The Scientist
14 Burgas III- "Solte seu cabelo"
Notas iniciais
22 de fevereiro
Rua Aleshandroviska. Porto de Burgas, Bulgária.
Annabeth ajeitou os óculos escuros de Percy em seu rosto. Ela não poderia deixar de contemplar um rosto tão lindo como aquele. Ela havia levado Percy pra fazer compras, ela não aguentava vê-lo mais com aquelas roupas engomadinhas, com seus suéteres, suas calças sociais e seus sapatos de modelo antigo. Ele parecia um velho com aquilo tudo, apesar de seu rosto jovial.
Então ali estavam eles almoçando na principal Rua de Burgas em um restaurante com vista para o mar. Annabeth havia escolhido roupas bem simples para ele. Ele usava bermuda de cor bege, uma blusa verde clara, chinelos brancos, óculos escuros e um chapéu também bege. Ela o levou para cortar o cabelo que agora estava em estilo militar disfarçado, não muito curto, ainda com alguns fios rebeldes bagunçados apontando para todos os lados.
Percy tirou os óculos, mas não abriu mão do chapéu.
–Você me transformou em um bad boy. –ele disse.
–Você ficou muito sexy assim. –ela sorriu, sem mostrar os dentes, para ele.
–Não adianta nada eu ficar sexy, se não consigo nada com ninguém.
–Argh, Percy. Apenas se permita ser elogiado. É tão difícil assim? –ela revirou os olhos fazendo-o rir.
–Bem, de qualquer forma, obrigado pelo novo visual. –ele mexeu na sua blusa e ajeitou o chapéu na cabeça. –Sabe, no começo achei exagero, mas até que gostei desse estilo. Agora sim pareço pertencer à família Jackson. Bermudas e chinelos são as combinações perfeitas para meu pai e meu irmão.
–Ainda vamos comprar muitas roupas pra você e em todos os lugares da Europa. –Annabeth piscou um olho para ele sorrindo, da mesma forma que Poseidon lhe ensinou para persuadir uma pessoa.
Depois que terminaram o almoço, eles foram dar um passeio pela cidade. Viram monumentos, visitaram lojas, compraram mais algumas coisas para levar para os EUA quando terminasse a missão, levaram um monte de foras incontáveis dos búlgaros por serem americanos e conversaram animadamente enquanto andavam de mãos dadas pelas ruas.
Annabeth não sabia por que eles agiam assim. Rindo um para o outro, fazendo elogios, segurando a mão um do outro toda vez que saíam de uma loja ou simplesmente trocando olhares travessos. Ela repreendeu a si mesma, mas uma parte de si sabia que ela estava se envolvendo demais. E o problema era que Percy estava se envolvendo de menos. E ela teve a confirmação disso quando ele tocou em um assunto em especial.
–Eu conheci uma garota ontem. Ela é linda, tem 23 anos, é cientista e gosta de antiguidades. –ele sorria tão abertamente que ela teve que se repreender para não ficar com ciúmes.
–É mesmo? –ela perguntou só para não ficar sem fazer nenhum comentário. Engoliu a raiva inexplicável dentro de si e continuou: — E você a chamou pra sair?
–Mas é claro! Ela estava na loja quando eu fui comprar chocolates para você. –Percy segurou a mão dela com um pouco mais de leveza e continuou andando devagar enquanto a luz do sol vespertino fazia uma iluminação esplendorosa sobre o seu rosto. –Ela já me conhecia, acredita? Pelo o que pareceu a minha pesquisa sobre o coquetel anti HVI saíu em algum jornal aqui da Bulgária.
–E de onde essa mulher é? –Perguntou Annabeth, desconfiada.
–Ela disse que é pesquisadora do governo da Rússia, estava aqui apenas visitar seus familiares.
–Ela é da Rússia e viu uma matéria no jornal búlgaro, sendo que a sua pesquisa para o coquetel anti HVI teve o reconhecimento há um ano e meio atrás. –Annabeth começou a montar uma linha de raciocínio perturbadora demais para compartilhar com ele. –Um pouco esquisito, não acha?
