The Scientist

22 Berlim I - "Senti sua falta"


Notas iniciais
Gente, desculpa. Perdão, eu prometi que voltava antes do ano novo e acabei parecendo só agora. Mereço um cruciatus, sei disso. Quero mandar um beijo pros leitores novos e pedir obrigado pelos comentários. É importante pra mim e pra história, por isso agradeço. =D Como eu tenho alguns leitores que não curtem hentai, não deixei o capitulo só nisso. Só pularem para a outra metade do capítulo que tem história! Aproveitem a leitura, honey!

18 de abril.

Hotel Hackesche Höfe.

Principais pontos turísticos de Berlim, Alemanha.

Percy estava mais preocupado do que sua capacidade mental poderia aguentar. Há um mês ele havia descoberto, através de Bob, que ele mesmo foi quem criou o vírus contido na bomba. Porém, mesmo tendo o criado, ele não conseguia imaginar como encontrar a cura para aquilo. Ele tinha feito experimentos no quarto onde ele estava, tinha revirado todos os arquivos que Jason lhe trouxera. Ele estava ficando louco. E para piorar tudo, quem mais ele queria ver não estava ali.

Percy não via o rosto de Annabeth há um mês. Ele estava começando a ficar preocupado. E o pior era que estava sentindo mais falta dela do que gostaria de admitir.

–Percy, tem certeza de que não vai querer vir? –Jason o chamou.

–Já disse que não, Jay. Divirta-se. –Percy disse, mal tirando os olhos dos papéis que analisava em cima da mesa no quarto.

–Você vai acabar enlouquecendo se ficar apenas trabalhando enfiado nesse quarto. –Jason andou até a mesa e tirou os papéis das mãos de Percy, fazendo com que ele o olhasse.

–Cá entre nós, Jason. –Percy puxou os papéis da mão do amigo. –Acho que desconfiamos desde sempre que eu sou um pouco louco, mais um pouco de trabalho não vai me deixar mais retardado.

Jason o olhou incrédulo. Eles estavam dividindo o quarto no hotel desde quando chegaram ali. Todos estavam trabalhando arduamente para conseguir mais informações e Percy se sentia profundamente culpado por achar que era o centro das atenções. Mas ele não podia evitar, ele era sim o centro das atenções, todos esperavam dele uma solução. Naquela noite, Jason, Piper e Leo iriam sair para aproveitar Berlim. Era uma festa no local onde ficava os bares da cidade, uma daquelas festas dadas pelos habitantes de um bairro, onde os adultos bebiam até não poder mais e as crianças ganhavam brinquedos. Porém Percy tinha decidido fielmente não ir. Ele estava frustrado com seus fracassos e seus dias limitados para achar uma cura.

Ele voltou sua atenção para a mesa de trabalho e ficou olhando as formulas químicas.

–Ficar preso aqui só vai te deixar mais preocupado. –Jason disse a ele. –Você precisa pegar um ar, se distrair, tentar ser um pouquinho mais feliz.

–Jason, você não tem que me dizer o quê fazer. –vociferou Percy, já um pouco irritado. –Eu criei aquela coisa e você não tem noção da culpa que eu carrego. –Percy tirou agressividade da voz e abaixou os olhos, sentindo-se culpado. –Apenas me deixe ficar aqui e tentar resolver as coisas, Jay.

Jason ficou encarando as luzes da cidade através da janela do quarto. Percy achava a vista muito bonita, por isso havia exigido ao serviço de quarto que colocassem a sua mesa de trabalho em frente à janela. Jason passou a mão pelos seus cabelos loiros e colocou a jaqueta de camurça no corpo. Ele olhou para Percy e forçou um sorriso de lado.

–Tudo bem, meu amigo. –As palavras de Jason foram proferidas entrecortadas, ele conhecia Percy o suficientemente bem pra saber que não estava nada bem com ele. –Eu vou passar a noite com a Piper, então não me espere. Nós vemos amanhã de manhã.

–Beleza. Vou tentar terminar isso aqui. –Percy olhou para o amigo que já estava destrancando a porta para sair. –Divirta-se.

–Você também, cara.

