The Secret Behind Your Eyes
18 Dia seguinte
Notas iniciais
Gomen pelo cap atrasado, é que eu acabei de chegar do hospital. Explicando: Acontece que eu comi MUITO chocolate, mas MUITO MESMO, ai minha pressão baixou e eu capotei. #Tenso.
Em compensação amanhã, ou ais tarde se der tempo, eu vou postar um extra no mínimo... Hot.
Boa leitura, e espero que gostem.
ESSE CAP COMEÇA NA VERSÃO DO KOMUI
SIM, DO KOMUI, NÃO LERAM ERRADO.
Eu amaldiçoava as horas enquanto esperava o komurin VI, versão de bolso, terminar de arrombar a porta do quarto do Kanda. Desde ontem de manhã, na hora que o Allen foi atrás do moreno, até agora, nenhum dos dois havia sido visto. Nem mesmo um certo albino esfomeado na hora do almoço.
A porta se abriu e eu entrei pronto pra dar a maior bronca da vida deles por sumirem desse jeito, mas acabei ficando sem palavras com a cena com que eu me deparei.
Escondidos no meio de uma confusão de cobertas e travesseiros estavam Allen, que só dava pra ver o cabelo, e Kanda, que o abraçava carinhosamente.
– Kawaii – Não pude evitar de suspirar e dar um sorriso bobo. Eles ficavam tãããooo bonitinhos assim... Mas como Yeegar morreu e Tiedoll era uma manteiga derretida, alguém tinha que cuidar das crianças e botar moral na bagunça. No caso, eu.
– EI VOCÊS DOIS! Hora de acordar! O sol já saiu faz tempo amores!
Allen apenas se encolheu mais no peito de Kanda e este só levantou a cabeça com os cabelos bagunçados e os olhinhos miúdos por causa do sono.
– hm...?
Tive que morder o lábio pra não pular na cama e apertar as bochechas dele até ficar com a mão dormente. Me lembrei de quando ele era pequeno e tinha mania de dormir no jardim, sempre me fazendo ir acordá-lo e levá-lo pra dentro. Tão fofo. E o Allen dormindo encolhidinho só fazia a cena ficar mais irresistível. Eu tinha que lembrar de colocar uma máquina fotográfica no próximo komurin. Muahaha...
Era uma lástima que dessa vez o assunto era mesmo sério.
– Vocês tem idéia do tamanho da bagunça que está a ordem? Vamos lá, fim de férias, se levantem.
– Tch. Essa ordem É uma bagunça. Agora cala essa boca senão vai acabar acordando o moyashi.
Ah, então é assim? Puxei a coberta que estava por cima dos dois e fui abrir as cortinas que pareciam que nunca tinham sido abertas. E pelo jeito que o Kanda é, é bem provável que não tivessem sido mesmo.
– Vão levantar ou eu tenho que partir pra água gelada?
Kanda se levantou se sentando e sendo acompanhado por Allen que se acomodou em seu colo ainda sonolento.
– É bom que você tenha um bom motivo pra não ser morto.
Kanda ameaçou enquanto esfregava os olhos com as mãos fechadas e o Allen cochilava com o rosto na curva do seu pescoço, ou seja, nenhum pouco assustador. Aliás, se a cena não fosse tão fofa eu já estaria duro com aqueles dois juntos e sem camisa na minha frente.
Ok, controle-se. Respira, 1, 2,3...
– Vou começar pela bomba principal, nesse momento o LeVerrier está em coma induzido e sem previsões para acordar.
– Como?
Allen indagou chocado, acordando com o susto e o Kanda virou a cara.
– E ele foi visto saindo daqui momentos antes de entrar em choque.
Deixei o suspense no ar e fiquei encarando o dono do quarto junto com o albino esperando um certo espadachim se pronunciar.
– Que caras são essas? – Ele perguntou sentindo os olhares fixos em si.
– Kanda-kun, não entenda mal, eu só quero ajudar... – Comecei, mas ele me cortou.
