The Secret Behind Your Eyes
32 Moyashi determinado, BaKanda ferrado.
Notas iniciais
*foge de tiros e sapatas* Nee eu disse que só postaria sexta se meus professores não me infernizassem muito, mas acontece que as criaturas andam fazendo estágio de torturadores no inferno e botando em prática na sala de aula, sério.
No menu de hoje temos uma reconciliação a la Yullen, ou seja, uma DR daquelas que somente o Yu e o Allen são capazes.
### Para entender melhor a idéia do Allen, recomendo a releitura do capítulo 7, e para não se confundir mais pra frente, a cena do beijo no cap 18###
Bem, espero que gostem!
Dessa vez sim ele me mata.
Foi o primeiro pensamento que me veio a cabeça quando terminei de combinar os detalhes com Jerry e fui me preparar para colocar meu plano ação.
“Você sabia L? Shinigamis só comem maçãs.”
Aquela frase me veio à mente de novo e eu sorri de canto.
Tudo bem, eu tinha uma grande chance de não sair dessa, mas não poderia negar que fora brilhante.
Não entenderam? Então sigam minha lógica:
Kanda, como o bom cabeça dura que é, provavelmente nunca iria conversar comigo...
Digo, não de livre espontânea vontade...
Só precisei pedir a Cross uns comprimidos de boa noite cinderela dizendo que eram para uma ocasião “especial” (tenho até medo do que aquele pervertido pensou), esmagá-los, dissolve-los em água e injetar nas maçãs e claro, avisar a Jerry para não deixar ninguém comer aquilo.
Por que maçãs?
Simples, essa é a única coisa que eu já o vi comendo além de sobá, e eu não poderia pedir ao Jerry para por no soba senão ele teria toda fúria do japonês endemoniado direcionada para si.
Admitam, foi bem bolado.
Mas em alguns momentos me questiono se de repente não exagerei um pouco...
Minha linha de pensamentos foi interrompida pelo som repentino de correntes sendo violentamente puxadas.
Ok, talvez eu não tivesse exagerando tanto assim.
Acredite, quem nunca viu um Kanda acorrentado a parede acordando de péssimo humor depois de ter sido dopado e sabendo que o culpado por isso foi você, não sabe o que é estar apavorado com hemorragia nasal.
E se, ainda sob o efeito da droga, ele tinha toda essa força, era melhor eu não enrolar muito ou ele acabaria arrebentando as correntes.
– O que porra você acha que esta fazendo moyashi maldito? – Praticamente rosnou me lançando um olhar assassino.
– Conversando. – Respondi me aproximando da “fera”.
– Desse jeito? – Perguntou ainda colérico puxando as correntes mais uma vez causando uma pequena rachadura na parede.
– Não me olhe assim. Seus atos te levaram a isso. Então como você não parece disposto a cooperar... Eu quero lhe propor um jogo. — Falei me abaixando para ficar na mesma altura que ele, vendo-o apenas virar o rosto emburrado, me dando um silêncio carregado de raiva como resposta.
– Façamos assim... – Continuei vendo que ele não me responderia, desafiando meu instinto de sobrevivência e me aproximando do moreno. – Se você for um bom namorado e responder minhas perguntas... Eu posso te soltar. Mas caso você não seja... – Subi em seu colo para sussurrar em seu ouvido – ... Vou te torturar até que responda.
Mordi o lóbulo da sua orelha vendo seu corpo estremecer levemente, porém ele ainda continuava com o rosto virado, oculto pelo cabelo que eu havia soltado para que ele ficasse mais confortável, sem me encarar se resignando e recuando dos meus toques.
–T- torturar? – Indagou em voz baixa me fazendo dar um sorriso de canto.
– uhum... – Murmurei afastando o cabelo do seu pescoço já preparando aquela área para a primeira sessão de “tortura.”
– Kanda... – Sussurrei seu nome me acomodando melhor em seu colo com uma perna de cada lado. – O que esta acontecendo...? – Perguntei em tom compreensivo.
– Me deixa em paz...
– Resposta errada. – Comentei baixinho começando a beijar suavemente seu pescoço subindo até atrás da sua orelha vendo-o se arrepiar.
– Posso repetir a pergunta ou quer pular pra outra? – Perguntei com a boca colada no seu ouvido.
