The Secret Behind Your Eyes

34 Especial: Desordem romântica.


Notas iniciais
YO MINNA!
****Dessa vez eu trouxe uma novidade pra vocês:
Criei uma página no face para minhas fanfics:
http://www.facebook.com/ByTsukiSensei
-- Ela vai servir para divulgar as datas de atualização, realizar enquetes, fazer votações para especiais, para comentar do mangá, falar sobre os personagens... Enfim, é mais como um espaço para falar de Yaoi e D.Gray-Man (ou outros animes).
Espero ver vocês lá!
Quanto ao cap de hoje... E haja açucar, moe e kawaiice!**

Que ótimo...

Sério, a situação era simplesmente perfeita para sair uma luta épica e sangrenta, com direito a membros decepados por espadas e cérebros estourados por bala, mas... Nesse exato momento todos aqueles inúteis estavam bebendo e comemorando no andar de baixo.

É, lá em baixo. Mas não por que eu os mandei pro inferno.

Mas sim porque agora nós estávamos na parte de cima do cassino junto com uma louca que era conhecida do Moyashi (que por sinal era chefe da máfia também), e fazia questão de não desgrudar os olhos do meu pequeno. E só para “melhorar”, a maldita era ex de Cross Marian.

Preciso mesmo mencionar o tipo de perversão da desgraçada?

E por falar na diaba... Eu tô quase sentindo a tequila tomar conta do meu cérebro, me trancar em alguma ilusão mental, e assumir o meu corpo. Putamerda... As paredes já estavam dançando a minha volta.

Mas o pior de tudo é que, desde o segundo em que comecei a prestar atenção na conversa dela com o Moyashi (sim, por que eu passei a primeira parte inteira vendo o teto girar), que a desgraçada fica me alfinetando e fazendo comentários sórdidos sobre o meu Moyashi.

Simplesmente, não tem como ficar mais irritante.

- Nee Allen-chan... Quem te viu naquela época nunca imaginaria que você cresceria tão lindo assim... Own, dá até vontade de te amarrar na minha cama! – Essa prostituta tem muito pouco amor a vida... — Sabe, Marian fez isso comigo uma vez e... Ah sim! Lembre-se: Seeeempre fuja de caras agressivos – Insira um olhar torto na minha direção aqui- Isso diminui as chances de desilusões amorosas.

Cacete... Eu vou matar essa infeliz.

Até calado eu levo esporro nessa merda!

- Nem me fale. – Comentou o Moyashi que parecia ainda nem ter percebido as indiretas. E não tinha mesmo. – Sabia que quando ele me mandou pra ordem, o maldito me acertou uma martelada na cabeça antes de sumir! – Concluiu com uma expressão indignada que me dava vontade de agarrá-lo.

- Que cretino! – Esbravejou a maluca. – E o pior é que ele sempre foi frio desse jeito, parece até filho de chocadeira! – Tomou mais uma dose de sakê antes de continuar — Olha, evite sempre esse tipo de cara frio e sem coração, diminui as chances de desilusões amorosas. – Insira um olhar torto descarado na minha direção.

Apertei com força o cabo da mugen contando até dez mil de trás pra frente.

Não bastava ficar me enchendo o saco... Ainda tinha que me comparar com aquele pervertido nojento!

Eu vou arrancar as tripas dessa puta.

- Nem acredito que sobrevivi três anos com aquele maluco... – Sussurrou o pequeno em tom sofrido.

- Sabe Allen, ouça bem meu conselho, troque os bonitões pelos fofinhos. Isso diminui as chances de desilusões amorosas. – Láá veeemm de isso de novoo. – Os gostosões só servem para uma boa rodada de sexo, não esqueça, ok?

Caralho, o que essa louca andou fumando?!

- MAS O QUÊ?! – O Moyashi exclamou, provavelmente com o mesmo pensamento que eu. Só que com uma carinha assustada e as bochechas vermelhas, me dando muiiita vontade de mordê-lo.

