The Secret Behind Your Eyes

15 Apenas mais um dia... Normal?


Notas iniciais
Hey, nem vou falar muito aqui por que eu sei que a maioria nem vai ler então... Aki vou eu:
Originalmente esse capitulo era um só, mas ai o troço ficou gigaaante e eu dividi em dois, uma parte rylex e outra mais tensa.
Para o menu do cap de hoje teremos: Surtos do Kanda (tem algum cap que não tenha?),Lavi pervo (tem algum cap que não tenha?)², Novos personagens (uhul novidade) e situações... ãn.... tensas (Yullen mode on).
ESPERO QUE GOSTEM E BOA LEITURA!
# Esse cap começa na versão do Allen!

Nesse momento nos estávamos na sala de treinamento enrolando pra não ir pra sala do Komui onde o inspetor estava. Eu nunca tinha visto o Kanda adiar tanto pra fazer uma coisa, e isso já estava me dando medo.

Olhei pra o meu braço rindo um pouco do estilo Jasdevi que estávamos usando hoje, afinal, não dava pra vestir uma camisa com uma mão algemada, o jeito foi costurar.

Estávamos simplesmente muito ocupados fazendo nada. Eu apenas me entretia olhando pro Kanda que brincava com a mugen.

– Oe moyashi, quer aprender algo além de defender, com uma espada?

Ele perguntou com um risinho zombeteiro.

– Hey, não sou tão ruim assm.

– Diz isso por que nunca se viu lutando.

– Ok, então me ensina Kanda-sensei.

Falei ironicamente e ele se levantou me puxando junto, sacou a mugen.

– Pega.

Ai.Meu.Deus. Perai, o Kanda tá me entregando A Mugen ?

– Sério?

Perguntei incrédulo e ele apenas deu outro risinho me estendendo o cabo da espada.

– Vai em frente.

Eu peguei a katana e quando a ergui... Por pouco, mas por muito pouco mesmo, eu não cai de cara no chão. Mas que troço pesado dos infernos! Como ele conseguia fazer aquela coisa parecer tão leve?

– Sem chance! Isso pesa no mínimo um tonelada.

– Eu ajudo.

Ele foi pra trás de mim e colocou suas mãos sobre as minhas.

– Primeiro, você segura assim – Ele arrumou minhas mãos sobre o cabo da espada – Agora levante-a distribuindo o peso dela pelos seus ombros e braços — Ele falou exageradamente perto do meu ouvido, acabando com a minha concentração.

Resultado: Mal levantei a espada e cai pra trás, na verdade eu só não cai porque o Kanda me segurou. E que segurada...

– Tch, seu equilíbrio é pessimo.

– Sou um desastre – Murmurei cabisbaixo

– Calma, você até que tá indo bem considerando que você esta usado a mugen. Agora vamos de novo.

Não deu pra segurar um sorriso enorme depois dessa, afinal isso era o mais próximo de um elogio que eu já tinha visto sair da boca do Kanda.

– Ajeita a coluna – Ele sussurrou com os lábios colados na minha orelha e eu estiquei a coluna, deixando as costas retas e meu corpo colado no seu.

– Agora abra os pés na largura dos ombros – Ele pôs uma perna no meio das minhas e usou as pontas dos pés para alinhar meus calcanhares.

– Tente sentir a espada como se fosse uma extensão de seu braço. Uma parte de você – Ele falou de maneira hipnotizante, entrelaçando seus dedos nos meus.

Fechei os olhos por um momento, me concentrando em apenas sentir a sensação que o cabo da katana na palma da minha mão provocava

É comum os exorcistas terem um certo ciúme da suas inocências, já que cada arma carrega um pouco da energia do seu usuário, portanto, era realmente incrível que o Kanda me permitisse um contado tão intimo consigo.

Dava pra sentir a eletricidade que fluía da mugen para o corpo do Kanda e dele para a espada, era algo realmente intenso.

– Ela é realmente importante pra você, não é? – Perguntei me referindo a mugen enquanto ele me ajudava a praticar alguns golpes.

– Sim, se eu segui meu caminho como exorcista e vim parar aqui na central, foi para que não me forçassem a me separar dela.

– Por que alguém faria uma coisa dessas?

