The Scientist

25 Berlim IV- "Meine liebe"


Notas iniciais
Oiii gente =D O Percy continua bonzinho, people rs. Apesar de que ele ainda vai fazer umas paradas sinistras aí =3. NO SPOILERS. Esse capítulo ficou tão açúcar, que eu fiquei com diabetes. Aproveitem a leitura, darlings do meu coração!

19 de abril

Hotel Hackesche Höfe.

Enquanto a água fria caia sobre o corpo de Percy, ele se sentia mais culpado do que quando mentiu para a sua mãe em um dia de ações de graça. Ele tinha dito a ela que iria participar de um programa integral na faculdade, quando na verdade tinha ido ao apartamento de Rachel para... Bem, fazer coisas que todos já sabem quais. Quando ele chegou em casa e viu um pontada de tristeza no olhar de sua mãe pela ausência dele, ele quis se inscrever de livre e espontânea no purgatório.

A culpa dele se dividia em ter matado pessoas sem dó e em ter abandonado Annabeth quando ele mais precisava. Ele desligou o chuveiro, seu corpo estava gélido. A água fria somada ao frio de Berlim, fez sua mente esfriar. Mas seu coração continuava pesado. Ele saiu do banheiro do seu quarto — que também era o quarto de Jason. Percy estava de olhos fechados durante todo o trajeto. Ela havia decorado cada diâmetro dos pisos e a distância do banheiro até o seu guarda roupa, como em um jogo de adivinhação interno, que o acalmava. Ele abriu os olhos quanto estava em frente à gaveta de roupas.

Vestiu uma cueca Box, uma calça de moletom e uma camiseta do Batman. Talvez aquilo fizesse Annabeth se lembrar do quanto ele era um menino nerd legal e o quanto ela precisava perdoá-lo por ter matado pessoas ao invés de consolá-la. E talvez aquilo o fizesse se lembrar de quem ele realmente era e não do que aquela missão estava o transformando.

–Agora eu sei por que a Annabeth gosta tanto dele. –uma voz feminina disse atrás dele.

–Se eu fosse mulher, também gostaria dele. Com essa cara fofinha e um instrumento desses no meio das pernas. –uma voz masculina concordou.

Percy ficou vermelho imediatamente. Droga, ele odiava ser tão tímido. Ele se virou lentamente e deu de cara com Leo deitado na cama king size dele e Jason e Piper deitados na cama do loiro. Pelos sorrisos zombeteiros nos rosto de Leo e Piper, com certeza foram eles a fazer as piadinhas.

–Vocês me viram trocando de roupa? Por favor, digam que não. –Percy disse.

–Claro que sim, gênio. –Jason disse a ele. –Você precisa para de andar de olhos fechados do banheiro até o guarda roupa. Eu sei que você gosta dessa brincadeira particular, mas as pessoas acabam te vendo pelado assim.

–Ah, que isso, Percy. Pode continuar a fazer isso. –Piper fez um joinha. –Eu adorei a vista.

Jason olhou de cara feia para ela, ele parecia não estar gostando da brincadeira. Piper o beijou, aquele mesmo beijo pornográfico que eles costumam dar um no outro. E assim, Jason pareceu esquecer que estava chateado. Percy bufou. Mulheres e os seus beijos fazedor de esquecer que eles estavam bravos com elas.

–Ér, obrigado? –Percy disse sem saber ao certo se aquilo era pra ser um agradecimento. –Bem, o que vocês estão fazendo aqui?

–Piper vai dormir aqui hoje, Percy. –Leo respondeu. –Porque você precisa dormir com a loira. E eu só estava conversando um pouco com eles antes de ir dormir.

–Ela está muito mal. Eu acabei de sair de lá, não agüentei ficar mais tempo. É muito triste vê-la daquele jeito. –Piper tinha lagrimas nos olhos. –Ela não chorou desde que chegamos aqui e eu acho que nem vai chorar. Ela sempre...

–Guarda a dor e não se permite senti-la. –Percy completou. –Eu vivi quase a minha vida inteira com ela, Piper. Sei como ela age.

–Então você deve saber o quanto isso faz mal a ela.

–E é por isso você vai ir pra lá agora. –Leo se levantou e foi até ele, empurrando as suas costas como em um treinzinho de festa.