Jason fechou a porta. E Percy percebeu que ele não iria mesmo se divertir naquela noite. Ele deixou os papéis de lado e foi tomar um banho. Quando saiu do banheiro vestiu apenas um short e uma camisa. Não precisava se vestir adequadamente para nada, já que não estava esperando ninguém. Ele fechou as cortinas da janela e apenas a luz do seu abajur iluminava o quarto. Se deitou na cama e ficou lendo a sua caderneta de anotações, como ela era velha, ele conseguiu achar anotações dos tempos da faculdade, e nessas anotações continham as informações sobre a anomalia da cura do câncer que ele tentou criar. Se ele conseguisse achar as falhas, talvez pudesse chegar aos acertos.

Já estava acostumado a ficar ali sozinho, Jason sempre ia dormir com Piper. E ele sempre ficava na companhia da sua caderneta, ocasionando mais olheiras debaixo dos seus olhos e ficando cada vez mais com aquela dor de cabeça infernal, que curiosamente, não veio lhe visitar aquela noite. Ele não esperava ninguém, até que a campanhia tocou. Percy nem pode acreditar no seu azar, logo naquele dia em que ele estava com uma preguiça descomunal, alguém decide visitá-lo.

–Quem é? –ele perguntou.

–Serviço de quarto. –a outra pessoa respondeu.

Percy não tinha pedido nada ao serviço de quarto e muito menos Jason. Mas ele decidiu levantar-se mesmo assim e ir ver o que aquela pessoa queria. Quando abriu a porta, o coração de Percy palpitou de uma forma engraçada, como se quisesse sair do peito e abraçar a pessoa a sua frente.

–Hallo graβen Junge¹! –Annabeth o cumprimentou com aquele sorriso brilhante e mostrando todos os dentes. Ela parecia feliz.

–Desculpe, senhorita, mas eu não falo alemão. –Percy falou enquanto a observava.

–Ah, não? –Annabeth fez uma cara de mal entendida e incorporou o personagem que estava representando. –Bem, sabe o que é senhor... Um homem alto e loiro me encontrou no corredor e disse que você precisava de um pouco de diversão e que você está muito sozinho...

–Jason aquele fofoqueiro! –Percy a interrompeu.

–Acho que é esse mesmo o nome dele. –Annabeth colocou um dedo na boa e sorriu maliciosa para ele. –Então, ele me mandou vir aqui fazer um serviço especial para você.

–E isso cobre qualquer serviço mesmo?

–Qualquer um.

–Isso não é prostituição?

Annabeth revirou os olhos e abraçou o pescoço dele. Percy se sentiu bem com a proximidade entre eles, com o hálito quente dela contra o seu rosto, com aqueles olhos cinza tão chamativos e receptivos.

–Deixa de ser chato, Percy. E não estrague a brincadeira. –ela disse.

E então o beijou. Não era um daqueles beijos ternos e delicados que eles estavam começando a dar antes dela sumir por um mês. Era um daqueles beijos desesperados, quentes, excitantes. Percy puxou os cabelos da nuca de Annabeth e a abraçou bem forte pela cintura. Ele podia sentir o coração dela bater acelerado enquanto a língua dele invadia a boca dela. Percy puxou o casaco grosso de Annabeth, depois a blusa de mangas longas e por fim a camiseta. Ele só odiava o clima frio por isso: ter que vestir mais roupas e consequentemente ter mais trabalho na hora do sexo.

Percy revirou os olhos quando viu que ainda tinha o sutiã e Annabeth riu do gesto. Ela mesma desafivelou a peça e deixou seus seios a mostra. Ela também se preocupou em tirar a calça e a calcinha. Percy ficou entorpecido pela visão dela nua a sua frente, era muita beleza para uma pessoa só.

–Diga-me. –ela sussurrou no seu ouvido enquanto as mãos dele passeavam pelo o seu corpo. –O que você quer que eu faça?

Percy a carregou até a cama e se deitou por cima dela.

–A única coisa que quero é te foder até amanhecer. –ele respondeu com os olhos transbordando em luxuria.

Annabeth pareceu surpresa e ele gostou daquilo. Muitas das vezes era ela quem o desconcertava com palavras sujas e propostas indecentes, mas quando ele fazia aquilo, ele sabia que estava a deixando surpresa, excitada e tudo o que uma mulher sente quando um homem toma a iniciativa. Ele não a esperou dizer mais nada e começou a beijar o pescoço dela.

