The Secret Behind Your Eyes

37 Botando o barraco abaixo.


Notas iniciais
Yo minna-san!
Caramba, me assustei, JÁ TA NO 40º CAP! Putamerda!
Vamos a continuação dessa viagem maluca e hoje finalmente eles chegam ao seu destino.
# Menu do cap:
- Yume-sádica-chan.
- Cross-Cretino-Marian.
- Allana-kawaii-chan.
- Mais uma garota no time.
Até as notas finais!
Boa leitura~

Sério, depois de ser enlatado na porra de um trem, vestido de mulher, com meu cabelo duro, tinta na cara, espartilho e um sapato que aperta, me vem um suicida e aponta a porra de uma arma na minha cara.

Sorri malignamente.

É quando essas coisas felizes acontecem que eu começo acreditar em Deus, afinal, quem mais colocaria um saco de pancadas na minha frente em um momento tão oportuno?

Continuei sorrindo nada simpaticamente, me aproximando do sujeito enquanto este recuava uns dois passos.

– M-Moça eu e-estou armado e... – Começou trêmulo.

Tch, verme.

– Sério...? – Indaguei com um tom de voz aveludado.

Sim, aquele tom que é a ultima coisa que a pessoa vai ouvir.

Agarrei seu braço em um movimento rápido, torcendo seu pulso e quebrando sua mão em três partes.

– Não está mais. – Murmurei por fim enquanto o sujeito gritava como um condenado.

Tch, bichinha fresca. Só uns ossinhos quebrados e já está dando escândalo.

– D-D-D-Demônio... – Sussurrou apavorado.

– Quer brincar de adivinhar? – Perguntei simpático, só pra não ficarem falando depois que eu sou mal educado com pessoas a beira da morte.

Entrei na cabine, jogando-o contra o vidro da janela que quebrou, deixando o idiota com o corpo todo pendurado para fora do trem enquanto eu o segurava por um dos tornozelos.

Tirei uma faca de dentro do decote, sim por que eu nunca sujaria a Mugen com esse troço, e a deixei bem rente ao seu calcanhar, começando a cortar vagarosamente.

– Você tem que adivinhar quantos cortes eu vou usar para arrancar seu pé fora, se você acertar, talvez eu não te deixe cair. Bem, talvez. – Falei indo já para o terceiro corte ao mesmo tempo em que o imbecil gritava vários valores numéricos e me pedia pra parar.

– NÃO! AHHH PAREEE! 13! 1006! 313! 666! PARE POR FAVOR!!! – Berrava se debatendo.

Parar? Tch, que idiota. Eu teria que cortar o pé dele inteiro para saber do mesmo jeito.

– KANDA PARE JÁ COM ISSO! – Gritou o moyashi.

– Por quê? Tá divertido. – Protestei fazendo um corte mais fundo.

– Por que pessoas não são brinquedos! – Falou indignado.

– Quem disse que n... HAHAHAHAHAHAHAHAHA! – Me virei para ver a sua carinha irritada que eu tanto adorava e quase morro de rir.

Imaginem como seria a Samara de cabelo branco, e com um Black Power na parte de trás do cabelo.

Pois é, o pirralho tinha posto a peruca ao contrário, e a coisa tava séria.

Putamerda, eu ri tanto, mas tanto... Que deixei o cara cair.

Merda.

Tch, com quem eu vou brincar agora?

– Kanda você matou o cara! – O pequeno correu assustado para a janela, preocupado com o indivíduo.

– Tch, mais um pra lista. – Dei de ombros.

– Pessoal, vocês estão esquecendo uma coisa... – Começou a coisa ruiva com um olhar preocupado.

– O que? – O Moyashi perguntou ainda me lançando um olhar fulminante.

– Como a gente vai saber onde está a bomba agora? – Falou com uma expressão mais preocupada ainda.

– Ai meus deus! – O pequeno se desesperou e começou a bagunçar ainda mais o cabelo andando de um lado para o outro. – Ok... Não podemos entrar em pânico...

Ele já estava em pânico.

Parei para pensar por um momento e... Bem, o Moyashi tinha a Crow Clown para se proteger então... Tch, foda-se essa merda. Só preciso me regenerar depois.

– Que merda foi essa? – Chega Cross com uma cara mal-humorada na porta da nossa cabine.

– Vamos morrer... – Murmurou o Usagi em depressão no canto escuro da cabine.

– Não podemos entrar em pânico... Não podemos entrar em pânico.... – Continuou o albino quase surtando.

– Vai todo mundo virar carne moída. – Respondi calmamente olhado para uma das minhas mãos.

Puta que pariu, tinham até pintado minhas unhas. Mas que merda.

– Como é? – Indagou erguendo uma sobrancelha.

– Tem uma bomba no trem. – Respondi tentando tirar aquela merda da minha unha.

– Não podemos entrar em pânico... Não podemos entrar em pânico.... – Continuou o pequeno ainda surtando.

– Vamos morrer... – Continuou o ruivo encolhido em posição fetal e virado para a parede.

