The Secret Behind Your Eyes
22 3# Extra: Losing Control.
Notas iniciais
É que eu acabei de sair da semana mais filha da puta da minha vida. Alem de ter as as provas de física, matemática e química seguidas, meu primo retardado e metido a homofóbico ta aqui em casa e eu passo a mais parte do tempo batendo nele enquanto ele me enche o saco (sou faixa preta em karatê... muahahaha -> feel like a Kanda)
Então já comecei a escrever o prox, não vou demorar mais a postar.
Esse extra era algo que eu tinha escrito, e depois de ver essa mesma idéia em um review da Tammy-chan eu resolvi postar.
Em parte, ele é como a cena do primeiro beijo deles na versão do Kanda, mas como eu disse... Em parte.
Espero que gostem!
A água gelada tinha aliviado e muito os efeitos da minha “conversa” com o inspetor filho de uma demônia (também conhecido como LeVerrier). Mas minhas costas ainda estavam uma bagunça da porra e por ter usado a sexta ilusão meu corpo todo estava mole
Me concentrei em curar meu corpo antes de qualquer coisa, não me importando em me desligar do mundo para isso. Afinal, o quarto estava muito bem protegido pelos meus “cães de guarda”.
Então você já deve imaginar o tamanho do susto que eu tive quando, de repente, sinto uma mão quente tocando meu ombro. Acho que minha alma saiu do corpo agora.
- Kanda...?
Eu já estava pronto para matar o indivíduo que ousou entrar no quarto e ainda por cima me importunar em um momento de extrema importância, o problema foi que quando aquela maldita voz chegou aos meus ouvidos todos os, meus músculos travaram.
Pois é, agora fudeu.
Como diabos eu explico tudo isso agora?
- O que houve? – Ele perguntou com uma das expressões mais preocupadas que eu já vi.
- Nada – Respondi o mais friamente possível.
- Kanda, é sério. O que foi isso? – Ele perguntou mais seriamente dessa vez, apontando para as duas manchas enormes que a arma de choque tinha deixado.
Eu sabia que eu tava lascado...
- Já disse que não foi nada demais.
Respondi encurralado. Por que tinha sido logo o moyashi? Se fosse qualquer outro que tivesse aparecido eu simplesmente teria expulsado na porrada, mas eu sabia que primeiro, ele não iria sair de qualquer jeito, e segundo, eu sabia que não conseguiria fazer o mesmo com o pequeno. Por quê? Foda-se que eu sei.
E agora aqueles dois olhos cinzentos me encaravam fixamente esperando uma explicação que eu sabia que nunca iria dar. Para início de conversa, ele nunca nem deveria ter me visto assim, fraco, e já era humilhação demais ter apanhado daquele velho imundo. Prefiro morrer do que narrar os acontecimentos dessa tarde em voz alta. (Ok, se bem que a parte que eu quase o matei é até divertida).
- Isso não parece “nada demais”. – Ele falou com a voz levemente irritada.
- Tch.
- Foi o LeVerrier, não foi? – Perguntou como se já soubesse a resposta.
Não, ele já sabia.
E eu só conseguia me sentir cada vez pior com a situação.
- Odeio ser interrogado.
- Então responde de uma vez. – Sugeriu como se fosse a coisa mais simples do mundo.
- Vai embora. – Mandei olhando fixamente para o chão.
- Não até que você me diga o que aconteceu. – Ele respondeu convicto.
Mas que droga de moyashi abusado...
- MAS NÃO ACONTECEU NADA! – Protestei já ficando puto.
- PARA DE MENTIR! – Ele gritou de volta revoltado.
- Ok então, a resposta sincera é: Não é do deu interesse. – Falei sarcasticamente.
- É sim. – Ele afirmou ignorando meu olhar ácido. – O que foi?
- Não vou falar.
- Kanda... – Ele começou em tom de advertência.
- Não é da sua conta moyashi! – Falei encerrando a conversa e me afastando em direção ao banheiro.
- Se envolve você, é da minha conta sim.
Senti seus dedos se fecharem em volta do meu pulso e um puxão forte logo em seguida.
- MAS QUE INFERNO! ME DEIXA ME PAZ! – Gritei me emputecendo de vez com tudo aquilo. Se existe algo que eu odeio mais do que tudo que eu odeio (e olha que não é pouca coisa) é ser encurralado.
- Não vou deixar você nesse estado.
- Estou perfeitamente bem.
- Não, não está.
Mas que moyashi atrevido... O corpo é meu oras! Quem sabe dele sou eu.