Ele havia descoberto que aquele era o ponto fraco de Annabeth.

Ela deu um gemido baixo, abafado, mas Percy queria ouvir mais. Então desceu os beijos para o vale entre os seios. Seus beijos molhados migraram para o seio esquerdo e sua mão apertou com força o direito, fazendo com que ela gemesse alto. As carícias foram distribuídas entre beijos, mordidas e chupões forte. Ele fez a mesma coisa com o direito. E depois de dar uma boa olhada neles, se deu por satisfeito. Estavam vermelhos, rígidos e sensíveis.

O peito de Annabeth subia e descia pela sua respiração acelerada. Os olhos dela estavam fechados e antes que Percy percebesse, ele estava sendo virado na cama. Annabeth por cima dele, nua e com a pele brilhando de suor, era a coisa mais linda do universo. Ela tirou a camisa dele apressadamente e beijou o pescoço dele com possessão. Suas unhas arranhavam o abdômen dele, enquanto ela rebolava em cima da sua ereção. Seus beijos desceram até o abdômen de Percy, mordiscando a pele. Ela tirou o short dele com rapidez e Percy se sentiu mais excitado ainda quando ela deu um sorriso alegre ao perceber que ele estava sem cueca.

Annabeth não enrolou e enfiou o que podia do seu membro na boca. Os olhos de Percy reviraram nas órbitas quando a boca quente dela e a língua ágil fizeram os movimentos excitantes no seu membro. Ela fez os movimentos de vai e vem e Percy agarrou os cabelos dela para senti-los. Annabeth fazia aquilo de uma forma rápida e Percy não duraria muito. Ela substituiu a boca pelas mãos, mas logo depois voltou a chupá-lo de novo e seus dedos brincaram com seus testículos. Aquilo foi o ápice para ele, que puxou os cabelos de Annabeth levemente, avisando que viria.

Ela entendeu e elevou o seu corpo para beijá-lo, mas suas mãos continuaram a estimulá-lo enquanto ele gozava. Ele sorriu entre o beijo, ele não gostava de engolir aquilo e ele sabia. Talvez ela nem gostasse de fazer oral, mas mesmo assim realizava com fervor só para agradá-lo. E ele apreciava aquilo.

–Minha vez. –Percy disse e a virou na cama, ficando por cima.

Ele voltou com os beijos de onde tinha parado, lambeu todo o caminho dos seios dela até o começo do ventre. Ele mal tinha começado algo e ela já estava gemendo. Ele introduziu um dedo dentro dela enquanto sua língua se ocupava com o clitóris. Mais dois dedos e Annabeth já estava gritando. Então ele a penetrou com língua, enquanto seus dedos a estimulava. A essa altura ela já estava se contorcendo de prazer. E então ela veio, aquele gosto doce para Percy invadindo a sua boca. Diferente dela, ele gostava daquilo e engoliu toda a excitação dela até que ela se acalmasse.

Ele a puxou para o seu colo, gostava daquela posição porque seus corpos ficavam colados um no outro. Antes que ela descesse fazendo com que eles se unissem em um só, Percy disse:

–Senti sua falta. Senti muito a sua falta.

E então sem esperar por uma resposta dela, ele mesmo a penetrou. Annabeth fechou os olhos e começou a cavalgar em cima dele, enquanto ele a abraçava. Percy puxou os cabelos dela, pendendo a cabeça para trás, e viu o caminho livre para distribuir beijos molhados e mordidas em seu pescoço. Eles se mexiam em sincronia, como em uma dança ensaiada. Annabeth desceu o rosto para beijá-lo e as mãos de Percy apertaram os seios dela.

Ele amava aquilo, amava fazer sexo com ela daquela forma. Selvagem, bruto, sensual. Ele inverteu as posições e ficou por cima, apenas para aproveitar a sensação de controle. Percy foi forte, fundo e rápido dentro dela. Os dois gemiam alto e o suor em seus corpos fazia a pele de ambos brilhar. Em determinado momento, Percy olhou no fundo dos olhos dela e viu uma centena de coisas. Eles eram lindos naquele tom tempestade. Percy colou a testa dele colada na dela e entrelaçou as mãos de ambos acima da cabeça de Annabeth. Os olhares se intensificaram.

