindo para os serzinhos inocentes, o que ele realmente quis dizer foi:
“ Com um grupo tão excitado/animado e ninfomaníaco/doido pra se pegar, tenho certeza que a missão será uma suruba/orgia.”
Podem mandar a gente pro Iraque, mas eu não mudo minha opinião que essa será a melhor missão que eu já peguei.
– kyaaaahhh clubinho das meninas! Adoooroo! Uhuull! Just dance... its gonna be okay...
Daisya começou a saltitar no meio da sala com um salto agulha com plataforma gigante enquanto Sokaro não tirava os olhos do traseiro dele...
AIMEUDEUSQUEHORROR! Então era verdade???
Pobre gazelinha...
– O grupo da general Cloud partirá amanhã a tarde – Falou Komui ainda mantendo a pose de “sou o chefe dessa bagaça” – Por hoje é só, já podem ir. – Concluiu comendo Reever com os olhos.
Olhei para o lado bem a tempo de ver a Lenalee entregando um papel disfarçadamente para o Yu-chan que o guardou no bolso de imediato.
– Nee yu, me empresta o Allen cinco minutinhos? – Perguntei me encolhendo atrás do albino por causa do olhar assassino que o outro me mandou.
– Tch. Não me chame assim desgraça ambulante. – Oowwn, isso magoou Yuu-chan. – Sabe onde me encontrar – Ele falou se dirigindo ao Allen com um olhar totalmente oposto ao “vou te matar” que ele me mandou segundos atrás. Às vezes acho que o Yu é yandere*.
– Não vou demorar. – Allen se despediu do moreno e voltou sua atenção pra mim.
– A Lena entregou um bilhete pro Yu agora pouco, acho que eles ainda estão tramando alguma coisa.
– Mas o que seria? Sabemos que “juntos” eles não estão.
Isso eu tinha certeza, por que pelo que eu pude espiar subornando o Timcamppy com sanduiches, o Yu estava mais do que louco pelo seu moyashi. (E que pega heim?? Foi difícil de só assistir...)
– Eu tenho uma idéia. – Anunciei sussurrando- Você fica de olho no Yu, e eu na Lena. Acho que eles vão se encontrar,veja se consegue roubar o bilhete.
– Ok.
Como Bookman, é meu dever investigar (leia-se: meter o nariz onde não é chamado) todos os segredos da historia.
E esse mistério, de hoje não passa.
–------------------- POV do Kanda --------------------------------------
– Droga Kanda, fudeu tudo com a porcaria dessa missão. De amanhã não pode passar.
Tch, como se eu não soubesse...
–Tenho tudo preparado, é só a gente arrumar a porra toda hoje a noite e executar a segunda tentativa amanhã de manhã.
– É, tem razão... – Ela concordou parando de andar irritantemente de um lado para o outro ate afundar o chão e se sentou na cama. – Alias, você está indo melhor do que eu esperava. A déia do corrosivo no café foi brilhante.
– Tch, só quero me livrar logo daquela peste..
Passei a mão no pescoço onde os lábios do meu albino tinham tocado momentos atrás. Eu não vou perder meu moyashi para aquele usagi e nem para ninguém, nem mesmo que algumas cabeças precisem rolar no processo...
– Acho que eles não acreditaram na história de hoje de manhã. – Ela comentou acertando mais alguns detalhes no nosso “death note”, por assim dizer. O caderno em si, não fazia mal a ninguém; já as coisas nele escritas... heeeheee...
– Eu tenho certeza. Nenhum dos dois é retardado e aquela mentira foi muito tosca.
– Mas bem que deu pra deixar os dois confusos.
– Tanto faz...
Tch, eu detesto mentir. Por que sempre que você começar contando uma, por mais estúpida e ordinária que seja, você vai contar outra e mais outras para encobri-la e acaba virando uma rede de falsidade que se for cortada em algum ponto vai foder com tudo.
E eu não tenho saco pra sustentar tantas mentiras quanto a Lenalee e o usagi. E também não quero que o moyashi ache que eu estou mentindo pra ele, mesmo que dessa vez eu realmente esteja, acontece que isso faz eu me sentir agoniado, como se tudo fosse desabar a qualquer momento. Mas de que maneira eu posso esperar que ele confie em mim desse jeito???
Aargh! Mas que porra! É melhor eu parar de pensar.
– Kanda, tá me ouvindo? – Sai dos meus devaneios com a corna gritando no meu ouvido.
– Não ouvi uma fudida palavra do que disse. O que era? – Perguntei na cara de pau vendo-a assumir uma expressão irritada.
– Que você terá de continuar com as aulas de interpretação se o lance de hoje à noite der errado.
– Tch. Mas que merda. – Murmurei puto. Aquelas aulas eram verdadeiras seções de tortura.
Como acham que eu aprendi a mentir tão de repente?
– Só continuo achando que deveria acabar logo com ele...
Lá vem a vaca com isso de novo...
– Não vou matar o usagi assim na lata. Já disse.
– Eu também já disse que qualquer coisa é só jogar a culpa no...
– Minha mugen não vai tirar a vida de mais ninguém, entendeu ou vou ter que te eletrocutar pra acordar seus neurônios?
– “mais ninguém”? – Murmurou desconfiada.
