The Scientist

23 Berlim II- "Traidores"


Notas iniciais
Oi gente =D Eu sei vcs querem o meu sangue pela demora, maas relaxem, tô de volta. Desculpem qualquer erro nessa bagaça, nem revisei direito. Tem recado pra vcs lá em baixo. Aproveitem a leitura, darlings!

18 de abril.

Hotel Hackesche Höfe.

Berlim, Alemanha.

Percy praticamente carregava Annabeth bem próximo ao seu corpo. O problema das cervejas alemãs é o efeito que elas causam depois de serem ingeridas, enquanto você está bebendo continua sóbrio, depois que para, o resultado não é muito bom. Eles estavam caminhando para o hotel, e quando chegaram ao saguão do lugar, Percy decidiu:

–Você não vai aparecer lá assim. –disse para Annabeth.

–Assim? –ela perguntou confusa.

–Caindo de bêbada. Se chegar lá desse jeito está arriscado que você seja punida. –ele respondeu.

–Essa punição envolve tapas eróticos? –ela colocou a mão no queixo pensativa.

Pervertida: era assim que ela ficava quando estava bêbada. Como ele se esqueceu disso? Ela tentara várias vezes tirar a virgindade dele na adolescência quando estava nesse estado, ele que nunca havia abusado dela, pois sabia que ela se arrependeria depois.

–Mas sério, a gente podia fugir dessa missão idiota e passar um tempo nas Filipinas. –ela mudou de assunto.

Percy decidiu levá-la para o quarto. Apertou o botão do elevador e esperou ele terminar o seu trajeto. Annabeth tentava tirar a blusa dele o tempo todo e ele apenas sorriu incrédulo por ter que resolver toda aquela situação sozinho. O que será que estaria acontecendo com Piper e Leo? Ele esperava descobrir. As portas do elevador se abriram. Percy segurou a mão de Annabeth e a guiou até o seu quarto.

Percy a ajudou a tirar a roupa, segundo a mente alcoólica dela estava muito calor. Annabeth estava só de calcinha em cima de sua cama, praticamente implorando para ele que fizesse sexo com ela. Percy balançou a cabeça e bufou, era demais pra ele namorá-la de vez em quando. Ele se pegou meditando em seu próprio pensamento. Namorar ela. Eles não estavam namorando e isso era complicado, já que ela havia acabado de confessar que o amava e ele tinha a certeza de que o sentimento era recíproco.

Ele foi até o guarda-roupa dela e pegou uma camisa do Paris Saint German. Era uma brincadeira particular dos dois comprar camisa de times europeus por onde quer que passassem. Ele entregou a camisa a ela e ela vestiu. Percy andou até a cama se sentando do lado de onde ela estava deitada.

Annabeth o olhou curiosa.

–Você vai resolver tudo? –ela perguntou se atrapalhando com as palavras.

–Vou. –ele prometeu, mesmo não tendo muito certeza de que realmente fosse. –Durma um pouco. Não precisa se preocupar.

Ele se inclinou e deu um beijo rápido nela. Annabeth se virou para o outro lado e caiu no sono instantaneamente. Percy caminhou para fora do quarto. Agora ele tinha uma missão particular: evitar que seus amigos fossem para cadeira elétrica por traição.

[...]

–Ora, ora, se não é Perseu Jackson. –Daniel anunciou chamando a atenção de todos no porão. –Mais um traidor.

Percy lançou um olhar feio para ele. Eles tinham uma competição interna. Percy amava Annabeth e Daniel sentia algo por ela também. Era motivo suficiente para se atracarem até a morte. Mas Percy não a via como um objeto de disputa, apesar de que adoraria agredir Daniel por olhar para ela com interesse.

Tinha no máximo oito agentes no porão do Hotel, incluindo o chefe superior de Annabeth, Philip Manson, e o amigo dela, e mais recentemente de Percy também, Joey Phelps. Os olhos azuis leite de Joey olharam para Percy com preocupação, mas logo foram desviados. Joey não queria ser associado aos “traidores”.

–Quieto, Daniel. –mandou Phill. –Senhor Jackson, sente aqui.

Phill apontou para uma mesa no canto do porão. Lá estavam Leo e Piper. Piper parecia que iria enfartar a qualquer momento e Leo estava com um tédio indescritível estampado no rosto. Percy se sentou ao lado de Piper e ela o abraçou. Apesar de ter sido um abraço rápido, Percy sentiu que ela estava com medo e sussurrou “vou te tirar dessa” para ela quando se separaram. Phill se postou na frente dos três e jogou alguns papéis sobre a mesa.