E quando os dois fecharam os olhos, vieram juntos. Chegando ao ápice de uma forma espetacular. Eles ficaram juntos e encarando um ao outro enquanto as respirações se normalizavam. Percy tirou a franja de Annabeth da testa e viu um pequeno curativo ali. Ele saiu de dentro dela, provocando um gemido involuntário em ambos, e fez com que ela se deitasse em cima do corpo dele.

–O que foi isso na sua testa? –ele perguntou.

–Uma coronhada de uma arma. –ela respondeu dando de ombros.

–Como foi essa missão a parte que você fez?

–Vou ótimo. –ela sorriu apoiando o queixo no peito dele. –Nós prendemos três dos vermelhos e eles estão liberando muitas informações.

Percy acariciou os cabelos dela enquanto ela contava parte da sua missão. Quando ela chegava a uma parte que a animava, se lembrava de que não podia contar tudo e fazia bico. Ele sorria e ela fazia a mesma coisa.

–Por que está me olhando assim, senhor Jackson? –Annabeth perguntou com uma sombracelha arqueada.

–Não estou te olhando de jeito nenhum, senhorita Chase. –ele respondeu.

Mas ele estava mentindo. Ele a estava olhando estranho porque tinha percebido que a amava e que a amava muito mais do que antes. Finalmente ele tinha certeza dos seus sentimentos. Contudo não achava prudente contá-los agora. Annabeth o olhou, como se quisesse arrancar mais alguma verdade dele, mas não conseguiu e deitou a cabeça em seu peito.

–Você devia descansar, Annabeth — Percy disse. –Esse último mês não deve ter sido fácil pra você.

–E não foi mesmo. –ela concordou –Mas algo me diz que você não vai dormir.

–Eu não consigo. –Percy lhe deu um beijo na testa, confessando. –E já desisti de tentar.

Annabeth levantou o rosto e em seus olhos tinha pena. Ela deveria saber o que é ter um peso maior do que se pode carregar sobre si. Então, ela o beijou, era mais um daqueles beijos flamejantes que fazia com que todas as veias do corpo dele se inflamassem de sangue correndo apressadamente. Parecia uma droga, parecia algum produto químico que o próprio Percy criava, mas era só Annabeth e somente o amor que ele sentia por ela.

–Você se lembra do que me disse quando eu perguntei o que você queria? –ela perguntou.

–Claro que me lembro. –Percy tirou a mecha de cabelo do rosto de Annabeth e colocou atrás da orelha dela. –Que eu quero te foder até amanhecer.

Percy se virou, jogando o corpo de Annabeth violentamente no colchão e ficando por cima dela logo em seguida. Ela sorriu e o beijou, enquanto suas pernas enlaçavam-se na cintura dele.

–E é isso que vamos fazer. –disse ela antes de beijá-lo novamente.

[...]

–Eu disse pra você que eles estariam aqui. –Piper sussurrou para Jason.

–Eu esperava que eles estivessem pelo menos vestidos. –Jason deu um sorriso de lado. –Pelo menos se lembraram de se cobrir com os lençóis.

–Quer tentar acordá-los? –Piper perguntou.

–Não podemos ir até lá. Eu corro o risco de ver a Annabeth nua e você de ver o Percy.

–Então, eu não sei o que fazer. –Piper se deu por vencida.

–Espera. –Jason tirou um apito do bolso, eles haviam ganhado vários brinquedos juntos de prenda nas gincanas da festa na noite anterior. –Isso aqui vai servir.

Jason apitou e Percy levantou o tronco rapidamente, com a parte da cintura para baixo ainda coberta. Annabeth resmungou e abriu os olhos, que no momento estavam raivosos. Jason e Piper riam da cara deles.

–Céus, eu me esqueci que você iria voltar agora pela manhã. –Percy disse a Jason. –Me desculpe por...

–Mas que porra é essa? –Annabeth disse, furiosa. –Vocês não poderiam esperar a gente sair do quarto?

–Me desculpe, Annabeth, mas eu não iria perder a oportunidade de ver a cara de envergonhado do Percy. –Jason disse.

Annabeth o olhou e Jason tinha razão, Percy estava vermelho e passava as mãos nos cabelos, os puxando para cima. Annabeth gargalhou junto com Piper e Jason, Percy a olhou incrédulo, como se não acreditasse que ela ainda teve a audácia de rir.

