The Secret Behind Your Eyes

39 Coisas que você não vai querer saber.


Notas iniciais
Nee minna, MIL PERDÕES PELA DEMORA!
Podem em xingar a vontade, tô merecendo. Mas como postei no face, foi nessa semana que entrei de férias então adeus hiatos em todas a minhas fics, e se eu só estou postando agora é por que minha mãe tem que para com essas viagens repentinas paras locais sem internet.
##### Ah, as fotos dos vestidos que eles estão usando nesse cap estão no evento do face!##
Como já diz o nome do cap... Pode esperar muita confusão por ai (medoo).
Obrigada a todos que ainda acompanham essa fic e espero qe gostem do cap!

Eu estava no refeitório, mas me sentia em um verdadeiro harém. Afinal, só começaríamos a usar o uniforme na segunda-feira (ainda era sábado), e como estávamos todas entre garotas, elas usavam vestidos mais leves e bem menos armados, que contornavam melhor suas curvas...

Oh grande merda, a Lenalee usava uma mini saia com as coxas de fora.

Eis a grande diferença entre ser desencaminhada e querer ser desencaminhada.

Suspirei pesadamente comendo um waffle. Eu não tinha dormido absolutamente nada noite passada, e tive que usar um vestido mais comportado para disfarçar os chupões. Mas esse não era o problema, a merda era que quando eu estava prestes a alcançar o meu quarto orgasmo, uma puta de uma freira parece querendo uma confissão.

Mas tipo, confissão mesmo.

Quem diabos se confessa ás 3:00 da manhã?!! Que porra de pecado desesperado é esse?!

– Yo Yuu. — Cumprimentei o moreno, ou melhor morena (não canso desse trocadilho), que se sentava ao meu lado com uma cara tão ruim quanto a minha.

– Vish... O que foi? – Perguntei enquanto ele bebericava um pouco do seu chá.

– Dor de cabeça. Sinto que vem uma daquelas bem filhas da puta por ai... – Comentou pensativo.

Iiiih... Aí tem. Desde quando ele responde o que eu pergunto?

– Cadê o Allen? — Perguntei percebendo algo raro nos olhos do samurai... Preocupação.

– Tem akumas demais por aqui. – Respondeu apontando com o queixo para um grupo de freiras que passava.

De fato, estávamos no covil do inimigo, e o pior é que não tinha como saber quem era quem. E fora o fato de ainda estarmos disfarçados (imagina se o olho do Allen-chan ativa no meio do refeitório?).

– Deve estar sendo difícil para ele... O Allen odeia ficar parado. – Comentei me preocupando com o albino também.

– Eu tenho um recado para o general. – Começou baixando o tom de voz mais ainda. – Diga que descobrimos a forma de fabricação desses novos akumas.

Gelei por um instante, pela expressão do Yuu a coisa era séria.

– Mais alguma coisa? – Engoli em seco.

– Vou me “confessar” hoje a tarde e passo o resto da informações. Fique no quarto do Moyashi e não o deixe sair de lá por nada no mundo, entendeu? – Ele falou a última parte com um olhar psicótico que dizia claramente: “Toque nele e eu te mato”.

– S-Sim. – Respondi rápido.

Nessa missão, eu e o Allen estávamos funcionando como exorcistas de combate, ou seja, só entraríamos em cena na hora de baixar o cacete, quando a estratégia já tivesse sido armada pelo Cross e pelo Yuu, que tinham mais experiência em lidar com o inimigo.

Olhei de canto de olho para o moreno que encarava a xícara de chá como se sua vida dependesse disso. Ele realmente estava preocupado com o pequeno, e era perfeitamente compreensível, afinal eu já tinha visto como ele ficava algumas vezes por causa daquele olho, e era de cortar o coração.

– YUME-CHAN!!! – Um vulto de vestido verde e branco pulou em cima do Yuu que por pouco não bateu a cara na mesa.

– A-Angela?! – Exclamou disfarçando o tom de voz de repente.

– Nee Yume você passou a noite fora... Fiquei preocupada. – Continuou a garota praticamente de esfregando na Yume. – Por onde você andou? – Perguntou pretensiosamente para o moreno que ainda não sabia o que responder.

– Estava... Por ai. – Respondeu dando um risinho sem jeito (ah, eu iria zoar muito a cara de um certo estressadinho depois dessa missão), tentando fugir do abraço da outra que ficava cada vez mais... Íntimo.

Estreitei os olhos para a garota de cabelos cor de mel, puxando o Yuu para os meus braços, forçando-a a solta-lo, e depois lhe mandando meu melhor olhar de “larga ai vadia, que esse aqui tem dono”.

