The Secret Behind Your Eyes

4 Insanidade..? Noite. Parte 2


Notas iniciais
Yo minna. aqui estou eu de novo.
Eu tinha prometido esse cap pra 00:01 de hoje, mas como meu pc ta de greve e acabei tendo que usar a net do trabalho da minha mãe pra postar.
Teremos o tão esperado cap na versão do Allen, mais um pouco de "quase Yullen" e um final surpreendente (leia-se: louco) e teremos tambem o Lavi acordando depois de ser algemado e pichado no cap anterior... muahahaha...
Bem... é isso. espero que gostem!

Era a primeira vez que eu tinha conseguido dormir descentemente essa semana. Me levantei do colo do Kanda e me espreguiçei. Yeah, vocês não leram errado, eu realmente dormi no colinho quentinho e macio do baKanda. Mas antes que suas mentes começem a maquinar coisas pervertidas sobre esse fato, eu vou explicar:

–--------------------------------- flashback on –---------------------------------

Depois de ter levado uma lição de moral o baKanda resolveu me ignorar completamente. Como se eu fosse permitir...

Puxei rapidamente o prendedor do seu rabo de cavalo, fazendo seus cabelos caírem sobre seus ombros em uma cascata azulada. Era algo realmente bonito de se ver mas... A criatura nem se mexeu.

– Kanda...?

Chamei e... nada. Hm, será que...

Eu fui pra frente dele e afastei algumas mechas que cobriam seu rosto e me assustei com o que vi, o Kanda estava... Calmo. Meu. Queixo. Caiu. Agora eu tinha certeza, ele tava dormindo.

Joguei um pouco do seu cabelo pra trás aproveitando pra sentir a textura dele... Era tão macio... Um sorriso bobo se formou no meu rosto. Pela primeira vez, e aposto que pela última também, eu tinha um Kanda indefeso na minha frente pra fazer o que eu quiser... Nossa, me senti meio Road agora.

Eu até poderia rabiscá-lo também, mas eu tava devendo uma a ele por ter me salvado de ser abusado pelo Lavi na sala do Komui e por ter me ajudado a me vingar daquele pervo. Então, dessa vez eu deixei por isso mesmo.

Puxei uma mecha do seu cabelo e cheirei, agora eu entendia o porque Lavi tinha essa mania estranha, ele tinha um aroma delicioso, me lembrava... Lótus. Flor de Lótus. Mas por que exatamente eu estava fazendo isso? Ah, sei lá, curiosidade. Afinal, eu nunca tinha chegado tão perto dele assim sem levar um soco.

Fui soltando aquela mecha de cabelo, a fazendo deslizar pelos meus dedos e pelo meu rosto enquanto eu observava sua face, guardando na memória cada detalhe naquela expressão que eu nunca tornaria a ver.

Passei meus dedos de leve pela sua bochecha, sentindo sua pele macia, Kanda era de fato um garoto muito bonito, mas aquela personalidade horrível dele afastava qualquer um com o mínimo de noção do perigo (coisa que já devo ter perdido depois de três anos com o General Cross).

Contornei com a ponta do dedo os círculos arroxeados quase invisíveis embaixo de seus olhos, devia estar realmente muito tempo sem dormir, já que devido a sua assustadora capacidade de recuperação ele nem deveria ter olheiras (mesmo que quase imperceptíveis). Senti meu braço arrepiar por causa do choque térmico causado pelo vento frio da noite e seu hálito quente na minha pele.

Deslizei minha mão pelo seu rosto colocando outra mecha do seu cabelo cor-da-noite atrás da sua orelha e ouvi um som que fez meu queixo se espatifar no chão. Desde quando o Kanda ronrona??????

– Tim... registra isso por que nem eu tô acreditando...

Eu fiz mais um pouco de carinho atrás da sua orelha enquanto observava seu rosto adquirir uma expressão satisfeita, outra que eu nunca tinha visto. Me lembrei de como ele estava antes de eu aparecer... Se você apenas olhasse pensaria que ele só estava meditando, mas se você olhasse de novo mais atentamente, reparando bem, dava pra ver o quando sua respiração estava pesada, como a de alguém que está se afogando na escuridão de um abismo... Talvez outra pessoa não reparasse, mas eu... já me senti assim. Logo depois da morte de Mana.

Senti um calafrio na espinha... Era melhor eu ir dormir antes que o frio da noite começasse a se instalar na minha alma. Me encolhi e me deitei no seu colo, pouco me importando se eu estava sendo muito folgado ou não, e acabei pegando no sono resolvendo que conversaria com ele quando acordasse.

–------------- flashback off –----------------------------------------

Olhei para o céu agradecendo por não ter tido pesadelos nem nada do tipo noite passada... Será que foi por que eu dormi com o Kanda?

– Vamos Allen, não seja insano.

Sussurrei pra mim mesmo. E por falar no baKanda... Olhei pra trás e vi que ele ainda estava dormindo. Cheguei mais perto, quase encostando meu nariz no seu, e vi que suas olheiras tinham sumido. Esperado. Fiz um pouco de carinho atrás da sua orelha recebendo mais alguns ronronados inconscientes em resposta. Isso era tão divertido, me fazia lembrar de quando eu era criança e era louco pra ter um bichinho.

