The Secret Behind Your Eyes
43 My sexy disaster
Notas iniciais
O.O
Minha cabeça tá um desastre.
#
Eu gostaria de recomendar uma música para esse cap, é essa:
Britney Spears - Breathe on me
http://www.youtube.com/watch?v=qshiPwSESyw
# TEM UM PLAY NO MEIO DO TEXTO ESPECIFICANDO QUANDO É PRA BOTAR PRA TOCAR, OK?#
Enfim, postei esse cap na correria quando vi o tempo que eu não atualizava, então por favor me avisem dos erros.
Espero que gostem, e pessoas inocentes leiam de olhos fechados viu? kkkkkk
Sai andando muito, mas muito puto da vida. Só que eu não sabia se era com o vadio safado do Cross ou comigo mesmo. Quer dizer,minha nossa! Que piti foi aquele? Eu não tenho nenhum direito de exigir fidelidade daquele cachorro safado filho de uma mãe, nem nada do tipo. Mas mesmo assim...
Não, você está puto por causa do Allen, não tem nada a ver com o fato de que talvez você esteja realmente apaixonado pelo maldito do general bom de cama e...
- Arrrgghhhhh!!!! – Gritei exasperado acertando um soco numa árvore sem parar de andar.
Eu preciso urgentemente de uma dose de alguma coisa bem forte para ver se minha mente para de me sacanear.
Comecei a sentir meus olhos ardendo de novo... MAS QUE MERDA! EU VOU CHORAR POR CAUSA DAQUELE PUTO?!
- Caralho, mas que porra de vida fudida... – Resmunguei me apoiando no primeiro tronco que me apareceu pela frente, me livrando daquela peruca e a jogando lá pra puta que o pariu.
Ok Lavi, recomponha-se, ainda temos uma missão para terminar e depois...
- Lavi seu desgraçado, volte já aqui! – A voz de Cross soou de não muito longe fazendo todos os pelos do meu corpo se arrepiarem.
Ai meu Deus, ele vai me matar!
Comecei a correr que nem um condenado, como se estivesse fugindo de uma bomba atômica, sem nem ver para onde estava indo, apenas me afastando o máximo possível da origem do som.
Tropecei no vestido umas dez mil vezes, e mais outras cem mil nos galhos que pareciam posicionados estrategicamente no chão pra me derrubar, até que acabei prendendo o pé na porcaria de um buraco e quase ia dando de cara no chão, mas por sorte alguém me segurou.
Ou azar, tendo em vista que esse alguém era Cross.
- Vai continuar fugindo? – Perguntou calmamente quando eu comecei a me debater igual a um louco. – Fique á vontade, não me importo de bancar o lobo mal perseguindo a chapeuzinho.
A raiva começou a borbulhar de novo dentro de mim de maneira incontrolável, porém quando eu fui pegar meu martelo... Ele não estava lá.
- Procurando isso? – Falou balançando meu Odzuchi Kodzuchi na minha frente. Oh merda. – Pode ir esquecendo, você é um perigo a segurança da humanidade com isso em mãos. – Concluiu jogando-o a uma distância filha da puta que eu não alcançaria nem se fosse um Jedi.*
- GRRRR SEU PUTO MALDITO! EU TE MATAR! – Rosnei me debatendo em seus braços, mas ele me abraçou por trás com força, prendendo minhas mãos a frente do meu corpo e me deixando impossibilitado de chutá-lo já que ainda estava com o pé preso na porra do buraco.
- Você anda convivendo demais com o revoltadinho. – Comentou enquanto eu ainda tentava inutilmente me soltar.
- AH VAI SE FUDER! – Berrei irado como poucas vezes estive em toda a minha vida, mordendo seu braço com toda a minha força, fazendo-o me largar no chão.
- MAS O QUE DEU EM VOCÊ?! – Gritou parecendo realmente irritado e... Confuso?
