The Secret Behind Your Eyes
3 Missão miserável: Noite. parte 1
Notas iniciais
Esse cap. vai ser dividido em duas partes, a primeira na versão do Kanda ( eu sei que tinha prometido uma do Allen, mas é por que eu me divirto horrores escrevendo POV do Kanda), e a segunda parte vai ser na versão do Allen (promessa é divida). Mas de todo jeito esse cap vai ser mais centrado no moyashi (pegando as manias do kanda... Tenho que parar com essas POVs dele)
Finalmente a parte Yullen da fic vai começar a se desenrolar (eu disse: começar). Mesmo eu estando louca pra colocar um lemon aqui, eu tive que me controlar.
Finalmente vocês vão ver no que uma parceria Allen (lado negro) + Kanda (lado sacana) pode dar. Muahahahahahahahaha
O cap vai dedicado a flavia-chan, marota, Yuu e kami.
obrigada por lerem minha fic!
enfim, aproveitem.
Nesse momento estamos numa porcaria de hotel caindo aos pedaços (literalmente, eu levei um na cabeça assim que cheguei. Mas o foda mesmo foi suportar o pirralho e o pervertido zoando da minha cara). Nem me surpreende mais o fato de que só quando entrou no banheiro pra tomar banho que o Moyashi percebeu que estava com a cara rabiscada... Depois disso ele saiu de dentro do aposento batendo a porta todo putinho da vida gritando com a gente. E após minutos seguidos de falatório (onde ele me chamou de Bakanda no mínimo dez vezes) sem nenhuma pausa pra respirar, o moleque cala a boca.
– Oe, moyashi.
– O QUE É?
Ih, o tampinha ta nervosinho. Eu já podia sentir o sorriso cínico aparecendo invonluntariamente.
– Borrou a maquiagem.
Silêncio. Dava pra ouvir o som do sangue do Moyashi fervendo daqui.
O usagi olhou pra mim com aquela cara de "caralho! não acredito que disse isso!" e começou a rir loucamente espalhando as fotos pervertidas da tábua... Digo, Lenalee, por cima da cama. Eu simplesmente sai daquele inferno, me tranquei na varanda e fui meditar enquanto o Moyashi ficava gritando impropérios a minha pessoa.
Tch... Como se já não pudesse ficar pior, essa é a unica pensão da cidade e só tinha um único quarto vago... De casal.
–------ flashback on–-------------------------
Assim que nós entramos no quarto eu larguei minha mala num canto de parede e começei a tirar o casaco da ordem. O moyashi correu pra janela e ficou olhando pro céu como se estivesse esperando a nave mãe fazer contato e o usagi começou a tirar a roupa molhada (nem me pergunte como ele ficou assim) ficando só de cueca e se jogou na cama.
– E então? Alguem aqui curte mênage?
Eu apenas desembainhei a Mugen e o Moyashi correu e se trancou no banheiro.
Eu é que não prego o olho essa noite...
–--------- flashback off –--------------------
Petalas.... Essa imagem não me sai da cabeça. Mesmo que eu tente esquecer, elas continuam me atormentando... Quanto tempo será que eu ainda tenho? E todo esse tempo que passou... Será que foi apenas tempo perdido numa existência miserável? E se quando eu voltar dessa missão tiver perdido mais uma pétala? O que diabos eu fiz até agora? Não que eu tenha medo de morrer ou nada assim... É só que...Como? Como eu ainda não encontrei nenhuma pista daquela pessoa?
Eu já tinha perdido totalmente a noção do tempo. Não tenho a mínima idéia de quantas horas eu passei aqui usando a desculpa de meditar pra ficar devaneando sobre inutilidades.
–Kanda?
O Moyashi me chama da porta da varanda. Minha vontade era responder "o que quer, rabiscado?", mas eu apenas respondi um " hm? " sem nem me mexer.
– Posso ficar aqui com você?
Abri um olho e vi o Moyashi com a cabeça pra fora da porta, com os cabelos bagunçados e a pior cara de zumbi (cortesia de um vadia chamada insônia) que eu já vi na vida.
Que apostar quando que o Usagi não deixou ele dormir?
– Tch. Que seja.
– Obrigado.
Ele sorriu e se sentou de frente pra mim se encostando na grade da varanda que ficava atrás de si. Na verdade, aquilo lá nem chegava a ser uma varanda, era mais como uma sacada. Pra você ter uma idéia, o lugar era tão pequeno que eu fiquei surpreso do Moyashi, mesmo sendo Moyashi, caber ali.
– Não vai dormir?
