The Secret Behind Your Eyes
38 Um santo cabaré.
Notas iniciais
Mas pelo menos toda essa enrolação vai acabar, minhas aulas já estão bem perto do fim e ainda nas férias eu pretendo terminar a primeira temp. de TSBYE!
Então, vamos ao cap e espero que gostem!
Kissu~
Suspirei cansadamente me largando em cima da cama do quarto que eu iria dividir com o Lavi. É,eu e Kanda tínhamos ficado separados. De novo. É claro que eu bem que pensei na possibilidade de fugir para o quarto dele de noite... Mas ele também tinha uma colega de quarto. Uma tal de Ângela, e que parecia ser o pior mal elemento desse lugar.
E tudo isso por que Cross é um filho da mãe ciumento que morre antes de deixar o Lavi sozinho no quarto com uma mulher, e só “confiava” em mim por que acreditava no fato de que Kanda cortaria minha cabeça se eu tivesse algo com o ruivo.
Meu mestre é um bastardo muito cretino, eu sei.
E por falar em Kanda... Meu Deus, ele deve estar doido de raiva numa hora dessas. Parece que ele já conhecia essa Ângela, e pelo jeito ele não estava nem um pouco animado em ficar no mesmo quarto que ela. Eu sei que vai soar bem insensível da minha parte, mas meu lado possessivo ficou feliz com isso.
- Nee Allen, a porra tá séria. Como nos vamos fazer o reconhecimento do lugar sem o Yuu e o Cross? – Comentou Lavi penteando a longa cabeleira ruiva.
Alguém aqui se acostumou com o disfarce pelo menos.
- Como assim? – Perguntei mais interessado no bolo e nos biscoitos que eu tinha roubado do refeitório do que na conversa.
- O Yuu não pode sair por causa da colega de quarto, e o Cross também não, por que está na casa paroquial e lá é lotado de freiras. – Explicou me fazendo largar um cookie para encará-lo.
- O Kanda é um ninja e o Cross o mestre dos disfarces, estamos mesmo discutindo isso? – Indaguei acabando com todos os biscoitos e começando a finalizar o bolo.
- Tem razão... Mas você não sente isso? Digo, desde que a gente chegou aqui eu tenho a impressão de algo de ruim vai acontecer. – Respondeu indo se sentar do meu lado.
Lembrei do comentário do Kanda antes de nos separarmos, sobre nós sermos insetos atraídos para uma planta carnívora.
Deixei o bolo de lado e comecei a tirar minhas sapatilhas. Perdi a fome.
- Eu sei como é, por isso que todo cuidado é pouco e... Tá ouvindo isso? – Parei de repente tentando descobrir a origem daquele som de batidas. – Timcamppy! – Exclamei indo até o gólem que batia freneticamente no vidro.
O pobrezinho estava com um punhal enterrado em si, e nele havia um bilhete preso.
- Mensagem do kanda. – Murmurei tirando o punhal do pobre do TIM.
Como eu sabia que era dele?
Quem mais enterraria um punhal no coitado do Timcappy além daquele sádico?
Abri o bilhete esperando encontrar algum pedido de socorro ou algo do gênero, mas tinha apenas:
“NUNCA, em hipótese alguma, vá ao bosque.
Me encontre na capela em meia hora.”
- ãn? – Murmurei sem entender a primeira parte.
Mas já a segunda... Hehehe...
Fui em direção a janela, de onde dava para ver o bosque na parte de trás do convento, enxergando apenas uma iluminação por entre as árvores. Uma fogueira?
- Vai precisar disso. – A voz do Lavi soou atrás de mim, me virei para ver o que era e ele me entregou um binóculo.
- Un, obrigada. Mas porque... – Comecei, mas fui interrompido.
- Por quê eu ando com isso? – Completou com um sorriso sacana. – O quarto do Cross não tem cortinas. – Continuou com um sorriso safado, se retirando do quarto logo em seguida.
Só espero que esses dois não acordem as freiras.
Me debrucei na janela, apontando o binóculo na direção da fogueira e... AIMEUDEUSDOCÉU! Meu susto foi tão grande que eu quase que caia e me espatifava no chão. Tranquei a janela e me sentei na cama, totalmente chocado.
Desde quando em um convento as internas fazem festas à noite, bêbadas e completamente nuas no meio do bosque?
Ou pior, e desde quando as freiras participam?
Não quero mais viver nessa planeta.
Ainda completamente chocado, me levantei e sai indo em direção a capela. Nem me preocupei em ser pego, afinal, se eles não tinham dado conta de que estava rolando uma loucura daquelas na floresta, não ia ser de um única aluna fora do quarto tarde da noite que eles iriam dar.
Como eu estava descalço, meus passos não emitiam nenhum som á medida em que eu avançava pelo corredor, gerando um silêncio opressor, daqueles que te deixa paranóico a ponto de pensar que na próxima sombra tem algo escondido que pode te matar.
Ok Allen... Vamos parar de idiotice.