– queria que você fosse assim quando acordado...

Sorri, eu ia conversar com ele (ou melhor, tentar, não dá pra esquecer que o baKanda é...o baKanda), mas o problema era.. Como eu iria fazer isso?

Nesse momento olhei para o horizonte onde o sol começava a nascer, eu me sentei abraçando os joelhos pra assistir. Os primeiros raios de sol tinham como alvo o cabelo do Kanda, descendo pela sua franja e banhando delicadamente seu rosto, o acordando.

– Bom dia, Kanda.

– Idem — ele esfregou os olhos e respondeu com uma voz sonolenta.

O Kanda me desejou bom dia?? Olhei pro céu procurando alguma vaca voadora ou o sol nascendo azul. Ele franziu as sobrancelhas (mais do que ele já faz naturalmente quando acordado) e olhou pra mim confuso com alguma coisa.

– hã? mas o q...

#CABRAMMM#

Um estrondo ensurdecedor veio de dentro do quarto me fazendo dar um pulo e cair de cara no ombro do Kanda que também se assustou e caiu pra trás me levando junto.

– AAAHHHHHHH!!!!! Eu NÃO acredito que vocês dois vieram se pegar aqui fora e nem me chamaram....

Lavi apareceu magicamente na porta da varanda.

O choque foi tão grande que ninguém se mexeu.

– c-como você se soltou..?

Perguntei já com medo da resposta.

– prática — ele respondeu balançando as algemas abertas.

Olhei pro Kanda com uma cara de: " O que mais você já aprontou com o coitado do Lavi?"

Ele simplesmente me lançou um olhar frio arqueando uma sobrancelha como se dissesse: " te interessa, por acaso?"

– E então Allen, como é brincar de cavalinho no Yu?

... ... ... .

Enquanto eu pensava em que porcaria de pergunta era aquela, o Kanda me da um peteleco na testa.

– Sai. Ou me levanto com você ai.

– humpf.

Ai. Meu. Deus. Agora eu entendi... Desde a hora da queda eu estava praticamente de quatro em cima do Kanda, que estava meio sentado, meio deitado no chão, e eu tinha minhas mão apoiadas no seu torax.

Sai de cima dele completamente sem jeito e quando fui me virar pra lançar um olhar repreendedor e mandar o Lavi parar com aquelas indecência... Eu não aguentei e tapei a boca com a mão segurando um ataque de risos. De onde eu tirei aquela idéia maluca de pintar o Lavi?

Olhei para o lado e vi que o Kanda não estava muito diferente de mim, seu rosto estava vermelho e ele mordia o lábio tentando segurar a risada.

– nossa Yu, você realmente fica sexy assim.

Sua cara se fechou de imediato: Tava fulo.

Eu não aguentei, começei a rir loucamente. Acho que a minha gargalhada podia ser ouvida a quilômetros. O kanda, para minha surpresa, não tentou me chutar nem nada, simplesmente me ignorou, se levantou do chão e se encostou na grade num movimento rápido fazendo seus longos cabelos esvoaçarem. Sua cara se fechou mais ainda. Esse tempo todinho e o idiota ainda não tinha percebido que eu tinha soltado seu cabelo. E depois eu que sou tapado. Por incrível que pareça, ao invés de tentar me matar dessa vez ele também me ignorou. Agora eu estava me assustando, ele estava estranhamente quieto....

– oe usagi, ta tão desesperado assim pra ser comido?

Eu, que já estava rindo, me engasguei e quase morri com essa... Mas... Droga! Espero que ele não fale.

– Nossa Yu, então você finalmente parou de resistir? Mas ja vou avisando, eu sou comedor e não comida.

Ok, insira um sorriso assustadoramente safado aqui. O baKanda podia até ser um bastardo, mas eu admiro sua coragem. Eu no seu lugar já tinha sumido (não tô afim de virar lanchinho de coelho).

o Kanda deu uma daqueles irritantes risinhos cínicos e apontou para o peito do Lavi.

– Isso aí diz o contrário.

Lavi olhou para confuso para o seu peito mas logo seu olhar muito de confusão para incredulidade. Bom, pelo menos o Kanda não falou que fui...

– O QUÊÊÊÊÊÊ?????? QUE PORRA É ESSA???!!! EU NUM SÔ PUTINHA DE NINGUÉM NÃÃOOOOOO!!!!!!!!!

Agora o Lavi surtou.

– Lavi! Fala baixo! Ainda tem gente dormindo essa hora...

Tentei fazer o maluco parar de gritar.

– AARRRRGHHH!!! — ele esfregava o peito desesperadamente — NÃOOO SAIIIII!!!!!!!

– LAVI! Pelo amor de Deus!

– DEUS???!!!! OH DEUS!!! POR QUÊÊÊ????!!!!! PUURRRR QUÊÊ??????!!!!!!

– LAVI! CALA A BOCA!

Eu já estava me estressando com aquele surtado.