–Bem, talvez. –ele deu de ombros. –Talvez ela estivesse visitando a família na época também.
–É, talvez. –Annabeth assentiu. Decidiu averiguar isso depois– Vai chamar ela pra sair novamente?
–Acho que vou sim. Por enquanto só estou esperando o momento certo. –ele respondeu.
–Seja rápido, só temos apenas mais duas semanas aqui. –ela sugeriu.
–Vou arranjar uma oportunidade. Mas agora eu quero aproveitar o dia com você. –ele sorriu para ela daquela forma fofa que fazia sua mente embaralhar.
Percy a guiou por uma rua que continha uma subida cansativa. Annabeth não tardou a reclamar do longo trajeto e Percy não demorou a discutir com ela mandando-a parar. E eles não pararam de alfinetar ao outro durante a caminhada. Era comum eles entrarem nesse engalfinhamento básico desde quando eram crianças. Na verdade era aquilo que fazia a amizade ser interessante: a constante vontade de matar um ao outro.
–Eu disse que valia a pena. –Percy disse quando eles estavam no topo da colina.
–Se você tivesse me dito que viríamos aqui, eu não teria reclamado tanto. –ela retrucou.
–Se você fosse uma pessoa mais paciente e soubesse ser surpreendida, saberia ficar de boca fechada!
–Ah, está bem, pára! –ela finalizou a pequena discussão. –Já estamos aqui, não é? Agora acabou. E além do mais a vista é linda demais pra perdermos tempo brigando.
E era realmente impressionante a vista do local. Eles estavam no grande farol de Burgas, onde, do lado esquerdo do ponto em que eles estavam à vista era de toda a cidade e do lado direto se ampliava o mar búlgaras com as suas incríveis cores mescladas entre o verde e o azul. Annabeth olhou para o porto, onde estava atracado o barco de Poseidon, e percebeu que a água dali era verde claro, dá cor dos olhos de Percy. Ela tirou os óculos escuros delicadamente do rosto dele. Percy piscou por causa da diferença de claridade. Annabeth não pensava direito no momento, apenas ficou perdida naquela imensidão verde.
Ela abraçou seu pescoço e se aproximou dele. Percy se afastou minimamente dela.
–Você não se importa? –ele perguntou. –De eu estar saindo com outra garota? Eu me sinto incomodado de pensar que talvez você ache que eu só te uso quando quero.
–Não. –ela mentiu. –Somos só amigos, Percy. E alias, você é o único cara que eu tenho vontade de beijar no momento. Não me interessa o quê você faz com outras garotas, desde que faça melhor comigo.
–Ah sim. –Percy disse e sorriu novamente. –Bem, seja feita sua vontade, então.
Annabeth encostou os lábios nos dele e ele a deixou conduzir o beijo. Ela invadiu a boca dele com a língua e sentiu sua temperatura subir. Percy segurava sua cintura e amarrotava seu vestido azul enquanto a abraçava colando seus corpos, fazendo com que os seios dela ficassem colados de uma forma sensual no peito dele. Annabeth sentiu seu membro ganhando vida e levou a mão até lá.
Percy deu uma gargalhada baixa, mas não se afastou.
–Você e essa sua mania de me deixar louco. –ele beijou o ombro dela descoberto e brincou, com a alça de seu vestido que estava ali, com dentes.
–Podemos dar um jeito nisso hoje a noite. –ela sugeriu, enquanto fechava os olhos aproveitando as caricias.
–Promete? –ele perguntou.
–Prometo.
[...]
A música era boa. Eles não sabiam o nome da banda ou o nome da canção, mas aproveitavam a trilha sonora de um rádio velho encontrado nos confins do barco. Fuxicaram nas estações e acharam uma que transmitia músicas do ocidente e não aquelas músicas búlgaras com notas exageradas. A canção enchia seus ouvidos enquanto eles relaxavam.