- Ignore, é só uma vadia qualquer que levou um fora. – Murmurei monotonamente, apoiando a cabeça no ombro do meu pequeno.

- Kanda, isso foi cruel! – Comentou revoltado.

- Tch, quem liga?

- EU ligo. Anita é uma pessoa legal, e é importante pra mim.

Ah... O nome da cachorra era Anita... Acho que isso foi na parte da conversa que eu perdi.

- Foda-se, odeio pessoas que ficam secando você.

Sinto que falei demais...

- Mas o que é isso agora? Nem me venha dar um ataque possessivo a la Gasai Yuno agora senão eu te arrebento. – Hmm... Ele fica sexy irritado. – E que saber? Se eu fosse odiar toda pessoa que secasse você a coisa tava preta, então engole seu ciuminho e cala a boca. Entendeu?

Sinto que ele tava dizendo algo importante e eu não ouvi uma sílaba. Ferrou.

- Mas o que você... – Comecei a falar, mas fui interrompido bruscamente.

- Calado. – Ordenou como se mandasse em mim. Moyashi abusado.

- O quê? – Indaguei incrédulo.

- Só falo com você quando pedir desculpas a Anita.

HÁHÁ NUNCA!

- Como é a história? – O encarei profundamente.

Continue com essa birra e sou eu que te amarro na minha cama.

- Isso mesmo que você ouviu. Peça desculpa. – Continuou sério.

- Não.

Mas nem fodendo, nem em mil anos e nem se os dinossauros ressuscitassem.

- Então não me dirija a palavra. – Concluiu virando o rosto.

É, lascou.

Jogue baixo ou ele vai continuar puto com você...

Sério? Bebi tanto que estou alucinando?

Tequila, é você?

Olhei para a garrafa e... Qual é! Eu tava mesmo esperando uma resposta?!

Bom, pelo menos foi uma alucinação inteligente.

- Ok. – Murmurei me acomodando no seu colo.

Aliás, aquilo era tão bom... Por que eu ainda não o tinha feito?

- Hmmrrrrrmmmm.... – Ronronei satisfeito, indo para mais perto de si e me aninhando no seu corpo quente.

Nem deus nem o diabo em tiram daqui agora.

Níveis alcoólicos:

Kanda: 97% (Fase em que vai fazendo tudo o que vem a cabeça)

Allen: 72% (Fase em que cai de cara no chão se mascar chiclete enquanto anda)

Anita: 50% (Fase em que começar a por todo tipo de idéia maligna em prática)

- K-Kanda... O que você... – Ele começou ficando corado.

- Você não disse nada sobre tocar. – Repliquei de onde estava.

- Mas não pense que eu não estava falando sério. – Falou com uma voz dura.

Que droga.

Ele não podia gostar tanto assim da vaca... Ou podia?

Deixa de ser frouxo e começa a pegar pesado.

Pegar pesado, un?

Estou começando a gostar de ficar esquizofrênico.

- E eu também estava. Odeio qualquer um que ouse tentar por as patas em você. – Falei puxando-o para perto de mim e então a encarando desafiadoramente.

- Me chamou de animal? – Indagou me olhando revoltada.

- Já que você se identificou. – Respondi com um sorriso sacana.

- Qual o seu problema, garoto?

Minha paciência com essa desgraçada já estava indo pelo ralo.

- Você. – Respondi simplesmente, vendo-a ficar realmente puta da vida.

- Pelo menos eu posso dizer que amo verdadeiramente o Allen, e você? Se acha capaz de amar alguém Kanda?

Parei por um momento.

Sinceramente, eu mesmo já me fiz essa pergunta. Mas nunca cheguei a uma resposta.

Afinal, a única pessoa a quem eu disse “eu te amo” sumiu do mapa e com certeza deve querer me ver morto nesse momento.

Se é assim tente não amar o pirralho, oras!

Como se eu pudesse.