– Tradução: Você quer saber o que ouve aqui.
Não respondi, e diante da cara de cão de guarda do Allen, foi melhor mesmo.
– Não te interessa – Kanda respondeu me lançando um olhar assassino – E também ele mereceu. Eu teria feito pior se pudesse.
– Se pudesse...? – Allen sussurrou pra si mesmo parecendo refletir sobre alguma coisa.
– Kanda, você sabe que a comitiva que veio junto com o LeVerrier já contatou a central e outro inspetor já esta vindo. – Alertei
– Isso não me preocupa.
– Não?
– Acontece que eu aposto que os três temas principais da reunião foram, o motivo do conde ter criado novos akumas, o despertar da Sexta Ilusão “aparentemente” sem motivo e, principalmente, a capacidade do moyashi de controlar a arca que era um instrumento do conde. Estou certo?
– S-sim... – E não é que kanda tem mesmo mais cérebro do que aparenta?
– É por isso que trouxeram o mestre de volta, não é? – Allen perguntou sério.
– Sim, então é melhor vocês dois se cuidarem a partir de agora – Me levantei da beirada da cama onde havia me sentado – Kanda-kun , cuide para que o Allen fique longe daquela arca, e Allen-kun, cuide pra que o Kanda não invada a enfermaria e mate o LeVerrier. Depois quero que me encontrem na minha sala as 15:00.
– Ok! – O albino falou batendo continência.
– E a propósito, — Falei já abrindo a maçaneta da porta – Finalmente heim? A ordem já estava desconfiando do fato de que toda vez que vocês iam juntos numa missão, acabavam hospedados em um único quarto de casal... Quero ser o padrinho, viu?
Fechei a porta rapidamente, bem a tempo de me proteger de uma bota voadora.
Eu podia dizer que sentia meu coração mais leve agora, aqueles dois protegeriam um ao outro até o ultimo momento, então enquanto eles estiverem juntos, tudo ficará bem.
–---------------------- POV do Allen ----------------------------------
– Eu sabia que só podia ser sacanagem!! – Kanda exclamou quando o Komui saiu do quarto.
– Que... Safado. – Me joguei pra trás e acabei caindo com as costas em algo duro. – Mas o que... Sério, eu vou começar a ter ciúme dessa espada. Até parece que você é casado com ela.
Reclamei colocando a mugen de volta na cabeceira, lugar de onde eu não tinha idéia de como ela saiu...
– Na verdade, ela que já esta começando a ter ciúme de você. Afinal, desde ontem que eu não te largo.
Ele me puxou de volta para o seu colo mordiscando minha orelha.
– K-kanda. – Sussurrei por causa do arrepio que quase fez minha coluna sair do corpo.
– hm? – Ele mordiscou meu pescoço e eu passei uma perna de cada lado do seu corpo o empurrando e ficando de quatro em cima dele
– Você ainda não me contou sobre as algemas.
– Então me deixa te fazer lembrar.
Ele inverteu as posições ficando por cima de mim e prendendo meus braços em cima da minha cabeça.
– Você me lembra... – Ele sussurrou com a boca colada no meu ouvido – Do que aconteceu no terraço?
–--------------- flashback POV do Kanda ------------------------
Imprensei mais aquele ser contra o corrimão de pedra que ficava na beira do penhasco sentindo o calor do seu corpo fluindo para o meu e suas mãos descendo pelos meus braços tirando minha jaqueta. Ataquei novamente seu pescoço, me deliciando com o gosto daquela pele macia. Ele se ergueu passando as pernas em volta de mim, ficando sentado na estrutura de pedra e aproveitando o espaço entre nós para deslizar sua mão pelo meu peito arranhando minha barriga.
– Você... Me enlouquece. – Murmurei meio sem fôlego mordendo seu pescoço.
– Você que deveria estar preso por ser tão provocante. – Ele falou puxando um par de algemas que estavam presas na minha calça. (como elas foram para lá mesmo?)
E foi aí que eu tive uma idéia.