–Essas vinte e três folhas são somente de inflações que vocês cometeram. –disse Phill. –Vocês sabem o quanto isso é grave?

Percy, Piper e Leo, não responderam. Pareciam crianças da pré-escola levando bronca.

–Você sabia dessas coisas, Jackson?

–Sim, Phill. Eu sabia de tudo. –Percy confirmou, olhando nos olhos do agente. –Eu sabia que o que eles fizeram iria ajudar nessa missão.

–Isso é uma mentirada sem fim, Jackson. –Daniel o interrompeu com a voz suave. –Como trair a CIA entrando em uma rede de internet proibida pelo governo pode...

–Blá blá blá. Grandes merda. –Leo o interrompeu olhando para as unhas das mãos. –Se vocês querem nos prender ou algo assim, por que não fazem logo? É bem melhor do que ficar enchendo o saco.

–Leo! –Piper lhe deu um tapa na nuca. –Para de complicar a situação.

Todos ficaram quietos por um instante. Phill os olhava atentamente e Percy tentava bolar um plano. Maldita hora em que deixara Annabeth se embebedar, ela sempre conseguia achar uma solução em poucos segundos.

–A Annabeth sabia disso, Jackson? –Phill perguntou quebrando o silêncio.

–Não, senhor. –mentiu Percy. –Ela apenas desconfiava e até tinha nós avisado para não tentar nada, mas confesso que tentamos mesmo assim. Eu mesmo os mandei procurar por tudo.

Piper parecia querer chorar e Leo tinha a boca tão aberta que parecia um cachorro de rua visualizando comida pronta a sua frente. Eles, com toda certeza, não estavam acreditando que Percy havia assumido toda a culpa. Mas ele não podia deixar os seus amigos serem mortos. E ele mesmo não ia ser morto por ser necessário para a missão, pelo menos ele achava que não iriam matá-lo.

–Isso é traição grave, Phill. Eles roubaram arquivos da CIA para tentar descobrir coisas. –Joey se pronunciou pela primeira vez. Ele estava fumando um cigarro já pela metade. Ele expulsou a fumaça para fora de seus pulmões e prosseguiu: — A punição não é nem mesmo a cadeira elétrica, é fuzilamento. E fuzilamento imediato, seu quiséssemos matá-los agora mesmo, poderíamos.

Percy quis matá-lo. Como ele, sendo amigo de Annabeth há tanto tempo, queria matar os amigos dela e ainda dava o palpite? Aquilo era uma grande injustiça, Piper e Leo haviam ajudado tanto a encontrar informações para a missão, coisa que, agentes super especializados e que se diziam competentes, não fizeram. Se eles não tivessem passado as informações para Annabeth, ela nem mesmo teria tido êxito na missão a parte com os agentes.

Piper e Leo tinham feito um trabalho e tanto. Eles eram necessários e muito. Sem eles aquela missão fracassaria. E pela primeira vez na vida de Percy, sua mente começou a trabalhar em um plano imediato. Ele apoiou os cotovelos na mesa e cruzou as mãos em frente ao rosto. Ele percebeu alguém dividindo o cigarro com Joey. Alguém que ele havia conhecido há pouco tempo em Versalhes, na França.

–Reyna? –Percy a chamou e ela o cumprimentou com um sorriso.

–Olá, Percy. –ela disse e inalou a fumaça do cigarro. –Sempre se metendo em encrenca, não é?

–Eu não procuro encrenca, Reyna. Ela vem de bom grado até a mim. –Percy suspirou e abaixou os olhos. – Se o que eles fizeram foi tão grave, por que não os mataram ainda?

–Percy, você não está ajudando lembrando-os que eles têm que nos matar. –Piper sussurrou para ele.

E nesse momento eles iniciaram uma conversa rápida

–Eles não vão nos matar, confie em mim. –ele sussurrou de volta. –Cadê o Jason?

–Nem sabe que estamos aqui. Ele tinha ido num museu aqui na cidade e eu e Leo ficamos para... Entrar na Deep Web e conseguir mais informações.

–Você dois parem de sussurrar! –Phill os repreendeu. –Me deem bons motivos para não executá-los agora.