Bem, mesmo que o dono não fosse bem eu...

– Ela estava comigo. – Respondi sério. – É melhor você fingir se quiser se livrar dela. – Sussurrei em seu ouvido para que ele entendesse meu plano e não me matasse naquele exato minuto.

– Ah... Entendo. – A tal Ângela murmurou com a cara mais azeda que eu já vi na vida. – Mas até onde eu sei, com certeza não era uma ruiva que a Yume-chan tava pegando ontem na sacristia. – Insinuou com um olhar esperto.

Filha. Da. Puta.

Status:

Kanda: Tentando não matar alguém.

Angela: Destilando veneno.

Lavi: Adorando bancar a lésbica.

– Eu sei. Era a Allana. Nos três passamos a noite juntas. – Reformulei, deixando que ela interpretasse o significado daquelas palavras, recebendo um olhar fulminante do Yuu. – A Allana acabou tão esgotada que nem levantou pra tomar café. Mas também pudera, com o fogo que a Yume esconde debaixo da saia...

Ah, vai me dizer que no meu lugar vocês também não teriam dado uma sacaneada final?

– Quando sairmos daqui, eu vou enfiar pregos na sua coluna e te eletrocutar até que a carne se separe dos ossos. – Yuu falou se levantando de repente, e usando um tom tão, mas tããoo colérico que eu senti um frio na barriga.

Eu que nunca mais saio desse convento.

Observei o moreno deixar o refeitório pisando com força como se quisesse desabar o chão. Eu até faria um último comentário sobre como aquele vestido negro e rubro o deixava extremamente comestível, mas eu sentia a morte perto demais para proferir qualquer palavra.

– É uma fofa. – Comentou Ângela com um sorriso falso de dar náuseas. – Você tem sorte. – Concluiu piscando pra mim.

– Muito obrigada. – Sorri de volta mais falsamente ainda.

– É mesmo uma pena. – Suspirou para si mesma.

– Uma pena, o quê? – Indaguei desconfiado.

– Nada não, coisa minha. – Respondeu com um sorrisinho de canto que me irritou profundamente.

De repente comecei a entender o mau humor constante do Yuu.

Agora eu sei como é difícil se controlar para não torcer o pescoço de alguém.


–------------------------------------------ POV do Allen ------------------------------------------------

Me remexi na cama tentando lidar com a dor de cabeça, mas tava complicado. Pelo menos meu olho havia me dado um descanso temporário depois de ter passado a noite me enlouquecendo.

Sorri bobamente lembrando de ontem. Kanda havia passado a noite comigo e só se fora hoje pela manhã para evitar desconfianças sobre nós ou mais um flagra (ou quase flagra) como o da noite anterior.

Abraçei um travesseiro, apreciando o cheiro de lótus que havia ficado na minha cama, lembrando do calor dos seus braços me envolvendo protetoramente, e de como todos os akumas a nossa volta pareciam insignificantes diante do seu olhar intenso, que fazia eu me sentir como se nada pudesse me atingir

– Saaai Timcamppy... – Murmurei afastando o golem que não parava de puxar o meu cabelo. O que só o fez puxar com mais força.

– Hmmmpfnfh... O que é? – Indaguei abrindo um pouco os olhos e vendo-o me entregar um bilhete.

Levantei-me abrindo uma fresta da janela para ler a mensagem, era Cross me pedindo (leia-se mandando) para passar no seu quarto para nos prepararmos para o reconhecimento do local. A intenção dele era identificar os akumas e separá-los dos humanos que deverão ser protegidos quando a confusão começar (falando assim ele até parece gente).

Sai tateando o quarto em busca da minha mala (tropeçando na metade da mobília nesse processo), vestindo o primeiro vestido que encontrei, tendo tirá-lo e vesti-lo de novo umas mil vezes até começar a entender como diabo essa coisa funcionava, e quando estava já estava de saída, ouço a porta do quarto ao lado bater com força, causando um estrondo.

Desnecessário dizer quem foi e porquê, né?

Seja como for, eu vou saber o que aconteceu com o meu estressadinho.

Fui em direção ao quarto ao lado, visualizando logo ao abrir a porta a bela silhueta do meu moreno em um vestido preto e vermelho, apoiado na janela com uma postura tensa.

– O que foi? – Perguntei abraçando-o por trás, o fazendo relaxar um pouco.

– Vou destroçar aquele Usagi maldito assim que me livrar da porcaria desse disfarce – Praticamente rosnou em um tom tão irado que eu tive que rir.