Percy sentia frio, mas tinha um corpo quentinho escorado ao seu o fazendo se sentir aquecido. Ele e Annabeth estavam sentados no chão do barco, próximos a proa e observando as estrelas. Annabeth bebia um vinho tinto, mas Percy havia recusado. Fazia tempo que sua enxaqueca não voltava e ele odiaria ressuscitá-la tomando álcool. Ele a observava virar a garrafa direto na boca, enquanto estava com as costas coladas em seu peito. A imagem dela ali o tranqüilizava. Ele viu o cabelo loiro – com tons de dourado e amarelo vivo – preso em um rabo de cavalo, se balançar ao vento; os olhos cinza sendo iluminados pela luz da lua; os lábios vermelhos por causa do vinho; a respiração calma e os batimentos cardíacos dela ressonando e se misturando com os seus.
Ele estava preocupado. Aqueles momentos divertidos logo iriam acaba, logo o peso de salvar o mundo estaria em suas costas novamente. Logo ele e ela teriam que acabar com aquela brincadeira juvenil e se comportarem como colegas de trabalho. Ele tinha medo. Havia tanta coisa fora do lugar. E lá teria que ir ele, encaixar as coisas nos lugares que elas deveriam estar.
Ele passou tanto tempo pensando nessas coisas que não tinha percebido que Annabeth se virou e o encarava com o rosto muito próximo ao seu.
–Está preocupado? –ela perguntou.
–Sim. É difícil não estar. –ele respondeu. –Você não consegue ficar preocupada também? Diante de todas essas coisas?
–Sim, eu fico. –ela deu de ombros. –Mas ficar surtando não vai adiantar em nada.
–Era assim mesmo que você falava quando se tratava das provas finais. –ele lembrou.
–E você ficava pegando no meu pé. –ela gargalhou baixinho voltando a escorar as costas no peito dele. –Aí eu ia pra sua casa estudar e nós acabávamos jogando vídeo-game.
–Pelo menos eu sempre vencia.
Ele deu um beijo no rosto dela, o mesmo beijo com o qual ele se despedia quando eles terminavam de jogar vídeo-game e ela tinha que ir embora. Aquela mulher mexia com os sentimentos dele. Mas pela primeira vez na vida ele não se repreendeu quanto a isso, deixaria as coisas rolarem naturalmente. Seu coração de ferro tinha a fórmula certa para não se apaixonar. E ele continuaria com aquela brincadeira que alimentava seu prazer e aquele friozinho incômodo na barriga.
Percy continuou beijando-a. Foi do rosto para o ombro e dali para o pescoço. Annabeth sorriu e se virou beijando-o de verdade na boca. A língua quente dela o invadiu e ele logo travou aquela batalha bárbara e deliciosa em busca do prazer. Annabeth virou seu corpo de frente para o dele também e ela se sentou no seu colo, com as pernas entrelaças em sua cintura. Eles continuaram com aquele beijo voraz e Percy sentiu seu corpo sendo deitado lentamente no convés do barco.
–A brincadeira está boa aí, crianças? –Alguém perguntou.
Percy se levantou tão rápido que acabou batendo a cabeça na de Annabeth.
–Ai, mas que droga, Perseu. –ela reclamou.
–Pa-pai. –Percy disse. –Hã, o quê está fazendo aqui?
–Não sei. Sabe, eu acho que moro aqui. –Poseidon brincou. Ele tinha um sorriso zombeteiro no rosto. Vestia smoking e seu cabelo estava penteado pela primeira vez desde que eles tinham chegado ali. –Bem, eu vou sair.
–Vai a onde? –Percy perguntou.
–Filhão, que tal fazermos o seguinte, você não me pergunta aonde vou e eu não pergunto o que é que vocês estavam fazendo. Apesar de eu já saber. –Poseidon deu uma risadinha fraca. –Não é só você que quer se dar bem hoje a noite. Vou atrás de algumas mulheres. E vocês dois se comportem. Tomem conta do meu barco. –Poseidon saiu nem ao menos comentar a cena.
Annabeth esfregava a testa que estava um pouco vermelha.