– M-Maldito...- Sussurrou com a mandíbula trincada fechando os olhos com força.
– Kanda, não vamos sair daqui até que você pare de teimosia. – Continuei, acariciando seu cabelo com o nariz, memorizando o cheiro de lótus que ele emanava naturalmente.
– Tch, esqueceu que temos uma missão? – Respondeu inquieto.
– Yuu... Estamos numa cela na terceira torre, ao lado da que foi destruída e também a que tem mais corredores e mais níveis. É praticamente impossível sermos encontrados. – Falei sorrindo docemente afastando o cabelo do seu rosto notando suas bochechas coradas.
Tão fofo.
Acho que nunca saberei ao certo a intensidade do meu amor pelo Kanda, era como se a cada sorriso, por mais discreto que fosse, meu coração se aquecia e nada, nem mesmo o frio da morte, pudesse me impedir de sorrir; e a cada recusa eu me sentia quebrado por dentro, com minha alma em migalhas.
– Kanda... Por quê? – Perguntei escondendo o rosto na curva do seu pescoço, sentindo-me acolhido com o calor que seu corpo emanava. Deixando cair a máscara de sorrisos falsos – Isso machuca sabe? – Murmurei com uma voz embargada passando os braços ao redor do seu pescoço e o trazendo para mais perto de mim – Se não está feliz comigo ou simplesmente quer me deixar... – Continuei sentindo algo quente descer pelo meu rosto e escorrer pelo seu pescoço. – Pelo menos pare com isso, seja homem e diga logo de uma vez. – Exclamei com a voz abafada contra seu corpo me emocionando mais do que pretendia, liberando aquela dor que andava escondendo até de mim mesmo.
– Tch, é impressionante como eu não consigo fazer nada direito... – Ouvi-o murmurar baixinho, como se não quisesse que eu ouvisse, e me afastei um pouco para olhá-lo nos olhos vendo as orbes negras repletas de dor.
– C-Como assim? — Perguntei confuso enquanto ele se aproximava e secava carinhosamente minhas lágrimas com os lábios.
– Eu sempre te machuco, mesmo tentando ao máximo não fazê-lo. Quando estou perto, te machuco, e longe pior ainda. – Respondeu beijando ternamente minha bochecha.
– Kanda... – Murmurei surpreso, afinal nunca imaginei que viveria pra ver o Kanda dizendo esse tipo de coisa.
– Uma vez vez aprendi que lagrimas derramadas são mais dolorosas que sangue arrancado... Não quero mais te ver assim.
– Então não se afaste. – Respondi acariciando sua nuca. – Como você esperava que eu fosse ficar?
– Tch, com o usagi oras. – Respondeu fazendo meu queixo cair e meus olhos quase pularem das orbitas.
– Como é que é? – Perguntei pasmo e totalmente incrédulo.
– Não precisa disfarçar – Começou desviando o olhar – Eu vi no dia em que ele se declarou pra você. Provavelmente aquele idiota já deve ter se mostrado todo “ eu também sou humano e sou capaz de amar alguém” e te pedido em ... – Começou a falar parecendo cada vez mais irritado.
– Nossa, será que ciúme mata? – Interrompi irônico, achando fofa a carinha que ele fazia chateado e ao mesmo tempo não entendia nada sobre aquela história maluca do Lavi se declarando pra mim.
– O ciúme não. Eu mesmo faço isso. – Murmurou zangado.
– Kanda, não sei o que danado você viu, mas tenho absoluta certeza de que você entendeu errado, afinal o Lavi está mesmo apaixonado, e esta óbvio para quem quiser ver qual é a pessoa. E com certeza não sou eu. – Esclareci vendo-o franzir o cenho parecendo pensar na conclusão absurda na qual tinha chegado. – E de onde você tirou a maldita idéia de que eu ficaria com alguém que eu não amo? – Perguntei o encarando seriamente e ele desviou o olhar.
– Só pensei na possibilidade, já que...
Será que ele realmente pensava antes de agir?
– Você é um completo idiota. –Interrompi-o chateado por saber que ele tinha essa idéia de mim.
– Completo não. Ainda faltam algumas peças. – Respondeu simplesmente, me fazendo encará-lo descrente do que tinha ouvido.