– O que foi que ele fez dessa vez? – Perguntei beijando seu ombro (para alguma coisa esses sapatos altos serviram, estou quase da altura de Kanda).

– Nem queira saber. – Resmungou parecendo se controlar para não correr e matar o ruivo nesse momento.

Ele ficava tão fofo bravinho...

Sorri de canto começando a distribuir leves beijos pelo seu pescoço e nuca, melhorando um pouco seu estado de humor, para depois virá-lo de frente para mim e então roubar seus lábios em um beijo carinhoso.

– Não vai mesmo me contar? – Perguntei sorrindo sacana ao ver suas bochechas adquirirem um tom avermelhado.

– Pergunte ao filho da puta. – Respondeu fechando o punho de ódio. – Aposto que também vai querer matá-lo.

– Uma outra hora, preciso ir. – Comentei em tom martirizado

– Indo falar com o general? – Perguntou vendo a minha cara.

Sou assim tão fácil de ler?

– É... Infelizmente – Respondi sem o mínimo de animo

Me despedi de Kanda indo até o quarto do maldito do Cross que ficava do outro lado do convento, me escondendo ou disfarçando toda vez que meu olho começava a ativar, e como se não bastasse ainda levei um bronca por ter demorado a chegar.

Até agora, mesmo com áquela constante sensação de mal presságio, não havia acontecido nenhuma tragédia e nem nada de estranho desde que chegamos a esse lugar.

Sim, até agora.

Por que no meio da minha reunião com o General meu olho começou a doer, mas não de uma maneira normal, parecia que estavam injetando ácido no meu cérebro,

A última coisa que eu me lembro antes de apagar é do Cross ativando a Grave of Maria.

–--------------------------------------- POV do Kanda --------------------------------------------

Depois que o Moyashi saiu, me sentei na penteadeira que havia no quarto, colocando a Mugen na mesa e começando a limpa-la carinhosamente

O quê? Pensaram mesmo que eu estava brincando quando falei de matar o Usagi?

Ele tá fodido.

Fiquei mais uns minutos meditando sobre uma forma verdadeiramente dolorosa de calar a boca daquele infeliz, minutos que se tornariam horas se Ângela não tivesse chegado pra atrapalhar.

– Own Yume-chan, você é tão fofa! – Exclamou com os olhinhos brilhando e pulando no meu pescoço.

– Vai. Se. Foder. – Respondi pousando a mão no cabo da espada em um aviso mudo de que a batata dela também tava assando.

– Tão kawaaaiii... Olha, se quer saber minha opinião, a Lavínia é uma vadia por ficar falando esse tipo de coisa sobre você só para demonstrar posse. – Falou em um tom de “eu compreendo você”, se encostando na cadeira onde eu estava.

– Completamente vadia. – Concordei.

Ah, a boa e velha terapia de xingar incansavelmente a pessoa que você odeia.

– Não sei o que você faz com alguém como ela... – Continuou indignada.

Impressão minha ou tem alguém mordida aqui?

– Não é da sua conta de qualquer maneira. – Dei de ombros embainhando a Mugen.

– Nossa Yume, que maldade! – Falou se fingindo de ofendida.

– Disse alguma mentira, por acaso? – Indaguei apoiando o cotovelo de qualquer jeito na mesa e o rosto na mão.

Mirei os olhos astutos de Ângela através do espelho por alguns momentos. Algo me dizia que era bom não tirar o olho dela desde a primeira vez que a vi.

Permaneci encarando-a seriamente por um tempo até que ela deu um sorrisinho esquisito e eu desviei o olhar para não tornar a situação ainda mais estranha.

– Nee Yume, você não foi criada igual a uma princesinha como a maioria das retardadas daqui não é? – Perguntou brincando com um dos cachos do meu cabelo.

Que porra mais bizarra. Eu tenho cachos.

Nunca vou me acostumar com isso.

– Mas é claro que não. – Acho que foi a única coisa verdadeira que eu disse a essa garota. – E nem você. – Completei e ela deu um sorrisinho sacana acompanhado de uma piscadela.

– Yume! Você dormiu com a presilha de cabelo! – Mudou de assunto rapidamente, usando um falso tom de repreensão.

– Tch, foda-se essa merda. – Eu ia me levantar, mas ela apoiou as mãos em meus ombros me empurrando de volta.

– Eu tiro pra você. – Se ofereceu ainda sem tirar a mão de mim.

– Não! Er... Não precisa. – Recusei tentando não ser muito brusco, mas acho que não deu lá muito certo.