–Okay. O que foi isso? –ela indagou tirando a mão da testa.
–Acho que eu acabei de te dar uma cabeçada e meu pai acabou de ignorar tudo o que estávamos fazendo aqui. –Percy respondeu e deu um beijo na testa dela, no local aonde estava vermelho.
Annabeth sorriu e se inclinou para lhe dar mais um beijo, mas ao invés disso ela apenas mordeu lábio inferior dele com força e o puxou sensualmente para si. Percy não queria se entregar tão fácil, mas deu um gemido misturado a um grunhido. Annabeth sorriu novamente, com os olhos nublados, negros de luxúria.
–Vamos pro quarto? –Annabeth se mexeu mais um pouco no colo dele.
–Claro. –Percy respondeu com os olhos fechados e a mente nublada.
Annabeth foi andando na frente. E ele desligou o rádio e o deixou em um lugar apropriado para o aparelho de som. Percy a observou novamente enquanto ela andava. Ela vestia apenas uma camisa que tinha comprado para o próprio quando estavam na Espanha. Era uma blusa oficial do time de Barcelona. A blusa ia até a metade das coxas dela, até porque, apesar dela ser alta, Percy era mais. Percy estava apenas com suas roupas de dormir: sua regata branca e seus shorts azuis. Annabeth sumiu entrando no quarto, andando como uma felina atraindo a presa.
Percy entrou no quarto e depois de fechar a porta se virou. O que viu foi um par de órbitas cinza o encarando.
–Você já ouviu falar em vingança, Percy? –ela perguntou a ele.
Percy estava tão impressionado com aquela voz sexy e aquele olhar matador, que não conseguia formular uma frase completa.
–Hã... Érr... Acho que sim. –ele respondeu.
–Então vamos fazer um acordo? –ela enfiou as mãos na barriga dele por debaixo da camiseta e começou a arranhar o local. –Hoje sou eu que mando. Tudo bem pra você?
–Ah que droga, Annabeth. –ele grunhiu quando sentiu ela tocando seu membro, fazendo-o ganhar vida. –Faça o que você quiser, mas faça logo!
Ela soltou uma gargalhada jogando a cabeça para trás. Percy não resistiu e beijou seu pescoço, fazendo-a se arrepiar e sorrir ainda mais. Annabeth foi o guiando para a cama, enquanto ele continuava concentrado em beijar o pescoço dela e em tentar tirar sua camisa.
Ela o empurrou com tudo em cima da cama, ficando por cima dele. Ela o beijou e segurou suas mãos colocando seus braços em cima da cabeça. Ela tirou a camiseta dele devagar, aproveitando a sensação de vê-lo submisso. Percy tentou fazer a mesma coisa com a blusa enorme no corpo dela, revelando apenas uma calcinha simples preta.
–Nada disso. –ela sussurrou em seu ouvido. –Fique comportado, senhor Jackson.
Percy obedeceu com relutância, deixando-a colocar seus braços novamente levantados acima de sua cabeça. Annabeth beijou seu pescoço, deixando rastros de saliva molhados e se dirigindo até seu peito desnudo. Percy revirou os olhos quando sentiu ela beijando seu peitoral e mordendo com força cada pedaço de pele disponível. Ela machucava de verdade fazendo aquilo, mas ele não se importava. Era bom demais.
Ela não demorou em baixar suas caricias para o abdômen do rapaz, ainda beijando e mordendo. Percy gemeu baixinho quando sentiu ela passando a língua lá e brincando com os dentes com os pouquíssimos pelos dali. Annabeth gostou de ouvi-lo gemer e por isso colocou as mãos na barra de seu short e o tirou.
Ela acariciou seu membro por cima da cueca.
–Se você só ficar me torturando, eu juro que vou perder o controle e terminar isso logo de uma vez. –ele rosnou para ela.
–Você é muito apressadinho, cara, relaxe. –ela o olhou de cara feia, mas com os olhos brilhando em divertimento. –Mas como eu sou uma ótima pessoa, vou acabar com seu sofrimento.
