The Secret Behind Your Eyes
26 Destroya Everything#
Notas iniciais
Aqui vai a resolução do drama que começou cap passado com o caso "Vamos matar o usagi", com o Yu e o Lavi saindo no pau e a Lenalee tendo o que merece pela mãos de alguem, un... Inesperado.
Eu sei que muita gente queria que a missão começasse nesse cap, mas é que eu tive uma idéia tão... tão...mas tão maligna que eu só vou colocá-la daqui a uns dois caps. (pode aguardar que essa missão vai entrar pra história).
Espero que gostem desse cap! (reescrevi ele umas duas vezes pra ficar do jeito que eu queria)
ESSE CAP COMEÇA NA POV DO LAVI!
Eram por volta das duas da manhã, e aqui estávamos nós, equipados com luvas, jaquetas, calças e capuz pretos, óculos infravermelhos para enxergar no escuro, botas e luvas de aderência, uma mochila com cordas, lanternas, canivetes e afins. Me sinto muito ninja agora.
– Nee Allen, somos fodas. – Comentei balançando de um lado para o outro ainda grudado no teto. Aquilo era tão fodástico...
– Shhhhhh! Eles estão saindo!- Alarmou o albino me cutucando com o cotovelo pra ficar quieto.
– Allen-chan, o que nos vamos dizer se eles nos pegarem? – Sussurrei baixinho.
Na verdade, acho que a gente ia morrer antes de falar alguma coisa.
– Diremos que somos morcegos gigantes.
Aham... E nesse caso o Yu seria o Ozzy Ousborne.
– Gosto muito da minha cabeça no lugar, obrigado.
Focamos o nosso olhar mais na frente, na porta do refeitório, onde o Yu e a Lena faziam anotações em um caderno.
Tenho um péssimo pressentimento sobre isso.
Reparei um pouco mais na cena e... Putamerda, eu devo tá muito doente ou bati minha cabeça muito forte nos últimos dias. Como é que eu tava de frente para uma Lenalee de camisola transparente e não tava sentindo nada...?
Isso é tudo culpa daquele ruivo safado... Gostoso... Sexy... Bom de cama...
Opaaa, já chega. É melhor eu parar de pensar putaria por que se eu continuar assim eu caio daqui e me lasco.
– Será que dá pra chegar mais perto? Não ouço nada daqui. – Perguntou Allen mordendo o lábio de curiosidade, fazendo uma carinha tão...
Quem era mesmo que não deveria estar pensando putaria agora?
– Se chegarmos num raio de três metros o Yu percebe a gente.
– Afzzz... – Murmurou fazendo um biquinho tão... tão...
Vou precisar de um banho de água gelada a uns noventa graus negativos quando isso terminar.
Eles trocaram mais umas palavras e depois se foram, um para cada lado. Esperamos os dois sumirem pelos corredores e entramos no refeitório pra saber o que diabos eles tanto faziam ali (eu até teria uma idéia do que a Lena faria com um cara aquela hora da noite... Mas bem, era o Yu. Se ela quisesse tentar seduzir ele, teria que fazer cosplay do Allen).
Uma coisa interessante é que quando eles entraram no salão, o Yu-chan estava com uma mala que parecia lotada, e quando saíram ela estava vazia. Ou seja, é obvio que eles deixaram algo lá dentro, mas... O que exatamente?
Procuramos no maior estilo CSI, virando todo o lugar, no chão, embaixo das mesas, dos bancos, nas janelas, nos lustres... Enfim, em todos os lugares possíveis, e nada. Nem sinal de atividade humana no local.
Vasculhamos mais um pouco só pra ter certeza e depois saímos, tirando nossas roupas pretas e as escondendo nas mochilas junto com o resto do material de espionagem. Começamos a caminhar de volta pra os nossos quartos ainda quebrando a cabeça com “o mistério do refeitório”. Putamerda, eu tinha realmente ficado encucado com isso.
Mas por outro lado tinha outra coisa que não me saia da cabeça...
Nunca vi problema em ficar amigo de todos, mesmo que sem querer e mesmo sabendo o quanto era perigoso, mas pelo menos eu podia enrolar o panda numa boa com aquela história de “amizade fingida”. Porém, existem coisas que não podem ser disfarçadas, e essa coisa de pensar em Cross Marian da hora que eu acordo até a hora de dormir já estava me preocupando.
Ok, ele era bom de cama. Não, muitíssimo bom de cama, mas isso não é motivo para ficar pensando nele o tempo todo a não ser que...
