The Scientist
34 Ancora I- "Esclarecimentos Familiares"
Notas iniciais
17 de maio
Floresta de Donestk à Kiev, Ucrânia.
Ancara, Turquia.
—O negócio é o seguinte, jovens padawans: vamos de helicóptero até Kiev, a capital do país. E lá tem um jatinho nos esperando para voarmos direto para a Turquia, Ancora mais precisamente, onde toda a nossa equipe estará lá se preparando para destruir de vez aquela maldita bomba, os vermelhos e acabar com esse missão. –Nico explicou calmamente enquanto amarrava os cintos em Annabeth e Mika.
—Nada de tirarem os fones do ouvido, o barulho faz mal audição. –Thalia complementou.
—Pode deixar. – Percy disse tenso. –Odeio voar. Podíamos ir de barco.
—Se o barco voasse, podíamos ir sim. –Thalia sorriu. –Acho que se eu apertar bem esses fones vão dar em você, pequeno. –ela apertou o fone na cabeça de Mikhail.
O menino se remexeu desconfortável.
—Deixe ela colocar, filho. –Annabeth pediu a ele. E ele obedeceu ficando quieto, mas ainda assim fazendo careta.
Annabeth ainda não podia explicar o que era chamar aquele menino desconhecido para ela até duas semanas atrás de “filho”, mas ela sabia como era sentir aquele amor crescendo dentro de si. Enquanto o pequeno corpo dele estava reconstado nela, ela sentia uma sensação incomum de felicidade e um peso de responsabilidade sendo jogado em cima de si. Mas valia a pena ter a sua vida mudada por aquele pequeno ser.
—E nada de conversar durante o trajeto. Isso iria me atrapalhar de uma forma que vocês nem imaginam. –Nico ajeitou os painéis para começar a pilotar. –Ainda estamos em risco, se eles nos verem voando, vão atirar sem piedade. Ou seja, sem conversas até Kiev.
Todos dentro do avião assentiram. E eles decolaram voo.
Percy estava desconfortável pelo o seu medo de altura, mas se limitou a colocar um dos braços pelos ombros de Annabeth e a brincar com Mika. De vez em quando ele olhava para a janela e sussurrava algo que ela conseguiu ler como “essa viagem não acaba”.
“Não, essa viagem não acaba nunca” Annabeth respondeu a si mesma mentalmente, e ela não estava se referindo somente a viagem em direção a capital da Ucrânia.
[...]
Eles chegaram a um centro de aviões comerciais. Nico tinha colocado um blazer (negro como sempre) e assumido uma pose de empresário respeitado. Thalia fazia a mesma pose de senhorita de negócios ao lado dele. Dois seguranças estavam a postos no pé da escada do jatinho.
—Senhor e senhora Malta. –Um deles cumprimentou usando o sobrenome falso dos dois.
—Dakota. –Nico cumprimentou de volta. –Providenciou as acomodações para os meus amigos e o filho deles como eu pedi?
—Sim, senhor, cuidamos de tudo.
—Muito obrigado. –Nico parou um instante e analisou bem o rosto do seu segurança. –Bebeu vinho?
—Não, senhor. –o homem passou os dedos no canto dos lábios. –É tang. De uva. De novo.
—Você deveria parar de beber isso, Dakota. –Nico deu aquela risadinha sinistra digna de demônios macabros. –Um dia o corante vai te matar.
—Sim, senhor.
Nico subiu as escadas e estendeu o braço em um gesto de recepção.
—Por aqui, senhores.
Annabeth analisou bem a parte interna do avião particular. Parecia um cômodo comum de um apartamento, a diferença de quatro cadeiras próprias para voo ao lado esquerdo, o chão era revestido de um tapete macio e havia uma mesa acoplada à parede direita. Tinha um lanchinho revestido por um papel transparente na mesa e uma televisão LED de no máximo 32 polegadas sustentada por um suporte no teto do avião, enfrente a cabine do piloto.
—Tudo bem, eu vou decolar o avião e quando ele estiver numa altitude boa colocarei no piloto automático pra conhecer um pouquinho você. –disse um rapaz surgindo do nada da cabine do piloto e assustando Percy e Annabeth. Mika pareceu não se importar.