Percy abriu a porta e ficou aliviado por não ter ninguém no corredor — mesmo que aquele fosse reservado apenas para ele, seus amigos e mais três agentes –, ele odiaria ser visto de calça moletom e camiseta do Batman. Leo parou de empurrá-lo e foi para o seu próprio quarto. Percy ficou em dúvida se batia na porta ou a abria. Tentou abrir, mas como de esperado, estava trancada. Antes que ele batesse, Piper saiu correndo do quarto dele e lhe entregou o cartão para passar na fechadura. Ela voltou correndo pra lá sem disser nem uma palavra. Percy deu de ombros, aprendera a não questionar as atitudes estranhas e repentinas dos amigos.

Ele passou o cartão na fechadura e entrou no quarto, fechando logo em seguida. Annabeth estava sentada na cama com as costas escoradas na cabeceira, olhando para a janela, vendo a silhueta de Berlim. Devia ser quatro da manhã, Percy não checara o relógio, mas pela posição da lua no céu ele teve uma ideia. Ele parou com as crises nerds internas e foi até ela.

Percy se sentou do lado dela e deu uma boa olhada em Annabeth. Ela não estava vestindo nenhuma camisa dele de times de futebol, apenas uma camisola bege. Ele ficou decepcionado pelo término da brincadeira entre os dois. Ela colocou uma mexa de cabelo atrás da orelha e ele viu o rosto vermelho dela, marcado pelo tapa levado há poucas horas atrás. Toda a culpa por ter matado aqueles caras se foi.

–Oi. –ele disse.

–Oi. –ela respondeu, a voz frágil parecia querer soar forte. Mas ele a conhecia bem demais para saber isso.

–Eu não sei o que dizer, Annabeth. –Percy confessou. –Eu nunca sei como te consolar. Tenho medo de ser um cara fofo e você achar que eu penso que você é fraca. E eu tenho medo de te tratar de forma normal e você se ofender por eu não te tratar com carinho. Eu não sei o que fazer. –ele disse de forma rápida e ao mesmo tempo exagerada, quase dramática.

–Eu sei, Percy. Eu conheço muito bem você. –ela retrucou um pouco seca.

Percy sentiu seu coração doer, como se estivesse sendo espetado por uma faca incandescente. Ele chegou para mais perto dela e a puxou delicadamente para um abraço de lado. Annabeth pareceu relutar, mas logo em seguida se jogou nele. Suas pernas ficaram entrelaçadas uma nas outras. Ela estava aninhada a ele como se fosse um bebê. Percy a apertou contra si. Annabeth ficou passando os dedos pela barba dele.

–Eu não devia ter ido lá sozinha. –ela sussurrou. –Eu devia parar de pensar que posso resolver tudo sem a ajuda de ninguém.

–Você pode fazer a maioria das coisas sem a ajuda de ninguém. Você só precisa parar de querer carregar o mundo inteiro nas costas.

–Olha quem fala. –ela sorriu de lado, mas ainda aprecia um pouco triste. –Você está com a paz mundial sobre as costas.

–Infelizmente, estou mesmo. –Percy concordou e deu um beijo na testa dela. –Mas eu tenho você. Não sei que merda que rege o universo, mas sei que fez da forma certinha ao nos juntar novamente.

–O que quer dizer com isso, senhor Batman?

–Eu quero dizer, senhorita Chase, que eu não sinto o peso absurdo das coisas que tenho que fazer, porque tenho você ao meu lado. E isso me faz continuar. –ele passou o polegar delicadamente na bochecha vermelha dela e grudou sua testa na dela, fechando seus olhos em seguida. –Se você quer tentar carregar o mundo nas costas, eu deixo. Porém você precisa entender que sempre terá a mim pra te ajudar a fazer isso.

Annabeth suspirou e limpou uma lágrima que caia pelo seu rosto. Ela colou seus lábios de leve com os de Percy e escondeu seu rosto no pescoço dele. Percy sentia que a tristeza dela não era pelo quase abuso sexual. Era por ter falhado, por ter parecido fraca. Ele queria tanto descobrir o que havia acontecido com ela no tempo que ficaram separados. Queria tanto fazê-la mais feliz. Mas parece que nunca surgia a oportunidade certa de perguntar o quê eu houve.

–Você matou mesmo aqueles homens da forma que Piper me contou? –Annabeth perguntou.

–Sim. Sei que parece difícil acreditar, mas eu tive que fazer isso. –Percy tentou suavizar a expressão de raiva. E logo ele voltou à habitual cara de apaixonado. –Eles queriam fazer um mal incomum a você, eu não poderia deixá-los sem castigo algum.

–Percy...

–Fale.

–Nunca mais faça isso, por favor. –Annabeth disse com a voz um pouco embargada. –Você não é assim, você tem um coração bom demais pra fazer essas coisas. E eu amo que você seja assim, bom, que não mata pessoas quebrando seus ossos e depois jogando-os numa câmara de gás.