– EU NÃO QUERO SER COMIDOOO!!!! — ele já estava à beira do desespero — EU SOU MUITO SEME PRA SER UKE!!!! SAI DE MIM TINTA DO CAPETAAAA!!!!!

– a-ham — o Kanda pigarreou e o Lavi calou a boca. Poxa... — Já percebeu, Baka Usagi, que a letra é do moyashi?

FERROU GERAL! O BASTARDO ABRIU O BICO!

– Kanda seu cretino!

cooomoo...?

O Lavi olhava pra mim parecendo um zumbi e com um tic no olho. Não tenho um bom pressentimento sobre isso....

– onde enfiou os ouvidos, usagi?

Ele perguntou enquanto se aproximava da porta.

– Não ouse fazer is...

Antes que eu terminasse de falar, ele passou pela porta...

– Divirtam-se.

... e trancou.

Mana, me perdoe a expressão mas... agora FUDEU!!

Olhei para o Lavi que me encarava fulo como uma besta selvagem... glup. Engoli em seco tentando empurrar meu medo goela abaixo e não consegui. Todo mundo tinha seu lado demoníaco ( exceto o Kanda, esse é o demônio em pessoa) e o do Lavi era assustador.

Olhei de novo para o pit bull sanguinário na minha frente. Respira, vamos lá Allen, não entre em pânico, não entre em pânico, não entre em pânico....

– L-Lavi...

Tentei argumentar, mas...

– eu vou lavar minha honra... Com ssseeu sssssangueee...

Ele falou e ativou a inocência.

Nesse momento eu coloquei em prática a única lição que preste que eu aprendi com meu mestre: Quando um exorcista se depara com situações como essa, só uma coisa pode ser feita: CORRER LOUCAMENTE COMO SE ESTIVESSE PRA SER CASTRADO!!! (Palavras de Cross Marian: Um dia você ainda vai precisar delas.)

Ativei crow clown bem a tempo de me proteger de um ataque assassino que levou metade da varanda embora. Hora de tomar medidas drásticas.

– MOYASHI!!!

Lavi gritou possesso.

– É ALLEN!!

Eu entrei dentro do quarto mandando a porta abaixo e pulei em cima da cama em busca de uma maneira mais rápida de chegar ao meu abrigo da fúria coelhística: O banheiro.

Mas antes que eu chegasse no meio da cama, senti um mão puxando meu tornozelo, me fazendo cair de cara na cama. Quando eu levantei o rosto, tive tempo apenas para defender um golpe furioso daquele martelo gigante que acabou fazendo a cama desabar num estrondo ensurdecedor.

Enquanto eu e o Lavi lutavamos medindo forças entre o seu martelo e a minha espada, a porta do banheiro se abre e o baKanda sai andando calmamente terminando de prender seu rabo de cavalo. Ah! BAKANDA BASTARDO!

Como se tivesse ouvido meus pensamentos, ele parou no meio do caminho até a porta e enquadrou a cena com as mãos.

– TÍTULO: A Traveca e o Moyashi.

– ORA SEU...

Antes que eu dissesse alguma coisa ele saiu batendo a porta.

– YU! SEU PUTO!

O Lavi saiu de cima de mim e foi em direção a porta, parando no meio do caminho.

– não sigo sua profissão, baka usagi.

BaKanda gritou de volta. Eu fui em direção a porta, com a espada em punho, pronto pra achatar um certo idiota até que...

PLAFT!

É pessoal, isso foi a porta batendo na minha cara.

– ah! Ia me esquecendo. Isso foi por ter soltado meu cabelo.

O senhor frescura saiu e fechou a porta.

Eu passei a mão embaixo do meu nariz sentindo o sangue que escorria ali. Ok, ainda bem que não quebrou, mas... Dessa vez... Passou dos limites... Eu sentia todas as veias do meu corpo estourando por causa do sangue fervente... Ah! Ia ter volta... e se ia...

Fechei minha mão em punho enquanto observava com um olhar ensandecido o sangue que pingava dali.

Eu juro... YU KANDA... VOCÊ ME PAAAAGAAAAAAAAAAAAAAA

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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Lavi: Snif, snif... O Yu me chamou de traveca....

*mimimimimimimimimimi*

Notas finais
Alguem aqui além de mim tá sentindo cheiro de batata assando? É, teremos samurai frito ao molho madeira no prox. cap. o Allen tá com sangue nos olhos...
Eu sei que eu estraguei o romance com o final do cap, mas é por que É BOM COM ÓDIO NO MEIO MESMO PRO CIRCO PEGAR FOGO E A COISA SER QUENTE!
O próximo capítulo sai no sábado ou no domingo, Mas quinta ou sexta eu vou postar uma prévia - o extra do Lavi - do 5º cap e a data certa que ele vai ser lançado.
Bem gente, se gostou POR FAVOR COMENTEM, se não gostou, comenta mais ainda e xinga a autora nos reviews, se acha que algo precisa ser melhorado, mande sua opinião. Acredite, eu preciso da opinião de vocês pra saber se a fic ta prestando ou não.
Então, KISSUS, até logo.