–Tudo bem, foi engraçado, mas agora já chega. Saiam do quarto para que possamos se trocar. –Annabeth pediu aos amigos.

–Beleza. Tentem não transar de novo. –Piper piscou um olho e saiu do quarto.

Depois que eles saíram, Annabeth olhou para ele e sorriu, ele não retribuiu.

–Você me coloca em cada uma, viu... –Percy murmurou.

–Você não reclamou ontem. –ela retrucou. –E além do mais, você finalmente conseguiu dormir.

Percy a olhou agradecendo com o olhar por aquilo. Annabeth viu assim que pisou naquele quarto que ele estava muito próximo da loucura ocasionada por ficar ali trancafiado. Eles levantaram, tomaram um banho rápido juntos e vestiram suas roupas logo em seguida.

–Quer dar uma volta por aí? –Percy perguntou a ela.

–Seria bom, Berlim é uma cidade linda.

Eles saíram do quarto encontrando Jason e Piper do lado de fora.

–Vocês demoraram. –Piper reclamou.

–Nem tanto assim. –Annabeth respondeu. –Vamos sair, nos vemos a noite.

Quando colocaram os pés para fora do hotel, Annabeth contemplou a bela vista do local. As ruas eram lotadas de pessoas loiras e altas, eles falavam com aquele sotaque alemão, que era conhecido por ser agressivo, já que tinha que se arranhar a garganta para pronunciar as palavras. Os prédios eram em sua maioria arranha céus e em boa parte da cidade havia museus.

Ela se virou para Percy e abriu um belo sorriso.

–Pela essa sua cara de criança arteira, eu já até sei que você tem um lugar para ir primeiro. –Percy bufou, balançando a cabeça e desarrumando ainda mais seus cabelos.

–Você sabia que os alemães fazem as melhores cervejas do mundo? –Annabeth perguntou.

[...]

Annabeth balançava os pés enquanto estava sentada em cima do bloco de concreto do museu. Eles estavam no memorial do holocausto, no centro de Berlim. Era uma homenagem aos seis milhões de judeus mortos durante a ditadura nazista. O museu fugia da estrutura tradicional. Afinal, eram apenas blocos de concreto por onde as pessoas caminhavam.

No caso dela e de Percy, eles estavam sentados no bloco de concreto, que por sinal era o mais afastado dos outros. Ela bebia a cerveja alemã mais forte que já existiu Schneider Aventinus, ou somente Aventinus. Annabeth sabia que já estava bêbada, mas ela não podia evitar. Ficar com as correntes sanguíneas cheia de álcool enquanto se tem a pessoa que ama do seu lado fazendo piadas, era a melhor coisa que ela já experimentou na vida. Sem falar que as luzes da cidade deixavam tudo o que se era feito naquela noite, mais bonito.

A Aventinus acabou e Annabeth logo pegou a sua latinha de Budweiser. Percy abriu outra lata de refrigerante, ele se recusava prontamente a beber. E Annabeth descobriu que era por causa das suas enxaquecas, que aumentavam gradativamente com álcool afetando os neurônios.

–Sabe, Annabeth. Você é poser. –Percy tomou um gole da sua Fanta e continuou: -Budweiser nem é uma cerveja alemã de verdade, sabia?

–Mas a fórmula da cerveja e a cerveja em si, foram criadas por alemães. –Annabeth respondeu com a língua enrolando por causa do seu estado bêbado. – Os americanos que copiaram tudo.

–Você deveria seguir o meu exemplo. Se vem para a Alemanha, deveria beber uma típica bebida alemã. –ele apontou para a latinha em suas mãos.

–E Fanta é uma bebida alemã? –Annabeth perguntou com escárnio e bufou.

–Claro que é. Nunca ouviu a história?

–Não. E você vai fazer o que, me contar?

–Eu vou, sim.

Annabeth revirou os olhos e levantou sua lata de Budweiser, incentivando Percy a falar.