Então admita de uma vez que o ama!

Eu não consigo.

Por quê, criatura?

Por que não.

E Por que não?

-ARRGHHH! MAS QUE DROGAAA!! Eu não consigo por que EU NÃO CONSIGO! Cacete! E o que é a porcaria desse amor no fim das contas?! Por que se for por loucura eu sou insano pelo Moyashi, se for por sacrifício, eu morreria por essa coisa branca. Eu faria qualquer coisa pelo pirralho, mas eu não consigo falar a porra dessas três palavras por que eu não quero que dê tudo errado como... Da...

Dois olhares perplexos na minha direção.

Ah... Não.

Não... É mentira... Eu NÃO POSSO ter dito TUDO ISSO em voz alta...

Ou posso?

Ahhhhhhh, não... Não não não não não não não não... Eu NÃO fiz isso!

É um pesadelo não é?

Não?

Nem um pouquinho?

Puta que pariu...

- K-Kanda...?

E-Eu... Eu...

NÃO! EU NÃO ACREDITO!

Puxei a almofada mais próxima e enfiei a cara nela, me largando por cima das minhas pernas. Provavelmente parecendo um tomate de franja de tão vermelho.

Eu quero morrer... Mugen, corta minha cabeça por favor.

- Kanda, você ta bem? – O Moyashi perguntou do meu lado.

E TINHA COMO EU ESTAR BEM NESSA SITUAÇÃO SEU DESGRAÇADO??!!

- C-Cala. A. Boca. – Murmurei contra a almofada, agradecendo por ela ser grande o bastante para me esconder.

- Owwnn... Que fofinho! Ta vermelhinho até as orelhas! – A voz da vadia soou divertida.

Ah, tá achando engraçado? Espera até eu torcer seu pescoço maldita.

- Kanda, olha pra mim. – Ouvi a voz suave do Moyashi no meu ouvido.

- Nunca mais. Sai daqui. Me deixa. – Resmunguei ainda morrendo de raiva e de vergonha.

Eu juro que nunca mais bebo na minha vida... É sério. Eu vou morrer asfixiado nessa almofada e...

Senti uma mão na minha cabeça e alguém se abaixando para ficar da mesma altura que eu.

Uma mão de mulher.

Mas que porra...

- Admiro você Kanda. Mesmo amando Allen como o filho que eu sempre quis ter, eu não sei se a intensidade do meu sentimento chega a metade da sua.

Senti um beijo no topo da minha cabeça e seus passos se afastando.

Então ela o ama... Como mãe...

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Espera um segundo...

Então tudo, tudo isso foi...

Para nada?

AAAAHHHHH EU VOU MATAR ESSA DIABA!!!!!!!!

----------------- POV do Allen --------------------------------------

Andávamos pelas ruas calmas e pouco iluminadas da cidade, apenas aproveitando o ar noturno e a companhia um do outro.

Eu simplesmente não conseguia parar de sorrir. Parecia até um idiota. Mas era impossível me controlar depois de ter ouvido tudo aquilo, e isso sem contar a fofura extrema da cena.

Eu nunca tinha nem sequer imaginado o Kanda agindo tão acanhado, e acho que foi a coisa mais linda que já vi na vida. Principalmente quando ele ergueu o rosto da almofada com aquela expressão emburrada e o rosto corado... Bem, isso até ele se levantar e tentar estrangular Anita por tê-lo manipulado daquela forma.

- Yuu... – Chamei-o com um sorriso divertido, observando-o com um olhar divertido, aproveitando que ele andava alguns passos a frente. – Já disse que você é muito fofo? – Perguntei rindo ao perceber suas orelhas ainda vermelhas.

- Cala a boca. – Respondeu com um tom assassino.

Sorri mais ainda apressando o passo e o abraçando pelas costas.