- Caralho, me deixa! – Puxei meu pulso da sua mão, mas ele me segurou de novo.
- NÃO. – Desafiou.
Mas que merda, por que ele tinha que ser tão cabeça dura?
- EU TÔ FALANDO SÉRIO!
- EU TAMBEM! – Ele gritou batendo o pé como se tivesse alguma autoridade sobre mim.
Mas o pior era que se eu não o tinha espancado até agora era por que... De certo modo... Muito subjetivamente... Ele tinha. E pior ainda era perceber que eu ainda procurava uma resposta a suas perguntas ao invés de ignora-las me livrando de toda essa dor de cabeça, e ainda pior era constatar que estar sozinho no mesmo cômodo em que o moyashi me deixava... Nervoso.
O que está havendo comigo?
Como se toda essa confusão na minha cabeça não fosse o suficiente, os efeitos colaterais da sexta ilusão começavam a vir cada vez mais fortes e eu já estava ficando zonzo. Eu iria desabar a qualquer momento, e não iria ser diante do moyashi. Desde que nasci, sempre soube que meu destino era cair sozinho, e desde o momento que eu decidi que iria proteger aquele pequeno eu prometi a mim mesmo que nunca fraquejaria na sua frente. O moyashi era do tipo de pessoa que sente o sofrimento dos outros, e eu não iria leva-lo para o buraco junto comigo.
- SOME DAQUI ANTES QUE EU TE MATE! – Ameacei.
- VAI EM FRENTE! – Ele gritou de volta insolente.
- QUAL É O SEU PROBLEMA IDIOTA? POR QUE SIMPLESMENTE NÃO VAI EMBORA? – Perguntei já cansado de todo aquele “blá blá blá”.
- POR QUE EU TE AMO IMBECIL!
... Ãn? Nani?
Meu choque naquele momento foi tão grande que eu acabei sucumbindo a tortura e indo ao chão deslizando as costas, que já estavam curadas ao menos, pela parede.
Se antes eu estava zonzo, agora meu mundo rodou.
Por outro lado, aquilo poderia significar muita coisa, ou nada. Apenas palavras. Mas não seria eu que desistiria sem arriscar.
- Kanda eu... – Ele começou com uma cara preocupada, se abaixando pra ficar na mesma altura que eu.
Imagino que a minha expressão não seja lá das melhores no momento.
Acordei do transe de pensamentos inúteis no qual eu estava mergulhado e me aproximei colocando o indicador sobre seus lábios. Era uma sensação tão nova e tão confortante ao mesmo tempo... Era algo que me fazia ficar calmo ao mesmo tempo em que meu coração parecia que ia fugir das costelas a qualquer momento.
Será que esse troço é... Amor?
Tch, duvido muito. Amor é uma droga que te vicia e te destrói antes que você se dê conta do que aconteceu. Uma coisa tão odiosa não poderia ter nada a ver com o que eu sinto pelo moyashi, sua presença melhorava minha dores ao invés de piorá-las. Porém, de certo modo, esse sentimento indefinido era forte o suficiente para assustar. Que sorte que eu nunca fui bom em ser covarde.
- Shh. Não fala nada, só escuta.
Tambem nunca fui bom com palavras que não fossem com o intuito de machucar, nunca fui bom em expressar sentimentos por palavras e nem em nada em que as desgraçadas estivessem envolvidas.
Eu não podia usar as palavras... Então, por que não usar ações?
Peguei uma de suas mãos e coloquei em cima do meu coração que fez o favor de acelerar mais ainda.
Acho que vou morrer de infarto ainda hoje.
Eu queria poder falar alguma coisa, mas em primeiro, eu não saberia o que dizer, e depois o ar a minha volta parecia tão pesado que eu mal conseguia respirar descentemente. Permaneci apenas mirando seus olhos enquanto aproveitava para explora mais seu lábio, deslizando o indicador levemente sobre sua extensão.
Ele me encarava de volta com um misto de surpresa e várias outras coisas no olhar que se embolavam e tornavam complicado decifrar tudo aquilo.
- Entende agora, moyashi?
Sussurrei baixo, unicamente para que ele ouvisse, percebendo sua respiração falhar em resposta.
Senti sua mão subindo lentamente pelo meu peito até meu pescoço, deixando um rastro quente por onde passava, seu rosto estava cada vez mais perto do meu e... Por que mesmo que eu estou parado aqui feito uma besta quadrada?
