The Scientist

13 Burgas II - "Eu te amo"


Notas iniciais
Oi oi gente! Como vão? Eu esqueci de agradecer a linda da Juuh Lerman pela recomendação. Cara, eu amei suas palavras e dedico esse capítulo a você! Vamos voltar a terra do Vítor Krum? Vamooos!

20 de fevereiro

Cidade de Burgas, Bulgária.

Percy dormia tranqüilo no seu colchão, até que no meio da noite ele ouviu alguns ruídos. Ele pensou estar sonhando ou imaginando algo, mas os gemidos de agonia foram se tornando mais altos. Ele se sentou no colchão e seus olhos percorreram o quarto em busca dos sons. Seu olhar repousou sobre uma mulher parecida com um anjo, que se debatia na cama.

Ele se levantou para olhá-la mais de perto. Seu rosto tinha pequenas gotículas de suor e seus olhos estavam fechados com força. O cabelo loiro estava preso em um rabo de cavalo com varias mechas soltas e os lábios estavam vermelhos demais, pareciam febris, e pronunciavam coisas sem sentido.

Percy se sentou ao lado dela na cama esperando ela terminar de estrangular o travesseiro. De repente, Annabeth se levantou de uma vez só e se sentou ofegante, corada e com lágrimas inundando o seu rosto. Ela deixou as lágrimas rolarem sem nem fazer esforço ou soluçar, ocasionando-as em mais. Ela viu Percy ali do lado, olhando-a sem entender nada e com os olhos arregalados. Ela limpou as lágrimas e ele estendeu os braços quase no mesmo tempo. Ela se aconchegou no abraço firme dele e deixou mais algumas lágrimas rolarem.

–Foi só um sonho. Não é mais real. Eu estou aqui e vai ficar tudo bem. –ele sussurrou no ouvido dela enquanto desfazia seu rabo de cavalo e em seguida distribuía caricias fraternais em seus cabelos.

–Não é só um sonho, apesar de não ser mais real. –Annabeth balançou a cabeça fazendo com que seu rosto se esfregasse levemente na blusa de Percy e molhasse todo o tecido. –Não sei por que essas lembranças voltaram agora. Eu só queria que elas parassem.

–Vai passar. Não se preocupe. –Percy juntou as sombracelhas e fez uma expressão engraçada. –Eu não sei o que dizer pra uma pessoa que está chorando, mas acho que é isso o que se fala, não é?

Annabeth riu, com o som da risada sendo abafada pelo abraço apertado que ela dava nele.

–Você é um bom amigo. –ela disse.

–E você é uma péssima amiga falando do meu desempenho sexual pro meu pai. –ele pegou no queixo dela e levantou seu rosto para olhar os olhos que no momento estavam vermelhos. –Eu fiquei constrangido, sabia?

Ela sorriu para ele e voltou a esconder o rosto em seu peito. Depois de longos minutos, Annabeth finalmente se acalmou. Percy lhe deu um beijo demorado na testa e disse:

–Não se preocupe, eu vou estar bem ali no dormindo no meu colchão. Qualquer coisa é só me chamar, ouviu?

Ela assentiu, levantou os edredons até a altura do queixo e o observou se deixar no colchão velho de seu pai no chão. Annabeth tinha medo de que os sonhos voltassem, de que aqueles gritos e pedidos de ajuda voltassem a retinir como um sino barulhento na sua mente. E ela, por mais que odiasse admitir,tinha medo daquela sensação de se sentir sozinha. Ela sentia falta de Piper, que sempre levantava de madrugada e lhe fazia um chá de camomila que a fazia se acalmar. Depois elas conversavam sobre bobeiras e então as lembranças iam embora.

Annabeth se deu por vencida, cedeu aos apelos emocionais e se arrastou até o colchão de Percy. Ela o abraçou por trás e escondeu o rosto na curvatura de seu pescoço. Percy se moveu tão rápido que ela só percebeu segundos depois que ele tinha se virado e a abraçado como da forma que estavam a alguns minutos atrás, na cama.

–Promete que algum dia vai me contar o quê é? –Percy perguntou com os lábios roçando na testa dela.

–Algum dia, sim. –ela respondeu.

–Tudo bem, agora durma. –ele lhe deu um beijo na bochecha. –Que bom que voltamos a nos falar.

–Eu não disse isso.

–Annabeth, cale a boca. Voltamos a nos falar sim e acabou.

–Eu ainda quero o meu pedido de desculpas.

Ela o apertou um pouco mais antes de dar um sorriso e dormir.

[...]