É obvio que ele nem desconfia por que eu to tão puto mas... E daí? Eu não posso simplesmente dizer que o vi comendo o Allen e fiquei puto por isso. Eu não tenho mesmo o direito de ter ciúmes de alguém com quem nunca troquei uma palavra sobre relacionamento sério então... Por quê?
- N-Não interessa. – Respondi me sentindo completamente idiota com aquela cena toda.
E se... Veja bem SE, eu estivesse mesmo apaixonado pelo Cross?
Putamerda, isso é bem óbvio, é claro que estou.
Mas e se eu dissesse isso a ele... Quer dizer, será que ele me daria um fora?
Droga, mas é claro que sim.
Envolver-me emocionalmente desse jeito sé traria problemas tanto para mim, quanto para ele. Provavelmente se eu abrisse a boca ele iria acabar fugindo e tudo entre nós estaria acabado.
E mesmo se ele me quisesse também, não éramos como Allen e o Yuu. Não tínhamos essa capacidade de mandar tudo para o inferno e mergulhar de cabeça em alguma coisa, ambos éramos racionais demais, tínhamos responsabilidades demais e também éramos covardes demais sentimentalmente falando.
Nunca daria certo, portanto é melhor nem tentar.
- Coelhinho... Você tá chorando? – Sua voz soou realmente preocupada enquanto ele abaixava do meu lado e eu me encolhia sentado no chão repleto de folhas.
- Que pergunta idiota. – Resmunguei mal humorado, enxugando os olhos na manga do vestido.
- Você fica bonitinho quando chora. – Comentou afastando um mecha de cabelo que caia no meu rosto.
- Quer calar a porcaria da sua boc... – Antes que eu terminasse, ele juntou seus lábios aos meus acabando com qualquer protesto que eu tivessem em mente.
Minha nossa... Ele realmente beijava bem. O modo como nossas bocas se encaixavam e a maneira como nossas línguas se moviam era altamente viciante. Senti uma onda de calor atravessar o meu corpo repentinamente, arrepiando os pelos da minha coluna.
Droga, tô começando a ficar excitado.
- Me s-solta... – Tentei me afastar, mas ele apenas me segurou com mais força.
- Você e eu sabemos que não é isso que quer... – Sussurrou no meu ouvido, mordendo o lóbulo da minha orelha em seguida.
- Não, mas eu preciso. – Respondi finalmente conseguindo falar sem minha voz falhar ridiculamente.
Por um momento ele realmente se afastou, e praticamente de imediato comecei a sentir um vazio no peito. Vazio esse que logo desapareceu quando percebi que ele apenas se afastou para livrar o meu pé que ainda estava preso.
- Você poderia ter quebrado nessa correria. – Comentou enquanto tirava cuidadosamente minha bota. – E isso seria definitivamente uma pena... – Continuou subindo a mão pela minha perna, entrando por debaixo da saia até a minha coxa.
Tô lascado.
- E-Ei! Nem ouse subir sua mão mais nenhum milímetro! Ou quer levar um chute bem onde levou a martelada, heim?! – Ameacei desesperado tentando arranjar alguma maneira de não cair na tentação.
E que tentação essa... Minha nossa...
Ele apenas olhou pra mim com um sorrisinho de canto e continuou subindo a mão pela minha coxa, dando um aperto bem forte que praticamente me fez arfar igual a uma garotinha.
Ah filho de uma mãe...
Me virei de lado lhe acertando um belo chute bem no meio das pernas e...
- AAAAIIIII! AI!AI! AI! AI! QUEBREI MINHA PERNA!!!! AI!AI!AI!AI! – Choraminguei agarrando minha pobre canelinha e vendo uma mancha roxa nascer ali. – QUE PORRA É ESSE? SEU PAU É DE AÇO POR ACASO?! –Berrei sentindo minha perna latejar enquanto ele ria loucamente da minha cara.
Alias... Cross fica muito bonito quando ri...
Ok Lavi, nada de pensamentos perigosos.