Ninguém no porão falou nada, todos estavam em silêncio. Percy teria que usar o seu plano de última hora: dizer que Piper e Leo eram tão bons no que fizeram, que a CIA era praticamente obrigada a mantê-los na equipe para acharem uma solução.

–Sem eles a missão vai fracassar. –Percy disparou, os oito agentes ali o olharam, incrédulos. Nos rosto de alguns continham o vestígio de um sorriso, como se duvidassem que uma menina bonita e um rapaz magrelo comandassem a situação. –Eles conseguiram informações que ninguém mais na CIA conseguiu. Vocês precisam deles dois.

A crise de risos começou com um sorrisinho de um cara bombado no canto da sala, depois se espalhou por todos menos Reyna e Joey, que ainda dividiam o cigarro, indiferentes, e Percy e Piper. Percy estranhou algo mais ao seu lado: Leo estava sorrindo. E era aquele sorriso louco, psicopata e que fazia todos os superiores dele, desde o maternal na escola, se borrarem de medo.

–Vocês querem me matar, não é? –Leo perguntou.

–Sim, você nos traiu. –respondeu Daniel.

–Todos querem matar você, Valdez. Isso não é exclusividade da CIA. — O homem bombado no canto também respondeu a ele.

–Primeiro: Daniel, cale a boca, você está na Friendzone. Segundo: Hall, você não quer que eu espalhe o seu segredinho, não é? –Leo estalou os dedos na direita, esquerda e depois os estalou acima da cabeça. Bem gay assim mesmo. –E terceiro: é mesmo seguro me matar, Reyna?

Reyna o olhou sem entender nada. De repente Percy percebeu que se ela estava ali Bob, bem provavelmente, também estaria. Depois Percy tratava de procurá-lo, porque agora ele tinha que entender de onde Leo conhecia Reyna.

–Não sei do que você está falando, Valdez. –e ela parecia realmente confusa em relação a ele.

–Você é que pensa que não. –Leo sorriu. –E você Joey, gostou da nova metralhadora silenciosa com a qual você matou os vermelhos em Paris? Ela tinha uma engrenagem boa, não é? Três disparos por segundo se apertar mais de uma vez.

–Como sabe que a arma que eu usei tinha tudo isso? –Joey se levantou andando lentamente até a mesa. –Só quem sabe dessas coisas são as pessoas que usam a arma e quem fabrica.

–Ele deve ter procurado da Deep Web também. –Daniel desdenhou.

–Ela está dormindo com outro, cara. E você aí caindo apaixonado por ela. Então, fique quieto e aproveito sua Friendzone em silêncio sem interromper a conversa dos adultos. –disse Leo dando um belo fora em Daniel, fazendo todos na sala rir, inclusive Percy. –Qual é gente, vocês não se lembram de mim?

–Se isso é uma tentativa de fazer com que eu os absorva, Valdez — Phill massageava as têmporas enquanto falava. –Fique sabendo que não está funcionando.

–Não é uma tentativa de me safar. Qual é? –Leo os olhou esperando que alguém o reconhecesse. –Me imaginem mais magro...

–Impossível. –Piper sussurrou para Percy o fazendo gargalhar.

–... Com os cabelos mais curtos, bigode e cavanhaque parecendo falsos, óculos escuros. Não? –Leo revirou os olhos de forma dramática. –Mac maneiro?

–Não pode ser! –Joey ficou o rosto rente ao de Leo, que apenas sorria. –Você é Leandro Antunes? O latino que cria todas as armas para as forças militares dos EUA e...

–E para a Interpol. –Reyna completou deixando o cigarro pender em sua boca.

–Na verdade o meu nome é Leo Valdez mesmo. Leandro Antunes é apenas um pseudônimo que eu criei para que o meu trabalho não interfira na vida pessoal e eu não precise me envolver tanto com vocês. Mas, aparentemente , um dos meus melhores amigos está namorando a principal agente de vocês e ele tem que achar a cura para um vírus mortal. –Leo completou.

–Espera, você não trabalhava em um laboratório de mecatrônica em uma cidadezinha perto de Nova Jersey? –Percy perguntou com uma das sombracelhas arqueada.

–Percy, seu filhote de peixe, isso era um disfarce. Eu na verdade crio armas da mais alta qualidade. Entrei para essa vida mandando uma carta pra o exército e desde então, as forças armadas necessitam dos meus serviços.

