The Scientist

35 Ancara II - "O temido mar de areia"


Notas iniciais
Gente, desculpa a demora :/ No domingo eu comecei a escrever o capítulo e já tinha mil palavras prontas, mas aí o carregador do meu notebook deu pau e ele descarregou. Até agora não ficou bom e eu tive que vir pro computador da minha mãe reescrever tudo de novo. Aí na segunda eu estava a todo vapor, mas o que me acontece? Eu pego dengue. Malditos mosquitos. Enfim, aceitem minhas desculpas e aproveitem o capítulo, vocês o merecem :')

17 de maio

Ancara, Turquia.

Annabeth estava em uma reunião com os seus colegas de trabalho. Seus amigos não estavam ali, não tinham permissão para entrar. Ela olhava para os colegas, mas a única coisa que conseguia pensar era se Percy havia conseguido trocar a fralda de Mikhail. Isso se lá eles tivessem alguma fralda, acho que não esperavam que um bebê aparecesse. Mas era a CIA. Eles estavam preparados para tudo.

—Bom, acho que chegou a hora de expormos o plano, ou pelo menos o que chega a ser a projeção dele. –Reyna disse.

Annabeth tinha uma mão sobre a mesa apoiando o seu rosto e uma cara de tédio insuperável. Ela odiava a Interpol, eles eram tão sem ação. Ela não gostava muito de pessoas que só falavam e não faziam nada, ainda mais porque isso não ajudava em absolutamente nada.

—Não é a projeção de um plano, Reyna. Não iremos discutir mais isso, por favor. –Joey pareceu irritado pelas palavras dela, mas Annabeth percebia algo diferente no modo como eles olhavam um para outro. Seria outro casal se formando? –É um projeto infalível. Foi o melhor que conseguimos fazer e eu confio que o melhor que conseguimos fazer é algo impassível de falhas.

—Confiante demais, Phelps. –Daniel disse num canto da sala.

—Assim como você estava quando disse para Annabeth cortar o fio que explodiria o gerador na casa dos Nicolav. –Joey disse sério e fatal, fazendo Daniel quase espumar pela boca.

—Erros acontecem.

—Quando a vida de alguém está em perigo, Dan, erros não podem acontecer. –Annabeth tentou dizer gentilmente, mas algo dentro de si dizia que ele era alvo de desconfiança. Ele ainda parecia chateado por tê-la perdido para Percy. Sem falar que havia algo no olhar dele... seria vergonha de encará-la?

—Enfim –Joey se levantou assumindo seu papel de líder, ainda parecendo desconfortável no cargo. –Aqui está. É o mapa do campo de concentração deles.

—Parece um shopping. –uma agente disse ao lado de Annabeth.

—Um shopping sem lojas, apenas uma estrutura gigantesca. –ela disse. –Devem haver mais ou menos 300 caras aqui, certo? Ao julgar que esses pontos vermelhos sejam, obviamente, os vermelhos.

—Gosto de você, não temos que te explicar nada. –Montanha a elogiou.

—Sim, Chase. São cinco andares no meio do deserto e entre duas montanhas de dunas de areia. Temos que fazer o serviço de dia, porque como dizia a mensagem que você decodificou, aquele é um local de difícil acesso. -Joey virou o mapa e na parte de trás a única coisa vista fora um murundu de areia como de um formigueiro e as outras três dunas não mais estavam lá. –Todas as noites, naquele local, há uma tempestade de areia. As três dunas cobrem toda a estrutura de Cronos, como os compartimentos e as portas são de vidro altamente resistente, eles lá dentro não são atingidos e apenas ficam submersos nesse mar de areia, que só desaparece as seis da manhã.

—Entendi. –Annabeth voltou a virar o mapa para o desenho normal. –Se ficarmos submersos juntos com eles, vamos ter uma carnificina e as tropas de reforços não vão poder chegar lá se estivermos em desvantagem.

A porta da sala de reunião se abriu e um aroma de pipoca amanteigada foi sentido. Era Leo sorrindo como um demente enquanto mastigava a pipoca. Annabeth percebeu que seus dedos remexiam a pipoca com uma mão e com a outra ele tamborilava os dedos na tigela. Ele estava muito nervoso, ela percebera. Era fácil mexer nas invenções dele, mas nas dos outros ele ficava avoado. Ainda mais numa invenção daquela.