Porém, antes que eu fizesse qualquer questionamento ele me calou com um beijo surpreendentemente doce.
– Talvez seja sua culpa eu ter perdido algumas delas por ai...
Sorri completamente emocionado pelo significado daquela declaração repentina.
– BaKanda... Meu bakanda. – Sussurrei contra seus lábios antes de roubá-los pra mim, matando a saudade por ter ficado tanto tempo sem senti-los.
Nossas bocas se moviam num ritmo lento, apenas apreciando as sensações, redescobrindo a presença um do outro, sentindo intensamente cada toque e tudo isso junto só me fazia lembrar vividamente do sonho de ontem a noite, me fazendo beijá-lo cada vez mais e mais ardentemente, movimentando-me sinuosamente em seu colo em busca de mais contato.
Logo, já não necessitava mais somente dos seus lábios, e sim do corpo todo. Entrelacei minhas mãos em seu cabelo, passando minhas pernas em torno da sua cintura, puxando-o mais para perto deixando escapar um breve gemido em meio ao beijo extasiante devido a proximidade.
Nossos lábios se desconectaram por um instante por causa da falta de ar, para logo depois nossas bocas voltarem a se atacar com ainda mais volúpia. Nossas línguas travando uma prazerosa batalha por dominação ao mesmo tempo em que se exploravam carinhosamente.
– Me solta... – sussurrou com a voz rouca, sugando lentamente meu lábio inferior.
Sorri maliciosamente como nunca antes.
– Não. — Respondi mordiscando seu pescoço. – Você ainda está de castigo. – Continuei sorrindo mais ainda por causa da sua expressão surpresa. – O que foi? Achou mesmo que iria aprontar comigo e sair impune? – Comecei a subir a mão por baixo da sua camisa dando mais ênfase a minha palavras.
– Mas que moyashi traiçoeiro eu fui arrumar... – Resmungou com um sorriso de canto enquanto eu arranhava suavemente seu abdômen. – Só não imaginei que seria assim consciente também.
– Consciente? – Indaguei confuso.
– Uhmm... É que você fala dormindo... – Respondeu calmamente. – Na verdade você se mexe também... E como...
– O que você está querendo dizer? – Perguntei o encarando inquisidoramente e com o sonho de ontem a noite vindo involuntariamente a cabeça.
– Eu? Eu disse algo? – Questionou cínico em tom de provocação.
Ah canalha...
– Então eu vou ter que te fazer falar? – Sussurrei contra a pele do seu pescoço vendo-o se arrepiar.
– Na verdade não... – Então num movimento inesperado ele puxou fortemente as correntes arrancando-as da parede e caindo por cima de mim, imobilizando minhas mãos do lado do meu corpo. – Me deixe te mostrar que ontem a noite não foi apenas um sonho. – Sussurrou tomando meus lábios para si num beijo que eu demorei um pouco a corresponder devido a surpresa.
Como assim...?
Ele está dizendo que tudo aquilo...
Tudo aquilo...
Não, não tem como.
Mas... Se não fosse assim, como ele saberia sobre o que eu sonhei?
– K-Kanda... – arfei completamente sem ar quando seus lábios liberaram os meus.
– Gosto de te ver assim... – Sussurrou passando o dedo carinhosamente pelas minhas bochechas que deveriam estar vermelhas como pimenta nesse momento.
Antes que eu dissesse algo, senti seus lábios roçando na minha nuca, e então descendo pelo meu peito ainda coberto abrindo alguns botões no caminho.
– Também gosto de ouvir seu coração bater. – Murmurou quase inaudívelmente me fazendo sorrir com essas declarações indiretas que significavam muito mais do que pareciam.
Entrelacei meus dedos no seu cabelo puxando seu rosto para o meu, lhe beijando carinhosamente a testa.
– Eu te amo. – Sussurrei vendo-o fechar brevemente os olhos para depois me encarar sério, mas inquieto, ou melhor, assustado.
Assim como na primeira vez em que eu disse isso.
Embora não tivesse o mínimo problema em agir de acordo seus sentimentos, ele parecia possuir uma séria aversão as palavras “eu te amo”.
– Yu ... Do que tem medo? – Perguntei acariciando seu rosto, pegando-o de surpresa.
– E-Eu não... – Ele começou desviando o olhar.