–Durante a Alemanha nazista, a exportação de produtos foi cortada. E a fábrica da Coca-cola daqui ficou sem os ingredientes para fazer o refrigerante tradicional. –Percy bebeu mais um pouco do refrigerante e Annabeth assentiu, ela estava claramente entediada com aquela explicação, mas gostava de vê-lo explicar as coisas. A boca dele ficava vermelha quando ele falava muito e os olhos ficavam claros e calmos. Ela teve que se segurar par anão agarrá-lo e fazer sexo com ele ali mesmo no bloco de concreto. –Então, eles precisam de uma nova formula para criar um novo refrigerante durante a guerra para que a fábrica local não falisse.

–E deixe-me adivinhar... Os responsáveis pela empresa da Coca-Cola na Alemanha, criaram a Fanta no seu sabor original de laranja. –Annabeth completou a fala dele.

–Viu? É por isso que eu te acho incrível. Até mesmo bêbada você consegue entender as coisas rapidamente. –Percy sorriu de lado para ela e levantou a sua lata de refrigerante, Annabeth também levantou a lata de cerveja em suas mãos. E juntos eles brindaram a algo que nem sabiam o que era.

Eles beberam o resto de suas bebidas em silêncio. Annabeth sentia sua cabeça começar a doer e uma coragem incomum crescer dentro de si. E então, ela finalmente falou:

–Percy, você se lembra que combinamos que assim que descobríssemos o que sentimos um pelo outro, iríamos contar?

–Claro que lembro, Annabeth. –Percy respondeu. Ele parecia nervoso, como se já adivinhasse o que ela falaria a seguir.

Annabeth respirou fundo e bebeu o ultimo gole da sua cerveja.

–Eu amo você, Percy. –ela confessou. –E eu não quero que você me lembre que eu te disse isso quando eu estiver sóbria, mas eu amo você.

–Por que você não quer que eu te lembre? –ele perguntou com aqueles olhos verdes um pouco triste por ela ter dito aquilo.

–Porque estamos em uma missão, porque depois que salvarmos o mundo vamos nos separar, porque eu sinto que você não sente o mesmo por mim e porque eu não quero te magoar como um dia já fiz. –ela o olhou no fundo dos olhos e segurou uma das mãos dele. –E contra esses fatos, não há argumentos. Só te disse isso agora porque não teria a coragem de te dizer sóbria.

Percy a beijou profundamente, sua língua acariciava a dela levemente, suas mãos seguravam o rosto dela com delicadeza e parecia que ele estava desesperado por algo, ou melhor, desesperado por ela.

–Então, já que eu estou bêbado também... –ele começou a dizer.

–Percy, você não está bêbado. –Annabeth o interrompeu.

–Eu estou sim... Droga, deixe-me usar essa desculpa. – ele parecia que estava tomando coragem para dizer algo. Sua respiração estava acelerado e não era só por causa do beijo. –Annabeth, eu ...

O barulho estridente de Back in Black do AC/DC foi ouvido. Percy colocou a mão no bolso da calça e tirou o celular dali o olhando com uma careta esquisita. Ou estava chateado por ter sido interrompido ou aliviado pelo mesmo motivo.

–Não atende,deixa tocar. Continue a dizer o que você estava dizendo. –Annabeth pediu, praticamente suplicando com olhar.

–Não dá, Annie. –Percy parecia preocupado olhando para a tela do aparelho. –É o seu colega, Joshep Phelps.

Annabeth temeu algo dentro de si. Logo um pouco de pânico começou a tomar conta dela. Até o estado embriagado estava começando a se dissipar.

–Alô. –ela atendeu a ligação.

–Por que você não atende o celular? –perguntou Joey, irritado.

–Eu acabei saindo para dar um passeio pela cidade, Joey, e esqueci o meu celular no hotel. –Annabeth não estava mentindo, tinha realmente o esquecido lá.

– Isso não importa mais. –Joey a cortou. –Você e esse cientista são considerados traidores para CIA. Eu posso tentar ajudar vocês, mas preciso que venham para o porão do hotel.

–Meu Deus, mas o que foi que aconteceu, Joey? –Annabeth perguntou já sentindo que algo que ela temia viesse à tona.

–Encontraram seus amigos. –Joey fez uma pausa para que ela processasse tudo e depois continuou. –Acharam Leo Valdez e Piper Mclean.

¹Hallo gaβen junge = Olá, garotão.

Notas finais
Por hoje é só, pessoal. Beijo, beijo e até a próximo. Vou tentar não demorar! Comentem, pessoas linda!