The Secret Behind Your Eyes
31 Como complicar o que já é complicado: Kanda ensina
Notas iniciais
Eu sei que estou 1h e 30min atrasada na postagem, mas em minha defesa, digo que fazer cosplay em eventos de cultura japonesa é muito divertido, mas as vezes cansa mais do que parece (pricipalmente se rolam detalhes como golas que não te deixam mexer o pescoço e você fica assim por OITO horas)
Agora, uma leve recapitulada:
- Kanda está certo de que o Lavi está apaixonado pelo Allen depois de escutar uma conversa entre os dois e entender tudo errado, e depois de chegar a conclusão de que sempre acaba machucando o moyashi quando está com ele, resolve que talvez seja melhor que ele fique com o ruivo.
- Allen e Lavi não tem idéia do que está rolando, enquanto o ruivo lida com uma paixão complicada por Cross Marian.
Lá vai!
Boa leitura!
Comi mais uns dangos meio sem vontade e suspirei pesadamente caindo de cara na mesa.
- O baKanda tá me evitando... Timcamppy, o que eu faço? – Murmurei para o Tim que comia um sanduíche com o triplo do seu tamanho.
Ok, vocês devem estar me perguntando como eu sei disso.
Acontece que, segundo o Jerry, ele veio ao refeitório anormalmente cedo depois de voltar de um treino mais cedo ainda, pegou uma porção de sobá, se enfiou no quarto e não saiu até agora.
E nem é preciso dizer que já faz um tempo que precisamos ter uma conversa séria.
Atravessei uma infinidade de corredores e subi mais um monte de escadas até chegar na toca do samurai que com certeza era o quarto mais isolado da ordem.
- Kanda. – Bati na porta, e como já era esperado, não houve resposta.
- Kanda, deixa de ser infantil. Eu sei que você está ai. Abre a porta.
E... Nada de novo.
Ok, vamos do jeito difícil.
- BAAAKAANDAAA!!! Ou você abre ou eu derrubo a porta, qual vai ser?
Mais silêncio.
É nessas horas que o Kanda realmente me irrita.
Dei alguns passos pra trás, para então correr e chutar a porta com toda força e acabar caindo de costas no chão.
- Mas o que...?
Me levantei ainda meio dolorido e espiei pela fechadura.
Ele tinha posto uma grande móvel bloqueando a porta, de maneira que seria impossível abri-la sem retirá-lo.
Bakanda bastardo. Humpf
- Kanda... Eu sei que está me ouvindo. – Comecei tentando ouvir algo de dentro do quarto – Se não quer falar comigo pelo menos explique por que. Olha, e sobre aquele dia no refeitório, eu conversei com o Lavi e ele me disse umas coisas sobre... – Parei ao ouvir o som de algo se quebrando. – Hey, esta tudo bem ai? – Perguntei preocupado recebendo ainda mais silêncio como resposta.
E sabe quando uma idéia brilhante... brilhantemente suicida parece a solução do seus problemas?
Isso acontece freqüentemente comigo.
- Isso é tudo medo de me encarar...- Provoquei – Yu no patsu?
Reação instantânea. Logo ouvi um barulho alto de algo sendo brutalmente empurrado e a porta se abriu de repente revelando um Kanda sem camisa, com os cabelos soltos e totalmente bagunçados, olheiras levemente acentuadas, uma par de hashis (*) ainda preso na boca e uma expressão assassina.
Não sei se era pra ser assustador, mas a primeira reação que eu tive foi tentar conter a hemorragia nasal.
- Do que me chamou baka moyashi? – Rosnou colérico me fazendo dar um sorriso de canto.
- Senti sua falta. – Respondi vendo-o desmontar a sua expressão mal humor supremo, ganhando uma de surpreso e logo depois ficando corado e desviando o olhar para o chão.
- É melhor você ir embora. – Respondeu com a voz fria, mas por outro lado eu não podia ver sua expressão.
- Não antes de conversar com você – Insisti.