Joguei a isca. Ele estranhou o fato de eu estar puxando assunto fazendo uma cara de "puta que pariu, o inferno congelou!", mas respondeu.
– O Lavi fica me molestando enquanto durmo. — Sussurou abraçando as pernas como se aquilo fosse protegê-lo.
O que foi que eu disse!
– Tch. Sabia que tinha dedo da porra daquele usagi nisso...
Comentei na minha normal indiferença.
– O dedo não. A mão toda. Não tem barreira que segure aquele tarado...
– Barreira...?
– Ué, só tinha uma cama. O que você queria que eu fizesse?
Não resisti e bati a mão na minha testa... PUTA QUE PARIU MOYASHI BURRO!!!!!
– Você realmente esperava apenas dormir estando na mesma cama que o usagi tarado?
Derramei um leve sarcasmo só pra não acabar acertando um soco na cara daquele pirralho por ser tão idiota.
– Eu pensava que uma barreira de travesseiros, malas, abajour, cadeiras – Porra, como ele coube na cama? ( alguem ainda tem dúvidas do por que eu o chamo de moyashi?) – Jarro e sapatos fosse segurar aquela mão boba por um tempo e... — Ele finalmente percebeu a indireta da frase anterior — HEY! Eu não quero nada dessas coisas que você esta insinuando com o Lavi!
Ele me olhava com uma expressão que era uma mistura de algo como vergonha, timidez e indignação. Era divertido ver ele fazendo aquela cara, vamos brincar mais um pouco...
– Ah... Deixa eu ver se entendi, então você quer com outra pessoa...
Ih, agora empacou. O sistema operacional do cérebro do Moyashi deu pane total. Eu poderia até ter gargalhado com a cara que a criatura fez, acho que nem um tomate era mais vermelho.
– N-N-NÃO! E PARA DE INSINUAR COISAS PERVERTIDAS AO MEU RESPEITO!.
O Moyashi tava indignado. Hora da sacaneada final.
– Mas eu não disse nada, você que tem a mente suja.
Dei um risinho irônico. A cara do moyashi agora era de um vermelho quase roxo. Ele ainda tentou questionar, mas desistiu e acabou murmurando algo sobre eu ser um bastardo cara-de-pau e se emburrou no canto dele. Dessa vez eu me segurei pra não rir, a cara dele era impagável.
Pensando melhor, acho que eu ainda não tinha expulsado o moyashi dali ainda por que, de certa forma, e por mais que geralmente eu não suportasse sua presença, eu me divertia infernizando ele, e isso me fazia esquecer as coisas dolorosas. Acho que se ele não tivesse aparecido justamente naquela hora eu teria tido outro ataque depressivo, e transformado tudo isso em ódio, de novo.
– E você? Não vai dormir?
Sai das minha reflexões pra responder o pirralho.
– Não sou idiota a esse ponto.
Mandar indiretas é uma arte, não?
Ele olhou pra mim puto e estreitou os olhos.
– Ah, é mesmo? Então por favor partilhe de sua suprema sabedoria.
Falou irônico. Ora vejam só... E eu pensando que era o único que usava sarcamo nessa porra...
Bem, na falta de opções, entrei no jogo.
– Mas é claro. Primeiro, nunca durma com o usagi, nunca durma perto do usagi, e ser puder, não durma nem se estiver numa missão com ele.
Ele levantou uma sombrancelha com cara de deboche.
– Por que? Ele por acaso vai me comer enquanto eu estiver dormindo?
Ironizou.
– EXATAMENTE! Olha só, seus neurônios funcionam.
Ele arregalou os olhos assustado. Só agora ele notou o duplo sentido do que tinha acabado de dizer.
– EI! eu não quis dizer...
– Tanto faz. Segundo, aprenda a encarar o fato de que nada te garante que você vai acordar do mesmo jeito que foi dormir...
Deixei o suspense no ar. Tinha uma idéia brotando ali...
– Hmm. Entendo... Coisas acontecem enquanto estamos inconscientes...
– Exatamente...
Deixei ele concluir o raciocínio.
– E isso vale pra certos coelhos tambem, não é...?
Era difícil dizer quem tinha a cara mais maliciosa ali.
Ele deu um sorriso sacana e se aproximou deixando seu rosto a centimetros do meu. Eu apenas devolvi seu sorriso com um mais sacana ainda.
– E então... Vai me dizer o terceiro, sensei?
Ele sussurou o meu novo apelido com uma cara de safado que eu nunca tinha visto.
– Observe e aprenda.
Eu me levantei e entrei no quarto com o Moyashi me seguindo.