Annabeth ficou pasma ao olhar para o homem por tamanha beleza. Ele fazia o estereótipo surfista californiano: alto -mais ou menos a mesma altura de Percy-, cabelos loiros, sorriso Colgate, olhos azuis claros e a pele bronzeada. Suas feições conseguiam ser delicadas e másculas ao mesmo tempo.
Thalia riu da cara embasbacada de Di Ângelo, que mostrava constante desconforto com a presença do piloto ali.
—Gente, esse é o Will. –ela o apresentou.
—Will Solace a seu dispor, senhorita. –O tal do Will deu um beijo nas costas da mão de Annabeth, sorrindo galanteador.
—Ela já tem um cara a dispor dela, senhor Solace. –Percy quase rosnou enciumado.
O que fez todos rirem. Annabeth riu porque o amava ver com ciúmes, ele ficava extremamente fofo apesar de ser capaz de matar até um alce e comê-lo vivo quando estava nesse estado. Já Thalia e Nico riram como uma manifestação zombeteira a fala, provavelmente eles sabiam de algo sobre o piloto que o casal de namorados ainda desconhecia.
Depois de também gargalhar, Will limpou a garganta e disse:
—Acredite, senhor Jackson, eu preferiria estar mais a seu dispor que à ela.
Percy arregalou os olhos e tentou dizer um “desculpe”, mas só conseguiu soltar ar pela boca.
—Quem te chamou? –Nico perguntou com a voz gélida como um ferro no inverno do qual eles acabaram de sair.
—Fui eu. –Thalia respondeu já sentada na mesa e comendo algumas coisas. –Will é um piloto experiente e como precisamos conversar com a agente Chase e o cientista Jackson, achei que ele poderia te ajudar como copiloto decolando o avião. Você sabe que da última vez que eu tentei quase nos derrubei, Nico. Sabe que tenho medo de altura.
Percy riu.
—Então é de família, prima.
—Mas eu não chamei ele aqui. –Nico disse entre os dentes.
—Mas eu fico feliz em ajudar. –Will disse sorrindo desafiador para ele, com uma sobrancelha arqueada e as mãos na cintura. –Está irritado porque não vai ter como me evitar a alguns metros de altura?
—Vamos decolar logo! –Nico fora raivoso para a cabine. –Estamos perdendo tempo, ande com isso, Solace. –gritou já lá de dentro.
—Ele é terrivelmente grosso quando se sente ameaçado. –Will revirou os olhos e balançou a cabeça. Ele se virou para Annabeth e Mika com aquele sorriso irritantemente bonito de antes. –Talvez eu converse com você depois, lindos. –Ele levantou o olhar em direção a Percy. –Você é lindo também, maravilhoso na verdade, mas acho que não vou poder conversar com você não. Sabe como é, não é? Meu namorado é muito ciumento.
—Hã, não... eu não sei como é. Eu nunca tive um namorado. –Percy respondeu sem jeito até que sua expressão se iluminou como se ele tivesse percebido algo. –Ah, você estava falando de ter uma pessoa ciumenta e não um namorado. –ele tentou rir sem graça. –Desculpe.
Will gargalhou de verdade dessa vez.
—Juro que se não estivéssemos comprometido, eu namorando e você com essa loira incrivelmente linda, até tentaria corromper sua heterossexualidade. –e então ele se foi para a cabine do piloto.
—Nunca teve um amigo gay, Percy? –Thalia perguntou. –Você pareceu ficar meio sem jeito.
—Não, nunca tive. Apesar de todos acharem que eu fosse gay pela falta de mulheres na vida. –Percy coçou a nuca. –Aliás, qual é o problema de Nico com Will? Ele é homofóbico ou algo assim?
Annabeth e Thalia se entreolharam.
—Querido, isso é algo que o próprio Nico tem que lhe contar. –Annabeth passou Mikhail para o colo de Percy. –Agora você tem que fazer o Mika dormir, já que estranhamente só você consegue, e tem que me contar como é que vocês três são primos e eu nunca soube disso.
Dessa vez foi a vez de Percy e Thalia se entreolharem. Percy se sentou na mesa ao lado dela lhe dando um abraço de um braço só, já que no outro segurava um filho recente sonolento. Thalia pareceu um pouco sem reação ao gesto carinhoso, até que enlaçou os braços no pescoço e seus olhos se encheram de lágrimas.