- Nee Kanda, não se preocupe se não consegue dizer “eu te amo”. – Murmurei contra suas costas, me esticando na ponta dos pés para sussurrar em seu ouvido. – pode deixar que eu digo por nós dois... – Conclui enlaçando sua cintura em um abraço carinhoso.

Seus músculos começaram a relaxar pouco a pouco, sua respiração se acalmando, seus batimentos entrando em sincronia com os meus. Kanda não era alguém que poderia ser pressionado emocionalmente sobre certos assuntos, mas não era como se precisasse, o que ele me mostrava, nenhuma palavra podia narrar. E seu simples gesto de se acalmar em meus braços era mais do que uma prova do que nos sentíamos e do quão forte conseguia ser.

Uma gota de chuva caiu no chão.

- Agora percebi. – Começou com um tom de quem está se lembrando de algo. – Você cresceu uns centímetros. – Comentou se virando de frente para mim, libertando-se do abraço, mas mantendo uma de minhas mãos na sua. Desviando do assunto, porém não do clima.

- Logo vou estar maior que você. – Comentei rindo.

E como se fosse dada a largada, várias outras começaram a cair também.

- Aham... Vai sonhando Moyashi. – Falou me presenteado com um sorriso que não era sacana, nem irônico, nem malicioso, nem sádico... E sim um simples e singelo. A primeira vez que eu via um genuíno sorriso Yuu Kanda. Um daqueles que eu podia imaginar em seu rosto antes de passar por tudo que já passou. Um sorriso unicamente feliz.

E então o céu desabou em água.

Nem percebi que chovia forte quando seus braços me puxaram fortemente pela cintura, unindo enfim nossos lábios em um beijo intensamente apaixonado que parecia nos esquentar enquanto a água nos ensopava.

Entrelacei minhas mãos no seu cabelo, acariciando sua nuca, me perdendo em seus braços, me rendendo aquele magnetismo que fazia qualquer mínima distância entre nossos corpos parecer insuportável. Seu toque me fazia esquecer de tudo a nossa volta, como se a terra tivesse parado momentaneamente.

Suas mãos deslizavam pelo meu corpo molhado, me fazendo arfar em meio ao beijo, arranhando suavemente sua nuca, apreciando o arrepio que correu pela sua pele.

Nos separamos completamente sem fôlego, com os corações acelerados e as respirações descompassadas. Perdidos no olhar um do outro.

- O que acha de saber qual é a sua surpresa agora? – Sussurrou contra meus lábios, seu hálito quente tocando minha pele em conjunto com as gotas gélidas que caiam do céu, me causando arrepios.

- Finalmente. – Sorri bobamente entrelaçando minha mão na sua.

- Só mais uma coisa.

Observei curiosamente ele tirar o cachecol do pescoço e então vendar meus olhos com ele, para depois sussurrar ao pé do meu ouvido com uma voz de quem vai aprontar.

- Não espie.

Segurei sua mão com mais força, confiando a ele minha vida, não só naquela caminhada, mas para sempre.

Depois do que me pareceu um hora de caminhada (onde por milagre, ou pelo meu guia muito competente, eu não tropecei em nada), a chuva já havia passado a um tempo e nos parecemos ter chegado ao nosso destino, já que ele substituiu o cachecol pelas mãos.

Senti-o parar atrás de mim antes de liberar minha visão vagarosamente, me fazendo pasmar com a paisagem magnífica diante dos meus olhos.

- Incrível... – Murmurei, mas na verdade não haviam palavras para aquilo.

Nós estávamos na beira de um penhasco, no meio de um bosque, com um interminável céu estrelado a nossa frente, lindamente decorado com uma lua cheia que brilhava majestosa no centro do céu negro, cercada por graciosos pontinhos também brilhantes.

Senti seus braços passando em volta da minha cintura, me aninhando no calor do seu corpo, enquanto uma de suas mãos ia até uma das minhas, seguindo todo o caminho com os dedos deslizando pelo meu braço,fazendo pequenos choques elétricos se manifestarem pela superfície da minha pele a cada vez que me tocava.