– E você está preso por acabar com a minha sanidade mental.
Fechei uma algema no seu pulso e a outra no meu.
– Acho que vou adorar ficar detido...
–----- --------------Flashback POV do Kanda off ---------------- -------
Nesse momento o Kanda parecia se divertir com a minha cara enquanto eu ficava vermelho como um tomate à medida que aquelas memórias voltavam.
– E-eu não sabia que eu era tão pervo.
Ele deu um risinho sacana e se levantou de cima de mim mordiscando meu lábio.
– E melhor a gente de levantar ou vamos nos atrasar pra seja lá o que for na sala do supervisor.
Ele se virou de costas sentando na beirada da cama, mas antes que ele se levantasse eu passei meus braços em volta do seu pescoço, colando meu peito nas suas costas, sentindo o coração acelerar com o contato da sua pele na minha.
– Kanda, não vou te obrigar a nada, mas quero que saiba que pode confiar e mim.
Beijei demoradamente a marca roxa, que só havia piorado, no seu ombro e não resistir em afastar um pouco seu cabelo e subir meus lábios ate seu pescoço onde eu tinha descoberto que ele era muito sensível.
– hmmm... Foi uma arma de choque, por isso ainda não curou. – Ele respondeu jogando a cabeça pra trás e a apoiando no meu ombro.
É impressão minha ou eu acabo de descobrir uma maneira muito eficaz de fazer o Kanda dividir as coisas comigo?
– Por quê? – Perguntei distribuindo mais beijos pelo seu pescoço totalmente exposto, fazendo ele fechar os olhos, relaxando.
– Por que eu sei onde as provas contra o LeVerrier estão, mas...
– Mas...? – Mordisquei seu pescoço, lambendo levemente em seguida, lhe provocando arrepios.
– Ele também sabe o que eu fiz.
– E o que foi? – Minha curiosidade já tinha atingido seu auge.
– Me odiaria se soubesse... – Ele sussurrou quase inaudívelmente.
– Está enganado. – Duvido muito, mas muito mesmo, que eu pudesse algum dia odiar o Kanda. E olha que eu bem que já tentei.
– É que eu... – E então, quando ele estava prestes a falar, abriu os olhos se levantando e me deixando no vazio.
– Mas que moyashi encapetado você é... – Ele falou meio que sem se decidir se ria ou ficava sério.
– Desculpa...? –Perguntei me sentindo meio culpado.
– Tudo bem, confio em você. – Ele se aproximou levantando o meu queixo e me roubando um selinho que eu fiz questão de aprofundar, e logo nos já estávamos de volta na cama.
– Tive uma idéia... – Olhei em volta procurando minha camisa que estava em algum lugar desconhecido desde a tarde de ontem. E que tarde...
A encontrei no pé da cama e virei de bruços tentando alcançá-la pra pegar a chave, mas antes que eu conseguisse, senti uma boca atrevida subindo pelas minha costas numa trilha de beijos e mordidas me fazendo ofegar e acabar soltando um gemido quando ele alcançou minha nuca.
– Pra quê isso? – Ele perguntou calmamente ignorando o fato que eu tinha mudado repentinamente de cor atingindo um tom vermelho cereja. Ah, então vai ser na base da provocação?
– A chave do quarto do Yeegar... – Respondi aproveitando que ele estava em cima de mim e me levantado beeem lentamente sem desgrudar meu corpo do seu.
– Você também concorda que aquela banheira podia ter sido melhor aproveitada, não é Yu?
–------------------------------- POV do Daisya ------------------------
Eu andava retocando meu gloss ao lado de Tiedoll, nosso papy, e do Marie, meu nii-san.
– Tô ouvindo algo estranho... – Ma-kun comentou e eu coloquei meu gloss brilhante e perfeitamente divo no bolso pra prestar atenção no que ele tava falando.
– Tipo o que? – Perguntei mandando um beijinho para o espelho.
– Não sei ao certo...