– Lavi, se o ama de verdade acho que deveria admitir pelo menos pra si mesmo. – Falou Allen do nada.
Puta que pariu, desde quando eu fiquei tão óbvio assim?
Parei de caminhar subitamente o encarando com o olho do tamanho de um prato.
– O que é? Eu conheço meus amigos. – Ele explicou com um sorrisinho bobo e eu apenas suspirei e voltei a andar desanimado.
– Olha, eu sei o que disse naquela noite quando você estava lá no meu quarto, mas eu sinceramente não sei se...
– Ora Lavi, pare de complicar as coisas. Ou você gosta dele ou não.
– Bookmans não podem amar, Allen. – Lembrei-lhe desse “pequeno” detalhe que no final das contas era sempre a raiz de todos os meus problemas.
– Então teoricamente você não deveria ser meu amigo... – Falou olhando para os próprios pés como se pensassem em algo.
– Teoricamente. – Respondi começando também a caminhar de cabeça baixa, mas atento a suas expressões, ele parecia estar maquinando alguma coisa.
– É necessário mesmo escolher entre os dois? – Perguntou sutilmente. No que diabos esse albino estava pensando?
– Me tornar um bookman é o objetivo da minha vida, e se eu tiver que abrir mão desse sentimento por isso, eu vou. – Respondi sério sem dar margem para a duvida.
– Por quê? — Perguntou me olhando com a cabeça pendendo levemente para o lado.
– De que vale uma vida sem um propósito? Não acha que é melhor morrer que ficar perambulando pelo mundo sem sentido, sem buscar por algo mais que valha a pena lutar? – Desabafei.
– Não estou te dizendo para desistir do seu sonho. Somente que é possível achar um modo de conciliar as duas coisas, e que nós não encontramos. Ainda.
Entendo... Eu não deveria desistir sem nem ao menos tentar antes, não é?
O encarei emocionado por um momento antes de puxá-lo para um abraço forte (sem segundas intenções dessa vez). Senti ele me abraçando de volta, como se estivesse me apoiando e respirei fundo relaxando os ombros.
OK, eu sei que eu vivo tarando o coitado do Allen-chan e que já o agarrei incontáveis vezes. Mas no fim das contas, acho que ele sempre foi como um irmão mais novo que eu sempre quis ter. (lembrando que também não tenho nada contra incesto).
– Obrigado Allen. – Sussurrei baixinho ainda com a cabeça deitada no ombro do pequeno.
– A-ham, interrompo? – Uma voz sexy e assustadora soou do fim do corredor.
Tô fudido.
Senti um arrepio gelado percorrendo minha coluna e levanto minha cabeça (me separando do albino) e me deparo com um Yu sem camisa, com os longos cabelos soltos, encostado na parede bebericando calmamente um copo de água.
É impossível não pensar em sacanagem desse jeito...
– Foi pra me dar o troco? – Perguntou para o Allen com um sorrisinho de canto que me deu medo.
– O que? – Ele perguntou confuso e incrédulo com a frase direta do moreno.
– Fui te procurar no seu quarto hoje, e dessa vez era você que não estava. – Yu esclareceu fazendo eu e o Allen relaxarmos. Porra de susto...
Allen-chan deu um daqueles sorrisos mega meigos que da vontade de apertar a bochecha e se jogou nos braços do Yu (Nhaa... Também quero... Allen, troca comigo...)
– Fico feliz em não dormir sozinho hoje. – O menor sussurrou contra os lábios do moreno lhe dando um selinho rápido e descendo do seu pescoço.
Uiiiiii, ele disse isso mesmo? Imagino beeeem o quanto eles “dormem” quando estão juntos. Hehehe...
– Oe, Lavi. – O Yu chamou me acordando dos meus delírios pervertidos.
Own, não gosto quando ele me chama assim. Faz a gente parecer tão distante...
– Hm? – Perguntei achando fofa a cena dele abraçando o pequeno pela cintura e apoiando o queixo no topo da sua cabeça.
– Corrigindo você, não são três metros, são cinco. Acho que passar tempo demais de cabeça pra baixo estragou seus miolos. – Finalizou com uma piscadinha “simpática” que só deixou a frase mais sinistra.
Antes de entrar no quarto, eu e Allen trocamos um olhar de puro pânico.
Meu Deus... o Yu é o demo. Sério.
–------------ POV do Daisya -----------------------------
Hoje meu dia tava tão... Rosa incandescente com estrelinhas turquesa! Meu cabelo estava brilhoso e artisticamente bagunçado, minha maquiagem diva e minhas perninhas saradas (a base de muito futebol por que eu amo “esbarrar” acidentalmente nos bofes) em um mini shortinho e com uma bota de salto agulha 20cm prata.