- Não vou conversar. – Ralou rapidamente. – Por que não vai ser feliz com seu coelho se é realmente isso que quer e me deixar em paz aqui com meu sobá?
Ele estava prestes a fechar a porta na minha cara, mas consegui colocar o pé para impedi-lo a tempo.
- Kanda, não estou te entendendo.
Ele apenas se aproximou repentinamente, passando o polegar do meu lábio até meu pescoço e depois começando a acariciar calmamente minha nuca.
- Faria uma última coisa por mim? – Sussurrou no meu ouvido me causando um arrepio.
- Sim... – Respondi sem nem pensar.
- Então me deixa sozinho.
Abri meus olhos que eu nem percebi que tinha fechado e o encarei confuso.
- O que?
- Você disse que faria.
Trapaceiro. Hmpf.
- Yu... – Sussurrei segurando seu pulso antes que se trancasse de novo no quarto.
Ele pegou minha mão gentilmente, beijando-a de maneira terna e depois a soltando devagar para então fechar a porta se isolando novamente.
Passei as pontas dos dedos levemente no local onde seus lábios tocaram anteriormente.
Kanda... Eu não sei o que diabos deu em você... Mas isso não vai ficar assim.
Desci novamente até o refeitório, eu precisava pensar numa maneira de resolver essa situação, e para isso eu precisaria de duas coisas:
Primeiro, compreender o problema, para então resolve-lo.
Segundo, chocolate. Por que eu precisava de um bom combustível para quebrar a cabeça na tarefa árdua de entender aquele moreno irritado.
Meia hora depois eu já estava no meu terceiro bolo de floresta negra e tão imerso em teorias, pensamentos confusos e teses de psicanálise que eu quase morri de susto quando o Lavi se jogou no banco ao meu lado.
- Atrapalho? – Perguntou roubando uma cereja do bolo.
- Ãn? Er... Não... Porque pergunta? – Respondi massageando as têmporas.
- Você parece um daqueles personagens de filmes policiais que precisam juntar todas as pistas que tem pra descobrir o culpado do crime mas não esta tento o mínimo sucesso.
Suspirei cansado caindo de cara na mesa.
- Não adianta... Não consigo entender o Kanda. – Murmurei derrotado.
- Desista. Duvido que ele próprio se entenda, vai ficar louco se continuar com isso. – Falou prestativo apoiando uma mão no meu ombro.
- Mas...
- Você precisa relaxar, não é nem como se vocês estivessem brigados a mais um dia pra você estar tão desesperado. – Continuou tentando me animar.
- Não estamos brigados.
- Então o que aconteceu?- Perguntou confuso.
- Esse é o problema! Eu não sei! – Exclamei comendo mais chocolate antes que minha cabeça explodisse. – Ele simplesmente está me evitando.
- Ok... Também não entendi. Na verdade, eu não tô entendo porra nenhuma que esse louco ta fazendo desde quando de repente ele juntou com a bitch pra me matar. Já que vingança não foi pelo que entendi... Quero dizer, acho que entendi... Ah sei lá.
- Então estamos na mesma situação. – Comentei sem ânimo.
Suspirei mais uma vez espiando o mangá que o Lavi vinha lendo e largou em cima da mesa.
- Qual é esse? – Perguntei dando uma pausa nas minhas reflexões pra esfriar a cabeça.
- Death Note. – Respondeu roubando outra cereja.
Olhei mais atentamente a página e... Como dizer... Nunca pensei que em uma página de mangá eu iria encontrar a solução.
Simplesmente A Idéia.
- Obrigado Lavi! – Agradeci já correndo em direção a cozinha deixando um ruivo confuso pra trás.
“ Você sabia L? Shinigamis só comem maçãs.”
------------------------- POV do Kanda -----------------------
Desde a hora em que o moyashi foi embora eu ainda estava na mesma posição com a cara enterrada no travesseiro.
Tch, não é como se eu tivesse feito muita coisa além de ficar largado nessa cama hoje.
Basicamente eu só fiz beliscar um pouco de sobá e ficar roendo os hashis a tarde inteira.
E eu tenho que parar com essa merda.