Percy acordou com uma câimbra horrível no braço direito. Quando abriu os olhos ele entendeu o motivo: Annabeth estava com a cabeça repousada em seu bíceps. Ele se mexeu e tentou se levantar sem acordá-la. Quando ele estava prestes a sair do colchão, ela, ainda no sono, lhe deu um chute na virilha, por sorte não acertando seu “amiguinho”.

–Porra, Annabeth. –ele resmungou.

Ele se levantou cambaleando e sentiu dores nas costas. Fora uma péssima ideia de Annabeth ir dormir com ele num colchão pequeno quando se tinha uma cama Box de casal com espaço para duas pessoas. Percy foi resmungando até a cozinha, onde iria fazer o café da manhã para Annabeth e seu pai, já que nenhum dos dois sabia cozinhar e tinham preguiça de sobra para nem mesmo colocar os pães na torradeira.

Percy revirou os olhos quando viu seu pai, ainda de bermuda e camisa, jogado no chão e dormindo.

–Pai? –Percy chamou, de joelhos e cutucando o homem no chão. –Papai, acorda vamos!

–Argh, vinho demais. –Poseidon resmungou. –Vinho, cerveja e uísque demais.

–Pai, você acabou com o seu estoque de bebidas? –Percy o repreendeu e ajudou-o a se levantar. –Você sabe que não pode ficar bêbado que logo entra em como alcoólico, caramba!

–Ah, moleque, deixa de palhaçada. –Poseidon se sentou em uma das cadeiras e apoiou todo o corpo em cima da pequena mesa de quatro lugares na cozinha. –Eu não tenho culpa se você é todo certinho e nunca ficou bêbado. Agora, faça o café da manhã e pare de reclamar.

–Às vezes parece até que você é o filho irresponsável e eu sou o seu pai. –Percy apontou, para ele, a faca com que estava passando atum no pão. –Não é a toa que Tristão queria levá-lo ao psiquiatra.

–Ele fala de mim, mas vivia se metendo em farras por aí. Só tomou jeito quando conheceu Eleni.

–Quem é Eleni, papai? –Percy perguntou, enquanto já fazia o suco de morango (que ele havia se lembrado ser o preferido de Annabeth).

–É a noiva dele. Você não achou mesmo que ele tinha vindo pra Bulgária só pra passar um tempo comigo, não é? –Poseidon se espreguiçou. –Ele havia conhecido a mulher na embaixada Holandesa e quando descobriu que ela era búlgara, se lembrou que tinha um pai e pediu meu apartamento emprestado. Como eu não gosto de dividir casa com ninguém , decidi morar aqui.

–Não sei como agüenta esse barco balançando de um lado pro outro o dia todo. Você tem autorização do governo pra ficar atracado aqui?

–Seu irmão trabalha no ministério da pesca. –disse seu pai com um sorriso amarelo.

–Ah sim. –Percy pegou as torradas, o suco e as frutas e colocou-os na mesa, fazendo uma rápida arrumação e transformando em um banquete colorido e organizado. –Pai, não fique mais bêbado, está bem?

–Isso eu não posso prometer, filhão.

Eles comeram o café da manhã em silêncio. Percy evitava olhar para o rosto de seu pai que começava a assumir um semblante de desconfiança. Poseidon bebericou um pouco do seu suco e disse:

–Tem alguma coisa de muito errado em você ter vindo pra cá também.

–C-claro que não, papai – Percy se engasgou com o suco. – Eu vim te visitar por que estava com saudades.

–Conta outra, moleque. Você é igual o seu irmão. É tão triste quando a gente fica velho e os nossos próprios filhos deixam de se importar conosco... –Poseidon piscou algumas vezes e então começou a soluçar em um choro que Percy achou desnecessário.

–Pai, vamos, pare com isso. –Percy ficou sem jeito com toda aquela choradeira. –Está vendo porque não gosto que você fique bêbado? Sempre fica retardado no dia seguinte.

–Você nunca nem ao menos disse que me ama! –seu pai gritou e apoiou os cotovelos na mesa e o rosto nas mãos.

–Ah legal, vai começar com o drama agora? E depois eu que era o gay da família. –Percy terminou de beber seu suco e se levantou. Pegou o prato vazio de seu pai também e lavou a louça. Quando se virou, seu pai estava dormindo em cima da mesa. –Que ótimo. Depois vou ter que limpar a mesa também porque a vossa senhoria resolver babar em cima.

Apesar da seriedade das palavras ele não pode evitar sorrir, afinal, era bom estar perto de seu pai de novo. Mas ele não ficou muito tempo por ali, subiu o pequeno lance de escadas até o seu quarto e encontrou Annabeth de cara feia, deitada na cama e trocando os canais da televisão que ficava embutida da parede.