– Papy, essa cor fica bem em mim? – Perguntei pro otou-san fazendo uma pose de diva poderosa.
– Arrasou Dai-kun! – Ele respondeu com um sorriso doce.
Aiiiee... Sou diva, poderosa, pefeita e sexy! Lancei um ultimo beijinho para o espelho antes de guardá-lo, mas acabei o derrubando no chão com a cena que eu me deparei quando virei o corredor.
Madonna minha rainha... Ajuda a segurar meu coraçãozinho purpurinado ou eu morro. Me deixa te descrever o que eu vi:
O Allen-kun estava sendo prensado na parede com as pernas em volta da cintura do meu aniki que o segurava pelas coxas enquanto os dois trocavam um beijo de tirar o fôlego ate de quem estava assistindo.
As mãos do albino deslizavam pelo peito do Yu-kun, arranhando sua nuca e se enrroscando no seu cabelo ao mesmo tempo em que as mãos do Yu subiam pelas suas pernas e se firmavam na sua cintura.
Ai... Ovulei.
– Maryy... Me segura...
– É nessas horas que eu tenho raiva de ser cego. — Ma-kun comentou.
Infelizmente, no exato momento que o som do espelho caindo ecoou no ambiente, os dois quebraram o beijo e nos encaram perplexos. Com um pega daqueles... Não é surpresa que só tenham nos notado agora.
Britney minha princesa bitch me empresta a força da plataforma da lady gaga ou eu vou desmaiar.
Allen-kun ficou vermelhinho que nem um moranguinho e escondeu o rosto no pescoço do Kanda que o abraçou protetoramente. KAWAAAAIIIIIIIIII!!!!!!
– Yu-kun... – O general começou com os olhos lacrimejando – Eu... Estou... TÃO FELIZ! FINALMENTEEEE!! EU SEMPRE SOUBE QUE O ALLEN-CHAN SERIA MEU GENRO!!!!
Tiedoll pulou em cima dos dois abraçando os pombinhos e comemorando loucamente pelo corredor.
– Kyaaahhh! Eu tenho o cunhado mais fofuxo do mundo!
Pulei em cima deles me juntando ao abraço e o Marie apenas ficou rindo da nossa cara enquanto o Kanda xingava a gente de tudo no mundo.
– arf... arf... Bando de doidos! – Yu-nii-san exclamou quando conseguiu fugir da comemoração.
– Hey, mais tarde te conto umas histórias de quando o Yu-kun era pequeno...
Papy sussurrou baixinho pra Allen que sorriu malignamente. Yuzinho... Sua purpurina tá assando...
– Kanda. – O Marie falou apoiando a mão na cabeça do nervosinho. – Fico feliz por você.
– Valeu Mari. – Yu respondeu olhando pra cima.
Eles se encaram por um momento... E o Ma-kun não resistiu a carinha kawai do Yu-chan nesse momento.
– AAAHHH! Meu kandinha tá crescendo! – O nii-san surtou e puxou meu outro maninho pra um abraço apertado.
– ARRGH! ME LARGA! QUE SACO! – Kanda gritou dando piti por causa do Marie-chan que não o largava, brincando de fingir que ele ainda tinha nove aninhos.
Olhei para o chão e percebi que o espelho tinha se partido ao meio, e enquanto um pedaço refletia o rosto de um moreno irritado, o outro mostrava um albino sorridente.
– Eles combinam tan... WAAII! – O salto 10cm da minha bota quebrou e antes que meu copitxo delicioso atingisse o chão, o Allen-kun me segurou.
– Hey, você ta bem?
– Yeah baby.
Ai divas, meu cunhado é TU-DO.
– Se fodeu daisya, sabia que quebra espelhos dá azar? Agora todas as minhas pragas vão pegar em você. Hee hee
– KANDA! – Allen o repreendeu.
Anjinhos divos e purpurinados, se o Allen-chan der um jeito no meu aniki cretino eu JU-RO (juradinho, viu?) que eu coloco uma estatua dele no meu altar de divas idolatradas.