- Esta feliz como estamos agora? – Perguntou próximo ao meu ouvido, também olhando para o céu.

- Mais feliz impossível. – Respondi me virando de frente para ele e capturando seus lábios em um beijo carinhoso.

- Você ficaria assim pra sempre? – Perguntou desviando o olhar.

- O que quer dizer? – Questionei sem entender ao certo onde ele queria chegar.

Kanda se afastou um passo para trás, arrumou a postura já naturalmente perfeita antes de me encarar... Espera, eu tô vendo um Yuu inseguro e ansioso ou é miragem?

- Isso vai parecer bem estúpido de qualquer jeito que eu falar, então... É melhor desembuchar logo de uma vez. – Pigarreou como se pra manter o foco e continuou. – Eu queria saber se... Se você... Sevocênãogostariadeficarjuntocomigoatéofinaldessadrogadevidalogodeumavez?

Viish... Que idioma é esse?

- O quê? – Indaguei confuso vendo-o bater a mão na testa.

- Tch, eu não sei fazer essa coisas... – Comentou coçando a nuca nervosamente.

- Então tente, seja lá o que for. – encorajei sorrindo docemente.

Ele enfiou a mão nos bolsos, desviando o olhar mais uma vez, para só então voltar a me encarar, parecendo realmente decidido dessa vez.

- Eu não entendo mesmo o significado disso, nem como exatamente funciona... – Ele tirou algo do bolso, mas não pude ver bem o que era. – Mas é costume que, quando você escolhe pertencer a uma pessoa e... Ficar sempre só com ela, como um casal de pingüins que não se largam mais a vida toda, você deve perguntar a pessoa se ela aceita usando anéis. –Assisti completamente perplexo Kanda se ajoelhar diante de mim, revelando ter em mãos uma caixinha preta de veludo, com duas alianças de prata. – Então... Eu posso ser o seu pingüim?

Apenas o encarei atônito com meus neurônios entrando em combustão.

Ainda demorei um certo tempo para assimilar que, não, eu não estava sonhando... Nem alucinando... E também não acho que o Kanda tenha bebido a ponto de enlouquecer.

- Er, se você não quiser podemos negociar,tem os lobos cinzen... – Saltei sobre o meu moreno, o calando com um beijo apaixonado, antes que ele interpretasse errado a minha demora em reagir.

- Só quero que seja meu BaKanda. Sempre. – Sussurrei contra seus lábios com um sorriso enorme.

- Hm... Posso lidar com isso. – Respondeu pegando um dos anéis e colocando gentilmente no meu dedo anelar.

- É bom que possa mesmo, por que eu não vou mais te dar sossego. – Comentei fazendo o mesmo, e então entrelacei nossos dedos.

- Começou. – Falou desviando o olhar para o céu, acenando para que eu olhasse na mesma direção

Várias estrelas cadentes cortavam graciosamente o céu, proporcionando um espetáculo realmente lindo de se ver, onde você evitava piscar ao máximo para não perder nenhum segundo de algo tão impressionante, mas ao mesmo tempo simples e inconstante.

- Então foi por isso que você enrolou tanto... – Murmurei finalmente entendendo alguma ação desse maluco.

E de fato, estar com Yuu Kanda fazia cada dia parecer um filme de ação de roteiro confuso: É sempre agitado, inesperado, surpreendente e a qualquer momento tudo pode mudar.

- Dizem que se você fizer um pedido na presença de uma estrela cadente, a coisa dá certo. – Explicou se deitando de costas na relva para observar melhor o céu.

Apenas ri com o comentário.

- Você tem que pedir para a estrela Kanda.

- Tch, não faz sentido. Como diabos ela iria escutar? – Indagou confuso, me fazendo quase engasgar de tanto rir.

- Você não existe mesmo... – Murmurei ainda sorrindo, me deitando ao seu lado, com a cabeça sobre seu peito.

