Notas iniciais
Yo minna-san!
Fiquei muito feliz com as curtidas que a página do face recebeu, e tambem com o cometários *minhas leitoras são demais!*
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Como eu já avisei por lá, o cap de hoje é só o começo da bagunça descomunal que vai ser essa missão, ele era maior, mas como não deu tempo de digitar tudo e próxima semana eu não vou poder atualizar (semana de teste), então... Ah, só esperam que gostem!

- Kanda-kun, entenda... A missão é em um convento. Homens não podem entrar. – Explicou Komui pela milésima vez para o moreno, ou melhor, morena, que estava mais interessado em matá-lo do que em ouvir qualquer coisa que ele dissesse. E só não o tinha feito ainda graças a delicada moça de cabelos platinados que estava sentada em seu colo.

A situação estava simplesmente mais do que hilária.

- Foda-se, e por que o pervertido maior não está “assim” também?! – O Yuu-chan mais rosnou do que falou, incendiando o supervisor com os olhos.

- Porque, pelo fato de o General Cross ser mais velho do que vocês, deu para encaixá-lo como padre. E também, vamos combinar, colocar você e o Lavi em um vestido foi bastante complicado, mas o Cross já seria impossível! – Justificou Komui fazendo o olhar de besta demoníaca do Yuu só piorar.

- Como assim?! TÁ ME CHAMANDO DE MULHER SEU DESGRAÇADO?!! – Allen se estressou, fazendo menção de se levantar e o supervisor suou frio. Afinal a única coisa que impedia o Yuu-chan de matá-lo era o albino em seu colo.

- C-Claro q-que não Allen-kun... Err... Só quis dizer... – Começou o inspetor desesperado.

- Ele só te chamou de baixinho e magrelo. – Expliquei simplesmente, colocando mais lenha na fogueira.

O que? Acham mesmo que eu não iria tentar me vingar do inspetor por ter me colocado num espartilho?! E sério, simplesmente não dá pra ter uma rapidinha com alguém (leia-se Cross Marian) com um vestido tão complicado de tirar!

Por mim, o Yuu já estava brincando de pendurara as tripas daquele maluco pela sala.

- E-Espera... Allen... – Komui estava a um passo de se enfiar em baixo da mesa com medo do olhar maligno do albino.

Enquanto isso... Digamos somente que eu e o meu ruivo gostoso tentávamos não morrer de hemorragia nasal.

Não entenderam, né?

Então saca só: O Yuu-chan estava em um lindo vestido preto e branco, com babados nas pontas e duas fitas que se entrelaçavam em seus pescoço, deixando deu colo mais delicado ( ai eu ia rir muito se ele pudesse ouvir meus pensamentos agora), luvas 5/8 negras, os longos cabelos cacheados e presos em um dos lados por um broche prata, expondo melhor o rosto de lábios levemente avermelhados embora a franja ainda estivesse solta, e como eu não podia deixar de ressaltar... Uns peitões que me fizeram literalmente babar (ah se fossem de verdade... Yuu bem que podia ter uma irmã gêmea e menos brava, não é? Ninfomaníaca, de preferência).

Já o Allen-chan parecia uma princesa, com longos cabelos platinados até abaixo da cintura, presos apenas por duas finas tranças que circundavam sua cabeça enquanto o resto do cabelo estava solto, usava um vestido claro, com leves detalhes pretos (parecendo uma oposição ao de Yuu), com uma correntinha prata com pingente de coração no pescoço, luvas e meia calça branca, que dava pra ver graças ao fato de ele estar sentado com uma perna de cada lado no colo da “Yume-chan”, com uma expressão maligna nos traços inocentes e delicados que me excitava de uma maneira fora do normal.

Aquela era uma das cenas “Yuri” mais sexy que eu já vi na vida.

Mas ao mesmo tempo era encantador observar a relação daqueles dois, como por exemplo o modo como o Allen parecia ter a fera indomável do Yuu na coleira enquanto este segurava possessivamente sua cintura, como se nunca mais fosse soltar.

- Eles são tão fofos, nee Cross? – Comentei me virando para o “padre” que lançava um olhar predador na minha direção.

- Me parece que você gostou... – Sussurrei sensualmente, dando uma voltinha e fazendo meu general babar.

Já comentei que fiquei uma ruiva muito gostosa?