Me levantei sem um pingo de disposição e me arrastei até o banheiro com preguiça até de abrir os olhos pra enxergar o caminho parando de frente pra pia tenho um susto quando me vi no espelho.
Puta que pariu, eu teria medo de mim mesmo se me encontrasse numa rua escura.
Passei umas duas horas praticamente dormindo embaixo do chuveiro já que não havia conseguido grudar o olho ontem.
Teria conseguido se tivesse ficado quieto a noite passada, seu pervertido.
- Cale a boca consciência maldita. – Resmunguei com o rosto embaixo da água corrente.
Mas não podia negar a verdade.
Aqueles doces gemidos pecaminosos na voz inocente do moyashi ainda soavam na minha cabeça, deixando vívida a lembrança da textura macia que meus lábios sentiram quando passearam por todo o seu corpo...
Dei um soco no interruptor trocando a água quente pela fria.
Afinal. Não seria uma boa coisa se eu me descontrolasse e fosse atrás do moyashi botando tudo a perder.
E além do mais, o garoto nem deveria ter ciência do que aconteceu na noite anterior já que ele estava dormindo quando eu invadi seu quarto.
- Juro que nunca mais vou beber. – Murmurei pra mim mesmo saindo do banheiro.
Como eu tive coragem de abusar de uma pessoa adormecida daquela maneira?
Me sinto um maldito de um aproveitador. Aliás, umas doses de álcool já me tornam um pervertido por moyashis.
Como as coisas acabaram assim mesmo?
Era melhor sair desse quarto logo antes que eu ficasse maluco, adquirisse esquizofrenia, múltiplas personalidades, comportamento psicótico, não conseguisse mais parar de lembrar do sabor daquela pele alva que não saia da minha boca...
Ok, saindo. Agora.
Tentei pensar em outra coisa, e acabei me lembrando que agora o moyashi sabia sobre os sentimentos do usagi (que não fez questão de perder tempo pelo visto) e deveria ser sobre isso que ele queria conversar já que mencionou que tinha falado com a praga caolha. E embora talvez eu não devesse estar tão ansioso assim pra saber sua reação sobre esse assunto, eu estava mortalmente curioso.
Mas por um lado, qualquer que fosse a resposta, positiva ou negativa, eu estava ferrado.
Se ele rejeitasse a praga de cabelo vermelho, eu não sei se conseguiria continuar mantendo-o longe assim, porém se ele o aceitasse...
Se ele o aceitasse eu...
Er....
Melhor mudar de assunto de novo.
Sai pelos corredores cauteloso sobre quem eu poderia encontrar no caminho, mas por incrível que pareça não tinha ninguém. Nem mesmo algum zumbi da divisão de ciências. Então deveria ser realmente tarde da noite
Entrei no refeitório deserto e ainda parcialmente destruído indo até a bancada e constatando que o cozinhero já tinha ido dormir.
Sorri sacana.
Hora de assaltar a geladeira.
Em uma manobra rápida e discreta, atravessei a grade do balcão que separava o refeitório da cozinha ( onde eram feitos os pedidos) e entrei tomando cuidado para não topar em nada.
Ainda sem acender a luz, peguei uma maçã da fruteira começando a comê-la enquanto procurava algo de interessante na geladeira que estava ficando cada vez mais desfocada...
Na verdade, era eu que estava começando a me sentir meio zonzo...
- Mas... que ... porra é... ess...
Só me lembro de ver uma coisa branca vindo na minha direção antes de desmaiar de vez.
Notas finais
E ai???
Acho que ficou implícito o responsável pelo desmaio repentino do Kanda, não?
Nee e quais serão os planos do albino? hehehehe
Esse cap foi meio confuso em algumas partes, mas pode deixar que no próximo toda essa bagunça será explicada.
Então... Quem gostou ou não MANDA REVIEW, quem REALMENTE gostou RECOMENDAA!
Kissus~
Até mais.
# - Acho que postarei o próximo na sexta, mas tudo vai depender se os meus professores não estiverem muito sádicos essa semana.
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