Entrei no refeitório causando e me sentei na mesa ao lado do casal mais fofuxo da ordem, vendo o Allen-chan, com a cara mais kawaii do mundo, sentado no colo do meu aniki e brincando com o cabelo perfeito dele (que na minha opinião fashion, ficava melhor purpurinado de rosa como daquela vez...).
– Alleeen-kun!! – A Lenalee gritou do outro lado do refeitório atrapalhando o momento sugar do casal.
– Moyashi, a corna... Quero dizer, Lenalee, tá te chamando. – Ele apontou displicentemente com o queixo para a garota que acenava do outro lado do salão.
E por falar nela... Onde aquela beesha bandida conseguiu tantas olheiras? E pior, sair com aquelas coisas monstruosas na cara SEM CORRETIVO?!
Ladies sorry, mas não sei se meu coraçãozinho pink agüenta presenciar tal crime.
Eu iria até praticar a minha boa ação do dia e ajeitar a cara da monstrinha se não tivesse ficado tão chocada com a cena que vi depois.
Ai minha santa purpurina, se não fosse a minha base bronzeadora e meu blush divônico, eu teria ficado tão pálida quanto a Lady Gaga em Alejandro.
E por falar na minha padroeira, chama também a minha rainha mega poderosa Madonna para me segurar aqui nesse mundinho senão esse pobre serzinho fashion desmaia.
Sabem aquele ruivinho de-li-ci-oso, que usa uma bandana, atual peguete do outro ruivo escândalo da ordem, sexy e com fetiche por pegas delirantes na biblioteca chamado Lavi?
OK, lá vai o babado. Ele estava indo em direção a mesa do aniki divo que tinha ficado forever alone com a saída do seu fofuxo, e no exato momento em que aquele traseiro durinho ( geeenthy, das duas uma, ou esses gostosos da ordem andam se “exercitando” demais de quatro em cima da cama, ou estava fazendo aulas de pilates, por que, santa Cher! Como eles conseguiam aqueles traseiros tão empinados? Kyaah, também querooo... Vou pedir por Yu me ensinar). Enfim, continuando. No exato momento em que o bofe se sentou no banco, uma lâmina horrorosa, parecida com a de uma guilhotina, despencou do teto, parecendo presa por algum fio, quase caindo bem em cima daquela cabeleira ruiva. (minha próxima cor de cabelo).
Mas calma meninas. Eu disse quase.
Antes que tivéssemos menos um bofe daqueles de borrar o gloss babando no mundo, o meu cunhado príncipe encantado (nyuuu... Ele tem o cabelo da Lady Gaga, e NATURAL! Own, que invejinha...) se jogou em cima do ruivo, o derrubando no chão bem a tempo.
Mas disso tudo, o que fez meus pelinhos loiros e oxigenados se arrepiarem, foi o sorriso diva do mal (a La Blair Waldorf, Regina George, Raito Yagami, entre outros serzinhos fabulosos) que o Yu deu na hora que a lamina caiu, e que sumiu na hora que o Allen-chan salvou o coelhinho.
Beeshas!!!! Eu. Vou.surtar.
Será que foi tudo armação do meu divo venenoso oriental?
Oh meu santo poster da Britney...
O meu aniki cretino era mesmo... Cretino.
O lindinho de tapa olho se levantou lançando um olhar fatal para o Yu que lhe mandou um olhar congelante em resposta.
Divas, retoquem o make de guerra,arrumem o aplique e caprichem no salto que a coisa vai pegar fogo!
Brigas de bofes!!!!!!!!!!!!!
– Kanda... – O ruivinho praticamente rosnou chamando pela primeira vez o Yu-chan pelo sobrenome. Uiiii.... – Como você pode... Seu PUTO BASTARDOOO!!! – Gritou realmente louco da vida e acertando um soco bem no rosto perfeito do meu aniki que foi pego desprevenido.
– ENLOUQUECEU LAVI???!!! – Allen-chan gritou e eu o puxei antes que meu cunhadinho se metesse no arranca rabo que aquilo ia virar.
Mesmo sabendo que o Yu-nii-san mereceu, bem que me deu aqueeeeela vontade de ter descido meu salto fino naquele bofe de bandana por ter tocado na pele de porcelana do meu aniki. (aliás, qual é o segredo dele heim? Honey, seu eu tivesse o segredo da pele, do cabelo, do corpo e do traseiro do Yu eu seria uma diva fabulosa e milionaria).