Assim como a cicatriz do Allen estava escondida por maquiagem (afinal, era uma das características mais marcantes do albino e estávamos disfarçados), também não era possível ver meu tapa-olho devido a minha franja lateral, meu cabelo estava levemente mais vermelho que o tom normal e descia em ondas e camadas até o começo do quadril. Eu usava um vestido vermelho sangue tomara que caia, mas com uma espécie de jaqueta preta por cima, luvas escuras até os cotovelos, e para arrematar, um batom carmim provocante.

Enfim, eu estava me sentindo uma versão muito sexy da Madame Red.

E também realizando um dos maiores fetiches do meu ruivo.

Olhei pretensiosamente na sua direção sorrindo safado, mas antes que pudesse fazer alguma coisa, senti suas na minha cintura, me puxando para si, e por incrível que pareça não era pra me agarrar, e sim para me tirar do caminho de uma cadeira voadora.

- Putaquepariu! – Exclamei assustado e Cross lançou um olhar irritado para a confusão a nossa frente.

- Se voar outra porra dessa pra cá vocês vão desejar não ter nascido e... Cadê a bicha louca do supervisor? – Indagou confuso me fazendo olhar na mesma direção que ele.

Bem, a janela estava quebrada, a mesa havia também havia sumido e eu não sabia qual sorriso era mais macabro ali, o do Allen, ou do Yuu.

- Acho que ele aprendeu a voar. – Respondi a sua pergunta com base nas evidências.

- Uma notícia para as duas moças de TPM aí. – Começou Marian olhando para o relógio e depois para um papel que estaca junto ao caderno de missão. – O trem sai daqui a vinte minutos. – Falou calmamente como se nós nem estivéssemos fudidamente lascados.

- QUÊ?! – Os dois exclamaram e não esperaram nem um segundo antes de dispararem pela porta.

Ah... Eu que não perco a cena daqueles dois cruzando a ordem inteira de vestido!

-------------------- POV do Allen ----------------------------

Sério, eu nunca estive tão tentado a pular pela janela do trem como hoje.

Já não bastava o mico de atravessar a ordem inteira quase tropeçando no vestido enquanto corria nessa porcaria de salto (era melhor nem lembrar dos olhares devoradores na nossa direção, ou então eu pulava dessa janela agora), eu ainda havia ficado numa cabine separada do Kanda porque, segundo Cross Maldito Marian, nós não conseguiríamos manter as aparências ( já que havia várias pessoas no trem como o mesmo destino que o nosso), e para piorar estava morrendo de fome por que simplesmente era impossível ter uma refeição descente nessa droga de espartilho.

- Cross... Eu vou morrer de inanição... – Murmurei com a cara colada no vidro da janela.

- Shhh! Cala a boca que eu estou querendo ouvir! – Reclamou tentando escutar o que se passava na cabine do Kanda e do Lavi com um estetoscópio.

Tá brincando comigo, né?

- Hmmm... Tá com ciúme do Lavi, por acaso? – Insinuei com um sorriso malvado.

Bem, ao contrário de Cross, eu conhecia aqueles dois há um bom tempo, e sabia que, embora o ruivo ficasse dando em cima constantemente do moreno, daquele mato não saia coelho por nada no mundo.

Mas como aparentemente só eu sabia que não tinha como aqueles dois estarem se pegando agora... Vamos dar ao General o benefício da dúvida.

- Cala a boca pirralho! – Respondeu evasivo me fazendo sorrir mais malignamente ainda.

- Olha só o grande Cross Marian completamente enciumado. Que gracinha... – Zoei fazendo questão de irritá-lo até não poder mais, recebendo um olhar fulminante em resposta.

- VAI SE FODER PORRA! – Retrucou irritado.

- Me deixa ver isso. – Puxei o estetoscópio da sua mão sem a menor cerimônia, ouvindo eu mesmo a razão do mal humor do ruivo.

Meu. Queixo. Caiu.

- Droga Usagi, vai mais forte...

- Espera Yuu, levanta mais a perna... Isso... Agora segura...

Larguei o objeto que tinha em mãos totalmente pasmo.

- Vou matá-los. – Murmurei muito “calmamente” e sai batendo a porta.

Entrei na cabine vizinha com uma áurea maligna de assustar até os funcionários que passavam pelos corredores naquele momento.

- MAS QUE BAIXARIA É ESSA QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI SEUS DESGRAÇA... Ãn? – Parei no meio do sermão tentando entender o que diabo era aquilo.

- Tem uma pedra no sapato do Yuu. – Lavi explicou me fazendo entender melhor a situação.