Então ela tirou a última peça de roupa do corpo dele. Percy, ofegante e com o peito subindo e descendo, olhou nos olhos cinza enquanto ela o massageava, fazendo ronronar como um animal feroz. Quando ele pensou que aquelas mãos delicadas seriam o suficiente para fazê-lo se entregar, ela o surpreendeu ainda mais quando ele sentiu o hálito quente dela perto demais do seu membro.
Annabeth sorriu uma última vez antes de a sua boca ficar ocupada com outra coisa. Percy não conseguiu se conter e gemeu muito alto quando sentiu a língua dela fazendo mágica. A parte que não cabia em sua boca, Annabeth manuseou com as mãos. Sua saliva quente fazia Percy delirar e implorar com grunhidos por mais.
Ele não sabia o que fazer, já tinha puxado tanto os próprios fios de cabelo que seu coro cabelo estava doendo. Ele pensou em segurar delicadamente nas madeixas loiras afim de que elas não atrapalhassem o seu serviço sendo tão bem executado por ela; mas, infelizmente, seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo. Então ele apenas decidiu puxar os lençóis da cama, quase os rasgando. Vez ou outra ela parava o seu trabalho com a boca, continuava com as mãos e o olhava mandona, como se exigisse uma prova de que ele estivesse se divertindo. Percy a olhava emburrado e ela entendia, com um sorriso no rosto, que era pra continuar. Quando ele sentiu os dentes dela o arranhando levemente, não resistiu.
Antes de se derramar, Percy a puxou pelas omoplatas para cima, fazendo a ficar com o rosto,mais uma vez rente, ao dele. Ele a puxou para um beijo avassalador enquanto seu liquido molhava a coxa dela. Annabeth pareceu ficar brava com algo, pois mordeu o lábio inferior dele com uma força desconhecida fazendo-o sangrar um pouco.
–Você tem que aprender a ficar quieto e me deixar terminar de fazer as coisas. –ela rosnou para ele.
–Você vai ter todas as oportunidades do mundo pra me ensinar a fazer isso.
Ela lhe lançou um olhar sinistro, mas logo sua expressão se suavizou. Ela revirou os olhos e se levantou, fazendo Percy acreditar que ela ia embora o deixando desejoso daquele jeito, mas ela apenas se limitou a ficar em pé em frente cama.
Annabeth começou uma pequena e sensual strip-tease. Ela tirou lentamente a sua blusa do Barcelona, mostrando que as suspeitas de Percy sobre ela estar vestindo apenas uma calcinha, estavam certas. Percy se sentou na cama, voltando rapidamente a ficar ereto, e a observou tirar a última peça de roupa.
Annabeth andou até a cama, subindo nela e engatinhando até ele. Ela abriu as pernas e ficou posicionada em cima dele. Com um movimento lento e com as mãos dele apertando a sua cintura, ela descendeu sobre o seu membro. Ela abraçou o pescoço de Percy e ele se perdeu na sensação de prazer e de estar olhando nos olhos dela.
A mão de Percy alcançou o pequeno elástico que prendia a cortina loira, e então com um movimento delicado e muito rápido, ele fez com que as mechas onduladas ficassem espalhadas pelas costas dela. Percy cheirou o cabelo dela. Tinha o mesmo cheiro –senão ainda melhor- de quando eram mais jovens.
–Todo vez que estiver assim comigo, solte o cabelo. Eu gosto dele solto – Percy beijou o topo da cabeça dela. –Mas agora, se mova.
Ele deu um tapinha na coxa dela e lhe dirigiu um sorriso brincalhão enquanto se deitava na cama e aproveitava a visão daquele corpo escultural em cima do seu. Annabeth jogou o cabelo todo para um lado e começou a se movimentar devagar. Percy apertava as suas coxas e grunhia aproveitando aquela música perfeita aos seus ouvidos – os gemidos nada contidos dela. Annabeth se moveu mais depressa, parecia desesperada por ele.