– Por que a mugen não era a inocência correta pra mim de acordo com a ordem, então, antes de eu me tornar exorcista, já tentaram me forçar a sincronizar com outras. Mas a minha sincronização com a mugen não foi forçada... Ela simplesmente, me escolheu. E foi a primeira vez que eu me senti importante pra alguém. Afinal, ela era uma das inocências excluídas da sala de testes, já que todos que tentaram sincronizar com ela, se tornaram caídos.

Me arrepiei com esse final. E se o mesmo tivesse acontecido com o Kanda durante as sincronizações anteriores?

– Mas Kanda... Você é importante pra mim também.

Ele soltou uma das minhas mãos e me puxou pela outra, me virando de frente pra si, com uma mão levemente pousada no meu rosto . Seus dedos desciam da minha bochecha até a minha nuca, me tocando delicadamente.

– All... – Ele começou com uma voz arrastada e por um momento eu podia jurar que, pela primeira vez, iria ouvir meu nome saindo dos seus lábios, mas...

– Estou interrompendo, aprendiz inútil?

Sabe aquele arrepio tenebroso que faz cada célula do seu corpo congelar como se a morte estivesse passando bem perto de você? Se já sentiu isso, pode imaginar como estou agora.

–M-MM-Mestre?! – Eu quase gritei devido ao susto.

– Ora ora, Yu... Quais são suas intenções com o meu pupilo, hm?

– Vai se foder Cross Marian.

Olha, se quando o Kanda quebrou aquela garrafa na cara do general Sokaro eu achava que ele era suicida, agora eu tinha certeza.

– Ih, então é mesmo sério o lance de vocês? Que moe.

– Ora seu...

Senti a mugen vibrar na minha mão em resposta a raiva do Kanda. Ainda bem que ele não estava com ela nesse momento.

– E como fica “eu e você” no meio disso? – Ele perguntou pro Kanda com se estivesse flertando. MAS O QUE É ISSO? – Eu não quero te dividir, a não ser que ao invés disso, eu possa dar uma provadinha no moleque junto... Você cresceu, heim Allen?

O que diabos está acontecendo??? O Cross pirou ou o quê?

– MORRA DESGRAÇADO! – Antes que eu pudesse impedir, kanda acertou um chute quase certeiro no rosto do general. Mas digo quase porque ele se defendeu com a Jugdment no ultimo instante.

– Olha... Você tem um ótima elasticidade – Ele praticamente comeu o Kanda com os olhos de cima a baixo e lambeu os lábios – Deve ser uma delícia te possuir de todas as maneiras possíveis...

– SEU AKUMA TARADO PERVERTIDO DO INFERNO!!!! – Agora foi a minha vez de ficar irado. Como ele podia falar esse tipo de coisa com aquela cara deslavada? E ainda mais pro Kanda!

Quando eu estava prestes a partir pra cima do general, senti dois braços passando por mim, me segurando por trás.

– Kanda, por que...

Antes que eu terminasse a pergunta uma voz fria e zombeteira soou na porta da sala.

– Que bonitinho Yu Kanda, logo você, protegendo seu “amiguinho” de acabar levando uma punição por agredir um general. Mas não se preocupe, eu vou dobrar a sua no lugar da dele...

O que? Como assim? Quem é esse? E desde quanto tem punição pra esse tipo de coisa?

– Faça como quiser, LeVerrier.

Kanda falou o nome dele propositalmente pra me situar no meio da conversa. Eu apenas olhei de volta pra ele que desviou meu olhar e ficou encarando o chão como se fosse algo muito interessante.

Mas que porra era aquela? Desde quando o Kanda dizia “faça como quiser”? Normalmente ele o xingaria de tudo no mundo e depois o mandaria pro inferno. O que droga esta acontecendo?

– Me deixa cuidar da “punição” dele. – Cross perguntou com um sorriso devasso.

– Isso é uma igreja general! – LeVerrier exclamou exasperado.

– Sério? Não parece... – Respondeu Marian se largando numa cadeira e abaixando o chapéu, começando a cochilar.

– Demônio. – O inspetor murmurou irritado depois da esnobada que levou.

– Tch. Um santinho falando de outro... – Kanda sussurrou alto o suficiente para que ele ouvisse.

– Cuidado com a língua... – LeVerrier alertou.

– Mas eu não disse nada, apenas comparei a vossa santidade a do apóstolo de Deus que está sentado ao fundo da sala. Não vejo ofensa nisso. Não pra você.