Acontece que o Kanda estava de cabeça para baixo no banco, com uma das pernas presas na janela e Lavi puxando a outra.

- Mas essa porra num larga nem a pau! – Exclamou o moreno realmente fulo da vida enquanto o ruivo, ou melhor, a ruiva, puxava com mais força.

Sorri bobamente com a visão, pelo menos o incidente do refeitório parecia ter sido esquecido, já que eles pareciam estar “de bem” novamente.

- Já tentaram desamarrar o sapato? – Perguntei lembrando de fechar a porta atrás de mim.

- Sem chance, deram um nó cego para impedir que o Yuu tirasse. – Lavi respondeu parando de puxar para dar uma respirada.

- Oh drog...AAAHHHHHH! – O trem deu um solavanco de repente, me jogando por cima de Lavi, que bateu de cara na janela, e fazendo Kanda dar um cambalhota antes de bater de costas contra a parede oposta.

Me arrepiei com a força do impacto do moreno. Realmente estar de cabeça para baixo não foi lá uma idéia muito boa...

- Acho que meu cérebro virou omelete... – Gemeu o ruivo com as mãos na testa.

- Quebrei todas as vértebras. – Comentou Kanda tentando ficar de pé.

Mas antes que pudéssemos no recuperar, o trem deu outro solavanco (bem mais forte dessa vez), me fazendo cair sentado nas costas de Kanda, com Lavi por cima de mim.

- Porra, vocês estão querendo me matar? – Exclamou o moreno se debatendo perdido embaixo da minha saia.

- Sai de cima Lavi! – Protestei afastando o ruivo que estava no meu colo com uma perna de cada lado.

- Espera, meu colar prendeu no seu cabelo. – Explicou, e quando ele me mostrou o tamanho do bolo de cabelo no seu pescoço eu vi que estava ferrado.

- Kanda, empresta a mugen aqui um segundinho... – Choraminguei vendo que “meu cabelo” não tinha a mínima intenção de largar da gargantilha do Lavi.

- Como se eu conseguisse fazer alguma coisa aqui embaixo! Não dá nem pra respirar com esse monte de pano na minha cara! – Exclamou irritado tentando sair debaixo de mim, me fazendo ficar pulando nas suas costas.

- Yuu... Acha mesmo uma boa idéia continuar com isso? Eu estou praticamente galopando no colo Allen-chan... – Comentou o pervertido com um sorriso sacana e cara de quem vai aprontar.

- Ta maluco?!

Ok, foi uma pergunta retórica.

- Nhhh Allen... Seja meu seme hoje... – Continuou só de sacanagem pulando mais em cima de mim.

Meu Deus! Imagino o que Cross não está ouvindo do outro lado da parede...

Ai ele vai me matar...

- Vou arrancar sua cabeça baka Usagi! – Kanda se levantou de repente e antes que pudéssemos pelo menos sair de cima de si, a porcaria do trem deu outro solavanco, o mais violento de todos, fazendo o sapato do moreno voar pela janela, a minha peruca ficar presa no lustre da cabine, Lavi bater de costas na dobra do banco, comigo caindo de barriga na sua cara e Kanda por cima de mim, me imprensando de lado contra o banco.

- Que merda é essa? Um liquidificador? – O ruivo berrou irritado enquanto massageava o nariz que eu havia esmagado.

- Não sinto meus ossos... – Murmurei já imaginando os hematomas que estavam para surgir.

- Tch, só quero saber por que diabo essa porra dá tanto tran... –Kanda mal completou a sentença e o trem parou bruscamente, nos jogando amontoados no chão da cabine.

- Já chega, vou acabar com o filho da puta que tá fazendo isso! – O moreno se levantou com uma cara de quem mataria o primeiro que aparecesse e se encaminhou até a porta, mas quando a abriu, deu de cara com uma arma apontada na sua direção.

- Nem mais um passo mocinha. Há uma bomba nesse trem e se não me entregarem a senhorita Claudia Sardini agora, vai todo mundo pelos ares! – Concluiu com uma cara de maluco que fugiu do hospício.

Kanda apenas deu um sorriso psicótico daqueles de arrepiar.

Acredite, essa bomba será o menor dos nossos problemas de agora em diante...

Notas finais
Yeahhh, esses três vestidos de mulher, enlatados num trem e com uma bomba!
E acredite, pode ficar pior.
Amanhã eu vou postar na página do face as fotos dos vestidos que os três estão usando, para vocês terem uma idéia melhor.
Até mais~
Kissus