—O quê eu perdi? –ele perguntou com a face contorcida naquela expressão engraça e doentia ao mesmo tempo.

—Nada, não chegamos à sua parte. –Reyna respondeu.

—Continuando. –Annabeth sorriu para o amigo e ele deu um joinha seguido de uma cara de desespero por estar ali. –Não sei se o plano de vocês é esse, mas sugiro que cada tropa fique com um andar.

—Confere. –Joey disse.

—Cada um com sua missão. Na parte de baixo deve haver somente os peões, os caras que atiram pra matar. A guerrilha. Se não for assim, a estrutura deles é fora de padrão e fracassada.

—Não são fracassados nesse quesito, seguem a estrutura. –alguém disse aparecendo atrás de Leo.

—Puta merda! –o baixinho latino gritou. –Que susto grandão!

—Perdão, senhor Valdez. –Jápeto se desculpou. –Sim, eles seguem um padrão. O quarto andar Tem os especializados em tiro a distância e silenciosos. São típicos snipers. Como arqueiros das eras passadas.

—Como sabe disso tudo? Nós não lhes falamos nada. –Joey o olhou curioso.

—Cronos era burro. Sempre deixava seus planos espalhados por aí e confiava em mim, mesmo sabendo que eu era contra tudo o que ele fazia. –Jápeto apontou a bengala no desenho, mais precisamente no terceiro andar. –Aqui é congelado, não sei o que tem, mas parece com aqueles brinquedinhos que eles usam nos jogos vorazes. Tomem cuidados aqui. No segundo ele deixa os cientistas, não vão lhes fazer mal e se atacarem será com produtos químicos, levem máscaras e roupas especializadas para proteger a pele.

Os olhos cinza de Annabeth brilharam, ela sempre quis usar aquelas roupas, mas não havia missão própria para isso.

—No quinto fica a bomba. –Leo adivinhou antes que alguém dissesse qualquer coisa. –E é aí que eu entro.

—Exato, você vai desarmar a bomba. Segundo os desenhos há uma estrutura de decomposição, se você conseguir decompô-la, o final da missão só vai depender de uma pessoa: Percy. Você estudou o desenho da bomba, não estudou, Valdez? –Joey perguntou.

—Olhei com tanta apreciação pra aquilo como se fosse pornô. –Leo respondeu fazendo Annabeth rir. –Sei de tudo.

—Ótimo. –Jápeto olhou para Annabeth. –Sugiro que exista uma tropa especial para acompanhar Percy. Afinal, para se chegar no estágio da bomba tem que se passar por todos os outros primeiros. –Jápeto ficou na frente dela e Annabeth se assustou por perceber que batia quase no ombro dele. –Ele conseguiu?

Ela assentiu. Eles haviam conversado durante as semanas na casa dos Nicolav. Ele havia conseguido criar a cura e assim que chegaram Joey a avisou que ele mandou os arquivos para os cientistas replicarem. Annabeth só se incomodava com a nota de desconfiança na voz de Percy quando ele falava sobre aquilo, parecia que ele temia que algo não desse certo.

Annabeth voltou os seus olhos o mapa da base central de Cronos. Ela analisou por longos segundos e sorriu de lado. Adorava descobrir algo que ninguém conseguia, ainda mais porque era ela que sempre descobria.

—Vocês são bastante ingênuos. Mesmo que eles tenham compartimentos de vidro altamente resistente, ainda assim eles se preveniriam caso algo desse errado.

—O quê quer dizer? –Jápeto perguntou.

—Seu irmão não é bobo, Bob. –ela respondeu. – Essa é uma pirâmide de cinco estágios, não tem a dimensão de um Shopping Center. No mapa os cinco estágios parecem ser do mesmo tamanho, mas repare nas paredes, elas se tornam mais pequenas.

—Verdade... –Jápeto analisou bem o desenho. –Se trata mesmo de uma pirâmide.

—Pois é, e ele não iria colocar a bomba no topo, não é? Seriam muito fácil, não precisaríamos fazer muito esforço. Seria só pular de cima e resolver tudo.

—O pequeno exército dele fica no topo, então? No menor andar? –Joey balançou a cabeça confuso. –Isso não faz sentido, eles nem caberia aí.