E eu que achava Cross Marian cínico... Falando na criatura, a gargalhada dele ecoava pela sala quebrando o silêncio desagradável que havia se instalado.

– É por isso que eu gosto desse moleque – Cross falou parando de rir – Sempre terá um espaçinho na minha cama pra você...

– MORRA CROSS –Eu e Kanda gritamos ao mesmo tempo.

– A propósito, eu tenho um assunto a tratar com vocês dois... – Começou LeVerrier — ... Separadamente. – Ele terminou a frase se aproximando excessivamente de nós.

– Poderia adiantar o assunto? – Perguntei, me dirigindo diretamente a ele pra primeira vez.

– Não inteiramente. Mas lhe interessa muito Walker.

Ele falou aproximando sua mão do meu rosto como se fosse tocar minha cicatriz, mas quando estava prestes a fazer isso, senti um vazio na minha mão onde estava a mugen e no segundo seguinte a mão do inspetor se tingiu de vermelho.

Essa foi tão inesperada que até o general levantou o chapéu pra espiar.

Nem ao menos percebi quando ele fez isso, mas a palma da mão do LeVerrier estava repleta de cortes finos e profundos.

– MAS O QUE SIGNIFICA ISSO?! – Ele esbravejou furioso enquanto segurava a mão machucada.

– Exatamente o que parece. Tente encostar um dedo que seja nele e vai perder a mão inteira.

Kanda falou “calmamente” guardando a espada de volta na bainha. Eu somente olhava fixamente pra ele tentando entender de onde veio toda aquela raiva.

– Imagino o que aquela pessoa pensaria dessa sua atitude...

– Não ouse colocá-la no meio dessa história. – Kanda quase rosnava de tão furioso, mas afinal, quem era “aquela pessoa”?

– Oh, tinha esquecido, quando ela percebeu a aberração que você era, te abandonou.

Depois dessa frase o Kanda apenas desviou o olhar e ficou encarando o chão. Sua expressão não havia nem ao menos se alterado, mas a dor em seus olhos fazia meu coração sangrar.

– ISSO NÃO É VERDADE! – Gritei fazendo os dois se sobressaltarem.

– Ah, é? E como você sabe? – LeVerrier me perguntou irônico.

– Simples, a única aberração aqui presente é você.

Kanda me olhou surpreso e o inspetor simplesmente deu um risinho de escárnio.

– Não confunda as coisas. A única coisa inumana aqui é o...

– Não estou confundindo nada. Inumano é brincar com os sentimentos das pessoas como se eles não existissem.

Olhei para o moreno do meu lado que parecia muito entretido devaneando sobre alguma coisa.

– E você. – Dei um puxão no seu rabo de cavalo o fazendo “acordar” e me olhar indignado. – Pare de acreditar em tudo que dizem sobre você, baka. – O peguei pela mão e saí o arrastando pra fora da sala, deixando o inspetor no vácuo. – Tch... E depois eu que sou ingênuo.

Ele apenas ergueu uma sobrancelha e deu um sorrisinho de lado.

– Você ta ficando muito abusado, sabia?

Ele falou bagunçando meu cabelo com a mão livre.

– Eu? Olha só quem tá falando.

– Tch.

– Que meigo... Me faz até perder a vontade de entregar isso.

Nós olhamos pra trás e nos deparamos com o Lavi que tinha aparecido simplesmente do nada e nos encarava de um jeito estranho, segui seu olhar e percebi que ainda estava segurando a mão do Kanda e quando olhei pra ele vi que também tinha acabado de notar esse fato. Mas ao invés de me afastar, ele entrelaçou nossos dedos e me puxou pra mais perto.

– Entregar o que, usagi?

– A chave – O Lavi levantou o pequeno objeto e depois jogou pro Kanda. – Aliás, como foi que vocês acabaram assim?

– Nem eu sei – Respondi e o Kanda apenas deu um sorriso muito enigmático.

– Kanda...

– Yuu...

Ele somente olhou de mim pro Lavi com uma cara de “desentendido”.

– O quê? Vocês acham que eu sei?

– Yuu-chan, você definitivamente não sabe mentir.

– Tch. Tanto faz.

– Kanda... – Murmurei me encostando no seu peito e fazendo a carinha do gato do Shrek – Por favor...