–Mas não existe ninguém que não possa ser substituído, Valdez. –Daniel observou. –Podemos achar alguém tão bom quanto ou até mais do que você.

–Meu caro Friendzone querido. Vocês acham que é só encontrar a solução par ao vírus na bomba e pronto? –Leo soltou uma gargalhada e balançou a cabeça. –Existe todo um mecanismo que sustenta o vírus. Se é uma bomba, ela precisa de um suporte, seus imbecis. E muitos de você muitas das vezes já classificaram "Leandro" como o melhor engenheiro mecânico e mecatrônico do país. Vocês precisam de mim, muito mais do que pensam, para solucionar esse problema mundial.

Todos na sala ficaram sem falar nada. E como todos ficaram quietos, Leo continuou:

–E além de mim, vocês precisam da rainha da beleza aqui. –ele apontou para Piper.

–Não me chame assim, Leo. –Piper o repreendeu.

–Não existe ninguém melhor que ela para coletar arquivos e informações. Dá de dez a zero em qualquer especialista arquivista entre vocês. –Leo se levantou, passou as mãos nos cabelos e sorriu vitorioso. –Podem votar em nos matar, façam o que quiserem. Mas vocês precisam de nós.

Só naquele momento Percy entendeu o porquê Leo estava com aquela cara de tédio desde que ele chegou ali. Ninguém teria a coragem de encostar um dedo naquele ser magrelo. Ele era muito mais poderoso do que qualquer vermelho terrorista, ele era a peça fundamental que não poderia faltar para a missão da CIA ser bem sucedida.

Phill se deu por vencido e olhou para os outros agentes que ainda estavam com incredulidade estampada em seus rostos.

–Nós vamos conversar para decidir o que fazer com vocês. Fiquem quietos aí. –Phill ajeitou o cinto da calça e os agentes fecharam um círculo no canto da sala.

Leo começou a assobiar e Piper o puxou para se sentar na cadeira novamente e lhe deu outro tapa na nuca. Percy virou a sua cadeira para trás e os outros dois fizeram o mesmo. Se encolhendo para que nenhum agente escutasse sua conversa.

–Você é a porra do cara que fabrica armas para o governo? –Percy perguntou segurando a gola da camisa de Leo e espremendo Piper, que estava no meio dos dois.

–Você criou o vírus que pode destruir o nosso país. –Leo retrucou. –Todos nos fizemos merdas. Fica tranqüilo não vão nos matar.

–Você sabia o tempo todo que eles não iriam matar a gente. Por isso estava sempre tranquilo em relação a nossos crimes, não é? –Piper balançou a cabeça e puxou os cabelos. –Eu poderia conhecer tanta gente legal no mundo e conheço logo as pessoas que podem começar a terceira guerra mundial.

–Não fica assim, rainha da beleza. –Leo a abraçou. –Eu também não gostava do Percy antes de saber essas coisas em relação a ele.

Percy bufou e tentou ouvir a conversa que se desenrolava entre os agentes.

–Estão votando em nos matar ou não.

–Eles não vão fazer isso, Percy. –Piper falou. –Como o Leo disse: eles precisam de nós.

–E além do mais eles têm motivos de sobra para nos defender. O Hall é gay e tem medo dos outros descobrirem, Joey e Reyna gostam da gente, a Patrícia tem uma queda louca pelo Percy e o Daniel, por mais que nos odeie, não faria nada contra a gente, pois pode estragar as chances dele com a Annabeth. Já são cinco de oito ao nosso lado.

–O Hall é o montanha? –Piper olhou com os olhos arregalados para o agente altamente musculoso no canto da sala. –Aquele traveco grande que dançou na festa que fomos noite passada, aqui em Berlim?

–Ahã. –Leo confirmou assentindo e rindo abobado.

Eles ficaram mais algum tempo esperando o veredicto. Os agentes terminaram a pequena discussão e Phill se virou para falar a eles.

–Valdez e Mclean, vocês começam a prestar serviços a CIA amanhã. –Phill disse a muito contragosto. –Agora saiam daqui!

Piper saiu depressa, Leo primeiro passou as mãos no cabelo e sorriu sedutor –ou pelo menos tentou –para os agentes. Percy se dirigiu até a saída, mas antes Phill o chamou:

–Percy?

–Sim, senhor Manson.

–Você é um bom rapaz e todos aqui gostam muito de você...

–Nem todos. –Daniel resmungou.