–------------------------------- POV do Lavi -----------------------------------
Ownn... Pobrezinho de mim. Eu já tava só o bagaço antes de tudo acontecer, agora eu me sentia como se tivesse sido atropelado por uma manada de búfalos.
Mas admito que a Lenalee tava pior.
– Lavi... O que você faria se eu virasse lésbica? – Ela perguntou rindo pro nada e fumando mais um baseado.
Bem, se isso acontecesse eu teria todos os meus problemas solucionados.
– Te daria o telefone se uma stripper gostosa que eu conheço. Você ia gostar dela.
O que é? Eu tenho o direito de ter esperança, ok?
– Porra Lavi... – Ela reclamou revoltada com a minha resposta. O que ela queria? “se isso acontecesse eu me mataria por que não teria mais razão pra viver?” Mas nem fudendo. Peguei meu baseado e dei uma tragada enquanto maquinava uma desculpa.
– Relaxa... Eu nem tenho o telefone dessa ai. – Expliquei rindo da cara de assassina dela.
Olha, tecnicamente eu não estava mentindo, tipo, eu não tinha o telefone de uma stripper gostosa, e sim da boate inteira, inclusive daquele barman gostoso que eu tinha pegado certa vez...
– Acho bom mesmo, ou então eu seria obrigada a castrar você com as Dark Boots. – Ela falou dando uma mordida “sugestiva” na minha coxa.
Eita porra... Tô fudido. Mas se eu já to ferrado mesmo, por que não chutar o balde?
– Ok ciumentinha, minha vez agora. E se eu tivesse te traído com um cara, e ainda tivesse sido uke?
Eu esperava qualquer coisa. Sério. Mas a doida começou a rir escandalosamente.
– HAHAHAHA... Olha, eu te diria que... rsrsrsrss... Eu tenho um vibrador O-TI-MO na minha gaveta... Então se quiser... – Ela insinuou capotando de rir.
E o pior é que eu queria mesmo... Para ir me acostumando, sabe?
– Olha que eu vou cobrar, viu? – A puxei pelos ombros para um abraço e baguncei seu cabelo deixando só a farofa.
– Cachorro! – Ela respondeu rindo e quando foi se levantar acabou batendo a perna machucada na minha muleta e caindo em cima de mim.
–Você tá bem? – Perguntei olhando ela se levantar zonzinha.
– Yêêêaaah, de boa Manolo... – Ela respondeu doidona.
Puta que pariu, aquele baseado era forte. Pra você ter uma idéia, até eu que sou eu, já estava vendo o Allen, o Yu-chan e o Reever fazendo cosplay do Cross e requebrando na minha frente.
– Eeeii Lena, como foi que a gente acabou ferrado desse jeito assim, heim?
– Peraê noiado, dexa eu vê si eu mi lembro...
–---------------- flashback POV da Lenalee ------------------
Eu já estava louca da vida preocupada com o Kanda, e então quando o Lavi abriu a porta e fez aquela cara de quem está enfartando eu quase surtei.
Corri pra lá e acabei derrubando a bandeja que eu tinha em mãos por causa do susto. OH MY FUCKING GOD! Era a cena que eu sempre esperei desde que o Allen-kun chegou na ordem! A única parte do meu mangá que eu não tinha conseguido terminar.
Peguei meu bloquinho de emergências e ativei as Dark Boots.
– É melhor a gente tentar pela janela.
Corri saltando pela janela do corredor e dei a volta no prédio ate o quarto do Kanda e o Lavi me seguiu estendendo o martelo.
– Que droga! Essa merda tá trancada! — E ainda por cima a porra da cortina tava fechada. – Lavi! Ajuda aqui baka!
Falei tentando arrombar a fechadura com o salto da bota.
– Lena, raciocine, isso vai dar merda.
– Qual é! Já consegui abrir uma vez e... ABRIU! – Ouvi o som da janela destravando mas... Quem disse que a minha bota saia?
– Lavi!
– O que foi que eu acabei de dizer?
