Notas iniciais
Oie desculpe-me pela demora. Fiquei um pouco deprimida, porque ninguém comenta neste site :/ Mas vou postar até o final a fic. Vai ter segunda temporada, mas vou posta-la apenas no Socialspirit. Vou deixar os capitulos programados para cada dia.

Capitulo Quarenta e Três: Consumido!

️ P.O.V Elsa

Levanto-me um pouco segurando o peso do meu corpo com os cotovelos, olho em volta ainda meio tonta. Como eu vim parar nessa sala?! Ah!

Lembro-me da cena do Cupido e de Jack no parque me segurando... Ponho as mãos na barriga, sinto Will se mexer levemente. Ele está bem! Suspiro de alivio. Retiro a coberta e me levanto, vendo a roupa verde típica de paciente. Escuto gritos, barulhos de algo se quebrando, noto as janelas congelas... O que?!

Caminho até uma delas. Passo o braço tentando limpar, mas não consigo ver muito bem. Está tudo escuro. Vejo pessoas correndo, uma árvore, flechas se batendo contra cavalos. Acho que estou um pouco atrasada! Viro-me procurando minhas roupas, pego-as e visto sentando em uma cama para facilitar. Abro as portas para sair, as descongelando antes, mas sou impedida por um guarda que segura meu braço.

— Desculpe, Princesa, tenho ordens para não deixa-la sair – O guarda fala, noto que tem outro do lado contrário da porta.

— Era só o que me faltava — Resmungo — Não é só porque estou grávida que não posso usar as mãos!

— Mesmo assim, são ordens – O outro se pronuncia.

— Olhe só, se Jack que falou isso...

— Não, Madame, foi seu pai e não podemos ceder as ordens do Rei – O Soldado me interrompe.

Escuto um barulho muito forte e caio quando sinto o chão tremer. Os quadros das paredes caem e se quebram. Um dos quadros grandes cai em cima de um dos guardas, dou um grito e tento ir para trás vendo o sangue escorrer pelo chão respingando na minha roupa.

Procuro o outro guarda, está caído no chão meio inconsciente. Levanto-me e caminho para o lado contrário dobrando a esquerda no corredor, o chão abaixo de mim começa a congelar.

Não fique nervosa... Não fique nervosa...

Um Nightmares atravessa a janela, vindo em minha direção, o congelo no momento que toca em mim. Atravesso o corredor dobrando novamente e encontro a sala com as duas escadas; Desço uma das escadas com cuidado para não escorregar. Há vários corpos no chão e as portas estão escancaradas.

Os poucos Nightmares que sobraram galopam em minha direção, jogo estacas de gelo fazendo eles se desmancharem...

Onde está Jack?! Meu pai?! Que todos estejam bem! Por favor!

Seguro minha barriga com uma mão deixando a outra livre.

Vai ficar tudo bem, filho! Nós vamos achar o papai... Tenho certeza, Jack não é uma pessoa que desisti fácil.

Atravesso as portas tomando cuidado para não pisar em ninguém, assim que saio vejo alguém voar em minha direção com asas coloridas.

— Elsa? O que está fazendo aqui! – Fada segura meu braço apavorada — Vem. Vamos encontrar um lugar seguro!

— Não – Puxo meu braço — Cadê todo mundo?! Onde está Jack?

Olhe em volta observando os soldados lutarem com lâminas prateadas contra os Nightmares, ao longe eu avisto uma Árvore com galhos vivos atravessando os cavalos negros.

— Não sei, mas não vimos Pitch. Então achamos que ele...

— Está lutando com Pitch – Completo — Aonde?!

Fada balança a cabeça negativamente me puxando e acertando um cavalo com suas mãos... Nunca tinha percebido que suas unhas eram grandes a ponde de rasgar uma sombra.

— Se não me quiser dizer irei procurar sozinha – Falo irritada me soltando e caminhando para longe.

— Elsa, eu não sei onde estão. Por favor — Fada implorou — Vamos para perto da árvore!!

— Não – Gritei — O que você faria se fosse alguém que ama?!

Vi ela se virar e encarar algo peludo e que pulava no meio dos cavalos.

Nãoo acreditoo... Ok! Penso nisso depois!

— Desculpe – Fada suspira — Mas vou junto por precaução.

— Como quiser! – Falo congelando um cavalo. — Por onde começamos?

— Vamos perguntar a sua Madrinha! – Fada grita desviando de uma sombra. Começa a voar rapidamente para longe, a sigo antes de perdê-la de vista.

Minhas costas doem por causa da quase corrida e do peso do bebê. Fada vai à frente destruindo os Nightmares e eu destruo os da dianteira. Portanto já dá para notar um número bem menor deles.