– Pensei que ele estivesse acordado... Digo, pelo jeito que ele tava parecia...
– Tch. Não é por que tá dormindo que tarado vira santo.
Eu fui até a mala tirando de lá quatro algemas e mostrei ao moyashi que arregalou os olhos.
– Terceiro: Nunca venha desprevenido numa missão com o usagi. Te garante uma noite tranquila.
Joguei duas algemas pra ele e prendi os braços do usagi na cama enquanto ele prendia as pernas. E então quando eu me viro em direção ao moleque quase tenho um susto: O pirralho estava com a expressão mais maliciosamente maligna que eu ja vi.
– Quem diabos é você e o que fez com o moyashi?
– Vingançaaa.... heehehehe
Eu acho que nem o Conde conseguia ser tão maníaco.
Ele vasculhou a mala em busca de sabe-se lá Deus o que, até que por fim encontrou duas canetas pretas. O que diabos ele ia fazer com isso?
Eu me escorei na parede próxima a porta da varanda e ao lado da cama e fiquei observando. Por mais que eu odiasse adimitir, curiosidade sempre foi meu fraco.
Ele quebrou as duas canetas, e usando a tinta derramada escreveu: "Me coma — é tudo seu" no peito nu do usagi ( que não parava de gemer que nem uma puta enquanto o Moyashi escrevia nele) e depois rabiscou a cara dele inteira, com direito a narizinho de coração, sombra preta, bigodes de coelho e boquinha de boneca.
Caralho... Me lembrem de não dormir em missões com o moyashi também.
Olhei pra ele que continuava com a aurea maligna em sua volta e aquele sorriso maníaco compusivo no rosto.
– Timcamppy... hehee... você registrou isso, não é? — Ele terminou com um tom ameaçador que fez o coitado do golem, já apavorado, balançar a cabeça afirmativamente umas cinquenta vezes.
Ora... O... E não é que o moyashi tem um lado perverso...
– Oe, vai ficar admirando o usagi a noite toda é?
O Moyashi voltou a ser o Moyashi e olhou pra mim.
– Vai me dizer que não ficou uma obra de arte?
Ponderei por um momento.
– Hmm... Ai depende. Se você é do tipo que aprecia ruivos semi-nus rabiscados insanamente...
O moyashi ficou da cor de um pimentão.
– K-Kanda. Isso foi pervertido.
– Tch, maldita convivência.
Voltei para o mesmo local onde estava na varanda, mas dessa vez ele sentou do meu lado.
– Kanda você esta bem?
– ....
Olhei interrogativamente pra ele.
– Er... É que você ta tão falante hoje.
– Tch, ocorre em algumas madrugadas.
Falei monotonamente. Porra, que sono...
– Talvez você precise de alguem pra conversar...
– Não.
Cortei logo.
– Sabe, eu acredito que as pessoas que menos falam são as que mais tem a dizer.
Ele falou como se soubesse algo sobre mim... Que merda é essa agora?
– É inútil ter algo a dizer quando não se tem pra quem.
– Só porque você não quer.
– Não preciso de coisas inúteis.
– Isso não é uma coisa inútil!
Ih, revoltou.
– Se é assim, me cite uma função.
Se vira, pirralho.
– Ajudaria você a lidar com seus sentimentos, por exemplo.
Esse moyashi ta querendo o quê com isso? Ele ta perdendo a noção do perigo... E se ele souber de alguma coisa mesmo? Se o komui tiver dado com a língua nos dentes...
– Para isso um saco de pancadas basta.
Lhe lancei um olhar sugestivo...
– Você não cansa de ser assim não?
– Não.
Sinceridade? Nada... Acontece que se você é ignorante, é importante tambem ser cara de pau. Pacote completo.
– Seu grosso.
– Alien.
Ele arregalou os olhos e quase pulou em cima de mim.
– VOCÊ FALOU MEU NOME!!!
– Seu nome por acaso é A-L-I-E-N sua besta?
– Você sabe que não, BaKanda. Ou é tão burro que esqueceu?
Seu eu não tivesse com tanto sono, eu teria arremessado esse mini desgraçado da varanda.
– Morra, Moyashi estúpido.
Virei a cara fechando os olhos e me encostando na parede. Mal se passaram três minutos de silêncio e aqueles pensamentos deprimentes voltaram. Até que...
– Hey, kanda, Moyashi eu até entendo, mas... Por que alien?
Nem me dei o trabalho de abrir os olhos (cortersia de um cara chato chamado sono) só suspirei e respondi.