- Coelhinho idiota, eu uso protetor. – Falou como se fosse a coisa mais óbvia desse mundo, cutucando minha bochecha. – Ou acha que com a quantidade de mulher louca atrás de mim eu já não teria sido castrado se fosse assim?
É, ele tem um ponto.
- Como se não fosse culpa sua. – Resmunguei puto da vida por ter caído no mesmo truque dos casinhos anteriores dele.
- Aliás, coelhinho... Que porra toda é essa que está acontecendo aqui? – Perguntou parecendo finalmente perceber que eu tava puto o suficiente para não cair nas suas garras tão facilmente.
- Simples. – Comecei com um sorriso irônico. Ah quer saber? Eu vou jogar a merda no ventilador de uma vez por todas. – Eu e o Yuu vimos você “dando um belo trato” no Allen. E o que aconteceu depois você já deve imaginar. – Falei em um tom ácido.
De que adianta eu continuar escondendo? Cross não é nenhum tapado, e de um jeito ou de outro ele iria acabar descobrindo o motivo da minha raiva.
- Hein? – Murmurou olhando para mim com os olhos do tamanho de um prato.
- Nem adianta se fazer de desentendido. Putamerda Cross, eu nem me surpreenderia se te visse pegando a Lena, mas como teve coragem de comer o Allen? Tipo nem eu comeria o Allen. Ele é tão fofinho, desastrado e faz você querer cuidar dele e... Sei lá, seria incesto de uma maneira muito bizarra. Allen disso o Yuu ficou... – Comecei a tagarelar mas fui interrompido quando ele pôs o dedo indicador no meu lábio com um sorriso de canto bem perigoso para alguém que não quer dar o braço (ou outra coisa, se é que me entende...) a torcer.
- E você? – Perguntou sentando do meu lado com cara de quem vai aprontar.
- Eu? Eu o que? – Indaguei confuso sentindo meus lábios formigarem por causa do seu toque.
- Você falou de todo mundo, menos de você. – O sorriso safado dele ficou ainda maior.
- Não tenho nada pra falar de mim. – Resmunguei virando a cara e sentindo minhas bochechas queimarem.
- Que adorável, o coelhinho é ciumento. – Comentou me secando como se eu fosse de comer.
Tá, talvez do ângulo de visão daquele tarado eu fosse mesmo.
- EU?! Olha aqui, nem fique se achando porque eu não tenho nenhum motivo pa...
- Lavi.
Somente o som grave e imponente da sua voz foi o suficiente para me fazer calar a boca. Merda, eu estou irremediavelmente doido por esse ruivo desgraçado!
- Pare de tampar o sol com a peneira, é infantil. – Continuou sério como pouca vezes parecia. – Você e eu sabemos o que estamos fazendo e o que estamos sentindo, e mesmo assim nenhum de nós quer que isso acabe. Ou seja, já tá tudo fodido mesmo, então aproveita.
Admito, 70% da minha pessoa estava querendo sair dançando por ai depois das últimas frases, mas o 30% restantes ainda estava puto da vida.
- Fala como se lesse minha mente. – Murmurrei baixo e ele sorriu de canto.
- Tá na sua cara coelho. Admita, você esta tão louco por um transa selvagem no meio dessa floresta quanto eu.
- Mas é um filho da puta mesmo... – Não deu pra segurar o sorriso pervo no final da frase.
- Você sabe que uma hora eu vou ter que sumir. – Falou em um tom sussurrado, subindo a mão levemente pela minha perna. – E que quando eu voltar, talvez “Lavi” tenha desaparecido, e o 50º esteja no seu lugar... Acha mesmo que temos tempo a perder? – Falou o final da frase chupando o lóbulo da minha orelha sensualmente.
Merda. Meu autocontrole é uma merda.
- Definitivamente não. – Respondi e o pervertido já vinha pra cima de mim, mas o parei bem a tempo, mordiscando de leve seu queixo. – Mas em troca do meu corpinho lindo que você ama foder até cansar eu quero uma coisa. – Completei com um meio sorriso.