—Ah priminho, senti tantas saudades de você. –ela disse. –Dá última vez que te vi você tinha três anos e já sabia o seu primeiro elemento da tabela periódica. Ficava murmurando “gás hélio, gás hélio” atrás do seu pai quando você ia lá em casa.
—Você e Nico sempre me deixavam sozinho e sempre faziam pegadinhas comigo. Acho que até hoje tem areia na minha bunda da aquela vez que vocês enfiaram uma tonelada na minha sunga na praia.
—Você chorou o dia inteiro. –Ela gargalhou da cara dele. –Foi uma merda nossos pais terem nos separado.
—Alô, eu ainda estou aqui. –Annabeth chamou a atenção para ela.
—Depois te explico, amiga. –Thalia se sentou numa cadeira de voo colocando o cinto e apontou as outras para os amigos. –Sente aí, o avião já vai decolar. Não podemos ficar na mesa enquanto isso.
[...]
Nico e Will ainda estavam na cabine enquanto Thalia comia biscoitos desesperadamente e contava a história. Annabeth estava em frente a ela na mesa e Percy ainda estava na cadeira de voo com o filho dormindo em seus braços.
—Primeiro você precisa entender algo: apesar de sermos criados como primos legítimos, o tio Andler é adotado. Somente tio Poseidon e meu pai, Zeus, é que são irmãos de sangue. Andler foi achado pelos nossos avós na rua, abandonado e então foi criado com nossos pais. Então eu e Nico não cometemos um tipo de incesto de segundo grau. Infelizmente, o cabeça de algas ali é meu primo mesmo.
—Você estava tão perfeita toda sentimental. –Percy sussurrou baixinho para não acordar Mika.
—Depois de uma certa idade, quando eu e Nico já éramos nascidos, eles criaram um restaurante de frutos do mar. Tio Poseidon era o chefe, apesar de ter se formado em biologia marinha, ele tinha feito um curso de gastronomia que o qualificou muito.
—Mas ele disse que não sabia cozinhar enquanto estávamos lá. –Percy disse desconfiado. –E ele disse que era gerente do restaurante, não chefe.
—Ele sempre gostou da sua comida, cabeção. –Nico apareceu se sentando na cadeira ao lado do primo. –Ele gostada da sua comida porque você aprendeu a cozinhar com a sua mãe e ele sempre se lembrava da tia Sally, ele me contou isso quando liguei pra ele há uns anos atrás. O velho nunca superou a paixão por ela.
—Não me interrompam, seus mal educados. –Os olhos eletrizantes de Thalia os repreenderam. –Enfim, o restaurante fez sucesso e logo eles abriram várias lojas de produtos diversos. Mas tudo desandou quando Tio Poseidon, o rebelde que se achava o deus do mar, pediu todo o dinheiro que lhe pertencia para viajar sem rumo pelo mundo desbravando os setes mares.
—Meu pai, que fora apelidado por eles de Hades, o único dos três grandes deuses gregos que faltava na família, se sentiu triste por perder a presença e a alegria do seu irmão delinquente. –Nico disse olhando para Percy e, ao que parecia a Annabeth, se lembrando do tio. –Mas tio Zeus ficou irado, raivoso. Um rombo daquele nas financias levaria dois anos para recuperação. E aí eles começaram a brigar. Mas só teve uma coisa que foi capaz de juntar eles três novamente.
—Um menininho de cabelos negros e olhos verdes. –Thalia completou. –Percy foi à esperança para o meu pai de que com a paternidade, Tio Poseidon passasse a ser mais responsável e voltasse ao negócio da família. Então os irmãos se aproximaram, e passaram a ficarem juntos em alguns feriados. Só que um belo final de semana, depois que eu e Nico enchemos a sunga de Percy de areia...
—Muita areia. –enfatizou Percy.
—... Papai e Tio Poseidon brigaram de novo e nunca mais nos vimos. –Thalia terminou o seu último biscoito. –Nico e eu ficamos mais próximos durante os anos, era mais fácil já que nossos pais se davam bem. E então depois de alguns anos nos tornamos o feitiço contra o feiticeiro.
—Eu me tornei o filho comportadinho do irmão rebelde. –Percy começou a sorrir lentamente entendendo a conclusão da história. –E Nico e Thalia se tornaram os filhos rebeldes dos irmãos certinhos. Entraram pra CIA contrariando seus pais de continuarem nos negócios e depois se casaram pra finalizar a dupla rebelião.