–Bom dia – Percy disse a ela, que retribuído com uma revirada de olhos e um dedo feio. –Ah,é, ainda está sem falar comigo. Lembrei.

Ele pegou roupas limpas e entrou no banheiro. Tomou um banho rápido e relaxou sob a água quente. Uma parte pervertida de si imaginou Annabeth entrando ali e lhe fazendo companhia. Imaginou ela sorrindo daquela forma sensual para ele e o beijando com fervor enquanto ele estivesse dentro dela e acariciando aquele cabelo loiro que ele também gostava.

Ele afastou os pensamentos, não queria começar o dia tendo que se aliviar logo pela manhã. E teria logo que aprender a lidar com os problemas de se ter uma amiga super gostosa. Ele saiu do box do banheiro e se secou rapidamente, colocando a roupa logo em seguida.

–Tem café da manhã pronto. Dê uma olhada no meu pai. –disse ela a Annabeth quando ia saindo do banheiro.

–Você vai a algum lugar? –ela perguntou.

–Sim.

–Posso ir com você.

–Não.

–Tá.

Ela continuou vendo o noticiário em que as pessoas falavam embolado. Ele sorriu de lado e saiu do quarto.

[...]

–Chocalate, olhe, senhor, está aqui no encarte da loja. –Percy falou calmamente pela quinta vez com o senhor de um metro e sessenta a sua frente.

O homem falou rudemente algumas palavras e se virou com o rosto vermelho e carrancudo. Percy teve que se segurar para não dar um chute na barriga daquele velho. Era a terceira loja que ele entrava e que ninguém falava inglês. Ele até teria trazido Annabeth com ele, mas era pra ser uma surpresa para a própria, então ficaria chato ele chamá-la. Ele até poderia entrar na loja, comprar um chocolate e ir embora, mas Annabeth gostava dos da marca Copenhague, os amargos chocolates dinamarqueses. As embalagens estavam todas com aquelas letras estranhas e ele não conseguia ler aquilo.

–Sabe, as pessoas ficam chateadas quando um americano chega falando inglês com elas e insistem. Elas pensam que o americano está obrigando-o a falar inglês, como se fosse a língua oficial do mundo. É quase um insulto para os Europeus. –disse uma linda mulher de cabelos negros, lábios vermelhos carnudos e olhos verdes.

–Eu não fiz por mal, moça. –Percy disse um pouco abobalhado pela beleza da mulher. –Só quero comprar um chocolate e isso não deveria ser difícil em nenhum local do mundo.

–Você tinha dito ao homem que queria os Copenhagues, não é?

–Sim, esses mesmo.

Ela fez um gesto para que ele a seguisse e ele foi até ela em um local um pouco mais afastado da loja. Percy observava o vestido da mulher se balançando enquanto ela caminhava, os cabelos lisos, negros quase castanhos, se moviam com leveza sobre o vestido florido. Ela se inclinou ficando na ponta dos pés para pegar o chocolate no topo da prateleiras.

–Aqui está. –ela falou. –E a propósito, meu nome é Sophia Gorbochov.

–Só não espere que eu diga seu sobrenome corretamente. –Percy deu uma risada sendo acompanhando pela mulher. –Você fala inglês muito bem. Meu nome é...

–Perseu Jackson, cientista químico nova iorquino, idealizador do processo de melhoramento do coquetel anti HIV. –ela completou a fala dele.

–Como você sabe? –Percy tinha os olhos arregalados de surpresa.

–Foi publicado um artigo sobre você nos jornais aqui da Bulgária quando estava tendo um surto da doença no país. Mas como as pessoas não dão valor para esse tipo de coisa, apenas os cientistas daqui sabem.

–Você é cientista?

–Sim. –respondeu a mulher assentindo. –Só que trabalho com física. Faço parte do grupo de pesquisas da Rússia. Só estou na Bulgária para visitar a família.

–Ah, então temos algo em comum. Eu vim visitar o meu pai.

Percy engatou numa conversa divertida com a mulher sobre átomos, pesquisas interestelares e sobre como era importante o governo investir em processos para a criação de medicamentos. Sophia, em determinado momento, o fez ficar um pouco envergonhado quando perguntou:

–Sua namorada é uma garota de sorte pra você procurar os seus chocolates preferidos pela cidade de Burgas.

–Ah não. –Percy sorriu constrangido. –Ela é apenas minha amiga, não temos nada.

–Bem, já que vocês não têm nada juntos, acho que não seria muito vulgar te dar o meu número — Sophia foi até o balcão de pagamento e pegou uma caneta que ficava ali, escreveu números em um pedaço de papel e entregou a Percy. –Podemos tomar um café enquanto estiver aqui pela Bulgária.