Sinceramente eu odeio pessoas tocando em mim, e mexendo no meu cabelo então me irrita mais ainda. Acho que as únicas pessoas que eu não me importo que fiquem me fazendo cafuné são aquela pessoa, Tiedoll e... O Moyashi.

– Você pode não ter sido criada como uma, mas é linda como uma princesa Yume-chan. – sussurrou me deixando vermelho... DE PURA RAIVA.

CACETE! EU ACABEI DE SER CHAMADO DE PRINCESA????!!! SERIO ISSO???

Por favor alguém em diz que posso acabar com a raça dessa filha da puta agora....

Definitivamente disfarces são uma merda.

– Você também... Ângela-chan.

PORRA! Eu quero me matar depois dessa.

Eu juro que assim que essa missão acabar eu vou me vingar por toda essa humilhação

– Sério? Me acha bonita? – Perguntou chegando mais perto. Perto demais.

Putamerda, será que eu preciso de uma placa escrito “não gosto de contato” colada na testa?

– Hai... – Menti na cara de pau.

Quero. Vomitar. Agora.

– Tanto quanto a Allana-chan? – Perguntou de repente quase me fazendo engasgar com o susto.

– De onde você tirou isso?

Admito, agora a porra ficou séria.

–... Ou deveria dizer Allen-chan?

Fu-deu.

Desembainhei a Mugen em um movimento rápido, empurrando-a contra a parede com a lâmina colada em seu pescoço, causando um pequeno corte.

– Desde quando sabe? – Indaguei seriamente.

Só não a matava agora por que se a infeliz fosse humana que iria se ferrar seria eu.

– Desde que pus meus lindos olhinhos no seu lindo traseiro, gata. – Brincou rindo descontraída demais para a situação. – Relaxa, eu não vou entregar vocês. – Falou parando de rir – Posso ajudar na verdade.

– Prove.

– Eu sei que você não matou o akuma nível 5. – Falou direta.

– C-Como é?

– Você o deixou fugir por causa do garoto amaldiçoado e agora ele está vivinho e arrasando por aí. Mas você já sabia disso não é, Yuu-chan?

Sim, eu sabia que aquela praga não tinha morrido. Havia algo que ia muito alem do ódio naqueles olhos, e o que vi não me deixava acreditar que ele desistiria fácil.

– Quer morrer maldita? – Rosnei pressionando ainda mais a espada contra seu pescoço me irritando além do normal ao ouvir apenas uma risada divertida da sua parte como resposta.

Quem ela acha que é para me chamar pelo primeiro nome?

– Ele está atrás de você.... – Continuou usando um tom de voz aveludado. Como se fosse uma mãe aconselhando uma criança. – Deveria ter se livrado dele quando teve a chance...

– Tch. – Ignorei-a simplesmente.

Não preciso de ninguém me dizendo o que eu já sei.

– Agora ele não quer mais apenas sua morte, quer também que você o reconheça.

– Vai. Se. Ferrar. – Respondi sentindo minha paciência evaporando.

– Vai se arrepender de ter feito isso por aquele pirralho...

– Você tem muita vontade de ir pro inferno mais cedo, não é? – Eu já podia sentir o sorriso sádico surgindo em meu rosto enquanto eu começava a enterrar a espada em seu pescoço.

– Antes de me ameaçar tão cheio de certeza, você deveria dar uma espiada no que o seu precioso Allen Walker anda fazendo... – Insinuou com um sorriso maldoso.

Simplesmente gelei, e se o Moyashi tivesse se metido em alguma confusão e estivesse em perigo agora?

Era irônico o quanto eu estava equivocado com aquele pensamento.

Sai pelo corredor a toda velocidade sem me importar em foder com a porcaria do disfarce inteiro e segui em direção ao outro lado do prédio, onde ficavam os quarto do corpo docente (os padres e as freiras), indo procurá-lo no quarto do General, mas tropecei em algo no meio do caminho.

Ou melhor, fui atropelado.

– Sai da minha frente lixo inut... Usagi? – Indaguei pasmo percebendo que ele parecia chorar compulsivamente.

– D-D-Desculpe! – Murmurou rápido, se desviando de mim e correndo pelo corredor me deixando estático, olhando para trás com cara de idiota.

Mas que porra foi essa?!

Olhei para o final do corredor percebendo que a porta do quarto de Cross estava entreaberta. Avancei rapidamente na sua direção, parando para dar uma primeira olhada pela fresta da porta para avaliar a situação e...

– Mas o qu...

De repente eu entendi o verdadeiro motivo de Cross se meter tanto entre mim e o pirralho.