- Você está com uma carinha de que tá louco pra gozar, um vestido fino sem nada por baixo e me torturando com essa sua mão boba aqui embaixo. Não acha que está em condições de pedir qualquer coisa que seja? – Falou literalmente me comendo com os olhos enquanto eu passava a mão “despretensiosamente” sobre a sua ereção.
- Eu quero... Exclusividade. – Sussurrei contra seus lábios escorregando minha mão por dentro da sua calça e agarrando seu membro com firmeza. – Uso particular e exclusivo. – Adicionei sugestivamente.
- E você acha que aguenta todo esse trabalho sozinho...? – Respondeu com um sorriso malicioso, passando a língua pela minha orelha.
- Quer tirar a prova?
Quatro palavrinhas e uma reação a elas capaz de me arrepiar como se minha pele estivesse sendo eletrocutada de dentro para fora.
Com Cross Marian um beijo nunca era apenas um beijo. Era sempre algo especialmente excitante e repleto de segundas intenções sobre o que viria a seguir.
Subi uma das minhas mãos pelo seu abdômen definido, enroscando a outra nos seus cabelos e puxando seus lábios para os meus, deixando nossas línguas se enroscarem afoitas enquanto eu já sentia o chão folhoso sobre minhas costas. Sem perder tempo, suas mãos subiram pelas minhas coxas, me puxando contra si, me fazendo arrepiar ainda mais.
Putamerda, eu sou louco por esse desgraçado.
- Sabe, caçar você no meio dessa floresta me deixou com um puta tesão coelhinho... – Sussurrou no meu ouvido começando a se livrar do meu vestido com uma habilidade de dar inveja. – Vou te virar do avesso... – Sugou longamente o lóbulo da minha orelha, apertando com força minha nádega esquerda e puxando os cabelos da minha nuca com a outra mão, deixando meu pescoço totalmente exposto e começando a marcá-lo sedento igual a um animal.
- Não tá se achando demais não? – Provoquei começando a movimentar minha mão que estava em seu membro sentindo-o gemer rouco contra a minha pele.
- Ora ora, perdeu a noção do perigo coelhinho? – Falou com um risinho malicioso.
- Você que esqueceu com quem se meteu. – Respondi pegando-o de surpresa e invertendo as posições, ficando em cima de si sentando naquela ereção enorme e começando a rebolar sensualmente ainda por cima da calça.
- Awwnn... Como se isso fosse possível. – Murmurou com um olhar insano de desejo, segurando meu quadril com força e ditando o ritmo dos meus movimentos enquanto seus lábios alcançavam um dos meus mamilos.
- C-Cross... unh... Adoro isso... – Entrelacei minhas mãos nos seus cabelos rebeldes pirando com o toque da sua língua quente na minha pele.
Logo senti sua boca indo para o outro mamilo, sugando com força, para depois descer pelo meu abdômen, me arrepiando até o último fio de cabelo para depois me prender em um daqueles beijos de quase me levar a um orgasmo.
- Que boca deliciosa... – Sussurrou mordendo meu lábio inferior.
- Você não viu nada. – Retruquei com um sorriso mais do que malicioso.
Fiquei de quatro na sua frente, empurrando seu tronco para trás e tirando sua calça vagarosamente sob o olhar devorador das suas orbes castanhas.
Seus olhos praticamente brilhavam de excitação, e eu tinha certeza que não estava muito diferente.
Eu não imaginava que uma simples, porém potente, atração física podia deixar alguém tão louco, mas entendia perfeitamente a causa da corrente elétrica que percorria meu corpo a cada toque seu. Eu era insano por Cross a ponto de ficar duro só com um sorriso sacana do maldito. Apenas por que era ele. Só ele.
Que merda, virei monogâmico.
Dei uma longa e demorada lambida naquele membro enorme e grosso a minha frente, observando a respiração do ruivo descompassar. Continuei lambendo só de sacanagem, sem desgrudar o meu olhar do seu, e sinceramente acho que nossos olhos não se desconectariam nem se quiséssemos. Culpa da química absurda que rolava entre nós.