—Bem que dizem que militares de combate têm o raciocínio lento. Jápeto murmurou para si mesmo. –Por isso gosto de trabalhar com a parte da inteligência.

—Eu sou da CIA, sou da área de inteligência. –Joey pareceu ofendido. –Mas não vou discutir com você agora.

—Fazemos bem, então. –Jápeto deu um sorriso de trégua. –Está de cabeça para baixo, não sei como o meu irmão conseguiu montar uma estrutura dessas e como arranjou dinheiro pra isso, mas é uma pirâmide de cabeça pra baixo no meio do maior deserto do mundo. Tenho que admitir, dessa vez meu irmãozinho foi inteligente.

—Exato, o que fica mais difícil agir após a tempestade de areia. O topo é mais abaixo e se não realizarmos o trabalho de dia, os agentes que ainda estiverem lá dentro estarão por conta própria.

Os outros pararam parar refletir nas palavras ditas, não pareciam com medo, mas suas expressões admitiam um grande desafio pela frente.

—Isso não torna nosso plano falível. –Joey disse. –Cada equipe fica com um andar, vamos disponibilizar 300 homens também e mais os reforços na parte de fora. O exercito entrará conosco, e a aeronáutica nos auxiliará também. Vamos precisar de coisas caindo no céu na cabeça daqueles desgraçados. Annabeth. –Joey a chamou. –Já que você só tem que proteger o cientista, não temos muito o que conversar, vá avisar a ele o nosso plano.

—Sim, senhor. –antes de sair ela esquadrejou a sala com o olhar e percebeu a ausência de um colega. –Autorizou o Daniel a sair, senhor?

—Não me lembro, acho que não. –Joey respondeu. –Se o ver por aí, diga que na América os comandantes são saudados antes de um agente inferior deixar uma reunião. Ele é britânico, mas creio que na terra da Rainha também há essa lei.

—Avisarei sim.

Annabeth saiu da sala com a cabeça trabalhando. Daniel sempre sumia quando algo de importante acontecia ou era descoberto. Será que ele era espião? Ela se forçava a acreditar que não, mas a razão não lhe permitia. E além do mais, ele tinha um apego a ela, por que a diria para cortar o fio errado do gerador na casa dos Nicolav?

Ela foi pensativa até o seu quarto. Se sentia pressionada, a missão estava chegando ao fim e se ao menos um falhasse em cada estágio do maldito planejamento, os outros estavam condenados. E ainda havia Percy... E Mika. Ela não esperava amar alguém de uma forma tão forte novamente, mas aqueles dois se superaram.

—Percy? –ela chamou ao entrar no quarto e fechar a porta atrás de si.

Achou estranho ninguém responder e então chamou de novo.

—Ah, desculpe a demora ao responder! –ele gritou do banheiro. –Estou aqui na banheira.

Annabeth parou pra reparar o quarto com calma, não estivera ali ainda, apesar de saber que aquele era o quarto reservado para eles. Era no estilo dos quartos parisienses, quase tudo branco e dourado. O banho era uma perfeita personificação disso, tudo branco, mas a borda da banheira dourada, a descarga e a tampa do vaso dourada, a torneira da pia dourada e a borda dela também, o Box dourado e por aí vai.

O coração dela amoleceu ao ver Percy e Mika tomando banho na banheira, Percy o elevava um pouco acima da cabeça e o menino estava chupando uma mão e com o resto da boca sorria. Percy estava brincando com ele, e parecia que Mika tinha que pegar o barco de brinquedo no ombro dele, mas o pai o segurando deixava tudo difícil. Ainda assim parecia divertido para o bebê, ele não parava de sorrir.

Annabeth também sorriu ao ver a cena.

—Percy, por que está dando banho no menino de cueca?

—Você não vai acreditar no que ele fez. –Percy o colocou sentado no seu colo e apoio os braços na borda da banheira, ficando um pouco mais deitado. –Eu tirei a fralda dele e ele me mijou.

Annabeth gargalhou dele o mais alto que podia.

—Pare de rir, o pinto desse garoto parece um jato! –ele reclamou. –E espere só até chegar a sua vez de limpar o coco dele, o cheiro é insuportável. Aí eu lavei o que tinha de lavar nele e coloquei a cueca de volta pra virmos brincar na banheira já que não tínhamos nada pra fazer. Se ele quiser mijar, eu tenho a cuequinha aqui como escudo.