–Não vou fazer mais essas coisas, Annie. Ao mesmo que...

–Ao menos que? –ela o incentivou.

–Ao menos que mexam com você.

–Não posso fazer você mudar de ideia, não é?

–Não.

Eles ficaram em silêncio, ainda com seus corpos colados. Percy a amava, mais do que poderia tentar expressar. E aquele era o momento certo para dizer isso a ela. Ela precisa ter o coração aquecido por uma palavra de consolo. E como ele não sabia consolá-la, iria dizer que a amava. Ele esperasse que tivesse o mesmo efeito. Então ele recorreu a biologia básica para fazer uma declaração.

–Annabeth?

–Fala, peixinho. –ela o chamou pelo apelido de infância deles. Assim como o seu pai era chamado de “o pescador”.

–Quer saber uns fatos interessantes?

–Não.

–Então, vou te contar as reações do corpo quando...

–Por favor, não!

–... Estamos amando.

A palavra “amando” pareceu fazê-la se calar. Suas pupilas dilataram e Percy sorriu. Pupilas dilatadas eram uma dos argumentos que ele iria usar. Annabeth se sentou no colo dele e ficou de frente para ele. Ela beijou o rosto dele e mordeu logo em seguida. O sorriso singelo no rosto dela foi a coisa mais linda que ele já viu.

–Fala, peixinho.

–Bem, o primeiro sinal é o bom humor. O sorriso característico, bem aberto, feliz. –Percy sorriu assim como dizia em suas palavras. –Tem também as pupilas que ficam dilatadas quando vemos a pessoa amada. Como se fosse um vislumbre do paraíso.

–E o que mais?

–A sensibilidade a dor fica maior. Quando amamos ou fazemos um ato de sacrifício por amor, a dor diminuiu e fica mais fácil suportá-la. Os batimentos cardíacos... –Percy pegou a mão de Annabeth e colocou sobre o seu peito, pressionando a mão dela ali, fazendo-a sentir seu coração bater. –Ficam sincronizados um com o outro. Os corações batem na mesma velocidade, mantendo o mesmo ritmo.

Annabeth sorriu, mas depois seu sorriso diminuiu. Ela desviou o olhar para o lado por alguns segundos. Percy segurou seu queixo e a fez olhá-lo.

–Faça a pergunta que você quer fazer. –ele disse.

–Por que está me dizendo essas coisas? Algo me diz que não é só uma crise nerd, como você sempre tem.

–E não é. –Percy tomou fôlego e disse: — É só que... Eu me sinto assim quando estou com você. Eu sinto meu corpo reagir ao seu...

–Talvez seja falta de sexo.

–... Sinto que eu te amo. Te amo muito.

Annabeth ficou quieta. Sua boca estava aberta, seus olhos arregalados. Ela abriu e fechou a boca, talvez estivesse tentando encontrar palavras para falar. Mas simplesmente não conseguia dizer nenhuma.

–C-como você tem certeza disso? –ela disse por fim, engolindo em secoe gaguejando ao mesmo tempo.

–Porque, você deixou de ser aquela deusa que eu idolatrava quando éramos mais novos. Você deixou de ser um sonho de consumo. –Percy respondeu. – Como eu disse: não sei quem manda no universo, se são os deuses, aliens, mutantes ou viajantes do tempo; só sei que foi um truque de mestre nos unir depois de dez anos. Eu e você temos muitas tristezas aqui. –ele voltou a colocar a mão dela em seu peito, mostrando que estava falando de seu coração. –E agora estamos curando as feridas um do outro.

–Sabe essa história de reações do corpo e etc? –Annabeth perguntou e Percy assentiu. –Então, essa foi à pior declaração de amor que eu vi na vida. –Percy começou a rir e ela também. –Não, sério. Ninguém explica que ama alguém usando essa merda.

Eles riram mais um pouco, mas logo suas expressões voltaram a ficar passivas. Percy não sabia o quê que ela estava pensando naquele momento, apesar de que na maior parte do tempo ele sabia o que se passava pela cabeça dela.

–Você tem algo a dizer sobre eu te amar? –Percy perguntou.

–Sim: Pela primeira vez na vida você pode se sentir feliz por dizer essas palavras. Porque é recíproco.

Annabeth segurou o rosto dele entre as mãos e o beijou profundamente. O beijo era calmo, mas continha uma paixão avassaladora. Percy não queria ficar excitado, ele não queria mesmo. Ele queria ser romântico, queria fazê-la se sentir amada, queria beijá-la até ela pegar no sono. Mas lá estava ela: rebolando lentamente no seu colo e colando seus corpos enquanto suas línguas brigavam.