– Por que ás vezes você fica olhando para o céu com cara de cachorro alienígena que foi abandonado na mudança e fica esperando a nave voltar.
Eu esperava que depois de ser chamado de cachorro abandonado versão extraterrestre ele fosse ter qualquer reação menos.. Rir. Mas que porra de moyashi louco.
– Kanda, você é insano — Nada que já não tenha ouvido... — E fofo.
– COMO É?????!!!!!!
De onde caralho veio isso????
– Isso mostra que você é observador... E que se importa comigo já que repara no meu comportamento.
Falou todo felizinho.
– Nem se iluda com isso.
– Então por que mesmo dizendo que ia me deixar pra trás você me salvou naquela missão em Mattel?
– Você era pirralho demais pra morrer.
– To falando sério kanda.
Ele tentou me lançar um olhar frio.
– Tch. Iria ser um exorcista a menos na ordem e iria machucar seus amigos se morresse.
Ele se animou todinho.
– Ownn mas que...
– Lembre-se que eu não sou seu amigo.
Seu sorrisinho sumiu e seus olhinhos cinzas pararam de brilhar. É, eu sei que eu não presto.
– Por que você sempre diz isso?
– Por que você sempre esquece. Tch.
– VOCÊ é que é esquecido — Ele falou com uma determinação que eu não tenho ideia de onde veio — Eu nunca disse que tinha sua amizade, só falei que você tinha a minha.
– E quem te deu o direito de se dizer meu amigo?
– Ninguém. A vida é minha, eu faço o que eu quiser dela e não é da sua conta. hmpf.
Eu fiquei uns trinta segundos o encarando com uma expressão de: WTF?? E depois virei a cara.
Mas que moyashi abusado...
–----- EXTRA: SONHO DO LAVI ----------------
Estavamos todos jogando poker em um cassino em Las Vegas que havia sido fechado apenas para a nossa festinha particular. Qualquer coisa fica fácil quando você diz que é da igreja... Mas para todos os efeitos, estamos procurando uma inocência.
– Allen... Acho que você perdeu pra mim. De novo...
Dei um sorriso satisfeito mostrando meu jogo da cartas.
– Tch... Ele ta fazendo de propósito...
O Yu sussurrou no meu ouvido e virou mais uma dose de sakê.
A situação era a seguinte: O Allen tava de cachorrinho, o Yu de neko e eu... De lobo mau. Coelhinho não ta combinando hoje...
– Pode ate ser Bakanda... Mas o seu jogo foi o pior... — O Allen se levantou e se sentou no colo do Kanda — Merece punição... — Então ele lascou um beijo de arrepiar no Yuu que ate eu fiquei impressionado.
– Heeey, vocês não acham que tem um lobo sobrando aqui não? Abandono de animal é crime...
Os dois se viram pra mim,o Yu lambendo os labios e o Allen mordiscando o indicador.
– Acho que nos podemos dar conta...
No momento seguinte eu estava deitado em cima da mesa enquanto duas línguas despudoradas passeavam pelo meu abdomen até que...
– Tem espaço pra mais um?
Olho para o lado e vejo a Lenalee de chapeuzinho vermelho...
TÔ NO PARAÍSOOO!!!!
Notas finais
Espero que tenham gostado desse cap. eu me diverti loucamente escrevendo o Kanda e o Allen como dois serzinhos sacanas... No prox cap teremos o Lavi acordando "maquiado" e a parceria Allen X Lavi pra ferrar o Kanda. Vocês não acham que o coelho e o moyashi tão muito quietos pra quem ja levou tanto esporro do samurai? MUAHAHAHAAHAHA
como vocês perceberam, a fic vai ser engraçada, mas não vai ser um mar de rosas. Vai rolar umas situações muito tensas mais pra frente, e outras muito loucas tambem.
os outros personagens da ordem são vão aparecer depois da missão ( que eles ainda nem realizaram e que eu to ate com medo de postar), e ai o manicômio vai tar completo.
eu realmente me segurei pra não escrever uma coisa mais hot na parte que o Allen provoca o Kanda chamando ele de sensei... Puts, na hora eu fiquei tipo: Porra... So faltou mordiscar o labio e pedir aula pratica de anatomia humana.
Me desculpem mas eu não resisti, esse cap tava pedindo outro extra do usagi.
Bem, comentem. se eu errei alguma coisa ou não estão gostando de algo, comentem tambem. se estão gostando comentem mais ainda e me faça perder mais alguns quilinhos dando pulinhos em volta do pc comemorando a cada review que aparece.
o prox. cap sai na quarta feira viu?
ja ne.
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