–Na verdade, podemos tomar um café agora se quiser. –ele respondeu.

Sophia sorriu e aceitou. Percy usou a caneta do balcão para escrever um bilhete para Annabeth. Ele tinha comparado um papel especial e colocou-o em uma carta. Ele pediu para um adolescente de aproximadamente 13 anos levar os presentes para a casa de quem o garoto chamou de “O velho louco do mar”.

Percy apenas gargalhou do apelido de seu pai e pagou o garoto em euros. Depois, ele deu o braço para Sophia e assim, de braços dados, eles foram tomar um café na Rua Aleshandroviska.

[...]

Se fosse possível morrer de tédio, Annabeth já estaria com a alma queimando no inferno. Poseidon era uma boa companhia, mas apesar de ter a cara de vagabundo, teve que ir trabalhar. Segundo ele, ele iria até o recife de Burgas procurar novas espécies e fazer algumas pesquisas com algas que os búlgaros diziam ser curandeiras. Ele queria fazer uma surpresa para Percy e lhe entregar uma amostra das algas para ajudá-lo na fabricação dos seus remédios.

–Vocês são muito nerds. –Annabeth disse ao biólogo.

–Pelo menos eu pego mulher. –Poseidon retrucou.

–Seu filho me pegou outro dia. –ela comentou.

–E provavelmente foi a única que ele pegou nos últimos oito meses. –ele piscou um olho para ela. –Eu já peguei várias só esse ano. Tchau, loirinha.

–Tchau, garanhão.

E assim, Poseidon se foi, deixando Annabeth sentada na pequena sala do barco enorme. Ela via alguns programas americanos na TV a cabo do país. E sem perceber, começou a sentir a falta de Percy. Ele sempre fora o melhor amigo que ela já teve. E no momento ele era o amigo que lhe dava carinhoso e sexo quando ela precisava. Ele era perfeito!

Ela bufou quando ouviu alguém chamando no porto. Foi até o lado de fora e atendeu um adolescente que disse algumas palavras e lhe entregou uns objetos com papéis de presentes. Ela agradeceu e se despediu do garoto.

Quando Annabeth se deitou novamente no sofá e abriu os presentes. Eram os seus chocolates preferidos e um perfume em um pequeno frasco. Colocado na caixa de 45 centímetros cheia de chocolate, estava um envelope de carta.

Ela abriu e não pode evitar o sorriso bobo nos lábios quando viu o recado.

“Apesar de eu ter quase certeza de que não precisava desse drama todo,decidi pedir perdão cordialmente. Foi um tolo, insensível e um completo canalha ao dizer aquelas coisas pra você. Não vou voltar a fazer a mesma coisa, quero que confie em mim nisso. Enfim, eu gostaria de explicar um dos meus presentes. Acho que os chocolates não precisam de explicação, são todos seus, aproveite. O perfume é uma essência minha, feita a partir de jasmins e outros produtos químicos dos quais você vai ficar entediada se eu fala. Perdão por tudo.E, ah, eu preciso que você volte a falar comigo.Não aguento mais o meu pai com suas histórias de pescador!Quero ter outras opções de conversa. Então estou perdoado, certo? Certo. Beijos”

[...]

Percy estava cozinhando o jantar com Annabeth tentando fazer alguma coisa. Ela fazia uma careta a cada cinco minutos e reclamava que era uma inútil na cozinha. Percy a mandava para de reclamar e constantemente jogava um pouco de água no rosto dela, que lhe dava um tapa no braço e reclamava mais ainda. E o ciclo se repetiu umas trinta vezes na noite.

Em determinado momento, ela se cansou de ser “inútil” e foi ver alguma coisa no notebook de Poseidon. Quando Percy terminou de fazer o jantar, Annabeth o chamou.

–Percy, sua anta, vem cá! –ela o chamou.

Ele se arrastou até o sofá onde ela estava sentada. Seu pai comia batatas fritas que tinha comprado num restaurante da cidade. Annabeth estava em uma vídeo conferência via Skype com Piper e Leo do outro lado.

–Hã, oi. –Percy disse para os amigos.

Eles gargalharam dele e ele ficou sem entender nada.

–Eu disse que ele era lerdo, não disse, meninas? –Leo falou.

–Meu Deus, você está do outro lado do atlântico e ainda assim não deixa de pegar no meu pé? –Percy perguntou.

–Claro que não. Amigos são pra isso, cara. –Leo respondeu.

–Parem com isso, você dois. –Piper repreendeu-os – Percy, temos uma surpresa pra você.