– Onegaaaii! – Técnica infalível: Carinha meiga e olhinho brilhando.
– Taa ceeerto, já vou. – Não falei?
Ele foi para trás de mim e começou a puxar minha perna.
– aawwww Lavi...
O problema é que quando ele puxava com muita força sua mão subia e....
– Ah! M-mais de...
– Devagar? – ele perguntou mordendo minha nuca.
– Mais depressa!
Ele obedeceu minha ordem puxando com mais força, o que acabou fazendo a janela abrir e as cortinas se separarem levemente, dando um belo vislumbre do Kanda sem camisa em cima do Allen-kun, o beijando com um desejo que fez todos os pelos do meu corpo de eriçarem.
Putamerda, nem 1000 volumes de manga YHL (Yaoi Hard Lemon) me deixariam no estado que aquela cena de deixou. Acho que qualquer um no meu lugar também estaria em chamas agora.
– Aaahh eu n-não agüento m-maAAIS!- Depois de todo aquele “estímulo” acabei chegando ao ápice.
A seqüência de acontecimentos a seguir se desenrolou em menos de cinco segundos: Eu gozei, as Dark Boots se desativaram, eu e o Lavi nos inclinamos um pouco demais pra trás, fazendo o cabo do martelo de inclinar também e nos cairmos de uma altura de mais de trinta metros direto no bosque.
–----------------- flashback POV da Lenalee off ---------------
–Cacete….
Murmurei meio chocado lembrando da situação.
– Eu que o diga.
– Você nem me deixou ver nada sua vagaba. – Reclamei emburrado e ela só fez rir da minha cara.
– Usagi-fujoshi*.
–Tá me chamando de mulher?
Ela começou a rir mais loucamente ainda. Esquece... Não da pra discutir com gente chapada. De repente ouvi um som de passos, e muitos.
– Caralho Lena! Tem gente vindo.
Ela parou de rir e nós nos encaramos rapidamente antes de os levantarmos correndo pra esconder toda a cocaína, heroína, morfina, sibutramina e afins que estavam espalhados pela sala, para logo depois jogar os sacos da maconha e êxtase embaixo da almofada do sofá.
Ufa...
Você deve estar se perguntando de onde veio tudo isso... Simples. A Lenalee é a fornecedora de entorpecentes da ordem negra e provavelmente a maior traficante da região, afinal, tem muita gente tanto nos arredores, quanto presa aqui nesse hospício, procurando uma maneira de esquecer momentaneamente a realidade. Então a Lena traz os produtos de fora, e eu a ajudo a vender aqui dentro.
Assim que nos jogamos de volta no sofá, entra o komui rodopiando feliz da vida pelo Reever não estar lá para obrigá-lo a trabalhar.
– o que aconteceu com o líder Reever? – Perguntei disfarçadamente pra Lenalee.
– Amarrado na cama do nii-san. – Ela respondeu com um sorriso safado. Por que não me surpreende que esses dois sejam irmão heim...
Depois do supervisor, entra a montanha humana do Marie com o Daisya nos braços, sendo seguido pelo general Tiedoll que vinha enxugando as lágrimas e murmurando algo sobre o Yu-kun ter crescido, e por ultimo o Yu-chan com um Allen agarrado na sua cintura e uma cara mais fechada que o normal.
– Kanda... Você era tããoo kawaii quando era pequeno...
Ihhhh, então tiedoll já espalhou as histórias do Yu? Entendo a cara de morte dele agora.
– Quieto.
– Qual era mesmo o nome do coelhinho que você tinha quando era criança...?
– Eu já disse que eu não criava aquela bola de pêlos, ela que me seguia pra todo lado.
Mentira... Ele até botava aquele coelho pra dormir.
– Mas Yu-kun, você bem que ficou triste quando ele morreu... – Falou o General já se afastando para a própria segurança.
– FIQUEI UMA PORRA! – Yu-chan protestou com aquela cara de guardião do portão do inferno que definitivamente não combinava com um rostinho tão sexy.