Foi inicialmente com descrença e depois com a raiva mais plena e fulminante que eu já senti em toda a minha vida que eu assisti a cena grotesca do maldito amaldiçoado de quatro na cama gemendo exatamente como uma vadia imunda enquanto era brutalmente estocado pelo futuro cadáver de cabelo vermelho.

Me obriguei a assistir aquela cena por mais uns minutos, só para alimentar minha ira e ter certeza de que nada me faria parar quando eu começasse.

– Awwwnn... M-M-Meestre... Mais forte... – Gemia insanamente, fazendo sua voz que parecia sempre melodia aos meus ouvidos adquirir um tom repulsivo de me dar náuseas.

Mas mesmo queimando de ódio eu não podia ignorar que aquilo doía, e doía pra cacete.

Pode me chamar de mazoquista, mas eu simpesmente não queria ter mais nenhum motivo para ter algum sentimento por esse garoto, por isso me abaixei bem lentamente para pegar a Mugen que havia caído da minha mão com o “susto”, e me levantei ainda mais lentamente em seguida, fazendo questão de gravar a cena na memória, machucando ainda mais fundo, para só então me virar embainhando a espada e saindo tranquilamente do corredor com um sorriso doente no rosto.

No fim das contas... A recompensa por confiar em alguém é somente uma apunhalada pela costas, não?

Admito que tenho que agradecer ao pirralho por me lembrar essa velha e essencial lição.

Ah, com certeza vou agradecê-lo... Com uma morte lenta e dolorosa, digna de um traidor.


–--------------------------------- POV do Allen ------------------------------------


Acordei com uma dor de cabeça pior ainda, sentindo Cross me balançar de um lado para o outro como seu eu fosse um boneco de pano, fazendo meu cérebro dançar no meu crânio.

– PARA CARAMBA! – Protestei de péssimo humor, empurrando-o.

– Porra moleque, eu pensei que tu tinha morrido! – Respondeu me dando um tapa na testa.

Se ele fizer isso outra vez eu juro que o mato.

– Como se você se importasse. – Resmunguei massageando as têmporas.

– Qual é... Que mal há em fingir um pouquinho de vez em quando? – Comentou com um sorriso sacana me entregando um copo de água.

Nossa, eu devo estar mesmo muito mal pra Cross Marian tentar cuidar de mim.

– O que aconteceu? – Perguntei me sentindo zonzo.

– Tinha um nível 2 agindo nas proximidades, mas eu escondi nossa presença com a Grave of Maria.

– Ah... – Murmurei simplesmente. Até falar doía.

– O coelhinho e o revoltado estiveram por aqui, mas acho que foram embora para não comprometer o disfarce. Não entendi bem o que aconteceu. – Falou parecendo realmente confuso, o que era incrivelmente raro para o General.

– E se algo tiver acontecido com eles? – Comecei a me preocupar levando outro tapa na testa.

GRRRR MALDITOOOO! FILHO DE UMA...

– Era só um nível 2, esses dois sabem se virar. – Respondeu parecendo indiferente, mas eu podia apostar que ele estava se roendo de preocupação com o Lavi.

– Seja como for, já que só vamos pôr o plano em prática amanhã, eu vou para o meu quarto. – Falei me levantando e indo em direção a porta.

–Não vai morrer no caminho pirralho idiota! – Advertiu se servindo de uma dose de sakê.

– Vou tentar... – Respondi sem o mínimo de ânimo me arrastando para o corredor.

Era melhor eu tomar alguma coisa para essa dor de cabeça antes que cérebro derretesse.

Continuei rastejando pelos corredores tentando me concentrar em qualquer coisa, tipo dangos saltitantes correndo na minha direção e gritando “me coma! Me coma!”, até que meus olhos perdidos a olhar distraidamente pelas janelas captaram algo que me deixou verdadeiramente perturbado.

Voltei alguns passos encarando de novo aquela cena inacreditável.

Eu estava ficando louco, ou estou mesmo vendo Lavi e Kanda se pegando lá embaixo?


Notas finais
Nossa, essa atmosfera de "tamo num puteiro" contagiou geral, não? *ok, podem me matar depois dessa*.
Enfim, eu sei que algumas coisas ficaram meio confusa, mas relaxem, tudo será explicado no próximo cap que REALMENTE vai sair na próxima semana! (aaahh fériiiass pra que te quero).
Só pra lembrar, quem quiser ver as fotos dos vestidos que eles usaram nesse cap, é ir lá no evento do face (www.facebook.com/ByTsuki-sensei?ref=hl)
Esperando meus reviews fofinhos e repletos de ameaças de espancamento depois desse cap.
KISSUS