E se a química era assim, o que dizer da física então...
- Para de torturar e chupa log.... eh... Isssoo... – Abocanhei seu membro todo de uma vez, chupando com força enquanto arranhava suas coxas e ele me encarava com o olhar mais depravado que eu já vi na vida. Ou seja, muito sexy.
- Assim... Cross-sama? – Falei com uma vozinha manhosa, circulando a língua na pontinha dele vendo-o segurar um gemido.
- Desse jeito mesmo coelhinho... – Retrucou com um sorriso mais do que devorador, levando uma de suas mãos aos meus cabelos mas sem ditar um ritmo, me deixando “brincar” a vontade.
Subi minhas mãos pelo interior das suas coxas grossas, chupando com mais força e movimentando-me cada vez mais rápido, mas não o suficiente para fazê-lo gozar. Ah, eu vou te torturar um bocado ainda hoje Cross...
Percebendo minhas intenções, ele apenas chupou sensualmente três dos seus dedos e começou a deslizá-los por toda a extensão da minha coluna até alcançar a minha entrada, me arrepiando violentamente dos pés a cabeça, para logo em seguida começar a introduzir lentamente um dos dedos, me fazendo suspirar desajeitadamente com seu membro em minha boca.
Putamerda, como era possível alguém ser tão bom de cama sem nem fazer nada?!
- Estava tão bravinho a momentos atrás, mas agora geme tão manso... – Provocou mexendo aquele único dígito para acertar um local estratégico, deixando minhas pernas bambas e me fazendo soltar seu membro em busca de ar.
Filho da mãe.
- Tem certeza que quer me provocar? – Sussurrei subindo a língua perigosamente pela sua coxa.
- Claro que tenho, mas de um jeito bem mais interessante... – Respondeu erguendo meu queixo na sua direção.
Nunca na minha vida eu me imaginei de quatro na frente de outro cara completamente entregue daquela maneira, queria que Cross fizesse tudo que quisesse comigo e um pouco mais, queria senti-lo com força dentro de mim, sentir meu corpo esquentar, o coração acelerar, os olhos pesarem de prazer a ponto de não conseguirem ficar abertos.
[Play]
Dessa vez ele não me puxou com tudo, se aproximou devagar, roçando seus lábios suavemente nos meus e se afastando só de sacanagem sempre que eu avançava. Senti um beijo suave no meu lábio inferior levemente inchado pelos beijos selvagens que tínhamos trocado antes, depois uma leve mordida, me deixando na expectativa, para só então seus lábios cobrirem os meus, vorazes, mas ainda lentos.
Ele parecia querer sentir cada parte de mim, assim como eu queria sentir dele.
Uma das suas mãos se fechou no meu cabelo e outra se apoiou na parte baixa das minhas costas, me puxando para seu colo, fazendo nossas ereções se roçarem deliciosamente. Subi minhas mãos sentindo cada centímetro dos seus braços fortes, descendo pelas suas costas, desejando aquela pele ardente mais perto, mais urgentemente.
Seus lábios desceram para o meu pescoço, chupando com força, fazendo minha coluna tremer só com aquilo, implorando por mais. Sua boca praticamente devorava minha pele, me fazendo cravar as unhas no seu peitoral definido e sair descendo sem dó nem piedade enquanto passava as pernas em torno da sua cintura, sentindo suas mãos me puxarem simultaneamente para mais perto com um aperto de aço no meu quadril que provavelmente deixaria marcas.
Putamerda, eu já tinha perdido qualquer linha contínua de pensamento e nós nem tínhamos nem começado nada.
Levei minha mão até o meio de nossos corpos, juntando os dois membros e começando uma movimentação lenta e firme, sentindo seu corpo responder ao meu da maneira mais deliciosa possível.