Ouvi um barulho vindo da porta, mas antes que eu sequer pudesse executar algum movimento que resultaria na morte do infeliz, senti seus braços passando em volta do meu pescoço e seus lábios nos meus. E foi a gota d’água para o meu já tão surrado autocontrole.
Agarrei-o pela cintura, o puxando para o meu colo e colando seu corpo no meu, parando finalmente de refrear aquela vontade desgraçada de prendê-lo em meus braços para nunca mais largar. De fato, moyashi vicia.
Suguei seu lábio inferior, mordendo-o logo em seguida, apreciando seu gosto doce, mas ao mesmo tempo apimentado. Se açúcar tivesse esse sabor, acho que eu seria uma formiga. Como se já não bastasse, a medida que eu mordiscava seu lábio, ele se arrepiava arqueando as costas, pressionando mais ainda seu corpo contra o meu e passando a língua levemente sobre o meu lábio.
Essa criatura tá querendo acabar com meu juízo, só pode.
Sem pensar duas vezes, ataquei seus lábios com volúpia ao mesmo tempo em que ele atacou os meus, envolvendo nossas bocas em um luta selvagem que fazia meu corpo esquentar descontroladamente me dando a sensação de queimar de dentro pra fora.
Ainda sem quebrar o beijo, levei uma das mãos a sua nuca e o empurrei contra o chão, deitando meu corpo sobre o seu em busca de mais contato. Eu disse que eu tinha perdido o juízo, não disse? Agarrei fortemente sua coxa, puxando-a na direção do meu corpo, fazendo-o arfar embaixo de mim. Era inacreditável o quanto as suas reações me enlouqueciam. Desci mais minha mão para logo depois subir em direção ao seu joelho arranhando por cima da calça, ouvindo um longo gemido em resposta.
Senti suas pernas passando em volta da minha cintura e apertando com força, colando ainda mais nossos corpos em chamas, ao mesmo tempo em que passava as unhas pelo meu pescoço, me arrancando um gemido involuntário.
Separamos finalmente nossos lábios me buscar de ar e em um segundo ele inverteu a situação, ficando por cima de mim e me surpreendendo com um beijo de tirar o fôlego. Mas eu não ia deixar barato. Subi minhas mãos pelas suas pernas, alcançando seu quadril e subindo por dentro da sua camisa, sentindo minhas mãos frias em comparação a sua pele tão quente. Apenas acariciei levemente, deslizando as pontas dos dedos pela pele sedosa o fazendo se arrepiar e mover o quadril provocantemente contra o meu enquanto nossas línguas se enroscavam prazerosamente.
Não resistindo mais a tentação de senti-lo mais perto, segurei com força sua cintura e o puxei para baixo avançando diretamente no seu pescoço, provando mais daquela pele macia, sentindo-o se arrepiar a cada toque da minha língua e suas mãos se agarrarem com mais força no meu cabelo a cada mordida, seu sorriso tímido e atrevido a cada provocação, minhas mãos passando pela sua pele nua, seus gemidos pecaminosos a cada vez que meus lábios exploravam uma parte do seu corpo recém revelada por uma peça de roupa a menos, sua voz intercalando entre berros e sussurros enquanto eu o possuía cada vez mais intensamente...
Acordei num sobressalto, com a respiração ofegante como se tivesse corrido umas dez maratonas.
Senti uma respiração quente e tranqüila na minha nuca e olhei rapidamente para o lado, vendo a razão da minha insanidade dormindo tranquilamente com o rosto escondido na curva do meu pescoço.
Comecei a me mexer tentando me levantar pra tomar um banho mas acabei lembrando que ainda estávamos algemados.
Droga... Eu precisava mesmo de um banho frio.
Como se não bastasse, a criatura ainda começa a resmungar algo baixinho durante o sono e se encolhe mais perto de mim entrelaçando nossas pernas.
- Eu deveria te matar, sabia?
Comentei me virando e passando os braços a sua volta, o aninhando em meu peito.
Agora só me resta voltar a dormir e tentar esquecer essa sensação estranha de que esse sonho está prestes a realmente acontecer...
Loucura, Não?
Notas finais
rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs
Enfim, devido ao fato de que o meu quarto esta pior do que a sala do Komui de trabalhos da escola acumulados, eu não vou colocar uma data certa para o prox cap. mas relaxem, não vai demorar. Minha ansiedade não deixa.
Espero que tenham gostado desse extra... E por favor comentem, esse é mais um daqueles caps que eu não sei dizer se prestou ou não...
A propósito... Se queiserem recomendar, a vontade ok?
Até logo!
Kissu #
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