—Por meu pai ser mais flexível a atitude de tio Poseidon, eu e Percy nos vimos mais vezes e ficamos amigos mesmo a distância. Mas passamos um bom tempo sem nos falarmos e quando o vejo de novo ele é pai. –Nico se inclinou dando um beijo na testa do menino adormecido. – Quando vocês disseram que Annabeth tinha ganhado um filho, eu juro que pensei que teria que limpar placentas.
Os três gargalharam baixo.
—Só usei as palavras erradas. –Percy se desculpou.
—Hã, meninas, poderiam me deixar conversar com o meu primo a sós? –Nico pareceu se lembrar de algo. –Podem ficar na cabine com o Will, ele estava reclamando que iria ficar solitário quando o deixei.
As garotas assentiram e foram se juntar ao piloto bonitão maravilhosamente sarado, bronzeado e gay.
—O quê quer falar, cara? –O moreno de olhos verdes perguntou curioso.
—Eu não sei uma maneira legal de falar isso, visto que quando contei pro meu pai ele nunca mais quis me ver, então... –Nico suspirou pesadamente. –Eu sou gay, Percy.
—Mas você não é casado com a Thalia?
—Sim, casamento complicado, eu sentia bastante atração por ela no começo e achei que até poderia ter virado hétero, mas depois a coisa desandou e eu percebi que gosto é mesmo de garotos.
—Ah, ok. –Percy deu de ombros.
—Sério? Não tem nenhum problema com isso?
—Nico, você pararia de falar comigo só porque eu não gosto da posição “de lado” na hora do sexo?
—Não, Percy.
—Você pararia de falar comigo só porque eu sempre achei mulheres loiras mais bonitas que qualquer outro tipo de mulher?
—Não, claro que não.
—Se você não pararia de falar comigo por causa de uma preferência sexual e nem por uma preferência por quem eu me apaixono, então por que raios de motivos eu para de falar com você somente porque você é gay? –Percy olhou fundo nos olhos do primo. –Ao menos que você tenha se tornado uma pessoa totalmente escrota só porque é gay, eu não tenho motivos pra te tratar diferente ou te amar menos, primo.
Nico deu um sorriso com as sobrancelhas arqueadas em uma clara expressão de surpresa. Ele deu uns tapinhas no ombro de Percy o olhando agradecido.
—Eu sempre soube que você tinha herdado o bom coração do seu pai.
—Só me responde uma coisa: como é que você não consegue gostar de peitos? –Percy falou baixo e tampando os ouvidos de Mika, que estava dormindo e provavelmente não ouviria aquilo mesmo. –Eles são perfeitos, cara.
—Bem, eu gostei dos peitos da Emilia Clarke quando vi na TV, eles erram simétricos e pareciam tão receptivos. –Nico balançou a cabeça ponderando a lembrança. –Sim, eu gostei daqueles.
—Cara, é porque você não viu os de Annabeth. Se visse, você iria virar hétero rapidinho.
—Podem ser bonitos, mas eu não viraria hétero não. –Nico sorriu. –Obrigado por fazer as coisas parecerem mais fáceis.
—Não são complicadas. –Percy trocou Mika de posição fazendo o menino ficar com o corpo deitado no seu peito. –Quando chegarmos nos EUA eu resolvo as coisas com seu pai. Faço o velho pescador falar com ele, tio Hades sempre o ouvia.
Nico ia dizer alguma coisa, mas foi interrompido por Will abrindo a porta da cabine com um chapéu de piloto para trás e a blusa azul marinha de botões entre aberta.
—Chegaremos em Ancora daqui em uns 30 minutos. –Ele sorriu como sempre, mas coçou o peito fazendo uma careta. –Cara, aquela semana na Albânia trabalhando como médico voluntário me rendeu uma coceira, acho que algum bicho me picou.
—Você é médico além de piloto? –Percy perguntou surpreso.
—Sou multifuncional, senhor Jackson. Se eu não estivesse comprometido você poderia descobrir minhas multi funções se quisesse.
—Will. –Nico disse com a voz grossa e repreendedora.