– Ficou sim que eu me lembro. – Marie falou do sofá onde estava.
– EU JÁ DIS...
Quando o Yu estava no meio da frase, o Allen entrelaçou seus dedos com os dele e puxou suas mãos unidas até seu rosto beijando as costas da mão do moreno, que por incrível que pareça ficou calminho que nem um gatinho...
Allen-sensei! Por favor compartilhe da sua sagrada sabedoria com um pobre usagi que já levou muita porrada de uma certo espadachim sociopata...
– O nome dele... – Começou Kanda puxando a mão do albino até seu rosto e retribuindo o gesto anterior. QUE MOEE — ... Era Obliterador. – Respondeu
– Kanda! Isso é nome que se coloque num coelho? – Ralhou Allen
– Tch. Diz isso por que não conheceu a peste...
Concordo, acho que era por isso que eles se davam tão bem.
– Ei, yu, lembra de quando eu estava no seu quarto me escondendo do Panda e ele tinha roído as pernas da cadeira?
Perguntei já me segurando pra não rir.
– Preferia não me lembrar – Ele comentou distraidamente com os lábios ainda brincando com a mão do Allen.
– O que aconteceu? – a Lenalee perguntou me cutucando com o cotovelo.
– O Yu-chan, tapado como é, nem notou que a cadeira estava roída e se largou nela com tudo.
Quanto ao resto... Acho que da pra imaginar o tamanho do tombo quando a cadeira desabou.
Se a situação fosse outra, todo mundo teria caído na gargalhada, mas diante do olhar de besta-fera do Yu (e todos nós gostamos muito das nossas cabecinhas em seus devidos pescoços), só se ouviu um monte de “hihihihihihis” espalhados pela sala.
– Nee Yu, você realmente não tem sorte com cadeiras. – Falei me referindo a ultima missão onde um certo alguém terminou com o traseiro grudado.
– E a partir de agora, você também não.
Antes que eu pudesse assimilar o que ele tinha dito, o filho da mãe deu uma rasteira na minha cadeira, quebrando todos os pés e me fazendo cair estatelado no chão com uma chuva de muletas na cabeça.
– Doeeeuu! Seu psicopata sem coração. – Murmurei.
– Tch.
Ele se sentou no ponto oposto de onde estavam Marie e Daisya no sofá, cruzando os braços e as pernas, sendo acompanhado pelo Allen que se sentou no braço do sofá puxando o rosto do Yu para descansar em seu ombro e sendo prontamente obedecido.
Esse albino faz milagre...
KYAAHHH ALLEN-CHAN ME ACEITE COMO SEU APRENDIZ!
– É tão maluco isso, né Lavi? – A Lenalee comentou me ajudando a levantar.
– O que?
–Para alguém que não gostava nem de ser tocado, o Kanda parece ser tão gentil com o Allen-kun. TÃOO MOEEE! Santa padroeira das yaoístas!
Ela voltou a se sentar encarando o casal com os olhinhos brilhando.
Eu também tava feliz que o Yu ainda tivesse uma parte do antigo Yu dentro de si, mesmo que fosse só com o Allen.
– Vão ficar encarando até quando? – o Yu-chan falou se referindo ao fato de que todos da sala não tiravam o olho da cena deles dois enquanto o Allen ignorava tudo e todos e ficava brincando com a franja do moreno.
– Como ele sabe que estamos encarando se ele está de olhos fechados? – A Lenalee cochichou pra mim.
– Sei lá... Mas sempre suspeitei que o Yu-chan era ninja. – Cochichei de volta.
– Será que o verdadeiro sobrenome dele é “Uchiha”??
– Boa pergunta.
Eu pensaria naquilo mais tarde... Desviei minha atenção do casal e apoiei meus pés na mesinha de centro.