– Força de expressão. – Disfarcei e ele nem notou.
Por sorte, desde a proposta ele só parecia pensar em como matar o usagi.
–----------------- flashback on --------------------
– Tenho uma proposta pra você, e sei que não vai recusar.
– E que proposta irrecusável seria essa?
Perguntou dando uma tragada no narguilé*, me juntei a ela dando uma tragada do outro lado.
– Quero que me ajude a, sorrateiramente, dar cabo do usagi. – Soltei a fumaça tranquilamente esperando sua resposta.
– E por que eu te ajudaria a matar o meu namorado?- Perguntou desconfiada.
– hm, vejamos... Começo pela parte que ele comeu 90% da ordem pelas suas costas, que está transando loucamente com Cross enquanto você fica ai sozinha chupando o dedo, que esta de olho no moyashi que é o seu melhor amigo, ou que todo mundo sabe de tudo isso menos você, e que seu nome é o mais ridicularizado da ordem? – Perguntei cinicamente.
Sim, eu sei, sou um cretino. E gosto disso.
– O QUÊÊ??? EU VOU MATAR AQUELE FILHO DA PUTA!! – Ih, surtou.
– Mas você é apenas uma putinha histérica que não faz mal a ninguém. Acha mesmo que consegue? – Perguntei a encarando torto.
– Kanda, você é um demônio.
Hmm, já me disseram coisa pior.
– Por isso mesmo, e então...?
– Pode contar comigo.
–---------------- flashback off –-----------------------------------
– Vai mesmo recusar a ideia do beijo? – Perguntou mexendo numa gaveta.
– Meu objetivo é eliminar o usagi,e não mahucar o moyashi. – Cortei-a.
– Mas era só pra fazer um ciuminho..
– Me erra. Eu agarraria um akuma antes de beijar você.
– Nosso amor é lindo Kanda. – Cantarolou sarcástica.
– Foda-se.
– Afz, seu grosso. Alias, será que é grosso mesmo...? – Ela começou com uma cara maliciosa e lambendo o lábio.
– Sai já pra lá projeto de macumba!
– Kanda... – Ela começou com a franja caindo sobre os olhos e murmurando meu nome com uma voz arrastada.
– Volta pro poço Samara.
– Não seja tão malvado...
– Então não se aproxime, rascunho de Emily Rose.
– NHAA DIGA QUE ME QUER! DIGA QUE ME QUER! DIGAAAA!
– ESPIRITO COLORIDO, EXORCISO-TE EM NOME DE TODAS AS ENTIDADES EXISTENTES NESSA FULERAGEM DE MUNDO! CAI FORA PORRA!
Dei um tapa na cara da possuída, fazendo-a dar uma voltinha antes de cair apagada de cara no tapete. É, deve ter funcionado.
Até pensei em colocá-la na cama, mas imagina se a praga acorda? Melhor deixar do jeito que tá mesmo.
Peguei o bilhete que ela havia me dado e comecei a ler.
“Para a sua aula de hoje, você vai aprender a controlar sua expressão corporal.
Te desafio a ler toda a pilha de mangas Yaoi Bara 18+ que está em cima da minha escrivaninha sem dar piti.
Ass: Lena-sensei.”
Ora, só isso?
Peguei um manga qualquer da pilha e encarei a capa já sentindo meu rosto esquentar... OK, vamos lá. Abri em uma pagina aleatória e... OHMYFUCKINGGOD O QUE É ISSO??????????
Joguei aquela revistinha do capeta longe e me sentei de volta na cadeira abismado.
Uma palavra sobre esse exercício: IMPOSSÍVEL.
Notas finais
# No caso da fic, o Lavi levanta a hípótese de o Kanda ser um psicopata e ter um lado bem mais negro do que aparenta.
E quanto a ultima parte... (vontade de matar ou causar dano a quem chega perto de seu amado) hee hee heee, sem comentários.
--> Mas ainda acho o Yu tsundere. u.u
- Tsundere: Tsundere é um termo japonês para uma personalidade que é inicialmente agressiva, que alterna com uma outra mais amável. No caso seria um personagem que aparece frio e distante, se tornando leal e preocupado pelos outros.
ENTÃO PESSOAL LÁ VAI MAIS UMA ENQUETE MALUCA DA AUTORA:
# O QUE ACHAM? O KANDA É TSUNDERE OU YANDERE?
-- AGUARDO AS RESPOSTAS POR REVIEW!
* Narguilé: Como o troço é ruim de explicar, ai vai o link com umas imagens:
http://www.netserv19.com/ecommerce_site/arquivos1631/arquivos/1259354992.jpg
http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2010/01/narguile.jpg
--> O próximo cap sai na segunda ou no domingo, depende da minha capacidade de enrrolar minha mãe.
Até lá eu só prometo que teremos uma briga de desabar o refeitório por ai, o Lavi e o Allen sendo ninjas,uma missão pervertida cheia de pervertidos e... Ahhh chega de spoiler.
Well, se gostaram deixem REVIEW, se gostaram meeeeesmooooo deixem RECOMENDAÇÃO. Se quiserem mandar MP com ameaças de morte tambem ta valendo.
Ate logo!
KISSU!
Fale com o autor