Percy quase entrou em combustão observando os movimentos de sobe e desce dela. Era tão lindo vê-la assim que ele não resistia, tinha que tocá-la. Ele se sentou a abraçando e aquilo pareceu um incentivo para ela se movimentar mais depressa e mais rudemente. Percy beijou e sugou os seios dela – que até então não tinham recebido atenção naquela noite. Annabeth respondeu com uma mordida no ombro dele. Uma mordida de verdade no ombro. Percy sentiu a pele do local arder junto com a saliva dela. Ele pensou que aquilo era um protesto e logo afastou o rosto dos seios dela, mas aquilo não era um protesto e ela não queria que ele parasse. Ela entrelaçou os dedos nos fios negros e conduziu-o aos seus seios para que ele voltasse a fazer o quê estava fazendo.
Ele continuou com a brincadeira nos seios dela, até que ela gemeu mais alto e então ele entendeu que ela estava próxima. Não demorou nenhum segundo a mais para ele sentisse ela se derramando com ele ainda dentro dela. Annabeth fechou os olhos, cansada, mas continuou se movimentando até que ele gozou também.
Ela descansou a cabeça no ombro, que não estava machucado, dele. Com as respirações se normalizando, Percy acariciou os cabelos suados e cheirosos dela. Ele inspirou um pouco mais daquele aroma suave e percebeu que ela estava dormindo.
–Annabeth, você não dormiu, não é? –ele disse baixinho no ouvido dela, sem nenhum sucesso. –Annabeth, vamos, levanta.
Percy fez cócegas na barriga dela. Ele sempre fazia aquilo para animá-la quando eram adolescentes. E ela odiava aquilo. Annabeth gargalhou e deu alguns socos no peito dele.
–Que droga, Percy, você sabe que eu odeio isso. –Ela respondeu emburrada, se levantando e fazendo com que ele saísse de dentro dela.
–Me perdoe, mas eu precisava levantar pra tomar um banho.
Percy ficou de pé olhando o estrago feito na cama. Os lençóis estavam rasgados, molhados de suor e outras substâncias corporais dos dois.
Annabeth fez uma careta.
–Caramba, nós fazemos um estrago mesmo. –ela começou a tirar os tecidos de cima da cama e se virou para ele. –Vai tomar seu banho, Percy. Eu dou um jeito nisso aqui.
Percy assentiu e foi até o banheiro. Quando ele voltou, ela já tinha trocado os lençóis sujos e pediu a ele que colocasse os limpos na cama. Percy assim fez e ela foi até o banheiro para tomar banho também.
No momento eles se encontravam abraçados na cama. Os cabelos molhados de Annabeth espalhados pelo travesseiro e pelo braço de Percy. Os cabelos dela continuavam exalando aquele aroma divino e ao mesmo tempo proibido. Continuavam cheirosos. Annabeth se levantou por um momento e foi até uma gaveta do armário onde se encontravam as roupas dela. Ela voltou com cinco bombons na mão. Eram os chocolates que Percy havia dado a ela.
Quando ela lhe deu um bombom na boca, Percy não pôde deixar de notar que ela estava o olhando estranho, porém ele preferiu não comentar. Eles ficaram comendo o chocolate em silêncio e Percy estranhou o fato dela não estar falando nada. Preferiu não comentar de novo. Ele esperava que o problema não fosse com ele.
Então ela sorriu, mas de uma forma diferente dos sorrisos daquela noite. Ele sorriu de volta e disse:
–Boa noite, Annabeth.
–Boa noite, Percy. –ela retrucou.
Annabeth se virou para o lado, ficando de costas para ele. Percy ficou um pouco relutante, mas ainda assim a abraçou por trás e escondeu o rosto no pescoço dela. Annabeth pareceu um pouco incomodada, mas não o afastou e depois de algum tempo até chegou um pouco o corpo mais para trás para se encaixar mais nele. Percy tinha medo dela se revirar em seu sono e lhe acertar um soco ou um chute. Mas nada disso aconteceu.
Naquela noite, nos braços quentes e acolhedores dele, Annabeth não teve pesadelos.
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