– E por que porra vocês ainda não foram procurar essa merda, bando de inúteis? – Perguntou o general se controlando para não atirar na gente.

– Vou procurar na cabine do maquinista! – Anunciou o Usagi sumindo logo em seguida.

– Vou começar pelo ultimo vagão! – Falou o Moyashi numa empolgação de dar inveja e sumiu também.

Eu e Cross nos encaramos significadamente por alguns minutos.

– Você também ta pouco se fodendo para isso, não? – Perguntou acendendo um cigarro.

É, o Moyashi tinha a Crow Clown e o Usagi aquele martelo.

Nos realmente não nos importaríamos se a porra daquele trem fosse pelos ares.

– Vou comer sobá. – Dei de ombros indo em direção ao vagão restaurante.

Atravessei uns três vagões e nada.

Putamerda, eu realmente estava com fome.

Continuei atravessando até que ouvi uma vozinha gentil atrás de mim.

– Moça! Ei, moça espera!

Ah, não é comigo. Não tem jeito de... Espera. Olhei para baixo vendo aquela enorme saia e me lembrando daquela desgraça. Ah sim, é comigo.

Triste realidade.

– O que é? – Me virei de mal humor e confesso, o sorriso que a praguinha deu me deixou até encabulado.

– Poderia me ajudar, por favor? – Perguntou segurando minha mão e fazendo uma carinha de cão sem dono. – É um caso de vida ou morte, mesmo.

– Er... Sim, claro. – Respondi tentando agir mais como uma garota.

Se alguém comentar que eu fiz isso, eu vou matar lenta e dolorosamente.

Ainda sem soltar minha mão, o que me incomodou pra cacete, ela me arrastou até a sua cabine, fechando a porta em seguida.

– Por favor, me diga que tem algo que corta. – Falou aflita.

Apenas apoiei a minha perna no banco, subindo a saia, e tirando minha Mugen que estava presa nela.

– Serve? –Perguntei desembainhando a espada.

– Wow, você. É. Foda. – Falou com os olhinhos brilhando e eu fiquei meio pasmo.

Sei lá... Ela tinha aquela áurea boazinha e inocente como a do Moyashi. É complicando não estranhar quando pessoas assim falam palavrão.

– Bem... Eu achei isso. – Ela se virou levantando uma das almofadas e tirando de lá a bomba.

É incrível como as coisas te acham quando você não procura por elas.

– Preciso que corte o fio vermelho. – Explicou apontando para o fio que em menos de um segundo já estava cortado.

O cronometro havia parado em 00:07. Foi por pouco.

Guardei a espada de volta enquanto ela me encarava com um sorriso colgate, balançando o corpo levemente, agitando os cabelos cor de mel.

– O que? – Indaguei estranhando aquele excesso de brilho nos seus olhinhos azuis.

– Você tambem vai para o convento das pecadoras redimidas, não vai? – Perguntou animada.

Porra, como alguém se anima com uma merda dessa?! Até eu que não vou pra ficar já tô puto com isso.

– Como você sabe? – Perguntei estranhando.

Como resposta ela simplesmente abriu a mala que trazia consigo, revelando suas metralhadoras hk-47, uma .50, e mais duas pistolas 9mm.

Gostei dessa garota.

– Sabe, pelo menos vai ter algo de legal de naquele lugar! – Ela pulou em cima de mim, me abraçando como se eu fosse um bicho de pelúcia. – Espero que sejamos colegas de quarto. – Sussurrou no meu ouvido, apertando mais seus seios em mim.

Ah... Ta, isso foi... Esquisito.

Bom, mas pelo que eu conheço de garotas (Lenalee e Cloud Nine) elas são assim mesmo.

Espero que não soe muito gay, mas eu tava torcendo pra maluca me soltar logo.

– Ah! Eu nem te disse meu nome! Sou Ângela. – Me soltou e estendeu a mão se apresentando.

– Kanda. – Eita porra. – Yume Kanda. – Apertei a mão dela tentando não suar frio. Quase fiz uma merda grande agora.

– Você tem olhos bonitos, Yume-chan. – Comentou me olhando como se fosse me comer e sorrindo em seguida.

Posso ter ido com a cara dela, mas definitivamente eu não quero ficar no mesmo quarto dessa doida.

– Er... Eu tenho que ir. Meu tio vai ficar preocupado. – Por favor, alguém poderia deletar isso?

– Ah, tudo bem. Teremos muito tempo juntas de qualquer maneira. – Sorriu simpática, me dando um ultimo abraço antes que eu fosse embora.

Fui até o restaurante, pedi um chá e voltei pra cabine. Não serviam sobá nessa porcaria mesmo...

Depois de mais ou menos umas duas horas, uma coisa branca, descabelada e desesperada voa em cima de mim, me beijando apaixonadamente de repente, fazendo as pessoas da cabine em frente a nossa praticamente babarem a cena.

E eu... Bem, jura que eu vou reclamar...

Fechei a porta com um chute, me jogando para trás no banco, deixando-o ficar por cima de mim, adorando o peso do seu corpo sobre o meu, enquanto devorava seus lábios deliciosamente.