Respirei fundo e continuei andando, mais lentamente agora, até que quando eu ia atravessar um corredor sinto um braço me agarrando e outro tapando minha boca e me jogando dentro de uma sala.
Me. Ferrei.
------------------- POV do Cross ---------------------------------------------------
Eu estava distraído limpando a Jugdment até que ouço leves batidas na porta.
Sorri sacana.
Com certeza não era nenhuma das freirinhas fogosas que tentavam desesperadamente dar pra mim desde que cheguei.
- Entre coelhinho. — Falei guardando a inocência enquanto meu ruivinho entrava vestindo uma longa camisola vermelha com uma fenda na perna.
Muito... Mas muito sexy.
Essa criatura ficava inacreditavelmente provocante de vermelho, e junte isso a uma expressão safada e uma bela orbe cor de esmeralda me encarando mais safadamente ainda e tenha um desejo irrefreável de passar a noite possuindo essa criatura de todas as maneiras possíveis.
- Vim te dar boa noite. – Sussurrou sentando no meu colo, com uma perna de cada lado, e me atacando com um beijo sensual.
Ah... Esse coelho não quer andar amanhã não, só pode.
- Então vai ficar aqui até me dar bom dia. – Respondi jogando-o de bruços na cama, e partindo pra cima de si, beijando sua nuca e descendo pelo seu ombro com leves mordidas, ouvindo-o gemer baixinho, daquele jeito entregue que me tirava o juízo.
- Com todo o prazer, General... – Murmurou empurrando o quadril para trás, friccionando-o no meu membro enquanto me olhava de lado.
Ah, aquele olhar vibrante de tesão...
Putamerda, eu sabia que tava fudido desde a hora em que coloquei meus olhos naquele traseiro delicioso e naquele olhar enigmático.
Eu até pensei que seria só um caso, que o ruivo seria minha puta por algum tempo e depois esqueceríamos isso quando perdesse a graça. E esse foi o meu pior erro:
Esse bastardo filho da mãe não perde a graça!
Nunca passei tanto tempo na minha vida comendo exclusivamente a mesma pessoa sem enjoar da cara dela e lhe dar o fora. Mas... Eu me sentia incapaz de fazer isso com o ruivinho. Ou melhor, eu não queria fazer isso com o ruivinho.
E daí você já imagina a merda que vai dar... Até com ciúmes do coelhinho eu já estou ficando!
Mas que porra de possessividade é essa agora?
E vai ser ladeira abaixo... Logo nem vai me parecer tão absurda a idéia de sermos um casal. Correção: Já não me parece absurda.
E eu não sou tapado que nem os outros dois pirralhos para não perceber o óbvio: Eu estava ficando cada vez mais preso ao aprendiz de Bookman. E sentimentalmente falando.
E eu também não sou idiota a ponto de achar que isso vai dar certo.
Comecei a desamarrar sua camisola, tirando também aquela peruca e a jogando em algum lugar do quarto, enterrando meu rosto em seu cabelo e apreciando seu cheiro cítrico e viciante... Isso, viciante. Essa é a palavra que definiria minha percepção do coelhinho.
- Hmmmm... Você não acha que está vestido demais para a ocasião? – Sussurrou com um risinho esperto na voz, me empurrando deitado na cama e subindo em cima de mim.
- Por que você não me ajuda com isso? — Sugeri mordiscando seu lábio, sentindo suas mãos subirem por debaixo da minha camisa.
Esse ruivinho não perde tempo...
E isso era outra coisa que eu apreciava nele. Direto e safado.
Sem todo aquele nhé nhé nhé chato de “ ahhh Cross vai mais devagar” ou “ ahh seja mais carinhoso ai...” nem muito menos “ ah tô cansado...”
Meu ruivo era selvagem, devasso e completamente ninfomaníaco. O amante perfeito em minha opinião.
Puxei-o de volta para o meu colo, agora já sem nenhum empecilho entre os nossos corpos, apertando aquele traseiro perfeito em minhas mãos sedentas por sentir cada centímetro da sua pele.
- Espero que não esteja cansado da viagem... Por que eu não vou te dar moleza hoje... – Sussurrei em seu ouvido completamente depravado, lambendo-o e o mordendo em seguida.
- Quanto mais duro melhor... – Respondeu captando o duplo sentido da frase anterior. – Quero que você me enlouqueça mais essa noite General. – Murmurou rebolando em cima do meu membro com a expressão mais convidativa ao pecado que já vi na vida.
É Marian, fo-deu. Você está apaixonado.
---------------------- POV do Kanda ------------------------------------------------
Fiquei espreitando o pequeno andar distraidamente pelos corredores por algum tempo, com o olhar levemente receoso e os dedos tamborilhando na saia do vestido. Poderia até compará-lo a uma ovelha desgarrada nesse momento de tão inocente e atrativo a más intenções que parecia. Me aproximei rapidamente e seqüestrei-o de repente, nos trancando dentro da sacristia.