– Vou pensar no seu caso. Só não espere que eu diga algo na frente do usagi boca grande ai.

– Ok.

– Wow, foi tão tenso assim, Yuu-chan?

O Lavi insinuou com uma cara perva de assustar qualquer um.

– Tensa será a sua morte. E PARE DE ME CHAMAR ASSIM! – Kanda lançou um olhar mortal pro Lavi que engoliu em seco.

– Ei, não vai abrir? – ele perguntou visivelmente nervoso, tentando mudar de assunto, apontando para as algemas.

– ... Não. – Kanda respondeu simplesmente e depois colocou a chave na boca e engoliu.

– M-M-M-M-Mas que porra.... – O Lavi tentou falar mas estava pasmo demais pra isso. Caramba, até eu estava em choque.

– Espero que não se importe de passar mais um tempo comigo.

Kanda falou me olhando pelo canto do olho.

– Imagina... – Por mim essas algemas podiam ser de titânio e sem fechadura...

– Ei, servo imbecil. Eu tenho uma coisa pra fala com você e... – O general parou no meio da frase e começou a encarar (leia-se secar na maior cara de pau) o Lavi, que fazia o mesmo que ele em igual intensidade. – Mas que caralho é esse que você só tem amigo gostoso, heim?

Deus, sinceramente, o que eu fiz pra merecer Cross Marian?

– Quem me dera ter um mestre assim. – Lavi respondeu com uma cara extremamente sacana.

– Eu posso te ensinar muitas coisas se quiser...

Possuo. Medo. Esses dois pervos juntos não vai dar certo.

– Quando e onde? – Juro que eu nunca vi aquele ruivo de tapa olho tão assanhado.

– A qualquer hora e em qualquer lugar onde eu possa te fazer desmaiar coelhinho.

– Tenho uma idéia que vai te divertir...

Kanda apenas cutucou meu braço e nós saímos de fininho, deixando aqueles dois sem vergonha livres pra fazerem o que quiserem.

Acabamos indo até o pequeno bosque que era vizinho a um dos corredores externos da ordem e sentando embaixo de uma árvore.

– Esse é mais um de seus lugares preferidos? – Perguntei puxando assunto.

– Tenho boas lembranças aqui.

–Por exemplo...?

– ...

– Tudo bem se não quiser falar.

Ele apenas olhou pra cima de um tronco a nossa frente, onde tinham gravadas as iniciais “Y & L”.

– “Y” é de Yu não é? – Ele só afirmou com a cabeça enquanto jogava pedrinhas numa colméia de vespas como se fosse a coisa masi normal do planeta – E “L”... Só consigo pensar no Lavi.

Imaginem a minha surpresa quando ele acenou positivamente com a cabeça.

– Não me digam que vocês eram...

– ... Éramos?

– Apaixonados ou algo assim... – Terminei de falar olhando pro chão, (é fiquei meio depressivo com isso), então eu só senti um puxão no braço e quando virei vi que o Kanda tinha caído pra trás. Literalmente.

– VOCÊ ENDOIDOU OU O QUÊ? ANDOU FUMANDO A PORRA DA ERVA ESTRAGADA DAQUELE FILHO DA MÃE? – Ele berrou incrédulo- Eu nunca tive porcaria nenhuma com ninguém, muito menos com o usagi.

– Não disse que vocês tiveram alguma coisa. Só que talvez você...

– Gostasse dele? Ta brincando né? Admito que nem sempre odiei aquele maluco, mas também nunca gostei dele assim.

– Mas sei lá... Ele ate já te bei... – Tapei a boca depressa. Ia falando o que não devia.

– Ele o que...? — Perguntou se aproximando de mim ameaçadoramente.

– Esquece isso – Falei me afastando pra trás e acabei caindo deitado.

– Começou, então termina. – Ele falou subindo em cima de mim, imobilizando meus braços ao lado do corpo. Eu podia me sentir tremer em resposta ao calor do seu corpo que se aproximava cada vez mais do meu. Kanda, por favor não faz isso...

– Vou ter que te arrancar a resposta? Ele o que? – Repetiu a pergunta apertando levemente meus pulsos enquanto se aproximava mais um pouco.