—Eu disse que se eu não estivesse comprometido! Você tem que ser tão possessivo assim mesmo? Que Saco! –e ele se retirou entrando de novo na cabine.
—A propósito, Percy, Will é meu namorado. Esqueci de te falar. –Nico disse.
—E por que você não se divorcia da Thalia e começa uma vida com ele?
—Tenho medo de ser mal visto pela CIA, corporações militares são bem conservadoras com isso.
—No sense, cara. Na marinha quase todo mundo é.
Nico gargalhou e Will apareceu de novo.
—É mesmo, na marinha só tem homem que gosta de outros homens. –o loiro disse. –Tem que ver quando eu passei uma temporada no pacífico atendendo aqueles caras.
—Você ficou uma temporada no pacífico cheio de marinheiros gatos? –Annabeth perguntou ao lado dele.
—Uhum. –Will respondeu arrastando a palavra e sorrindo malicioso.
—Tem o telefone de algum deles? –Thalia perguntou. –Dizem que eles voltam a gostar de meninas quando não estão em alto mar.
—Não, mas tenho o telefone de um amigo hétero maravilho do Upper East Side.
Thalia sorriu em aprovação e deu um beijo no rosto de Solace.
—Viu porquê eu sempre chamo o Will? –ela disse olhando para Nico e lhe dando o dedo do meio pelo olhar de reprovação. –É sempre bom e útil tê-lo por perto.
[...]
O aeroporto era bem simples, tradicional, mas completamente organizado. Era menor que um aeroporto convencional, o que parecia somente para pessoas exclusivas. Annabeth andou ao lado de Percy, que ainda segurava um menino dorminhoco no colo, em direção a uma sala escrito “restrito”. Thalia, Nico e Will foram preparar as armas e mantimentos junto com outra equipe para a viagem a Niamei e para o conflito final com os vermelhos.
Eles pararam em frente a porta no final do aeroporto.
—Eu abro. –Annabeth avisou. –Sei o código usado para se abrir portas na CIA.
Ela colocou o código na fechadura eletrônica. E quando a porta se abriu, todos comemoraram lá dentro, com gritos e palmas.
—Vocês estão bem, graças a Deus. –Piper surgiu a abraçando com Leo e Jason logo atrás dela.
—Ficamos preocupados no final daquela transmissão. –Jason falou. –Mas agora vocês estão de volta.
—E com um novo soldado, pelo visto. –Leo sorriu se referindo a Mika no colo de Percy. –Logo você que disse que não queria ser pai.
Percy fez um careta como se achasse o seu eu do passado um completo idiota.
—As situações nos mudam, Valdez. Eu faia tudo novamente nessa missão somente para ter a oportunidade de ser pai desse menino.
Todos lá dentro soltaram um muxoxo e foram os cumprimentar. Perguntaram como a viagem havia sido até ali, como foi a perda dos senhores Nicolav e como eram ser pais. A conversa logo foi interrompida por um cheiro desagradável.
—Por que o meu braço está quente e eu estou sentindo algo pastoso debaixo do Mika? –Percy se questionou logo arregalando os olhos quando o filho começou a chorar. –Filho, essa bomba de fedor veio de você?
Mika chorou ainda mais. E Percy parou em frente a Annabeth parecendo assustado.
—Não vou limpar isso. Eu já coloquei ele pra dormir, agora é o seu tempo de cuidar dele.
—Ainda está no seu turno, peixinho, você limpa. –Annabeth se recusou.
—Não é justo. –Percy bufou. –Par ou impar pra acertar isso.
Annabeth revirou os olhos, mas concordou. Tinha uma truque para sempre ganhar jogos de sorte, truque esse aprendido com o seu pai.
—Ok. –Ela aceitou. -1, 2, 3...
Os dois colocaram os dedos no ar e como ela já sabia, havia ganhado o jogo.
—Droga! –Percy exclamou. –Tudo bem, garotão, não precisa chorar, papai vai limpar você... Mesmo não querendo.
—Por aqui, Percy. –Joey apareceu logo atrás dele colocando a mão sobre o seu ombro. –Tem uma sala para higiene ali.
Percy foi segurando Mika a alguns centímetros do corpo até a sala.
—Annabeth. –Joey chamou. –Você deveria se limpar e se arrumar também. Essa missão está chegando ao fim e precisamos de você para o plano final.
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