- SOCOR.... – Antes que ele conseguisse gritar, mesmo com minha mão tapando sua boca, o silenciei prensando-o contra a porta em um beijo intenso.
- O que dizia...? – Sussurrei contra seus lábios com um sorriso sacana.
- Cala a boca e me beija. – Ordenou me encarando com um misto de desejo e necessidade e eu não resisti em atacá-lo novamente.
Droga... Eu não tinha marcado esse encontro com esse propósito. Que dizer, não com apenas esse propósito. Mas... Dá pra resistir?
Agarrei suas coxas macias, o puxando para mais perto, tendo um leve flashback daquele momento no trem... Maldita hora para aquele filho da puta aparecer.
Suas unhas arranhavam da minha nuca, até a base das minhas costas, me tirando do sério enquanto nossos quadris se roçavam com força. Esse pequeno tinha o dom de acabar com o meu juízo, mesmo sem querer.
Desde à hora em que saímos da ordem, fora uma provocação constante, embora eu o preferisse sem nada, ou com muito menos pano do que aquele vestido possuía, esse disfarce realçava partes do corpo do Moyashi que valiam muito a pena apreciar. Como o pescoço e os ombros descobertos e vulneráveis a meus lábios sedentos, as pernas cobertas apenas por uma fina meia transparente...
Talvez a ideia estúpida do Komui não fosse assim tão estúpida.
- Kanda! Acho que vem vindo alguém! – Se alarmou me afastando.
- E daí? Tem uma suruba lá fora. Acha mesmo que vão se importar com a gente? – Murmurei mordiscando seu pescoço.
- E...O...Ah... Disfarce? – Ofegou enquanto minha mão subia pelo seu vestido, arranhando sua pele sensível.
- Somos lésbicas. – Sugeri com um sorriso de canto, desatando o laço do seu espartilho.
Droga de vestido difícil de tirar.
- Não sei por que eu ainda me surpreendo com a sua loucura... – Sussurrou de volta, mordiscando meu lábio.
- Fala como se nem tivesse culpa no cartório. – Respondi ironicamente, voltando a atacar seus lábios viciantes, e sem previsão para largá-lo essa noite.
Bem, isso até sentir uma presença exageradamente perto da porta de ontem estávamos encostados.
Eu não vou nem perguntar o que eu fiz de tão ruim para isso sempre acontecer comigo. Vai que de repente acaba em algo pior...
Empurrei-o contra a parede atrás da porta, desembainhando a mugen e ficando a sua frente. Mal nos desencostamos da porta e ela abriu de repente, revelando uma das freiras com cara de quem ia pegar alguém no flagra, e a madre superiora com cara de tédio.
Puta... Que... Pariu... Foi por muito pouco.
- Kanda...
- Shiu.
- Eu vou morrer esmagado...
- Quieto.
A freira procurou em todos os lugares “suspeitos” da sacristia umas duas vezes, até se desesperar e começar a procurar em lugares absurdos como embaixo do armário. Otária...
- Eu juro que ouvi vozes daqui de dentro! – Protestou revoltada.
E eu juro que vou decapitar essa desgraçada...
- E tivesse ouvido? Você sabe as normas. – Falou severamente a madre superiora.
- Eu sei que só temos que fornecer material para os akumas, mas isso não que dizer que podemos deixar essas meninas desrespeitarem todos os mandamentos apenas por pena! A bíblia ensina que devemos nos manter íntegros mesmo a beira da morte e... – Respondeu transtornada, andando de um lado para outro.
- Madeline! – A madre chamou a surtada em um tom tão frio que até o Moyashi se encolheu atrás de mim.
- Madre... – Implorou com cara de quem ia desabar no choro.
- Você ainda não entendeu? – Começou em um tom doce e maternal. Porra de freira bizarra. – Faz parte de tudo. O processo de criação desses akumas envolve os seguintes ingredientes: Um coração ferido, matéria negra e... Uma alma maculada.
Não pude impedir meu queixo de cair enquanto eu assimilava a informação. Olhei para o Moyashi, que tinha a mesma expressão que eu, vendo seus olhos brilharem preocupados.
Não bastava que esses novos akumas fossem mais fortes, eram incrivelmente mais fáceis de criar. Precisava-se apenas e de uma pessoa magoada e que tivesse aprontado um monte de merda na vida, e esse lugar estava lotado de pessoas assim. Imaginar o inferno que seria se todas aquelas garotas fossem convertidas em akumas era de fazer qualquer exorcista perder a cabeça.
Putamerda... Isso vai dar trabalho...
Notas finais
Para quem quiser, postei a foto da camisola (ui) que o Lavi usa nesse cap no evento do face onde estão os vestidos. Para quem ainda não conhece a página: http://www.facebook.com/ByTsukiSensei
Peço pela milésima vez perdão pela demora em responder os reviews kawaiis que amo tanto. Mas acontece que minha vida anda louca nesse final de ano. Então por piedade não parem de escrevê-los, ok?
Vejo vocês no próximo cap!
Kissu~
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