Lembrei-me novamente do nosso primeiro beijo... Esse sentimento de agora... Era o mesmo que eu vi naquela vez quando...
– Você tem medo que eu te conheça, não é? — Arrisquei vendo-o apenas acenar com a cabeça.
– Mas eu te conheço Yuu, meu coração conhece você há muito tempo.
Ele desviou o olhar corado, saindo de cima de mim e se sentando.
– Mas você não sabe nada sobre mim.
– Ah, fico feliz que tenha percebido essa falha senhor “ trancado-em-si-mesmo”. – Comentei subindo em seu colo e erguendo seu rosto. – Kanda, olhe pra mim.
Aos poucos a intensidade das suas orbes negras caia sobre mim, esperei até que seu olhar estivesse completamente fixo sobre o meu e comecei a aproximar nossos rostos lentamente , sentindo aquela energia eletromagnética que sempre me puxava para cada vez mais perto e com cada vez mais força, até que nossos lábios estavam quase colados.
– Me deixa te decifrar Kanda... – Pedi sussurrando dando um breve beijo em seu lábio inferior. – Eu quero poder dizer que te amo de uma forma que você acredite.
Sem agüentar mais, roubei-lhe um beijo antes que pudesse responder, acariciando suavemente sua nuca e sentindo suas mãos subindo pelas minhas costas.
Comecei a subir lentamente a barra da sua camisa, retirando-a também sem pressa para então admirar o corpo perfeito do meu Yu e tomar-lhe os lábios novamente.
Suas mãos quentes deslizavam pela minha cintura, entrando por baixo da minha camisa, puxando-me para mais perto com possessividade, mas ainda mantendo o ritmo lento e envolvente do beijo.
Abracei-o mais forte aproveitando o calor de seu corpo, sentindo nossos corações em sincronia enquanto seus lábios exploravam meu pescoço carinhosamente, fazendo meu corpo esquentar.
Puxei-o pelo cabelo lhe roubando um beijo mais luxurioso dessa vez, gemendo prazerosamente quando suas mãos agarraram minhas coxas, me puxado para mais perto, colando mais nossos corpos, se arrepiando quando eu arranhava provocantemente seus ombros desnudos, descendo pelos seus braços e...
– Eita porra, que de santo esses dois só tem a cara mesmo...
A voz de Cross Marian soou de repente quase fazendo meu coração saltar fora do corpo.
– Q-Q-QUÊ?! M-Mas o que diabos você fazendo aqui desgraçado? – Praticamente berrei sem saber se ficava vermelho de vergonha ou de raiva.
– Ah, como achei vocês? Não seja estúpido moleque, quando você ainda brincava de esconde-esconde eu já enrolava a Yakusa e a Ordem Negra juntos.
Ok... Não é como se alguém tivesse alguma chance contra o “mestre do sumiço” de qualquer maneira.
– O que quer? – Kanda perguntou se levantando enquanto Cross o secava na maior cara de pau.
– Avisar que saímos amanhã antes do meio dia. – Respondeu com um sorriso de canto observando o meu moreno vestir a camisa (ah, eu ainda mato esse maldito...) – Ansiosos para a missão? – Perguntou mandando uma piscadela para o Kanda que lhe mostrou o dedo médio (Temperamento do Yu... Como não amar?).
– Vamos? – Ele estendeu a mão pra mim, coisa que nunca o vi fazer antes na vida, com um sorriso travesso.
– Pra onde? – Perguntei pegando sua mão e entrelaçando nossos dedos.
– É minha vez de te fazer uma surpresa agora.
Notas finais
*Será que fui só eu que invejei o Allen no começo do cap?*
Ah, algo que acho que todo mundo está esperando: O próximo cap é o ULTIMO antes da missão. E durante a missão vai finalmente acont... (SPOILER OFF)
No próximo cap de The Secret Behind Your Eyes:
- Nosso casal ownando geral na cidade.
- Jogos de poker com a máfia italiana.
- Revelações sobre um certo moreno.
- POV do Kanda vs Tequila.
- Beijo na chuva.
- Karaokê.
# Não entenderam porra nenhuma? Esperem até o próximo.
Mas enquanto ele não vem... O que acharam deste? Reviews?
Ate mais~
Kissu.
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