—Ah deuses. –Annabeth finalizou o seu ataque de risos. –tudo bem, o banho acabou, filho. –Ela pegou Mika no colo. Ele não pareceu ficar triste, já tinha o barco em suas mãos. –Vai ficar aí?

—A água me faz relaxar. –Percy deu de ombros. Annabeth se apaixonou mais uma vez como sempre se apaixonava quando o via. Alguém tinha lhe feito o favor de cortar os cabelos dele, voltara ao corte militar disfarçado e com menos fios negros bagunçados. Apararam o cabelo de Mikhail também, Percy não deixou cortar muito, os cachos do menino ainda continuavam ali e lindos. –Você deveria ir relaxar também, parece tensa.

—A missão chegou num momento em que não a tempo para se relaxar. –Ela foi até e ele e lhe deu um selinho rápido. –Vou dar um passeio com o garotão aqui.

—Tudo bem. Cuide bem da mamãe, Mika. Se a perdermos, jamais vamos achar alguém como ela. –Percy emergiu na água deixando o coração de Annabeth aquecido com as palavras.

Ela saiu do banheiro e viu que não havia nada para se fazer no quarto, de fato. Mas havia algo para se fazer fora dele. Se ela não estava enganada o quarto de Piper era no final do corredor e ela estava dividindo o quarto com Thalia. Annabeth só não conseguia imaginar a desculpa para ela ter ficado lá e Will e Nico no mesmo quarto, mas ela não estava preocupada com isso. Estava vestindo um rapazinho sorridente para acompanhá-la.

—Toda vez que vejo você me olhando com essa cara de arteiro –Ela trocou a cueca molhada por uma nova, logo colocando a pequena calça jeans nele. –Eu fico me imaginando o trabalho que você vai me dar.

Ela colocou uma blusa do Homem-Aranha nele, provavelmente fora Percy que escolhera. Ele gostava no jeito nerd do personagem. Já Annabeth detestava, odiava aranhas, quem dirá um híbrido de um homem e uma.

Mika pareceu gostar da blusa, então ela cedeu daquela vez, mas fez uma promessa a si mesma que não o deixaria usar mais blusas daquelas.

—Mas acho que esse trabalho todo vai valer a pena. –ela deu um beijo no rosto do filho e ele retribuiu um beijo na bochecha dela, mesmo sendo atrapalhado e babado, ela amou aquele beijo. –Vamos, temos que resolver alguns problemas.

Ela saiu do quarto e foi até o das meninas. Piper lia uma revista de economia deitada na cama, Thalia atirava em terroristas no videogame.

—Desliga isso aí, Lia. –Annabeth pediu. –Meu filho não vai ser exposto a esse tipo de violência.

—Isso aqui não chega nem perto de você com TPM, loira. –Thalia retrucou. –Vai deixar o menino fora de casa quando estiver menstruada?

Annabeth revirou os olhos, não iria responder aquilo. E ela teria que pensar num plano pra quando ficasse de TPM, não assustasse o garoto.

—Preciso de vocês. –ela disse. –Na verdade eu preciso só da Piper, mas não queria te deixar fora do assunto, Thalia. Como você sabe eu sou educada.

Piper largou a revista e se deitou na cama dando dois tapinhas no colchão, sinalizando para Annabeth se sentar ali. Ela foi e se sentou ao lado da amiga, colocando Mika deitado na cama. Ele parecia com sonho, com os olhinhos quase fechando.

—Preciso que vá para os EUA. –Annabeth falou. –Você sabe mexer com documentos, então quero que registre Mika e consiga a adoção pra mim e Percy.

—Ele disse que vai ser o pai? –Piper perguntou olhando para o pequeno, assim como Annabeth.

—Disse. Ele não mentiu. Acho que jamais deixaria esse menino.

—Pois bem, eu consigo. –Piper se inclinou e deu um beijo na testa de Mikhail, que já havia pegado no sono. –Com que nome e sobrenome? Seu ou de Percy?

—Nenhum de nós dois, Piper. Registre com o sobrenome Nicolav, da família verdadeira dele. Os pais e os avós foram heróis, a família deles precisa continuar e não vejo forma melhor de honrá-los que deixando Mika com o sobrenome deles.