Os cidadãos começaram a ter esperança. Várias sombras já se tornaram areia dourada ao seu toque, fortalecendo meu tio Sand. Vejo a árvore grande mais a frente. Fada voa até o topo, paro no canto e me escoro tentando pegar folego. Não é fácil correr com sete meses de gravidez. Espero alguns segundo antes de Fada voltar.

— Ela falou que o viu voando nessa direção – Fada apontou — Então vamos lá!!!

— Ah... Fada? – A chamo no momento que ela quase sai voando.

— Que foi?— Questionou se virando.

— Caso não tenha notado... – Faço um gesto em volta da barriga, Fada abriu a boca fazendo um som: “Ah”. Voa até mim e me segura pelos ombros.

— Assim está melhor? – Ela sorri com meus pés já fora do chão.

— Sim, obrigada, eu cuido dos cavalos – Falo olhando a escuridão que está o céu.

— Isso ajudaria muito! – Fada diz ironicamente.

️ P.O.V Jack

Cuspi o sangue no chão enquanto Pitch limpava sua boca com o mesmo material avermelhado, fazia tempos que não tinha uma luta que fosse capaz de me machucar a ponto de sair sangue. Segurei o cajado me mantendo em pé sobre o chão da Praça ou Jardim, não sei dizer, a cima de nós se encontrava a nuvem escura com um buraco em seu centro demostrando o lugar onde estávamos a pouco, antes de cairmos.

— Já se cansou Jack?— Pitch debochou segurando um chicote negro feito do mesmo material de suas sombras.

— Nem um pouco – Falei e sorri retirando o suor do rosto.

Vejo nossos poderes colidirem em uma mistura de azul e preto formando uma linha reta, meu corpo sendo empurrado para trás. Me seguro mantendo o equilíbrio enquanto seguro o cajado. Sinto algo passar do meu lado, como um vulto preto, sou empurrado para o lado perdendo o equilíbrio. O vulto se duplica em dois é quando finalmente consigo distinguir quem são: O pai de Elsa e Hans e agora percebo o que aconteceu. Hans deve ter tentando me atacar enquanto Brizard o impediu.

— Mais que droga! Você não morre, não Hans? – Falo irritado mais para mim mesmo. Já que Hans e o Rei estão meio ocupados em uma batalha e parece que a espada cravejada de diamantes consegue desviar as sombras.

Olho em volta percebendo o estado do Parque que intercalava entre natureza congelada e morta, até mesmo o lago atrás de toda a luta estava levemente congelado.

— Você está bem Jack?! – Brizard se virou e perguntou.

— Sim, obrigada – Agradeci enquanto voltava meus olhos em direção a Pitch.

Os próximos minutos se passaram muito rápidos em uma luta acirrada dividida em dois lados. Concentrei-me apenas em tentar acertar Pitch, atacando tanto na terra quanto no céu. Observei como ele estava começando a ficar zangado e isso seria um ponto a favor se eu não estivesse começando a ficar cansado com os músculos do corpo ardendo, incluindo os machucados.

Desviei de um dos seus ataques e apontei o cajado a poucas distâncias dele pronto para atacar se não fosse por uma voz me tirando de orbita.

— Jack! – Escutei a voz chamar meu nome.

Virei meu rosto desmanchando a posição de ataque ainda apontando o cajado para Pitch enquanto olhava para a única pessoa que eu esperava não ver nesse lugar.

— Elsa? – Murmurei para mim mesma. Antes de ser arremessado e soltar o cajado.

️ P.O.V Elsa

Fada me colocou no chão no momento que enxergamos uma nuvem negra. Observei o parque calmo, mas a longe se ouvia barulhos de uma briga. Caminhei com Fada em meus calcanhares. Quanto mais nos aproximávamos mais parecia que o lugar esfriava e tudo a volta morria aos poucos. Desviei de algumas árvores com galhos levemente congelados abrindo espaço enxergando quatro pessoas à frente. Atravessei metade do caminho afobada por encontra-lo que nem percebi quem era os outros dois brigando.

— Jack! – Gritei o chamando.

— Elsa? – Ouvi sua voz fraca e seus olhos surpresos me encarando.

Contudo no outro segundo o vi ser arremessado por Pitch deixando o cajado cair no chão. Caindo sobre o lago congelado. Gritei seu nome jogando meus braços em direção de Pitch e o ver tendo o mesmo destino de Jack, mas em uma direção diferente. Corri até Jack que estava em cima do lago congelado. Escorregando pelo caminho eu me agachei até ele. Jack fez uma careta segurando o estômago e depois olhou para mim.

— O que você está fazendo aqui? – Ele perguntou com uma pitada de dor na voz.

— Vim te encontrar – Respondi.