Sabe, a atitude deles não me surpreendia tanto quanto aos outros. Claro que era meio chocante ver duas pessoa que estavam se matando no dia anterior, estarem nesse amor todo no dia seguinte. Mas conhecendo aqueles dois malucos, e eles sendo ciumentos como são, eu estava surpreso que ainda não tivesse topado com nenhuum outdoor de “ele é meu” ou uma coleirinha com o nome do outro. E sem falar que eles não eram do tipo que se importavam com a opinião de idiotas, até por que, qualquer imbecil que fosse falar alguma gracinha sobre uma dos dois descobriria o quando a lâmina da mugen é amolada. Fato.
– Nem Junjou Romântica consegue ser tãoo moee – Daisya comentou olhando do mangá, para eles e deles para o mangá.
– O que ser isso..? – Kanda perguntou e o Allen olhou curiosamente para o ser purpurinado.
– Vocês não lêem mangas shoujo não? – a Lenalee perguntou indignada.
– Bem... Vejo mais anime. – Allen respondeu com o indicador na boca e o olhar perdido. Simplesmente orgástico. Ai se um dia eu pego de vez esse moyashi...
–Nunca vi. Odeio esse tipo. – Kanda comentou me fuzilando com o olhar. Acho que ele notou minha cara não muito casta secando o Allen-chan. Impressão minha ou a segunda frase foi uma indireta?
– Claro que não, o ultimo livro que você pegou na biblioteca foi “50 maneiras de matar em menos de um minuto” – Allen reclamou com um olhar de desaprovação.
– Era interessante. Um dos melhores livros que já li. E útil. – Ele falou a ultima parte com um ultimo olhar mortal na minha direção.
Possuo. Medo.
– HEY PESSOAL! Que tal começarmos logo a reunião?
Komui berrou batendo na mesa com uma vareta, chamando a atenção de todos pra si.
– E do que se trata? – Marie perguntou com o Daisya dormindo no seu colo e chupando o dedo aparentando estar tendo um sonho muito bom.
Imaginando o que ele num deve tá chupando no sonho dele...
– Da nossa estratégia contra o novo inspetor que a central vai mandar. – Respondeu o supervisor.
– A puta loira do LeVerrier, você diz. – o Yu falou monotonamente como se comentasse o tempo fazendo a Lena e o Allen arregalarem os olhos e o Komui engasgar.
– Puta sinceridade... – Comentei.
– É só preparar outro lugar na enfermaria que eu cuido do resto. – Ele continuou.
– Kanda, você definitivamente não tem juízo. – Reclamou o Allen tentando ficar sério.
Não me digam que ele notou isso agora, né?
– Perdi o resto que tinha ontem a tarde. – Ele respondeu deixando o Allen vermelho que nem pimenta.
Perai? Ontem a tarde não foi depois daquele beijo...?
Eita porra... Eu não to acreditando que...
Olhei maliciosamente pra Lenalee que me encarou de volta tão maliciosamente quanto. Kanda seu safadinho....
– AHÁ EU SABIA! – Berrei me levantando da cadeira pronto pra enfrentar a ira do japonês endemoniado em prol de algumas respostinhas a algumas perguntinhas...
Cara, na hora que eu fechei a boca eu estrondo ensurdecedor ecoou pela sala e a luZ acabou, nos deixando num total e completo breu.
Isso... Não foi um apagão, foi?
É, acho que foi...
MUAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
ME AGUARDEM.
Notas finais
MUAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!
Um apagão na ordem e um usagi safado a solta... NÃO VAI PRESTAR.
Sei que muita gente deve ter se revoltado por não ter lemon nesse cap, mas relaxem, ele virá logo... Só vai rolar um pequeno "draminha" antes...
Resultado parcial da enquete: LEMON NA POV DO KANDA, por quase unanimidade.
Ah, e logo logo o passado entre Kanda e Lavi será revelado.
Acho que AMANHÃ eu vou postar o extra desse cap. Acho que vocês vão gostar... muahahaha
Bem se gostaram ou não dessa bagaça... DEIXEM REVIEWS, e se realmente gostaram RECOMENDEM!
Até logo, ok?
KISSUS
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