The Rose Color Snow
44 The start of the end!
Notas iniciais

Capitulo Quarenta e Dois: O começo do fim!
— Ela está bem? – Pergunto desesperado segurando fortemente o cajado ao meu lado. Vejo brevemente todos se levantarem também preocupados.
❄️ P.O.V Jack❄️
— Com a mudança repentina de humor um vaso sanguíneo estourou, mas nada muito preocupante por vias da dúvida dei um sedativo que deve passar daqui uma hora – A moça falou gentilmente, suspirei de alivio.
— Eu posso vê-la? – Perguntei.
— Claro – A mulher falou e se retirou da sala. Caminhei até porta observando as paredes brancas, a sala era mais comprida do que larga com umas cinco camas de cada lado e na primeira do lado esquerdo Elsa estava deitada.
Parei ao lado da cama vendo seu peito subir e descer lentamente, as cobertas não impedia de ver a elevação em sua barriga, acariciei seu rosto lentamente. Escutei os passos. Virei-me assistindo o pessoal entrar e ficar por perto.
— Acho que devo me desculpar – Cupido se pronunciou.
— Em parte a culpa também é minha – Falei.
— Não fiquem se culpado meninos, o importante é que não aconteceu nada grave – Norte falou segurando meu ombro e sorrindo.
— Rei Brizard! – Um guarda entrou correndo — Estamos sendo atacados!
— Já deram o aviso para as pessoas se protegerem? – O rei perguntou e o outro acenou — As tropas estão posicionadas?
Não sei como ele consegue ficar calmo em uma situação como essa!
— Sim, Senhor – O guarda falou.
— A Hora chegou – Gritou Coelhão correndo/pulando para fora da sala seguido pelo pessoal. Virei-me em direção a Elsa.
Não posso deixa-la aqui desprevenida, mas eu tenho que ajudar. O que eu faço?! E se no momento que eu saísse do quarto as sombras invadissem e a levassem para longe?! Mas e lá fora? Crianças e mulheres precisam de mim.
— Jack? – Escuto Brizard me chamando — Você vai vir?
Direciono meu olhar para Elsa, sua expressão tão suave sem ao menos saber que estamos sendo atacados, escuto gritos e barulhos mais ao longe.
— Vai ficar tudo bem, mandarei guardas para protegê-la, e vai ser meio difícil às sombras penetrarem o castelo nós o ajustamos há pouco tempo com pedras solares – O Rei explicou.
— Está bem, mas se adentrarem o castelo...
— Eu sei! Você acha que quero perder minha única família? – Brizard falou. Percebi a angustia em seus olhos. — Agora, Vamos?
Observo as janelas da enfermaria, levanto o cajado e miro congelando-as, corro para fora da sala fechando a porta sem antes congela-la também. Só para garantir! Assim que saímos do castelo sou “jogado” no meio de guardas, cavalos feitos de sombras e pessoas assustadas. Tento me virar para procurar o pai de Elsa, mas apenas vejo um relance de uma espada prateada com o cabo cravejado de diamantes. Passo pelos Nightmares enquanto os congelo com o meu cajado. Vejo, após sair do castelo, Sand com dois chicotes dourados em cima de sua clássica nuvem.
Atravesso mais uma boa parte da multidão, salvo uma família que estava sendo atacada. Coelhão passa por mim segurando seu bumerangue — Ele parecia bem feliz em destruir as sombras de Pitch — Vejo galhos atravessarem os Nightmares como se estivessem vivos os fazendo dissolver, corro na direção dos galhos observando que eles começam a engrossar até chegar em uma arvore enorme no meio da rua, com uma vegetação brilhante, em cima noto que há uma mulher balançando os braços freneticamente. Sobrevoo até o topo e dou de cara com a Madrinha de Elsa.
— Olá querido! – Ela grita em meio ao barulho — Ótimo dia para se escolher o destino de um reino, não acha?
— Ah claro – Respondo meio atordoado congelando um cavalo que tinha acabado de aparecer ao meu lado. Acabo sendo empurrado por uma das sombras me desviando da grande árvore, flechas zuniam acima da minha cabeça e quando observo em volta os Nightmares desapareceram. Viro-me em direção a um prédio enorme e lá no topo está um pontinho com asas segurando um arco e flecha. Cupido!