- C-Cross... – Um gemido incontido escapou pela minha boca quando suas mãos subiram por baixo das minhas coxas, tocando minha pele com força a ponto de avermelhá-la, me jogando com força contra o chão folhoso e afundando sua boca na minha com um tesão louco de quem me queria como se eu fosse a última gota de água do deserto.
Nunca havia sentido nada igual. Nunca havia me entregado a ninguém também, mas nunca fiquei tão excitado com a possibilidade em toda a minha vida. Já havia provado garotos fogosos e devassos, homens até... Mas Cross Marian tinha potencial para incendiar aquela floresta inteira e mais metade do continente em uma transa.
Ainda meio atordoado com a súbita mudança de posição e o beijo de tirar o fôlego, contornei seu quadril com as mãos, mordendo seu lábio com gosto ao sentir aquela bunda deliciosa, e subindo pelas laterais do seu corpo tendo vontade de passear com a língua por cada mínima parte daquele pedaço de mau caminho (pedaço? Aquele ser era a personificação da luxúria). Ah e eu faria isso... Mas acho que precisaria de algemas e um bom e potente boa-noite-cinderela para não ser atacado no meio da minha “brincadeira.”
Ao mesmo tempo em que seus lábios desciam para os meus mamilos me fazendo suspirar só de imaginar o quão insanamente bom esse homem era com a língua, uma de suas mãos voltava a minha entrada, circulando os dedos em volta, fazendo um calafrio percorrer minha espinha.
- Geme pra mim coelhinho... – Sussurrou introduzindo um dos dedos novamente dentro de mim, massageando em movimentos circulares que me faziam revirar os olhos em alguns momentos.
- Hhhmmm... ma-mais... – Sussurrei debilmente em seu ouvido, perdendo minhas mãos pelo seu cabelo sentindo mais um dedo me invadir. Por incrível que pareça ainda incomodava um pouco, mas acabava sendo muito bom logo em seguida.
- Cacete, essa sua cara me tira do sério... – Murmurou mordiscando minha orelha, me arrepiando com sua respiração quente na minha nuca.
- Não tô pedindo para você se controlar maldito. – Por tudo que é mais sagrado, eu tava quase implorando pra ser comido!
Ok, deleta isso! Por Deus...
- Faço questão foder com o resto do seu juízo... – Respondeu atacando meu abdômen com beijinhos leves que contrastavam com os fortes chupões que ele dava de vez em quando, parando vez ou outra para contornar meus músculos com a língua.
- Poderia foder coisa bem melhor. – Rebati sem pensar, sentindo sua barba roçando na minha pele sensível e descendo cada vez mais...
Ele apenas me lançou o seu sorriso mais malditamente sacana antes dar um belo de um chupão no interior da minha coxa, me arrepiando ainda mais. Sério, um porco espinho se machucaria encostando em mim.
- Vai ser gostoso assim no inferno coelho maldito... – Praticamente rosnou contra minha pele, parecendo finalmente tão descontrolado quando eu.
Pois por mais não pareça, era assim que nos dois éramos na cama. Completamente selvagens e totalmente descontrolados. Se Cross me tirava completamente do meu normal a recíproca também era verdadeira.
Ele se levantou me virando bruscamente de costas, mas antes que minha mente processasse a ação suas mãos puxaram minha cintura em direção ao seu peito, me deixando de quatro, fazendo um suspiro escapar pelos meus lábios com o toque absurdamente quente da sua pele na minha e me fazendo delirar de prazer quando seus lábios subiram até minha nuca, mordiscando o local, e seus dedos voltaram a se mover dentro de mim, me arrepiando inacreditavelmente agora que minha pele parecia ter o dobro da sensibilidade normal.
-M-Mais... – Meus gemidos escapavam sem que eu nem me desse conta.
- Mais forte? – Sussurrou descendo os lábios tortuosamente pela minha coluna.
Tive que sorrir de canto com aquela indagação.
- Mais grosso, se é que me entende... – Murmurei ofegante, olhando com a minha cara mais safada por cima do ombro, fazendo questão de morder o lábio inferior para completar.