Mas por um lado, veja bem, palavras de que já presenciou um fight Yu X Sokaro (foi quando eu maquiei o general – ficou di-vi-no – e ele tentou me matar e o aniki me protegeu); só pela carinha de pit bull que o moreno fez quando se levantou, deu pra perceber que o lugar iria acabar tingido de vermelho igual ao meu scarpan Christian Louboutin.
O Yuu-nii-san chutou a mesa contra o ruivinho jogando-o do outro lado do refeitório, o imprensando entre a mesa e a parede.
Por toda a purpurina desse planeta... A situação ia ficar mais preta que mancha de rímel preto em um vestido de tubinho preto.
O gato de tapaolho ativou a inocência, partindo a mesa em dois (ui que bofes violentos) e indo pra cima do Yu que desviou do primeiro golpe, saltando no ar que nem um ninja (ele deveria fazer cosplay do divo do Itachi) e deslizando pelo cabo do martelo (com o cabelo solto esvoaçando pra trás... Nhay, divo.) e caindo de joelho bem na cara do coelho.
Meninoooos, podem brigar a vontade (só se houver arrancação de roupa, claro), mas acertando no rosto não neah lindos?
Ownn... desperdicio de beleza...
–----------------- POV do Allen -------------------------------------
A situação estava desesperadora. O Lavi e o Kanda estavam tentando se matar e parecia que além de não se meterem, ninguem ia me deixar ajudar.
– Tiedoll-san, eu estou pedindo por favor, já que não vai me soltar, pelo menos PARE COM ESSA LOUCURA!!!! – Berrei já cansado de me debater preso no Maker of Eden.
– Allen-kun, mal fazem cinco minutos que eles estão brigando. – Lenalee falou tentando me acalmar. Cínica.
– E você calada. – Lhe mandei O Olhar Mortal que até então eu só havia usado em Cross Marian e ela correu pra trás do Daisya.
– Allen coração, nos só estamos querendo que eles se entendam de uma vez por todas. – Daisya tentou se explicar também parecendo preocupado.
– Desse jeito? – Murmurei com entredentes.
– Allen – Falou Tiedoll com um tom sério – Pode não parecer, mas esses dois não se entendem a dois anos.
Olhei pasmo para e ele e depois voltei a prestar atenção na briga e realmente a coisa tava parecendo fatalmente pessoal. Kanda atacava sucessivamente com socos que tinham potencial pra furar a parede enquanto o Lavi desviava, e bloqueava quando podia. Vendo que não dava pra ficar defendendo para o resto da vida, ele abaixou rapidamente a guarda, tentando acertar um chute no moreno, mas antes que conseguisse, o braço do Kanda alcançou seu pescoço e ele foi jogado contra a parede sem dó.
– Pelo jeito, a promessa daquele dia não significou nada para você, não foi? – Lavi perguntou com uma voz trêmula e cuspindo sangue.
Pela primeira vez parecia que ele tinha atingindo o Kanda, que hesitou, desistindo da idéia de chutá-lo, e o ergueu com uma das mão pela gola da camisa.
– Por todos esses anos... Eu nunca a quebrei. – Ele sussurrou como se fosse para si próprio, mas alto o suficiente para que nos pudessemos ouvir.
Lavi olhou-o parecendo chocado por um momento, tentando encará-lo nos olhos sem conseguir pelo fato do Kanda estar de cabeça baixa.
– Yu... – Lavi chamou num sussuro, ainda suspenso pelo pescoço, levantando uma das mãos e afastando um pouco do cabelo do rosto do Kanda enquanto uma única lágrima descia pelo seu único olho esmeralda.
Nesse momento, até eu que não estava entendendo lá muita coisa, prendia a respiração em espectativa. Era como se a qualquer segundo o Kanda fosse amolecer e puxar o Lavi para um abraço, e a grande briga tendo um final feliz.
Bem, isso era o que todos esperávamos. E era totalmente o oposto do que realmente aconteceu.
Kanda apenas suspirou pesadamente e depois levantou a cabeça com a cara mais psicótica que eu já vi na vida.
– É uma pena que no final da contas isso não valha nada pra você. – Murmurou com um tom duro e assustador, dessa vez apertando o pescoço do ruivo antes de lançá-lo contra as mesas que haviam acabado empilhadas no canto do refeitório por causa da briga.
– Olha só, acho que fiz um strike... – Kanda sussurrou com uma voz monotona e um olhar vago, como se não fosse ele que estivesse ali.