Sobrevoo atacando qualquer coisa preta que avisto, ajudando as pessoas quando preciso, eu me pergunto quanto tempo já tinha passado desde que saí do castelo. Será que Elsa está bem? As imagens dela deitada na cama com os cabelos gentilmente arrumados, a pele clara, a expressão serena em seu rosto atravessam a minha mente. Queria tanto tê-la beijado antes de vir para cá! Só espero que esteja segura!
— Jack, atrás de você! – Escuto uma voz grossa e conhecida, viro-me sem pensar e acerto o cavalo negro atrás de mim.
— Essa foi por pouco! – Norte apareceu ao meu lado com as mangas arregaçadas mostrando as tatuagens — Bem comportado e mal comportado – Segurando suas espadas parecidas com a de piratas.
— Você já sabe onde está Pitch?— Pergunto aos gritos. Se eu souber onde ele está, poderei acabar com isso antes de Elsa acordar.
— Não – Ele gritou cortando mais um cavalo — Mas se tivesse como subir em algo alto para ver!
Sorrio para ele e seguro o cajado fortemente, me impulsionando para cima em direção ao céu ou universo, seja lá o que for isso! Olho para baixo notando um pontinho colorido voando super-rápido ajudando as pessoas... Fada. Observo para ver se está tudo Okay.
Cupido e seu arco e flecha... Okay! Coelhão, Okay... Sandman e seus chicotes, a Madrinha de Elsa, a maioria dos guardas perto do castelo junto com O Rei... Está todo mundo bem. Viro o rosto passando a visão pelas ruas escuras com um leve brilho de dourado e noto o parque vazio perto do castelo... Parque vazio... Espera ai, volto minha visão observando o parque.
Cerro os olhos vendo algo, desço um pouco e noto uma pessoa no meio do parque sem ao menos mexer um músculo. Usava uma capa preta, mas ao me aproximar notei o sorriso diabólico e os olhos amarelos brilhando na escuridão do parque. Havia um lago atrás de Pitch que estava parado na encruzilhada de uma estradinha de pedra que se dividia em dois caminhos quando chegavam ao lago, mesas de piqueniques posicionadas a esquerda e um parquinho para crianças à direita.
O rosto de Pitch se virou quando me aproximei e deixei meus pés tocarem a grama ficando a alguns metros de distância. O cajado em mãos pronto para atacá-lo. O seu sorriso aumentou, vi seus olhos buscarem no meio da escuridão para ver se eu estava acompanhado, seus Nightmares não atravessavam o lugar, dava para escutar os míseros relinchos e gritos da população.
— Ora, Ora Jack! – Seu olhar direcionado junto com o meu — Esperava enfrentar duas pessoas hoje!
— Desculpe decepcioná-lo, mas parece que terá que ser apenas eu – Digo com voz de deboche.
— Não se preocupe, assim que acabar com você, vou atrás do meu irmão – Pitch se pronuncia, sua voz parece ecoar no parque todo.
— Quero ver se consegue – Provoco, sentindo a leve brisa bagunçar meus cabelos.
Retirando os pés do chão, ele ri enquanto levanta os braços deixando as sombras se intensificarem em volta dele. As sombras avançam em minha direção, uso tanto o cajado como a mão para congelá-las, tento acertá-lo com lanças na primeira abertura. Pitch forma uma barreira com a mão.
— Me pergunto onde está a minha sobrinha? – Ele se questiona. Avanço em sua direção tentando acertá-lo com gelo. Pitch solta uma risada e tenta se esquivar habilmente. — O Que foi Frost? Já brigaram!?
— Cale a boca – Grito, sentindo meus pés encostarem levemente na nuvem negra que se formou abaixo de nós.
— Ela é uma garota bem teimosa, devo dizer - Pitch me provoca. Avanço, mas sou jogado para fora da nuvem. Seguro o cajado fortemente e mantenho o equilibro no ar, notando que tem mais alguém junto com Pitch.
— Hans – Falo irritado. Lembro-me de Elsa tremendo e chorando com o vestido rasgado e Hans em cima dela... — Achei que tivesse morrido depois daquela surra que te dei.
