The Secret Behind Your Eyes
17 I Love Yuu.
Notas iniciais
E ai? quem sacou o que rola nesse cap? heim? heim? (tá, parei)
Ennnnfimm, cardápio do dia: Novo casal, Cenas tensas, um Kanda BEM sádico, e pra termininar... Ah, vejam vocês mesmos!
ESSE CAP COMEÇA NA VERSÃO DO LAVI.
Ai minha nossa. Putamerda, eu tava todo quebrado. Juro que nunca mais eu vou ser passivo na minha vida. Cross Marian quase me matou. Só pra vocês terem uma idéia, nesse momento eu estou saindo do meu quarto DE MULETAS. Aliás, eu acho que nunca mais vou andar como antes.
Olho pra frente e vejo aquele monumento ruivo vindo na minha direção. Ah droga, eu acabo de dizer que nunca mais vou dar pra ele e já tô duro de novo. Alguém me explica que porra é essa?
– Se recuperando, coelhinho? – Ele falou cínico me prensando na parede.
– O que você acha? Não faz nem duas horas que você me enlouqueceu naquele corredor... Tão selvagemente...
Comecei a massagear seu membro por cima da calça, fazendo ele me forçar mais contra a parede roçando seus lábios pelas marcas que ele tinha deixado no meu pescoço.
– Não faz isso comigo coelhinho... Eu tenho uma porra de um interrogatório agora.
– Ah, é?
O puxei pelo cabelo e lhe dei um beijo loucamente devasso que foi correspondido prontamente.
– Então passa o interrogatório pensando em mim e a noite gemendo meu nome.
O empurrei, sai andando e joguei uma cópia da chave do meu quarto pra trás que eu sei que ele pegou. Eu ia até dar uma olhadinha, mas de repente senti aquelas duas mão e-nor-mes no meu quadril e aquela boca mordiscando minha orelha.
– Até mais tarde, meu ruivinho safado.
Ele falou sedutoramente no meu ouvido e voltou a andar seja lá pra onde estivesse indo.
Seu é? Sempre odiei essa palavra, mas dessa vez eu tô achando que vou gostar disso...
Virei mais uns corredores e me deparo com a Lenalee que vinha correndo com uma bandeja de primeiros socorros nas mão. Eu tava tão lezado por causa de Cross que eu nem teria reparado nela (mesmo com aquele micro short) se ela não tivesse vindo falar comigo.
– Lavi-kun, o que aconteceu com você?
– Levei uma queda, ou melhor, um puta de um tombo.
E foi até por um certo general chamado Marian e com uma bunda deliciosa (chega a ser desperdício ele ser seme).
– Nossa, quer ajuda?
– Acho que não, vou sobreviver. Pra onde vai nessa pressa?
– O LeVerrier acabou de entrar na enfermaria em estado de choque.
– E por que não tá comemorando ainda?
– Por que ele vinha saindo do quarto do Kanda antes de ter um treco.
Putamerda, aquele psicopata deve ter tentado algo muito hard pra ter saído desse jeito. Agora eu tava puto, ninguém mexe com o Yu e sai assim na boa não... (bem, isso se o Yuu-chan versão from hell já não tiver dado cabo do filho da puta).
– Vamos Lena, depois a gente volta pra deixar aquele inspetor fudido em coma permanente.
Eu larguei as muletas (mesmo realmente precisando delas) e sai correndo junto com ela até o quarto do Yu. Abri a porta e acabei de queixo caído, a Lenalee se aproximou pra espiar e acabou derrubando a bandeja de ferro com o choque fazendo um barulho do caralho. Ela olhou pra mim e ativou as Dark Boots.
– É melhor a gente ir pela janela.
–--------------- Há algumas horas atrás. POV do Kanda ----------------------------
Eu vinha tão puto da vida que quando passava por um corredor movimentado as pessoas se afastavam ou se escondiam no primeiro buraco que vissem. Bom pra elas, por que o meu humor estava de matar.
Continuei meu trajeto até meu quarto (quer lugar melhor pra ficar fulo em paz?) limpando os corredores só com a minha áurea e sem conseguir tirar um certo moyashi da cabeça. O que eu ia fazer se ele descobrisse sobre aquilo?
Bem, eu vou deixar pra pensar nisso depois de matar o desgraçado que abriu a boca pra ele.
E desse jeito, distraído com meus devaneios que nem um retardado, eu virei a maçaneta e entrei no quarto.
Antes mesmo que eu entrasse por inteiro no cômodo, senti um golpe vindo na minha direção e bloqueei com a mugen, mas não pude me proteger do outro que eu nem ao menos vi do que foi, apenas senti uma dor miserável e cai tremendo no chão. Quando as luzes se acenderam (que merda é esse? Um anfiteatro?) eu apenas pude ver LeVerrier com uma arma de choque na mão.