–Qual?

Percy pensou que não poderia ter ficado mais feliz. De trás de Leo e Piper, surgiu alguém tão importante para ele que seu coração ficou acelerado. Ele se aproximou da tela, como se quisesse atravessá-la.

–Mamãe. –ele disse feliz.

–Parece que é só assim que eu consigo te ver, não é, meu filho? –Sally limpou uma lágrima que se formou no seu olho.

–Sally! –Poseidon gritou se metendo atrás de Percy e Annabeth.

–Ah, olá, Poseidon. –Sally sorriu para ele. –Percy não está te dando muito trabalho, não é?

–Eu acho que sou eu que estou dando trabalho para ele, Sally. –Poseidon respondeu.

–Pai, sai de cima. –Percy reclamou. –Mamãe, você está bem?

–É, sim meu filho. –Sally abaixou os olhos um pouco agitados. –Apenas vomitei um pouco na semana passada. Mas os seus amigos cuidaram muito bem de mim. –Ela apontou para Leo e Piper lá trás.

–Cara, a comida da sua mãe é maravilhosa. –Leo disse.

–E a gente está dando os remédios regularmente para ela. –Piper acrescentou. –E bem, meio que a gente está morando aqui ultimamente, sua mãe disse que está tudo bem.

–Vocês são uns aproveitadores. –Annabeth disse.

Eles ficaram conversando sobre um monte de banalidades pelo Skype. A parte mais difícil da conversa fora quando Annabeth perguntou sobre Jason. Piper quase chorou, mas conseguiu se segurar com o abraço acolhedor de Sally. Jason estava bem e os medicamentos que lhe deram estavam fazendo uma melhora muito rápida. Ele estaria pronto para recebê-los em Paris quando eles voltassem para a rota de viagem.

Depois de mais alguns minutos Percy disse que a comida iria esfriar e eles precisavam jantar. Annabeth desligou a chamada e Percy deu um último adeus para sua mãe. Ele queria voltar o mais rápido possível para abraçá-la e dizer que a amava. Por isso antes de finalizar a chamada, ele disse:

–Eu te amo, mãe.

E assim Annabeth desligou e eles foram jantar. Poseidon terminou rápido e disse que iria dormir mais cedo para trabalhar logo pela manhã no dia seguinte. Antes de ele subir, Percy foi até ele e disse baixinho.

–Eu te amo, pai.

–Eu hein, garoto. –Poseidon fingiu não ter ficado tocado com as palavras. –Depois diz que não é gay. E assim seu pai subiu para o quarto.

Annabeth lavou a louça enquanto Percy secava. Eles conversaram sobre a família. Annabeth lhe contou que seu irmão, Malcon, estava na universidade e tinha entrado para o time de Futebol Americano como quarterback. Sua mãe e seu pai continuavam casados e mais apaixonados que nunca. Percy ouviu tudo com atenção e pela primeira vez na vida ele se deu conta do quanto amava sua família e seus amigos. Às vezes ele se enfiava no trabalho e esquecia-se de aproveitar um tempo com as pessoas que amava. Ele queria falar com Jason e conversar com Hazel. Até Piper e Frank tinham se tornados importantes na vida dele.

–Percy, eu estou falando com você, presta atenção em mim! –Annabeth chamou sua atenção.

–Ah, desculpa. Continue.

Ela falou mais um pouco até o caminho para o quarto. Ela agradeceu pelos chocolates e o perfume e até lhe deu um chocolate como presente.

–Você consegue ser muito criativo quando quer.

–Eu sei. –ele disse a ela e se aproximou abraçando a sua cintura. –Posso te dizer uma coisa?

–Pode sim.

–Eu te amo também, coisa chata. –ele lhe deu um beijo na bochecha. Gostava mesmo dela, como amiga, é claro, mas depois de ver sua mãe, estava tão sentimental que achou necessário falar isso para as pessoas que amava e estavam por perto.

–Azar o seu, bobão. –ela lhe língua.

–Annie, eu acho que podia dormir na ca...

–Colchão. Beijos e boa noite.

E assim ela andou com aquele rebolado natural até cama e lhe mandou um beijo. Percy achava que ela fazia essas coisas só para provocar, mas ele até gostava daquilo.

Notas finais
Gente, meu PC pifou. Tô usando o do meu pai e é difícil escrever nele porque meu coroa é muito zeloso com suas coisas e está com medo de eu fazer merda no PC dele também. Então talvez só dê pra mim postar dois capítulos por semana, até o bendito voltar do concerto. E logo agora que eu tenho tempo ... Maaaas é a vida. Comentem, pessoas lindas. Beijos e até o próximo :)