–... De qualquer forma, senhor Jackson. –Phill olhou reprovador para Daniel. –Nós o admiramos muito por suas qualidades. Mas estamos ficando sem tempo, você precisa achar a cura. O mais rápido possível.

Percy poderia dar um discurso, falando o quanto é difícil encontrar a cura para algo que ele mesmo criou. Ele poderia se fazer de coitado ou ter uma crise de raiva por eles estarem o pressionando, mas a única coisa que ele disse foi:

–Sim, senhor.

E depois saiu do porão calmamente, batendo a porta com força.

[...]

–Eu sabia que conhecia o Leo de algum lugar. –Annabeth disse depois que terminou de ouvir a história que Piper contou.

–É, parece que o Mac maneiro é conhecido pela a maioria dos militares. –Piper concordou sorrindo.

Elas estavam no quarto que dividiam e Piper havia acabado de contar o que acontecera no porão do Hotel. Annabeth se sentia aliviada por estar tudo bem com ela e Leo. E também se sentia inútil por não ter podido ajudar pelo o seu estado bêbado. Depois que Piper terminou de falar sobre o Montanha, o traveco que paga de machão, Annabeth a surpreendeu. Ela abraçou Piper tão forte e deixou algumas lágrimas caírem.

–Você sabe que eu não poderia deixar nada acontecer com você, não é? Eu prometi a sua irmã, Piper. E se alguma coisa acontecesse eu jamais me perdoaria.

–Eu sei, Annie. Mas está tudo bem agora. O seu boy magia cuidou de tudo.

–Ele e o bad boy supremo. –Annabeth a soltou e gargalhou um pouco. –Eu disse que o amo.

–E o que ele respondeu? –perguntou Piper, animada.

–Ele não teve tempo de responder. O telefone tocou na hora que ele ia dar a resposta. –Annabeth bufou e limpou mais lágrimas que surgiram em seus olhos. –Eu me tornei muito dependente dele. Quando eu estou com ele, parece que qualquer problema que eu tenho some. E olha que eu tenho muitos problemas!

–É, tem mesmo. –Piper sorriu e depois a olhou com piedade. –Espero que vocês fiquem juntos, de verdade.

Annabeth assentiu. Piper disse que iria tomar banho para passar a noite toda procurando mais coisas com Leo sobre os vermelhos, já que eles precisavam mostrar coisas convincentes a Phill pela manhã. Annabeth ficou sozinha no quarto, ela até pensou em ligar para o quarto de Percy e pedir que ele lhe fizesse companhia, mas um bolo de cartas foi deixado pela brecha da porta do quarto antes que ela tomasse qualquer atitude. Ela se levantou e foi até as cartas e as pegou as analisando com cuidado.

Piper cantava no banho. Annabeth sorriu de lado ao ouvi-la cantar. Era a voz mais linda que ela já ouviu. Annabeth se deitou na cama e abriu a carta.

“Olá, Chase. Ou devemos dizer ‘Hallo¹’?

Você pode vir nos encontrar, se quiser e até mesmo se não quiser.

Lhe daremos pistas e a primeira está na saída do hotel.

Encare isso como uma caça ao tesouro.

Só não garantimos que haverá ouro no final.

Venha.

Com rancor, os vermelhos.”

¹Hallo = Olá

Notas finais
O que será que a Annabeth vai fazer, hein? Garanto que vcs vão surtar com os próximos capítulos 'Hehe OBS: O Leo é tipo o Tony Stark, pra quem não entendeu. Tem maratona de novo, povo!!! Isso mesmo, eu fiz um resumo da fic e percebi que ela tem muitos capítulos e que eu não posso ficar enrolando tanto para terminá-la. Ainda mais porque (preparem-se para surtar) terá segunda temporada. Sim, morram, derretam-se e tenham um orgasmo múltiplo. Nós ainda veremos muito o nosso querido cientista e a nossa querida agente. But, vocês me decepcionaram um pouco no último capítulo. Eu recebi pouquíssimos comentários e confesso que fiquei tão desanimada que demorei justamente por isso a escrever o capítulo. Parem de magoar o meu coração! ¬¬ Enfim, se vocês quiserem eu começo a maratona na semana que vem, porque essa semana eu tenho uma vida social pra investir. Tentem não morrer nesse calor. Morram no próximo' Hu3 hu3 hu3. Zoeira! Beijos, seus lindos. Comentem =D