–Annabeth, Annabeth... –Percy tentou chamá-la, mas ela não o soltava e não parava de enfiar a língua dela em sua boca. –Annabeth, amor, para!

–Você me chamou de amor e ainda quer que eu pare? –ela perguntou com uma cara incrédula.

–Não é isso. –Percy sorriu e acariciou os cabelos dela. –Você acabou de passar por uma experiência ruim, quase um estupro. E eu não acho que sexo vai fazer você se sentir melhor.

–Você é muito lerdo mesmo, Percy. –Annabeth balançou a cabeça negando. –Eu não quero fazer isso porque quero sexo ou um orgasmo maravilhoso... E, não, espera, eu quero um orgasmo maravilhoso sempre que der... Mas a questão não é essa!

–Qual é então?

–É que, mesmo quando estávamos em Burgas só nos divertindo, eu sentia que era mulher de verdade quando estava com você. Você nunca olhou pra mim como se eu fosse um objeto e eu amo isso. Amo quando você toca em mim e seus olhos verdes mar ficam da cor de esmeralda quando me deseja. Amo quando você me deixa dormir no seu peito quando terminamos, apesar de você sempre reclamar que eu te dei um soco enquanto estava me remexendo dormindo. E agora que eu sei que você me ama, eu quero fazer amor com você. Quero me sentir amada do jeito que só você faz. E isso me faz me sentir melhor, pois diferente daqueles garotos que tentaram me estuprar, você me ama. E essa sensação de se sentir amada, consegue me fazer superar qualquer trauma recente.

Percy abriu um pequeno sorriso, que se transformou em um imenso. Quem diria... Ele com a loira mais incrível do mundo nos seus braços dizendo que queria fazer amor com ele. E ele obedeceu, claro. Tirou sua blusa do Batman e Annabeth fez um muxoxo.

–Você ficava sexy com ela. –ela disse. –Mas fica melhor sem.

Ela voltou a beijá-lo. Era aquele beijo calmo novamente. Percy ficou com uma ereção em poucos segundos de beijo e Annabeth rebolou em seu colo, fazendo com que cada movimento provocasse um gemido nos dois. Ele desceu os beijos para o seu pescoço, sem pressa. Depois substituiu seus lábios pela língua. Ele fez um caminho com a língua do pescoço dela ao seu queixo, onde deu uma mordidinha e depois beijou. Os dedos de Percy foram para o final da camisola bege de Annabeth. Ela levantou os braços e ele tirou a peça de roupa.

Os seios dela ficaram amostra e rente ao rosto dele. Ele tentou se controlar para não atacá-los. Ele tinha um fetiche por peitos, mas precisamente os peitos de Annabeth. Na verdade ela era o estereótipo de tudo o que ele achava mais lindo: loira, seios grandes, alta e inteligente. Ele parou de ficar encarando os seis dela quando a viu o olhando com uma das sombracelhas arqueadas. Percy beijou o bico do seio direito e Annabeth estremeceu. Sua língua contornou todo o seio dela e depois ele mordeu de leve a pela macia. Percy os chupou devagar, aproveitando a sensação e proporcionando mais prazer a Annabeth. Ele terminou com o direito e fez mesmo com o esquerdo. Ele olhava nos olhos de Annabeth enquanto fazia aquilo e dava um sorrisinho toda vez que ela revirava os olhos. Quando os seios dela estavam vermelhos e rígidos, Percy se deu por satisfeito. Ele beijou o vale entre eles sentindo o seu coração dela bater acelerado.

“Provavelmente no mesmo ritmo que o meu”, Percy sorriu com o próprio pensamento. Ele os virou na cama, ficando por cima e aproveitando a visão. E que visão!

Ele tirou a calcinha dela, e notou que já estava completamente molhada. Annabeth levantou o tronco e se sentou. Ela brincou um pouco com o elástico da calça de moletom dele e agarrou seu membro lentamente, fazendo o gemer. Ela ficou naquilo por mais alguns segundos, mas Percy a empurrou com delicadeza para que ela se deitasse de novo. Percy tirou a calça e a cueca.

–Sem mais preliminares, por favor. –Annabeth pediu.