Porra, mas que merda.
– Kanda- kun, que bom te ver. – Ele falou com um risinho cínico.
– Pena que não posso dizer o mesmo.
–------------------ Mente do Kanda on ---------------------------------------
LeVerrier amarrado em uma cadeira, com os pés mergulhados em ácido, pregos embaixo das unhas, agulhas nos olhos, as pálpebras cortadas e sal sobre os braços que tinham tido a pele arrancada.
– Inspetor, tive uma idéia. – Kanda aparece das sombras rindo divertido.
– hmmfmfmfmf – Ele tentou falar, mas tinha a língua pregada no maxilar por uma estaca e a boca costurada.
– Não entendi nadinha, mas tudo bem, não queria saber mesmo... – O samurai abre o sorriso mais sinistro que já deu na vida. – Olha que brincadeirinha legal!
Ele revela uma barra de ferro que estava escondendo nas costas e a enterra no braço do homem amarrado, na região do cotovelo.
– AAAAHHHRRGHH HMFMFMFMFMFMFM!!!! – LeVerrier tentava gritar desesperado.
– Nem comecei a brincar e você já está assim? Fico feliz que tenha gostado, mas estamos só nas preliminares ainda... – O sorriso do moreno fica ainda mais sádico e ele gira a barra de ferro arrancando o braço do inspetor fora.
–----------------------------- Mente do Kanda off -----------------------------------------------
Minha imaginação é foda, não?
Mas infelizmente voltei à realidade quando ele se agachou do meu lado.
– Então, como é ter 3000 voltz de eletricidade circulando pelo seu corpo?
Ele perguntou afastando o cabelo do meu rosto numa falsa gentileza.
Tentei mover meu corpo. Nada. Agora fudeu...
– Mais agradável que olhar pra sua cara.
Ele gargalhou alto. Tch, demente.
– É por isso que eu te amo Yuzinho – Ele me puxou pelo cabelo e aproximou seu rosto do meu – Você não foge...
– Por que eu fugiria quando posso simplesmente foder a sua vida, imbecil?
Perguntei com meu melhor sorriso cínico fazendo ele ficar sério.
– E perder tudo de importante que você já conquistou? Você não é tão idiota.
– hmm, será mesmo?
Aquele viado do inferno me acertou um chute que quase me mandou pro outro lado do quarto.
Horazinha filha da puta pra não conseguir se mexer...
Senti algo quente rasgando minhas costas e ouvi o barulho de sangue respingando no chão acompanhado de uma dor intensa. Me virei pra ver que porra era aquela e me deparo com aquele puto com um chicote de tiras de couro com garrinhas de metal nas pontas.
É obvio que não tinha como não rir.
– Realizando o sonho de ser dominadora vadia? Acho que nem um defunto te comeria com essa cara, diz ai, quantas cirurgias pra chegar nesse rostinho angelical?
– Filho da mãe!
– E do pai também, mesmo que nem tanto assim...
– Desgraçado! – Ele começou a me chicotear freneticamente. – Vamos Yu, me deixe ouvir sua linda voz...
– VAI SE FODER! – Eu tava pouco me lixando pra aquilo, aquela droga ia curar no mesmo dia de qualquer jeito... Mas caralho, tava doendo! E claramente NÃO ia ficar barato.
– hmm, foder? Só se for com um certo albino...
– Nem ouse pensar na possibilidade.
– Own, quanto estresse kanda. Mas não se preocupe, eu não vou tocar no pirralho, entendi seu aviso. – Ele ergueu o que sobrou da sua mão que estava enfaixada. – Não enquanto você for um bom cachorro e cumprir direitinho sua parte do trato.
Olhei pra frente e percebi que estava mais próximo da mugen. Muahahaha... Era bom esse infeliz ter plano funerário...
– Não sou seu cachorro. O animal aqui é você.
– Errado. – Ele acertou mais um choque agonizante na lateral do meu corpo. Por que é que eu só me fodo nessa merda? – Você é meu.
Estiquei o braço conseguindo, com um esforço infernal, tocar no cabo da mugen. Ah, vamos lá... Você é minha inocência... Coopera ai um pouquinho...
– Não seja estúpido, você não pode fazer nada com uma espada estando com o corpo imobilizado.
– Não, é? – agarrei o cabo da espada com meu melhor sorriso psicopata. Não perde por esperar... — Você conhece a Sexta Ilusão, LeVerrier?
De fato, ferrado do jeito que eu tava, nem ao menos consegui completar a primeira parte da ilusão, mas só por ver a expressão de desespero e os gritos de pavor daquele monstro ao correr pra fora do meu quarto, valeu a pena. Eu até poderia fazer uma dancinha agora.
