The Secret Behind Your Eyes

16 Segredos. Uma conversa tensa.


Notas iniciais
Bem, como vocês já sabem, essa cap tava no outro cap (cofuso, nãp?) mas enfim...Esse é basicamente uma conversa na sala do Komui que não termina naaadaaa bem.
E por isso que tem prox cap pra fazer as coisas darem certo.. muahahaha.
Bem, parando de enrrolar, mais uma POV do Allen, ESPERO QUE GOSTEM!

Depois de um bom tempo de perseguição, para a sorte daquele maluco o Marie apareceu dizendo que o Komui estava saindo de uma reunião e queria que eu e o Kanda passássemos na sua sala. O Daisya pode até ter se livrado do Kanda, mas eu nem quero imaginar o que aqueles insetos devem ter feito com ele.

No meio do caminho, a Lenalee passou no quarto dela e pegou duas escovas, pra tirar o glitter do cabelo do Kanda e ver se ele ficava com um humor menos assassino, e foi chamar o irmão enquanto nós esperávamos na sala dele.

– Você nunca desembaraça isso não? – Perguntei revoltado desfazendo um nó da ponta do cabelo do Kanda que parecia impossível de ser desfeito.

– Tch. Não tenho tempo nem paciência pra isso.

Ele respondeu tentando desembaraçar uma mecha e tendo tanto sucesso quando eu.

Passei os dedos por uma outra mecha, que parecia perfeitamente desembaraçada, mas foi só passar a escova que a coisa mudou de figura.

– Mas como ele parece tão... Não embaraçado?

Perguntei sentando de joelhos na cadeira quando terminamos de pentear seu cabelo e já tínhamos eliminado no mínimo uma tonelada de glitter.

– Sabão duas vezes ao dia.

Ele respondeu simplesmente e meus olhos quase caíram de tão arregalados. Mentira, né?

– Sério?

– Uhum.

– Kanda, se você não existisse teriam que te inventar.

Peguei uma mecha de seu cabelo, que estava liso de deixar a Samara com inveja, e passei pela minha bochecha. Era tão macio... E isso sem falar no cheiro de lótus que me deixava hipnotizado.

Ele tirou seu ombro, que eu usava como apoio, do lugar me derrubando deitado nas suas penas.

– Desculpa. – Disse já me levantando.

– Não, pode ficar. – Ele falou tranquilamente apoiando o cotovelo no braço do sofá e o queixo na mão logo em seguida.

Eu me acomodei melhor pra poder observar seu rosto com aquela raríssima expressão serena. Meio que sem querer, meu corpo foi subindo de encontro ao seu até que eu acabasse sentado em seu colo e nossos rostos a centímetros um do outro.

– Yuu – O chamei pelo primeiro nome, passando os braços em volta do seu pescoço.

– Sim? – Ele respondeu com os olhos semicerrados e suas mãos fazendo carinho na minha cintura.

– É que eu...

– YO garotos! Desculpa ai a demora.

O Komui entrou batendo a porta e quase me matando de susto. Olhei para minha inocência sentindo falta de quando ela se transformava numa bazuca... O que eu não faria com a raiva que eu to agora...

Sentei do lado do Kanda de braços cruzados e cara emburrada esperando o Komui começar a falar.

– Primeiro, peguem isso. – Ele jogou um objeto pra Kanda que o pegou no ar. – Isso é uma chave, não um comprimido. Fiquei sabendo o que você aprontou.

– Tch – Ele abriu as algemas com uma cara muito irritada e as jogou na mesa do Komui.

– Olha, eu sei que você só quer proteger o Allen, mas comprar briga com o LeVerrier só vai piorar as coisas.

– Eu não tenho a mesma tolerância que você sobre certas coisas.

Komui tirou os óculos e passou a mão nos olhos angustiado.

– Podemos por favor não entrar nesse assunto?

Ele perguntou com uma cara péssima.

Mas que tal assunto era esse? E do que exatamente o Kanda estava me protegendo?

– Alguém poderia me explicar o que esta havendo?

Os dois se encararam e o Komui acabou respondendo.

– O Kanda acha que LeVerrier veio por sua causa.

– Mas... Por quê?

– Por causa do que aconteceu na arca – Dessa vez foi o Kanda que me respondeu.

– Sabia disso o tempo todo?!

– Não, apenas imaginava que ia acontecer.

– Por que não disse nada?

– Como você se sentiria sabendo que é alvo de um psicopata antes mesmo disso acontecer?

– Bem como você agora, não é, kanda?

O Komui perguntou olhando nos olhos do Kanda que logo desviou o olhar pra parede mais próxima.

– Não sei do que esta falando.

– Não foi inteligente quase arrancar a mão dele.

– Não me arrependo, e ainda faria de novo.

– Ele quer a sua cabeça.

– Não, não quer.

Komui deu a volta na mesa ficando frente a frente conosco e Kanda fechou as mãos em punho.