– Te beijou – Respondi sem querer, mas acho que essa resposta era mais um reflexo de um desejo meu . Sinceramente eu não tinha a mínima idéia de quando havia realmente começado a me sentir assim pelo kanda, mas tambem não me lembrava de em algum momento ter sentido algo diferente disso.

Ele deu um sorrisinho meio sacana meio emcabulado e aproximou seu rosto do meu.

Eu já superei esse trauma. Você que parece irritado.

Ele falou calmamente como se nem estivesse quase deitado em cima de mim.

– Ora, tem muito pervo caindo em cima de você. Irrita qualquer um.

Mordi o lábio com força pra conter um ofego meio escandaloso quando ele traçou toda a linha do um maxilar com os lábios e sua respiração quente batia na minha nuca.

– Oe, não faz isso. Vai machucar. – Ele sussurrou se apoiando nos cotovelos, fazendo seu corpo encostar levemente no meu, e puxou meu lábio inferir com o dedo, o livrando da minha mordida.

– Me impeça – Falei quase voltando a morder o lábio só por implicância, mas meus músculos estancaram de repente e por um momento eu pensei que ele fosse impedir meu lábios com os seus, no entanto, ele parou a centímetros de mim quando fomos atingidos por uma tempestade de poeira rosa choque.

Não, vocês não leram errado, a droga da poeira era rosa mesmo.

– Mas que porra ser essa? – Kanda falou se levantando e ficando sentado/montado no meu colo. Se eu não o conhecesse eu podia jurar que ele fazia de propósito...

Ele abriu a mão capturando um pouco da poeira e a olhando como se fosse alguma coisa alienígena.

Glitter?! – Perguntou confuso e olhou pra mim como se perguntasse se eu sabia de algo. Apenas acenei com a cabeça negativamente. Ele franziu as sobrancelhas e começou a olhar em volta como se fosse um predador caçando, ate que ouvimos uns sussurros.

Cacete Daisya! Você acabou como o momento! Eu já tava terminando o desenho...

A voz da Lenalee soou irritada.

Afz. Eu só queria criar um clima e... AAAHH!

Uma pedra pontuda, parecida com uma faca, passou raspando no rosto do Daisya e cortou uma mecha do cabelo da Lenalee, que estavam num galho em uma das arvores que ficavam em cima da gente.

– Ai minha santa diva Cher! – Daisya exclamou com a mão no corte em sua bochecha.

– Snif... Meu cabelo... DE NOVO! – Lenalee choramingava tentando colar os pedaços de volta.

Olhei para o autor do atentado homicida, que ainda estava em cima de mim, e já procurava outra pedra pontuda o suficiente sem sucesso.

Eu estava realmente puto (e dane-se essa de “com o perdão da palavra”), já era a milésima vez que algum desgraçado me interrompia, mas ainda (veja bem, AINDA) não estava possesso o suficiente pra matar ninguém. E somente por essa razão eu impedi que o Kanda jogasse uma segunda pedra.

Então assim que, para a minha infelicidade, ele saiu de cima de mim. Eu me sentei e dei um soco na árvore com a mão esquerda, derrubando os dois lá de cima.

–Kanda seu bruto! Você estragou meu rosto! — Daisya reclamou, e pelo jeito tinha ficado bem irritado por causa do corte em sua bochecha.

– Devia ter estragado seu cérebro, se você tivesse um. Mas pode deixar que da próxima eu acerto no meio da sua cara.

Kanda respondeu emburrado enquanto se levantava.

– Gente, alguém viu o Lavi? – a Lena perguntou juntando uns papeis nos braços. Suspeito.

– Estava “conversando” com o General Cross – Kanda respondeu com uma cara estranha – Duvido que sobreviva.

– Por que diz isso? – Ela perguntou com uma cara de “não entendi”.

–---------------flashback: POV do Kanda --------------------

Eu tinha por volta de oito anos e tinha acabado de chegar na base central da ordem negra. Estava sentado num sofá vermelho, na sala de um tal de Komui, o novo supervisor da ordem, esperando a criatura chegar.

Eu até posso ser alto agora, mas naquela época eu era tão miúdo que quando sentava com as costas no encosto da cadeira, meus pés não conseguiam nem chegar perto de tocar o chão.

Abracei um pouco mais minha mugen e fiquei balançando os pés no ar pra passar o tempo, até que um ruivo de cabelos longos, sobretudo preto, com um enorme chapéu e uma mascara escondendo metade do rosto, entra na sala.