—Pretende contar a verdade ao menino, não é? –Thalia perguntou explodindo a cabeça de um político no jogo. –Pra quê? Ele nem vai se lembrar dos pais quando for mais velho.

—É uma família da qual se orgulhar, Thalia, não posso tirar isso dele. –Annabeth suspirou. –Ele sempre saberá que é o meu filho e que eu e Percy o amamos como se fosse legítimo, mas não posso privá-lo de suas raízes.

Piper a olhou preocupada, sabia que a amiga sofria. Pelo visto sabia também o que Annabeth diria a seguir.

—Vai ser difícil registrá-lo com um sobrenome diferente de vocês e ainda assim conseguir a adoção, mas ser da CIA tem lá suas vantagens. Mais o quê, Annie?

—Não registre com o nome Mikhail, registre Michael. Tem o mesmo significado, mas acho que com Michael ele se adaptaria melhor. –Ela deu um pequeno sorriso. –Mas todos vamos continuar a chama-lo de Mika, ouviram? É o apelido mais fofo que já consegui inventar.

—Mais o quê, Annie?

Annabeth voltou a suspirar e assumiu uma expressão triste.

—Você vai levá-lo para Dublin amanhã, é lá aonde os agentes vão se reencontrar para irem para casa. Não quero me separar dele, mas tem de ser feito.

—Caramba, essa fala partiu o meu coração. –Thalia murmurou.

Annabeth sentiu seus olhos lacrimejarem e seu coração apertar.

—Vou voltar para o meu quarto. –Ela pegou o corpo do filho com todo o cuidado da cama.

—Annabeth... –Thalia tentou dizer.

—Não fiquei chateada com você, Lia. É só que... amanhã ou depois de amanhã, eu posso morrer nessa missão, Percy pode morrer nessa missão e o Mika pode perder mais alguém importante nessa estúpida missão. –ela cuspiu as palavras e colocava um tom raivoso extra na palavra "missão". –Eu só preciso de um tempo para não pirar.

Ela saiu do quarto sem nem ao menos esperar uma resposta. Quando chegou no seu, viu Percy só de cueca Box azul deitado na cama. Ele trocava os canais de TV com um expressão de tédio.

—Ei, onde você estava? –ele perguntou sorrindo, mas ao perceber ela chorando franziu as sombracelhas . –Está chorando? O que houve?

Annabeth levou um dedo a boca dizendo para Percy falar mais baixo, senão Mika acordaria. Ela se deitou ao lado dele colocando o filho no meio dos dois.

—Tenho medo do que possa acontecer. –ela disse. -E não quero me separa do Mika amanhã, sei que ele vai sofrer muito, vai pensar que nos o abandonamos.

—Eu também. –Percy confessou, mas sorriu a tranquilizando-a. –Mas vai ficar tudo bem, não vai ser dessa vez que vamos morrer. E também não vamos abandonar o carinha aqui.

—Como sabe?

—O que dizemos pra morte?

—Hoje não.

—Exato, meu amor. –ele se inclinou e deu um beijo na testa dela. –Vou ficar dizendo isso pra morte até os 50 anos e estarei imune. Agora durma, pode ficar tranquila, não vou deixar você rolar feito louca e asfixiar nosso filho, vou ficar acordado e depois te chamo pro seu turno.

—Então cuidar de um bebê é assim? –ela limpou as lágrimas que insistiam em cair.

—Acho que vai ficar mais fácil quando conseguirmos um berço. –Percy sorriu uma última vez. –Durma, não há motivos para ficar triste.

E então Annabeth fechou os olhos descansando o seu corpo, ela só não podia dizer o mesmo da sua mente e do seu coração.

Notas finais
Não revisei muito bem (estou com dor, caceta, não me julgue), desculpe-me qualquer erro. Muito obrigada pelos comentários, vou voltar a responder de onde parei. Vocês são os melhores. Comentem, favoritem e recomendem sempre que se sentirem a vontade. Eu mesmo se não fizerem, vou continuar amando escrever pra vocês. Capítulo que vem rola uns secsu. Vou tentar aparecer antes do carnaval, pois vou viajar e ficarei sem PC. Beijos no coração.