– E como você sabe?

– Ele não pode me machucar, não se preocupe inutilmente.

– INUTILMENTE?! Para de agir como se fosse de pedra seu idiota!

Gritei fazendo os dois me encararem surpresos.

– Eu não estou...

– Kanda-kun, você não esta sozinho, e além do mais, ninguem vai te culpar por nada que tenha acontecido no passado.

Quando o komui falou essa frase eu pude sentir todos os músculos do Kanda enrijecerem e um arrepio percorrer seu corpo.

– O que você pensa que sabe?

Ele perguntou com uma voz trêmula que transbordava ódio.

– De n...

Antes que ele terminasse a frase, Kanda o empurrou contra a mesa com uma força assustadora.

– Te mando por inferno antes que descubra.

Ele saiu batendo a porta furioso como um tigre engaiolado e antes que eu fosse atrás dele, Komui segurou meu braço.

– É melhor deixa-lo sozinho um pouco.

Puxei meu braço com força, me livrando do seu aperto e me virei pra ele sentindo meus olhos arderem.

– Me de um motivo para eu não te acertar um soco.

– Eu posso explicar.

Ele se sentou no sofá e eu o acompanhei meio (muito) a contra gosto, mas mesmo assim me sentindo um tanto preocupado com seu estado já que o empurrão tinha sido forte o bastante pra quebrar a mesa.

– Estou esperando.

– Eu sei que foi cruel tê-lo pressionado daquele jeito, mas o Kanda é o único que sabe sobre todos os crimes do LeVerrier e tem como prová-los.

– E porque ele não faz isso?

Perguntei sem entender porcaria nenhuma.

– É isso que me preocupa. Aquele inspetor é capaz de toda e qualquer atrocidade, eu nem sei se quero saber como ele está mantendo o Kanda de boca fechada.

Meu coração parou uma batida. Eu sabia que o Kanda, tendo a personalidade que tem, não era uma pessoa fácil de dobrar. Então com certeza o LeVerrier devia estar pegando bem pesado com ele.

– Komui, que assunto era aquele que o Kanda tava falando sobre "tolêrancia sobre certas coisas"? — Será que tinha a ver com o que o LeVerrier tava fazendo pra ele ficar quieto?

– Allen... Ele violentou a minha Lenalee.

O Komui falou sem conseguir conter as lagrimas, e logo já era eu que não continha as minhas.

–C-Como?

– Quando ela tina seis anos...

– EU VOU ACABAR COM A RAÇA DAQUELE...

– Não adianta. Não há provas. E mesmo que tivesse, se não forem fortes o bastante, o caso será abafado. O alto escalão do Vaticano é mais corrupto que uma quadrilha de ladrões.

– MAS QUE INFERNO!

Nesse momento eu não sabia de chorava de angustia ou de raiva, e por falar em raiva...

– Agora sim eu tô muito preocupado com o Kanda...

– Todos nós estamos, mas ele também não é um bichinho indefeso. O LeVerrier sabe que não deve testar seus limites e a reação dele na sala de treinamento quando ele tentou te tocar só deixou isso mais evidente. O Kanda não tem medo daquele monstro, mas sim do que ele pode fazer.

– Isso só me preocupa mais ainda.

–Sabe, quando aquilo aconteceu a minha irmãzinha, eu nem tinha assumido o posto de supervisor ainda, mas faltava pouco. E durante esse tempo o único apoio que a Lenalee teve foi o Kanda, nessa época eles ainda estavam na sede asiática. É por isso que eu sei que por mais esquentado que o Kanda-kun seja, ele sabe com o que esta lidando. Alem do mais, ele tem medo por você, então não vai fazer nenhuma besteira.

– Isso me lembrou uma coisa.

– O que?

– LeVerrier já deve ter saído daquela reunião, não é?

– Sim. O que é que... Não! Você não acha que...

Sim, o kanda deve estar sozinho nesse exato momento.

Não esperei ele terminar de falar, sai correndo loucamente pelos corredores atropelando quem aparecesse na frente. Por que diabos o quarto dele tinha que ser tão longe?!

Continuei correndo desesperado até que cheguei no corredor de apenas um habitante. Minhas pernas estavam quase desabando, mas eu me forcei a seguir em frente, chegando a sua porta e a abrindo sem avisar.

A primeira visão que tive foi um de seus insetos infernais que parecia estar vigiando a porta e quase me atacou. Mas logo que a criatura espectral saiu da frente, eu tive que me segurar pra não dar um ataque com a cena que presenciei.

– K-KANDA???

Notas finais
Que jeito de terminar um cap heim? *acho que tem pessoas querendo em matar agora...*
#IMPORTANTE: A enquete ainda tá valendo heim!!!! E ai? Lemon na POV do Kanda ou do Allen?
E ai? Mereço Reviews? Recomendações? *IMPLORA*
Vejo vocês no prox cap! E quero opiniões (nem se acha...)
kissu!