Ele apertou mais os dedos na minha cintura, me fazendo sentir seu toque com ainda mais intensidade e sorriu sacana. Ou melhor, sorriu muito sacana.
- Eu vou te foder de um jeito que vai dar pra te ouvir gemendo meu nome do outro lado do continente. – Sussurrou sugando o lóbulo da minha orelha e aumentando ainda mais a força com que segurava meu quadril, descendo os lábios pelo meu ombro, e depois por toda a extensão da minha coluna, praticamente devorando minha pele no processo.
Por tudo que é mais sagrado, eu poderia morrer de tesão só com a voz daquele homem.
Senti sua língua descer rápida pelas minhas costas, que ele adorava deixar cheia de marcas, passando pela minha entrada, me causando um calafrio que quase me fez perder a força nos braços e cair de cara no chão, e se demorando ali, me penetrando e me enlouquecendo com aquele toque quente e molhado que arrepiava até o último fio de cabelo.
Lembra o que eu disse sobre esse ruivo ser malditamente bom com a língua?
- Nhnn... C-Cross... – Suspirei, somente relaxando meus músculos quando ele parou para sussurrar no meu ouvido..
- A melhor parte vem agora... – Sinceramente, não tem nada, NADA, mais sexy no mundo do que a voz de Cross Marian quando tá excitado, minha nossa...
Um de seus braços passou em volta da minha cintura enquanto eu sentia seu rosto se afundando no meu pescoço, fazendo sua respiração quente na minha nuca me tirar o restinho de juízo que me restava, e a ponta de seu membro começar a pressionar a minha entrada, me fazendo sentir um vazio gelado no estômago, até que em uma estocada forte e firme ele me invadiu quase que por completo ao mesmo tempo em que cravava os dentes deliciosamente no meu pescoço, me fazendo perder o fôlego.
- Nhhhm... Mais... – Gemi ofegante ao sentir sua língua passando leve e vagarosamente sobre a pele machucada do meu pescoço enquanto ele continuava me invadindo lentamente.
Foda-se que eu devo tá parecendo uma puta, mas não dá pra não gemer alto quando a sedução em pessoa te devora de uma maneira tão... Tão...
Virei a cabeça para trás alcançando seus lábios em um beijo sedento e louco, com gosto de sangue e adrenalina, o que só me deixava cada vez mais ensandecido de pura excitação.
- Teve um coisa que eu me esqueci de mencionar sobre a nossa relação coelhinho... – Sussurrou ofegante, roçando os lábios na minha bochecha.
- Que seria...? – Nem sei como eu respondi, por que a minha mente estava bem distante do seu estado racional.
- Que eu vou querer exclusividade de volta. – Mordiscou meu lábio com um pouco mais de força. – Se eu te vir no colo daquele revoltadinho de merda outra vez eu juro que...
Opa, espera um segundo.
Para terra que eu quero descer.
- Tá com ciúmes? – Indaguei incrédulo levando uma mordida forte no ombro como resposta. -Você? Ciumento? – Se a situação fosse outra, pode apostar que eu estaria rindo descontroladamente.
E foi bom eu não ter rido mesmo. Ou eu já podia imaginar como estaria andando (SE estivesse andando) no dia seguinte.
- Você é meu a partir de agora. Tá entendendo isso? – Murmurou contra a pele do meu pescoço, puxando meu cabelo com força para trás, me rendendo. Seu tom era inesperadamente ameaçador, e talvez por isso tão malditamente sexy.
Se engana quem pensa que Cross era apenas um General fodástico com muita culpa no cartório. Como se isso já não fosse grande coisa, ele possuíam um lado ainda mais escuro, um lado que apenas o próprio conhecia, um lado animal, talvez até perigoso para quem se aproximasse excessivamente.
Mas eu já estava perto demais para pensar nos riscos.
- E se eu não quiser...? – Provoquei empurrando mais meu quadril contra o seu, adorando sentir sua pele roçar na minha.