Era em momentos como esse que eu conseguia acreditar que perfeição existe.

---------------------------- POV do Kanda -----------------------------------

O efeito da bebedeira de hoje a tarde já havia de dissipado por completo (provavelmente usei todo o álcool ingerido como combustível para finalmente arrumar coragem de entregar o anel ao Moyashi), e agora eu apenas observava os últimos asteróides cruzarem os céus ouvindo a respiração, e sentindo os batimentos cardíacos do meu pequeno, que já parecia bem sonolento em cima de mim.

- Moyashi? – Chamei mexendo no seu cabelo, fazendo-o se remexer preguiçoso.

- Já vamos? – Perguntou se virando para ficar totalmente em cima de mim, com o rosto a milímetros do meu.

Desgraçado, você faz de propósito...

- Já está tarde. – Respondi segurando sua cintura e virando vagarosamente de lado com ele junto.

Admito que também tô morrendo de preguiça de sair daqui.

- Posso te perguntar uma coisa? – Falou coçando os olhos como se tentasse permanecer acordado.

- Uhum.

- Na noite depois da briga do refeitório, você foi no meu quarto, não foi?

Sorri sacana.

- Porque pergunta? – Indaguei como se fosse inocente da acusação.

- Por causa disso. – Ele abaixou a gola da camisa revelando uma marca roxa na curva do seu pescoço.

Sorri mais maliciosamente ainda (se é que isso é possível). Não há nada mais divertido do que topar com a prova do próprio crime nesse tipo de situação...

Eu sei, estou me tornando um pervertido incurável.

- Se já sabia, por que perguntou? – Sussurrei no seu ouvido, fazendo-o se encolher mais contra mim.

- Ora, se é para se aproveitar da minha inocente pessoa... – Começou com um sorriso travesso, se aproximando de mim – Ao menos faça enquanto eu estou acordado. – Continuou com um tom provocante, mordiscando meu lábio inferior.

Tá brincando com fogo pequeno...

- Por acaso quer eu te mostre tudo o que eu fiz com você naquela noite? – Sussurrei sugando lentamente o lóbulo da sua orelha, fazendo sua respiração se entrecortar, batendo contra a pele do meu pescoço e me enlouquecendo aos poucos.

- Es-espera ai, o que exatamente você fez? – Falou corando adoravelmente.

- Hmm... Vou apenas dizer que você gostou bastante. – Murmurei mordiscando agora sua nuca, arranhando seu abdômen vagarosamente por baixo da camisa, apreciando a temperatura elevada da sua pele macia.

- K-Kanda..

Continuei atacando seu pescoço, descendo até o seu ombro, me viciando cada vez mais no seu sabor.

Tch, era inexplicável o quanto aquele pequeno me atiçava sem nem ao menos perceber. Um simples suspiro, ou um breve arrepio, fazia meu corpo queimar em necessidade de tê-lo.

É quando você vê que não vive sem alguém que percebe que se ferrou. E muito.

A cada porção de pele que minhas mãos alcançavam, era mais um passo adiante no caminho da perdição.

Ataquei novamente seus lábios, sentindo meu corpo estremecer quando uma de suas mãos se entrelaçou no meu cabelo, enquanto a outra descia arranhando minhas costas.

- Eu pararia com isso se fosse você... –Alertei mordendo levemente seu lábio inferior.

Meu autocontrole se encontrava a um passo de ir pro espaço.

- E seu eu não quiser parar? – Sussurrou de volta, me provocando, com seus olhos prateados faiscando nos meus.

- Então arque com as conseqüências. – Respondi voltando a atacar seus lábios, mais intensamente dessa vez, agarrando sua coxa e o puxando para mais perto, roçando nossos corpos de maneira enlouquecedora, ouvindo-o gemer baixinho no meu ouvindo enquanto minhas mãos se perdiam pelo seu corpo perfeito, se fixando em sua cintura quando se arqueou contra mim em busca de mais contato.