Como usava um uniforme de general, obviamente não era Komui. Então apenas me encolhi no sofá, cansado de balançar os pés, e ignorei o estranho.

– Hey, pequenino, essa espada não é um pouco grande demais pra você não?

Ele perguntou sentando do meu lado. Quem esse idiota pensa que é pra chegar dizendo que eu sou pequeno quem nem uma formiga?!

– Não te interessa. – Respondi o mais acidamente possível e por algum motivo incompreensível o imbecil começou a rir.

– Gostei de você garoto, como se chama?

– Kanda.

– Quantos anos tem?

– Pra que diabos você quer saber?

Perguntei já me emputecendo com essa situação. Aquilo não estava me cheirando bem...

Ele puxou meu queixo com o dedo deixando nossos rostos frente a frente.

– Somente pra dizer que você é lindo demais pra sua idade.

– O QUÊ???????

Me afastei indo parar na ponta do sofá.

– Esse jeitinho arredio só me deixa mais louco...

Ele falou com uma voz rouca vindo pra cima de mim. Esse maluco já deveria estar no sanatório há tempos.

– Me larga demônio! – Dei um chute na sua barriga e corri pro canto da sala. É, ele não esperava que eu tivesse força demais pra minha idade.

– Então, você quer brincar... – Não eu não quero. Mas já que insiste...

Ele tirou uma arma do casaco e eu ativei mina inocência.

– hmmm... Você gosta de espadas? Pois eu tenho uma BEM grande pra você...

Ele falou se aproximando de mim com um sorriso estranho.

– Kaichu Ichi...

– TIREM ESSE PERVERTIDO DE PERTO DO MEU FILHO AGORA SE NÃO QUISEREM QUE EU O MATE!!!

Antes que eu atacasse, um general de óculos, e com cabelos cacheados que lembravam uma moita, entrou na sala puto da vida e pulou em cima do ruivo.

– Mas que porra de lugar maluco...

–------ flashback: POV do Kanda off ---------------

– E eu que pensava que a minha primeira impressão da ordem tinha sido ruim... – Comentei enquanto os outros dois tentavam não rir.

– Pelo menos você só foi atacado por um maluco. – A Lenalee falou com um risinho.

– Se fode vadia. – Kanda retrucou doce como um limão e a Lenalee só continuou rindo.

– Me lembrei agora de Tiedoll dizendo que ia cuidar do seu temperamento – Daisya pigarreou e começou a imitar a voz do general. – Com muito amor, carinho e atenção. Nee nee Yu-kun?

Eu e a Lenalee caímos na risada irritando mais ainda o Kanda.

– Tch. Ainda mato aquele infeliz – Ele murmurou com umas três veias estouradas na testa e virou a cara, fazendo seu cabelo acompanhar o movimento e uma nuvem brilhante se formar.

– Kanda, seu cabelo... – Passei a mão pelo longo rabo de cabelo fazendo cair meio quilo de glitter – Está cheio de...

Mostrei mina mão pra ele que a encarou incrédulo.

– Eeww! Meu aniki é purpurinado! – Daisya gritou comemorando como uma líder de torcida.

Nem preciso dizer que o sangue do japonês ferveu nessa hora né?

– Espero que tenha aproveitado os últimos instantes dessa sua vidinha inútil. Por que eu vou acabar com ela AGORA! MORRA LIBELULA ENDEMONIADAAAAA!!!

O Daisya saiu correndo muito loucamente, com o Kanda atrás junto com um bando de insetos infernais e eu sendo arrastado no meio da confusão.

– KANDAAA VAI DEVAGAR!! – Gritei sentindo como se meu braço estivesse a ponto de ser decepado.

– VOLTA AQUI SEU VIADINHO DE MERDA! EU VOU ARRANCAR A SUA CARA FORA INFELIZ!

– MADONNA ME SALVAAAAAAAA!!!!

Sem comentários, ok?

Notas finais
E então? gostaram? Pois bem, reviews, to esperando. *leva sapato*
Como eu disse nas notas iniciais, vai rolar umas coisas tensas por ai... Espero que não me xinguem muito por isso.
E então? quem ficou encucado com as insinuações do LeVerrier e as letras gravadas na árvore? Prox cap vocês vão ficar mais encucados ainda.
ate lá! kiss