— Jack, você está bem? – Fada gritou voando até nós.

— Você devia tê-la impedido de vir até aqui – Ouvi-o resmungar enquanto se levantava.

— Eu posso decidir o que fazer – Falei segurando seu braço o ajudando a ficar de pé.

Assim que ficou de pé se desvencilhou dos meus braços caminhando pelo gelo com facilidade indo em direção a Pitch.

— Que ótima surpresa! – Pitch falou já levantado — A família está reunida!

No lado direito meu pai colocava umas algemas prateadas e grossas em Hans. Fada segurou o meu braço quando tentei me aproximar de Jack que tinha se agachado para pegar o cajado, sem a dor estampada em seu rosto.

— Vamos logo ao que interessa Pitch, sem mais joguinhos – Ele gritou apontando o cajado.

— Direto e curto – Comentou Pitch. Percebi que ele estava no mesmo estado de Jack.

Os dois atacaram ao mesmo tempo com os poderes se chocando formando uma grande luminosidade ocasionada pelo gelo se batendo as sombras. O vapor escapava bem no exato momento que trevas e gelo lutavam por um único sobrevivente. Observei a disputa acirrada com a linha mágica modificando de tamanho intercalando como se procurasse em que lado ficar. Muito parecido a um jogo de gincana que cada lado segurava uma ponta da corda e no final um time caia na lama.

Os minutos passavam e eles continuavam no mesmo estado, porém os jatos de sobram atravessavam maior parte indo em direção a Jack.

Ele não iria conseguir.

O meu mundo pareceu cair com esse súbito pensamento, mas era a verdade. Os dois estavam ambos cansados, mas o golpe anterior tinha dificultado ainda mais para Jack. Tudo por minha culpa, eu causei aquilo e agora meu filho viveria sem um pai! Não. Eu não podia simplesmente aceitar isso. Eu tenho que fazer algo. Eu preciso...

Meus pés agiram sozinhos e quando vi eu estava correndo em sua direção parando ao seu lado. Seu rosto suava e um filete de sangue saia de seu nariz, seus olhos se arregalaram a me ver. Acariciei seu rosto e murmurei:

— Você não tem que fazer tudo sozinho.

Segurei uma de suas mãos enquanto intensificava o gelo a nossa frente. Estiquei a outra mão direcionando meu poder a Pitch, o brilho aumentou fazendo meus olhos se fechar. Uma explosão foi ouvida como a de um canhão, dei alguns passos para trás tentando me equilibrar largando a mão de Jack.

À frente Pitch abriu a boca para tentar falar algo, mas tudo que saiu foi sangue. Seus olhos se voltaram para baixo do corpo observando o gelo sair de seus membros e abdômen como se fossem lanças enormes e grossas avermelhadas pelo sangue contrastando com o gelo.

Desviei os olhos antes que vomitasse pousei as mãos na barriga e sorri sabendo que tinha acabado, mas sentindo a culpa por ter matado alguém. Virei-me para abraçar Jack, mas ele não se encontrava ao meu lado, meus olhos desviaram para baixo onde ele estava caído cuspindo sangue. Agachei-me até ele preocupada, seus olhos me encararam com dor, suas mãos segurava a barriga dolorosamente. Escutei passos atrás de nós e supus ser Fada e meu pai, pois eram os únicos que estavam conosco.

Estiquei a mão na intenção de acariciar seu rosto. Se eu não tivesse visto o que vi, debaixo de sua camiseta saía linhas negras que agora atravessavam sua bochecha como se enraizassem.

— Jack – Chamei abismada hesitando na hora de por as mãos sobre a marca. Segurei suas mãos e as virei notando que também tinham linhas negras as atravessando. — O que é isso? Jack... Responda.

— Não sei – Ele falou com a voz fraca e rouca.

Vi gotas caírem sobre sua camiseta e percebi que estava chorando. Segurei sua camiseta com medo que sua vida estivesse se indo. Levantei-a observando uma mancha gigante e negra que se expandia em linhas grossas e finas pelo corpo.

— Quando Pitch o acertou... – Meu pai murmurou e por um breve segundo virei o rosto para encará-lo.

— O que vamos fazer? – Falei com a voz tensa — Tem que ter algo!

— Eu não... – Ele tentou falar balançando a cabeça.

— NÃO! Não posso deixá-lo morrer – Gritei deixando as lágrimas escorrerem rapidamente e chocarem-se contra o chão e o corpo de Jack.

— Sinto muito, filha – Brizard murmurou.

— Não – Fada gritou rapidamente. — Sand... Vamos leva-lo ao Sand. Tem que haver algo que possa ajuda-lo.

— Me ajudem a carrega-lo – Pedi quase aos gritos.