- Eu não pedi sua opinião. – Respondeu me acertando um tapa bem dado na bunda e começando a se mover vagarosamente, me torturando.
Sorri de canto.
- Filho da puta... aann... – Sussurrei em meio a um gemido deliciado.
- Filho da puta que te enlouquece. – Respondeu aumentando o ritmo e a força, mas ainda não acelerando da forma que eu queria.
Minha pele se arrepiava a cada movimento mais intenso dentro de mim, meu corpo tremia e suava acompanhando o seu naquele ritmo envolvente e cada vez mais desesperado, mais sedento, mais selvagem.
Por mais forte que ele fosse, por mais absurdamente quente que meu corpo estivesse, ainda não parecia ser o suficiente. Não, não parecia nem perto de ser suficiente.
Enrosquei uma de minhas pernas no meio das duas de maneira hábil, derrubando-o bruscamente de cima de mim e o fazendo cair de costas no chão folhoso. Sem demorar um segundo a mais, avancei sobre seu corpo arranhando, chupando, mordendo, subindo pelo seu peitoral até seus lábios, tentando aplacar o mínimo daquela sede abrasadora que rasgava minha garganta.
Sentei sobre seu membro descendo com força, fazendo o som dos nossos quadris se chocando ecoar pela floresta, sentindo-o ainda mais fundo dentro de mim, sentindo o calor do seu corpo fluir para o meu através de suas mãos que subiam pelas minhas pernas e dos seus lábios que praticamente devoravam cada pedaço de pele que alcançavam.
Meu coração batia assustadoramente rápido devido ao excesso de adrenalina, meu sangue queimava nas veias, minha pele fervia embaixo da sua, meus movimentos eram cada vez mais insanos, as sensações mais arrebatadoras, e eu só conseguia ficar mais e mais faminto, mais e mais viciado...
E não era o único.
O mundo girou repentinamente a minha volta e logo eu sentia o chão nas minhas costas e aquela boca deliciosa no meu pescoço enquanto a velocidade dos movimentos praticamente dobrava, me fazendo gemer alto a ponto de doer a garganta e a voz falhar, minhas mãos se perdiam entre arranhar e agarrar sua pele, uma loucura sem precedentes tomava meu corpo e minha mente.
Meus olhos buscaram os seus por um momento e quando se encontraram uma avalanche de emoções e sensações me tomou de forma tão violenta que o mundo pareceu parar por um segundo.
Um prazer quase doloroso de tão intenso se espalhou pelo meu corpo, fazendo meu interior se contrair fortemente, arrastando-o junto comigo a um dos orgasmos mais intensos da minha vida. Mesmo assim nossos olhos permaneceram conectados, entrelaçados...
E foi aí que eu percebi a gravidade da situação.
O jogo de prazer havia evoluído para algo além da minha compreensão.
Algo devastador, perigoso e irreversível.
Algo que havia nos marcado profundamente sem que nos déssemos conta.
Sem perceber chegamos num ponto que se tornara impossível parar.
Notas finais
Eu tentei não deixar tãããooo yaoi porn, mas acho que não deu. kkkkk. Meu word deve tá traumatizado com tanta putaria que ando escrevendo rsrsr.
Gente, eu não consigo imaginar um uke mais safado que esse, por favor se alguém achar me fale, por que acho que escrevi um dos mais pervertidos da história (também, olha pro seme...).
Desculpe fãs do Lavi se ele ficou muito "puta", mas se coloca no lugar dele né... (vey, eu faço isso escrevendo *orgasmos*).
As datas de atualização das outras fics foram divulgadas hoje na página do face, e lá vou deixar meu ask pra vocês pegarem no meu pé se quiserem (não tem que ter conta pra mandar pergunta lá).
É isso, correndo aqui, vou criar vergonha na cara e responder pelos menos os reviews desse cap em diante enquanto meu recesso não chega (recesso = 1 semana = eu chorando litros).
Até mais~
Kissus
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