– Ai beesha, para tudo que o divo pirou! – Exclamou Daisya com a mão no coração como se fosse enfartar – Vamos acabar com essas despurpurinação Charity Bell! – Ele jogou o quadril para o lado, soltando um sino redondo que ficava preso no seu cinto, e que eu custei a acreditar que fosse sua inocência, mas antes que ele a ativesse, Lenalee a chutou pra longe com as Dark Boots danificando-a seriamente.
– Nem pense em atrapalhar minha vingança... – Ela rosnou parecendo uma cachorra louca.
Oh god... Kanda não contou para ela... Ou contou?
– M-Minha inocência... – Gaguejou Daisya em choque como eu nunca vira – SUA BITCH HORROROSA! VADIA GORDA DO INFERNO! ABERRAÇÃO DA MODA! EU VOU ARRANCAR SEU CORAÇÃO FORA COM MEU SALTO AGULHA SUA NOJENTA!!!!! – Daisya surtou arranhando a cara da Lenalee, que tentou chutá-lo, mas ele agarrou no cabelo dela, arracando um bocado, e depois a jogou de bruços não chão, ainda agarrado no seu cabelo,sentando nas suas costas e literalmente riscando sua cara no chão.
Me pergunto se esses ataques psicóticos são da família...
E por falar em psicose, o refeitório estava um perfeito caos. Enquanto o Daisya e aquilo que um dia foi a Lenalee rolavam pelo chão puxando cabelo, chutando e arranhando; Kanda corria na direção do Lavi com a mugen em mãos e o Mari tentava impedí-lo com o Noel Organon, mas sem muito sucesso.
Vendo a desgraça que aquilo ia dar, Tiedoll me soltou usando o Make of Eden para proteger o Lavi e eu corri para parar o kanda segurando a mugen com a minha mão esquerda bem a tempo de parar um ataque, conseguindo um corte fundo na mão.
– M-moyashi...?! – Ele murmurou me olhando como se tivesse acordado de um transe, parecendo mais ele mesmo.
– Shh.... Kanda, calma...
Então ele se deu conta da situação, tirando a espada rapidamente da minha mão ainda parecendo um tanto atordoado olhando meio assustado para o sangue na espada e depois para a minha mão.
– Hey, não foi nada. Ta tudo b...
Ele somente me puxou para um beijo avassalador que embaralhou até o último dos meus neurônios. Nossa línguas se tocavam apaixonadamente, como sempre fora desde a primeira vez. Suas mãos corriam urgentes meu corpo, puxando-me mais forte contra si e me fazendo soltar um gemido acidental devido a intensidade do beijo.
Enrosquei minhas mãos na sua nuca, correspondendo a altura, arranhando seu pescoço, e descendo pelo seu peito, sentindo seu coração bater acelerado em sincronia com o meu.
Não sei por que, mas no jeito em que ele me tocava, no modo como suas mãos pareciam tentar memorizar cada parte de mim, havia algo “diferente”.
Nos separamos completamente sem ar e eu ainda me sentia zonzo com tudo aquilo.
– Sinto muito. – Ele sussurrou só pra mim encostando a testa brevemente na minha, numa espécie de “adeus” antes de se retirar rapidamente do refeitório.
Mal tive tempo de correr na sua direção para perguntar o que diabos havia sido aquilo, e senti uma mão segurando meu pulso. Me virei dando de cara com Lavi, que estava um caco.
– É melhor a gente te levar pra enfermaria. – Constatei apoiando-o no meu ombro e o ajudando a sair do meio das mesas.
– Não. Temos que conversar antes. – Respondeu anormalmente sério.
– Sobre o que?
– Já está mais do que na hora de você saber a verdade, Allen.
Notas finais
E ai o que acharam??? Opiniões oneegai!
E SIM, no próximo capítulo virá uma boa parte do passado do Kanda que vai esclarecer muita coisa desse capítulo, de alguns anteriores e vai servir como base para a compreenção de alguns acontecimentos que vem por ai.
Para o menu do próx cap teremos tambem a reconciliação mais louca de todos os tempos e o épisódio da maçã envenenada... (mais detalhes, lendo pra saber).
Porem antes disso tudo, acho que vou postar um Extra meio louco e nele eu falo a data do próximo cap.
Se gostaram, mande REVIEWS, agora... REALMENTE GOSTARAM? Então gastem uns minutinhos do seu tempo deixem uma RECOMENDAÇÃO! *que.propaganda.tosca*
Então... Ate o prox ou ate a minha fic de niver do kanda!
KISSU#
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