Vejo Hans morder o lábio inferior, irritado, suas mãos estavam com as palmas viradas demonstrando as sombras que pareciam chamas negras.
— Brinque o quanto quiser; quem a terá no final serei eu – Ele grita visivelmente irritado.
— Você pode tê-la fisicamente, mas nunca terá seu coração como eu tenho – Mesmo que eu saiba que se for por mim ele não a terá nem fisicamente.
No instante que terminei de falar, Hans se joga da nuvem em cima de mim, solto um grunhido quando escuto meu corpo se chocar com o chão. Foi tudo muito rápido, apenas vi seu punho voando em meu rosto, posso ser imortal, mas nada me impedia de sentir dor. Seguro seu punho quando vejo se preparar para um segundo soco, largo o cajado e acerto o seu rosto o fazendo rolar para o lado. Levanto-me no mesmo momento que o dele, noto que as pontas de seus dedos estão congeladas.
— Já cansou Hans – Grito. Vejo-o jogar lâminas negras em cima de mim, me jogo no chão procurando o cajado. Boa ideia Jack! Provocar as pessoas quando se está desprevenido!
— Pare de brincar Hans! – Escuto a voz de Pitch lá de cima.
— Acho que você deveria ter ensinado ele um pouco melhor – Grito em direção à nuvem negra a cima de nós.
— Brinque o quanto quiser Jack! – Sou despertado pela voz de Hans.
Ele corre em minha direção tentando desferir um golpe, cujos punhos estão negros e sem luvas. Desvio acertando com o cajado sua barriga. Ele cambaleia para o lado. Distraio-me achando que já tinha acabado quando sua mão se levanta me arremessando longe junto às sombras.
Pisco tentando voltar ao normal, às folhas caem sobre a minha cabeça e ao fundo vejo Hans cair com um filete de sangue em sua cabeça. Repouso minha mão sobre o tronco da árvore balanço a cabeça e passo as mãos no cabelo. Levanto voo parando em frente à Pitch.
Um já foi, falta mais um.
— O que achou?— Perguntei, sem pensar em algo muito bom, minha cabeça está doendo.
— Nunca o achei muito importante – Pitch deu de ombros.
— Digo o mesmo – Respondo.
— Mas vamos parar de brincar e esquentar as coisas – Pitch sorri levantando os braços por cima da cabeça criando uma chama negra que aumenta a cada segundo — Que a luta comece.
Preparo-me para conter a esfera de poder, mas seus olhos se viram em outra direção, acompanho seu olhar e num segundo vejo as sombras caírem sobre o castelo o condensando em chamas.
— Não! – Grito.
Elsa! Ela está lá dentro sozinha. Não posso deixá-la sozinha!
Corro pela nuvem, pronto para saltar quando sou parado por uma sombra que começava a se moldar. Pitch sorri diabolicamente a minha frente. Dou dois passos para trás antes de ser arremessado para o outro lado da nuvem, que por sinal não parecia ser macia.
— O-O que você fez?! – Gaguejo e levanto-me.
— Cadê seu heroísmo garoto? – Ele ri debochando do meu rosto. — Se o problema é sua garota... Acho que você deve saber que ela se saíra bem.
— Não se ela estiver desacordada – Grito novamente. Vejo sua expressão mudar para surpresa e voltar ao sorriso novamente.
— Então ela teve um belo de um azar – Ele debocha.
Aperto o cajado tentando acertá-lo da forma tradicional, sem poderes, grito no meio de um golpe, ele ri segurando o cajado e me jogando no chão. — Ah o sofrimento de perder alguém!
Não... Eu não tinha como saber se ela estava morta, se eu tiver sorte o pai dela ou algum guarda se lembrará de salvá-la no meu lugar. Só por favor, não morra. Não posso perder minha família!
Tenho que manter a calma e não deixar Pitch me afetar. Vou vencê-lo, há pessoa lá fora que precisam de nós... Sim nós... Norte, Fada, Coelhão... Estão todos lutando até mesmo os cidadãos que ainda tem esperança.
Enquanto tiver alguém que acredite em nós, seremos sempre Guardiões. Principalmente quando a pessoa que você ama, confia em você também.
...Vou fazer isso por você, Elsa! Aquente mais um pouco, por favor!
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