– O que foi isso? – Perguntei ofegante quando nos separamos enquanto ele começava a beijar meu pescoço.

– Nem eu nem Lavi encontramos a bomba. E se for para morrer, eu quero ir ao seu lado. – Sussurrou melancolicamente escondendo a cabeça no meu ombro.

E de repente a vontade de dizer que a bomba já foi desativada sumiu.

Beijei-o novamente, com mais calma dessa vez, apreciando o modo como ele se encaixava perfeitamente no meu colo e como suas pernas macias apertavam minha cintura... Aquilo tudo meu deixava insano.

Subi minhas mãos pelas suas pernas, sentindo-o arfar levemente, enquanto me inclinava sobre si, deitando-o no banco.

Mordisquei sua perna carinhosamente, começando a puxar sua meia para baixo usando os dentes, roçando meu nariz no caminho do interior da sua coxa até seu tornozelo, sentindo seu cheiro inebriante.

Ele se ergueu rapidamente, me puxando pelo cabelo para mais um beijo intenso, se aproveitando para começar a soltar as amarrar do meu vestido quando do nada a porcaria daquela porta abre.

– Não sei se as lésbicas ai perceberam, mas nos já chegamos na estação. – Falou Cross Filho da Puta Marian do corredor com um sorriso sacana.

Puta que pariu... O mesmo desgraçado... Três vezes... SEGUIDAS!

Era MUITA sacanagem!

Esse infeliz acaba de ir para a minha lista de coisas que precisam ser mortas.


–------------- POV do Usagi --------------------------------------


Paramos na frente do convento e eu finalmente pude respirar aliviado.

Sério, da última vez que o Yuu deu piti, quase que ele corta a cabeça do meu seme, e depois de outro surto daquele no trem (aliás, em conjunto com o albino) eu já estava esperando todo tipo de desgraça quando entramos na carruagem.

No meio do caminho, o Yuu tinha dado um jeito na peruca do Allen-chan, e agora ele tinha um corte curto e repicado atrás com duas mechas maiores na frente e... Ficou muito sexy. E por falar neles, nesse momento o Yuu-chan torcia o nariz para o lugar, dizendo não ter uma boa intuição sobre isso, e o Allen havia colocado a franja sobre o olho esquerdo que fazia menção de ativar.

Preciso mesmo dizer que as nossas suspeitas estavam praticamente confirmadas?

– É um prazer contar com a ajuda do senhor Padre Alec – Falou a madre superiora ao fim de uma longa conversa, praticamente comendo meu Cross com os olhos (vadiaaa do inferrrnoooo!) – Poderia me apresentar as senhoritas? – Concluiu nos encarando com uma expressão nada simpática.

– Sim, claro. São minhas queridas sobrinhas, a doçura de cabelos claros se chama Allana, a morena encantadora se chama Yume, e a belissima ruiva ao meu lado é a Lavínia. – Apresentou com um sorriso caloroso disfarçando o pervertido que ele queria dar.

– E por quais razões estas gentis moças vieram para aqui? – Perguntou a madre desconfiada.

Acontece que esse convento era a “ordem das pecadoras redimidas” á toa. O lugar era praticamente um reformatório para onde famílias ricas mandavam suas garotas problemáticas, na esperança de que elas tomassem jeito e arranjassem um bom casamento.

Porém, segundo pesquisas, havia a grande chance de tudo isso ser apenas fachada para disfarçar uma fábrica de novos akumas. Mas para essa investigação, nós tínhamos primeiro que descobrir como esses akumas eram criados.

– Bem, Allana é uma ladra que ganhava a vida trapaceando em jogos com cartas. – Explicou fazendo Allen rir sinistramente. — Lavínia era dona de um cabaré. – Continuou e eu sorri sacana, quem me dera... – E a Yume é uma sádica assassina de aluguel, com mais de cinqüenta mortes nas costas. – Concluiu por fim, enquanto o Yuu devaneava sobre algum tipo de tortura medieval com um meio sorriso.

– Uma prostituta, uma ladra e uma assassina. Não me surpreende. – Comentou a freira com desdém. – A minha sobrinha é os três e um pouco mais. Inclusive ela acabou de chegar, veio no mesmo trem que vocês, chama-se Ângela.

Putamerda... Tentei imaginar que tipo de garota ela seria e sem querer acabei olhando para o Yuu e...

Ei, que expressão completamente pasma é essa, Yume-chan?

Notas finais
Alguem aqui assistiu os ep. 33 e 34? É a missão na vila da bruxa, e é lá que a Ângela aparece. Bem, só fica a dica para quem quiser ter uma idéia melhor dessa personagem, porque ela vai aprontar pra caramba.
Não vou dar spoiler do próximo cap porque ainda não o escrevi, mas imagine esses quatro enfornados num convento e numa espécie de missão secreta... Obvio que não. Vai. Dar. Certo.
Vejo vocês na página do face (http://www.facebook.com/ByTsukiSensei)
ou nos reviews, ou no próximo cap para as fantasminhas.
Até lá~
Kissus