Desci meu nariz pelo seu pescoço, aspirando seu cheiro, gravando-o no fundo da minha mente, me entorpecendo na mistura de sensações inebriantes que ele me provocava.

Beijei-o com mais força, devorando seus lábios como se fossem o último copo de água do deserto, sentindo-o corresponder em igual intensidade, me puxando também contra si, me enlouquecendo inconsciente e conscientemente como só o maldito sabia fazer.

Desse jeito eu não iria me controlar, iria atacar seu corpo inteiro como há tempo já ansiava, iria senti-lo vibrar de prazer nos meus braços, iria...

É , iria.

Por que como a porra da minha vida faz uma tragédia grega parecer uma comédia romântica, tinha que aparecer algum filho da puta para atrapalhar.

- Ei coelho, olha só onde as gracinhas estavam se escondendo! — A voz do maldito do Cross soou me fazendo levantar com a Mugen em punho.

Gracinha, vai ficar a sua cara quando eu puder as minhas mãos em você miserável.

Olhei para trás vendo o Moyashi estalando os dedos com uma cara tão bem humorada quanto a minha e depois voltei o olhar para os dois pervos de cabelo vermelho que se aproximavam.

- Já expressei o quanto ver você com uma espada na mão me dá idéias? – O filho da puta maior se pronunciou acabando com o resto da minha paciência.

- Já expressei o quanto ver sua cabeça ainda no pescoço me dá idéias? – Retruquei partindo pra cima do desgraçado, chegando perto de cumprir meu objetivo de parti-lo ao meio, mas o maldito defendeu meu golpe com a pistola.

- Que nervosinho. Pelo visto teremos que dar a notícia do jeito difícil...

- Que notici...

- Grave of Maria! – Mal aquela coisa com cara de borboleta abriu a boca e todos os meus músculos começaram a paralisar.

- Miserável filho da p... – Avancei uma ultima vez contra seu pescoço antes de perder a consciência.

----------------- EXTRA: Um disfarce comprometedor ------------------------------

Minha consciência foi voltando ao poucos, até que eu estivesse completamente acordado, mas ainda assim meu corpo não se mexia, somente algumas sensações me chegaram ao cérebro, como: Estou com a cabeça deitada no colo do Moyashi, tem algo apertando excessivamente minha cintura e meus pés, e um exagero de tecido sobre minhas pernas que eu suponho que sejam cobertores, e vários deles.

- Cross, trate de controlar essa sua cara de tarado para cima do meu namorado se não quiser que eu lhe acerte outro soco! – A voz do Moyashi soou irritada como eu poucas vezes havia visto.

Tch, as coisas esquentando lá fora e eu capotado aqui. Que merda.

- Komui, até você? Que tal explicar logo a droga dessa missão ao invés de se juntar ao time dos pervertidos? – Berrou indignado.

Ah como eu queria estar vendo essa cena agora...

- A-ham. – O inspetor pigarreou causando uma movimentação estranha pela sala – Continuando... Como eu havia explicado anteriormente, quem irá a essa missão não serão Allen, Lavi e Kanda, mas sim Allana, Lavínia e Yume.

O susto foi tão grande que eu acordei de imediato, me sentando e encarando ferozmente todos os presentes naquela porra de sala.

E ninguém imagina qual a minha surpresa ao perceber que estava usando um vestido, sentado ao lado de uma albina e sendo encarado por uma caolha que estava no colo de um padre ruivo que era tão santo quanto o diabo.

- Komui... Esses foram seus últimos segundos de vida.

Notas finais
E ai? Gostaram?
Espero que ninguem queria me matar por ter travestido o nossos três garotos de mulher... Mas calma, não é só fanservice, há uma razão pra isso! *ultimo argumento antes de levar porrada*
Mais informações e data de postagem (possíveis spoilers tambem) na página do face!
Se gostaram COMENTEM, se realmente gostaram RECOMENDEM!
KISSUS!