Tentei me levantar, mas só consegui erguer meu tronco do chão e acabei me sentando encostado na parede. Passei os dedos pela lâmina da minha mugen.
– Valeu garota.
Me apoiei nela e consegui ficar de pé indo em direção ao banheiro. Nem quero imaginar o estrago que minhas costas devem estar (a porcaria do quarto já tava uma bagunça mesmo).
Por um lado, aquilo até serviu pra alguma coisa. Agora aquele infeliz deve ter percebido que eu não sou mais aquela criancinha estúpida de sete anos que fazia tudo que ele queria. Era melhor ele me encarar como seu oponente agora, por que eu ia entrar de cabeça nessa luta...
– Kaichu Ichigen! – Espalhei um bando de insetos infernais pelo quarto. Cães de guarda.
... e pra nunca mais baixar a guarda.
–----------------------------- Tempo atual: POV do Allen ---------------------------------------------------
Eu ainda estava parado em frente ao quarto do Kanda sem conseguir mover um músculo.
– K-Kanda? – Fui completamente ignorado.
Entrei e fechei a porta, me aproximando cautelosamente, passo por passo, enquanto os insetos infernais que estavam por todo o lugar me lançavam olhares arrepiantes.
Ergui minha mão para tocá-lo mas acabei parando no meio do caminho. Ele parecia ter acabado de sair do banho, vestia somente uma calça preta, seus cabelos soltos e úmidos estavam jogados pra frente me dando uma visão das suas costas que estavam repletas de cicatrizes horrendas, como se um animal selvagem tivesse cavado ali.
Observei as marcas superficiais sumirem à medida que se curaram, ao mesmo tempo em que as profundas se fechavam pouco a pouco, impedindo que o ferimento ficasse em carne viva. Ele devia estar se concentrando bastante pra se curar rapidamente, pois já fazia uns três minutos que eu estava aqui e ele não tinha notado.
– Kanda? – Toquei levemente no seu ombro e ele se virou pra mim assustado como se tivesse acabado de acordar de uma pesadelo.
– O que houve?- Perguntei preocupado.
– Nada – Ele respondeu frio.
– Kanda, é sério. O que foi isso? – Apontei para duas manchas roxas enormes, uma na curva de seu pescoço e outra na lateral de seu corpo.
– Já disse que não foi nada demais.
– Isso não parece “nada demais”.
– Tch.
– Foi o LeVerrier, não foi?
– Vai embora.
– Não até que você me diga o que aconteceu.
– MAS NÃO ACONTECEU NADA! – Ele começou a se irritar.
– PARA DE MENTIR! – Gritei de volta.
– Ok então. Resposta sincera: Não é do seu interesse.
– É sim. O que foi?
– Não vou falar.
– Kanda...
– Não é da sua conta moyashi!
– Se envolve você, é da minha conta sim.
Ele tentou se afastar, mas eu o puxei de volta pelo braço.
– MAS QUE INFERNO! ME DEIXA EM PAZ!
– Não vou deixar você nesse estado.
– Estou perfeitamente bem. – Aham... Sei.
– Não, não está!
– CARALHO, ME DEIXA!
– NÃO! – Gritei de novo.
Agora vai virar barraco...
– EU TO FALANDO SÉRIO!
– EU TAMBEM!
Seu humor oscilava entre furioso e possesso.
– SOME DAQUI ANTES QUE EU TE MATE! – Ameaçou
– VAI EM FRENTE! – Desafiei a altura.
– QUAL O SEU PROBLEMA? POR QUE SIMPLESMENTE NÃO VAI EMBORA E PARA DE ME ENCHER?!
– POR QUE EU TE AMO IMBECIL!
Ele ficou mudo de repente e se encostou na parede deslizando até parar sentado no chão me encarando completamente perplexo.
E foi ai que eu percebi o que tinha dito.
Alguma vez na sua vida você já falou algo muito certo numa hora muito errada? Agora eu já posso dizer que sim.
Me abaixei de joelhos, pra ficar da mesma altura que ele, tentando me acalmar diante do olhar fixo e intenso daquelas orbes negras.
– Kanda eu...
– SHH. – Ele me interrompeu se aproximando repentinamente e colocando o indicador sobre meus lábios – Não fala nada, só escuta.
Ele pegou minha mão e colocou em seu peito. Em cima do coração.
Mesmo que eu pudesse falar agora, eu não conseguiria. O palpitar acelerado embaixo da minha mão, o contato com a sua pele quente, sua respiração descompassada, o toque gentil em meu lábio inferior e aquele olhar diziam mais do que todas as palavras do planeta.
– Entende agora, moyashi? – Ele sussurrou sem desgrudar os olhos dos meus.