Percy assentiu e abriu um pouco mais as pernas dela, se posicionando na sua entrada. Quando ele finalmente entrou dentro dela, eles gemeram em sincronia. Percy segurou os cabelos loiros dela e a beijou. Um de seus braços foi parar atrás da cabeça de Annabeth, servindo como travesseiro enquanto ele estocava lenta e profundamente. A respiração dos dois estava descompensada. Um filete de suor caiu da testa de Percy no pescoço de Annabeth. Ela enfiava suas unhas cada vez mais fundo nas costas dele e apertava a cintura dele com suas pernas. Eles não falavam nada, não conseguiam formar frases.

A única coisa que Percy conseguia pensar era no quanto ela era apertada e quente e no quando ele estava se esforçando para não ir mais depressa e de uma forma mais brutal. Mas ele até que estava gostando daquilo lento. Ele precisava que fosse assim, pois seu membro preenchia Annabeth com mais precisão, mais textura, enviando ondas de prazer para o seu cérebro. O interior dela começou a apertá-lo, causando mais prazer nos dois. Percy não agüentou aquilo por muito tempo e se derramou dentro de Annabeth. Nos últimos instantes ele se movimentou depressa e com força, queria que ela viesse também e que não perdesse nenhuma oportunidade de sentir prazer. E então ela veio e gemendo vergonhosamente alto.

Percy abafou o gemido dela com um beijo. Tão lento quanto os movimentos dele naquela noite.

–Uau. –Annabeth murmurou de olhos fechados.

–Uau. –Percy concordou.

Ela deu uma risadinha e ele também. Ele saiu e dentro dela a abraçou, fazendo com que ela ficasse com o rosto colado ao peito dele. Annabeth abraçou a cintura dele e distribuiu beijos no seu peito, ainda de olhos fechados. Percy acariciou as coxas delas, que estavam entrelaçadas com as dele, e viu as marcas de cortes, parecendo arranhões. Ele iria descobrir o que era aquilo, ele tinha que saber. Mas não iria perguntar a ela agora. Uma pergunta assim estragaria o clima. Aquele quarto estava com cheiro de sexo, de orgasmos sentimos com amor. Ele não poderia estragar essa sensação.

Annabeth abriu os olhos e beijou o pescoço dele, chamando a atenção.

–O que vai acontecer quando essa missão acabar, peixinho? –os olhos dela estavam tristes. –Não quero que sigamos por caminhos diferentes. Eu quero ficar com você.

–Meine liebe¹... –Percy disse em alemão fazendo sorrir. Ele beijou a testa dela e prosseguiu: –Eu gostaria de saber o que vai acontecer, mas não sei.

–Você andou treinando alemão. –Annabeth disse sorrindo.

–Você ficou um mês fora. Como eu não fazia sexo, eu tinha que estudar um pouco pra aliviar a tensão. –Percy colou os lábios no ouvido dela. –Já que não estava fazendo nada com a cabeça de baixo, estava tentando encontrar algum uso para a cabeça de cima.

Annabeth gargalhou, mas Percy sabia que era muito mais pelas cócegas provocadas pela voz dele muito próximo ao ouvido dela, do que pela piada em si. Ela voltou a fechar os olhos, ele não sabia se ela estava dormindo, tinha a leve impressão que não.

–Não sei a onde vamos estar quando a missão terminar. –ele disse baixinho, esperando que ela ainda estivesse ouvindo. –Mas sei que vou te amar a onde quer que eu esteja.

Ele não esperava receber uma resposta e nem recebeu. Ele sabia que Annabeth choraria se tentasse falar algo, ela odiava um futuro imprevisível. Então, tecnicamente, ela sabia que choraria colando tudo pra fora e ele sabia que ela faria isso.

Depois de um tempo, ela acabou dizendo algo:

–Amo você, peixinho.

–Eu te amo também. E te amaria muito mais se parasse de me chamar assim.

–Não.

–Obrigado.

Com o sol raiando do lado de fora e ao crepúsculo da manhã invadindo o quarto, eles dormiram abraçados um ao outro.

¹ Meine liebe=Meu amor

Notas finais
Deu trabalho, viu? Eu não podia escrever nada meloso porque não combina com o Percy e a Annie dessa história, mas ainda assim tinha que escrever um romance lindo no capítulo. Ufaa, saiu isso aí. Espero ter conseguido. Me digam nos comentários se fui bem =D Porque coisas fofinhas eu deixo pra minha outra fic, essa aqui é Hardcore, mano! Ps: Desculpem não ter respondido os coments anteriores. Ainda tô um pouco mal, com tonteiras e sensação de mal estar. Não posso ficar muito agarrada no PC, ainda. Mas prometo que irei responder vocês, gente sexy. TODOS (eu escrevi ALL THAT) os comentários desse capítulo serão respondidos. Kisses, até o próximo ♥♥♥