Subi minha mão que estava em seu peito até seu pescoço, sem perder o contato com aquela pele macia e aproveitando pra aproximar nossos corpos. Ele se inclinou levemente na minha direção como se me incitando a continuar. Sua respiração pesada e tão próxima da minha pele já estava me tirando o pouco juízo que havia me restado, e aquela boca levemente avermelhada e entreaberta me tentava como nunca. Não era mentira quando diziam que Kanda era a encarnação do pecado. E eu já tinha caído na perdição a tempos...
Ouvi um barulho de porta abrindo junto com o som de algo metálico caindo no chão. Não... DE NOVO NÃO! Quer saber? Eu quero mais é que o resto do mundo se exploda, por que nesse momento, sentir os lábios do Kanda não era mais um desejo, era uma necessidade.
Passei os braços em volta do seu pescoço e selei meus lábios nos seus de uma vez por todas. Senti seus braços me envolverem logo em seguida, me puxando para o seu colo, deixando nossos corpos colados.
Ele mordeu meu lábio o sugando logo em seguida, me causando um arrepio descomunal. Passei minha língua levemente pelo seu lábio pedindo passagem e logo o beijo que tinha começado apenas com um tocar de lábios se transformava em algo quase selvagem de tão intenso.
Kanda deitou seu corpo sobre o meu, ainda sem quebrar o beijo, enquanto uma de suas mãos travessas me provocava calafrios com carinhos na nuca e a outra deslizava pela extensão da minha coxa chegando perto de acabar com a minha sanidade.
Passei minhas pernas em volta da sua cintura e prendi meus dedos no seu cabelo, arranhando levemente seu pescoço e lhe arrancando um gemido durante o beijo.
Estar com o Kanda dessa maneira era algo tão envolvente que o quarto poderia estar pegando fogo e eu nem perceberia, em parte por que eu não conseguia pensar em mais nada exceto o quanto aquele moreno era viciante, mas também por que pegando fogo, o quarto já estava.
Separamos nossos lábios em busca de ar e eu aproveitei esse momento para virar ficando por cima dele e capturando aquela boca de volta pra mim. Senti suas mãos subirem por debaixo da minha camisa, deslizando levemente pela lateral do meu corpo e espalhando um calor que chegava a ser torturante de tão bom, mas logo o toque se intensificou quando ele agarrou minha cintura com força, me puxando pra baixo e atacando meu pescoço me fazendo arfar com as sensações que suas caricias me causavam.
Meu corpo estava em brasa, o puxei pelo cabelo e o prendi em mais um beijo avassalador, mas mesmo assim não parecia o suficiente pra abrandar a chama que ardia dentro de mim. Eu precisava de mais. Mais daqueles toques... Daquela textura... Mais daquele moreno.
Ele inverteu novamente as posições, pressionando seu corpo sobre o meu, quebrando o contato dos nossos lábios e me encarando intensamente. Ambos parecíamos ter corrido uma maratona. Passei a ponta do dedo carinhosamente pelos seus lábios ligeiramente inchados, com apenas uma coisa passando pela minha cabeça: Deus, que loucura foi essa?
– O que você faria... – Ele sussurrou ofegante no meu ouvido – Se eu não fosse a pessoa que você pensa que sou?
Puxei seu rosto para mais perto do meu e me surpreendi com a visão que tive. Eu nunca imaginei que fosse viver o suficiente para ver medo nos olhos de Yu Kanda.
– Como você pode saber quem eu penso que você é? – Falei acariciando sua nuca, o fazendo encostar sua testa na minha de olhos fechados – Eu não penso nada sobre que tipo você é, eu vejo. E se um dia, o impossível de tornar possível, e eu estiver errado sobre isso, então ferrou tudo por que eu não consigo mais ficar longe de você.
Ele se levantou do chão comigo, me segurando em seus braços.
– Então pertencerei a você até o dia da minha morte.
Me mexi um pouco no seu colo para ficar de frente pra ele.
– Faria uma coisa por mim? – Perguntei mordiscando seu lábio.
– O que você quiser.
– Me beija.
Seus lábios tomaram novamente os meus com aquela intensidade avassaladora que eu tinha absoluta certeza que nunca ia sentir com outro alguém. Afinal, também pertenço a você Yu.
Notas finais
Bem, o próximo cap vai sair QUARTA ou QUINTA que vem. Voltando finalmente a meu prazo de postagem normal.
Queria pedir POR FAVOR OPINIÕES SOBRE A CENA DO BEIJO! Tipo, eu não sei se pretou então eu tô roendo as unhas aqui...
... Mas caso tenha prestado, REVIEWS? RECOMENDAÇÕES?????
--> Não esqueçam da enquete, ok?
kissus
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