The Rose Color Snow
47 The end of a life and the coming of another
Capitulo Quarenta e cinco: O Fim de uma vida e a chegada de outra!
❄️ P.O.V Jack❄️
Sentei na cama colocando a jaqueta preta, esperando Elsa sair do banheiro, girei a aliança no dedo para passar o tempo quando ouvi uma batida na porta. Levantei da cama e a abri dando de cara com um guarda.
— O Rei gostaria de vê-los no café para dar um comunicado – O Guarda falou.
— Já vamos descer – Falei e agradeci fechando a porta – Elsa? Seu pai quer falar com a gente!
— Já terminei – Ela falou abrindo a porta, usando um vestido verde solto no corpo com uma fita prateada a baixo dos seios, o cabelo preso.
— Está linda – Comentei passando meu braço por sua cintura a puxando para perto.
— E eu adoro esse casaco – Elsa brinca beijando minha bochecha.
— Quer dizer que você só gosta do casaco? – Falo fingindo ficar triste.
— Bobo – Ela ri abrindo a porta e saindo.
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Abro a porta entrando na sala de jantar, onde estão todos sentados se deliciando de um café, puxo a cadeira para Elsa se sentar e me sento ao lado.
— Então o que queriam falar? – Pergunto pegando uma torrada.
— É sobre Hans – O Pai da Elsa fala sentado na outra ponta da mesa.
— O que tem ele? – Pergunto não gostando do assunto.
— E-Ele morreu – Fada fala triste.
— C-Como? – Elsa pergunta largando a torrada com geleia.
— Parece que as sombras já tinham o consumido e o único desejo que restava em seu coração era... – Norte explica.
— Era ter a Elsa? – Pergunto e ao mesmo tempo confirmo.
— Sim, então quando Pitch morreu, Hans não suportou e morreu – Brizard fala segurando um copo.
— Mas quando saímos procurando Sand, ele ainda estava vivo – Elsa interrompe pensativa.
— Nós entramos em sua cela por ouvir seus gritos e quando chegamos seu corpo estava consumido pelas sombras – Norte falou mordendo a torrada.
— Ai meu deus – Elsa se assusta colocando a mão na boca – Que horror.
— Mais no fundo ele mereceu isso – Falei afagando sua outra mão encima da mesa. — Hans escolheu seu próprio caminho.
— O que vão fazer com o corpo? – Elsa perguntou
— Vamos mandar de volta para seus irmãos, não podemos enterrá-lo em nossa terra – O Homem da Lua fala.
— Mas vão simplesmente entregá-lo assim sem mais nem menos? – Elsa continuou com suas perguntas, observei a mesa pensando no que eu iria comer.
— Não iremos achar alguma desculpa e escrever uma carta, não se preocupe, filha — Ele respondeu novamente sua pergunta.
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❄️ P.O.V Elsa❄️
— Tem certeza que vão ir? – Meu pai perguntou olhando a nave pronta para ir.
— Sim, tenho uma irmã me esperando – Falo o abraçando.
— Não se esqueça de trazer meu neto para visitar – Ele brincou acariciando minha barriga.
— Sempre o visitarei, eu, Jack e Will – Sorri, caminhando até Jack.
— Jack— Meu pai o chamou — Ficarei de olho em você, mocinho.
— Pode apostar que não vou desapontar sua filha – Jack falou e me ajudou a subir na nave, sentando ao meu lado em seguida.
Meu pai foi ficando cada vez menor enquanto a nave pegava altitude e entrava no infinito de estrelas, sempre achei fascinante como o mundo pode ser e aposto que por trás do meu pai há pessoas muito mais importantes governando todo esse universo. Entretanto algumas coisas devem continuar no mito, imagino o que aconteceria se cada planeta soubesse onde encontrá-los. As pessoas ficariam tomadas pelo tamanho poder que poderiam conseguir e aposto que não é só os humanos que clamam pelo poder.
— Onde devemos pousar? – Norte perguntou no momento que entramos na camada atmosférica.
— Em Arendelle se não for incômodo, quero ver minha irmã – Respondi prontamente.
— Incomodo nenhum, Elsa – Norte sorriu e desceu a nave rapidamente em uma velocidade rápida.
Um tempo depois a nave pousa no pátio do castelo, uma cabeleira ruiva vem correndo em nossa direção, Jack me levanta para sair e a abraço assim que consigo.
— Anna – Chamo seu nome ainda abraçada nela.
— Elsa, Você está bem! – Ela choraminga – Fiquei tão preocupada, ai meu deus, como o Will cresceu!!
— Finalmente acabou – Falo limpando as lágrimas dos seus olhos.
— Eu estou tão feliz, imagine só... Ah Tenho que avisar o Kristoff que você chegou... Oi Jack – Anna abana rapidamente antes de sair correndo para dentro do castelo.
— Ela continua a mesma garotinha energética de antes – Jack comenta me abraçando pelas costas.
— Gente, nós nos vemos por ai – Norte chamou nossa atenção.
— Não vão ficar? – Pergunto.
— Temos que ver os estragos por termos ficado alguns meses fora – Norte fala e entra na nave.
— Iremos visita-lo – Grito assim que a nave decola.
— Elsa, Jack! Bom saber que estão bem – Kristoff aparece junto com Anna, o cumprimento e Jack faz o mesmo.
— Elsa, nós temos que te mostrar o nosso presente para o Will – Anna fala animada enquanto Kristoff chama uma carruagem.
— Não precisa Anna – Falo sorrindo.
— Claro que precisa. Vêm. – Ela me puxa para dentro da carruagem.
Kristoff faz o mesmo com Jack. A diferença é que no lugar do cavalo tem uma rena alegre que por sinal eu sei de quem pertence. Kristoff senta na frente e Anna vai atrás conosco. Saímos da cidade seguindo a trilha de terra para o caminho da nossa casa, depois de um tempo a avisto, a carruagem para em frente. Anna balança as chaves da casa e sai correndo para abri-la.
— Anna? Qual é a surpresa? – Pergunto curiosa sendo seguida por Jack.
— Você vai ver – Anna fala subindo a escada.
— Como senti saudade desse lugar – Falo pensativa.
— Eu também – Jack me surpreende segurando o corrimão da escada. — Vamos? Ela não vai parar até a seguirmos!
— Vamos – Falo lhe dando um selinho e subindo as escadas. Anna está parada no corredor em frente à porta de um dos quartos.
— Eu e Kristoff imaginamos que vocês seriam muito esquecidos para lembrar-se de preparar um quarto para o bebê, então... – Ela fala alegre segurando a maçaneta.
— Anna... – Falo surpresa caminhando até a porta do quarto no mesmo momento que ela o abre.
O quarto era lindo e muito bem decorado, não há nada para reclamar. (Imagem)
— Anna é muito lindo – Falo com os olhos cheios de lágrimas — Eu amei, muito obrigada, eu te amo tanto.
— Eu também, assim como vou amar esse garotinho – Ela sorri me abraçando.
❄️ Dois meses depois❄️ (9 meses)
— Tem certeza que devemos ir? – Escuto Jack perguntar enquanto desço a escada com dificuldade por causa da barriga.
— Por favor, quero ir à cidade, preciso comer sushi – Falo abrindo a porta.
— Sushi? – Jack pergunta confuso
— Sim – Respondo, lambendo os lábios pensando num rolinho primavera.
— Está bem – Jack fala fechando a porta e colocando as chaves no bolso da camisa vermelha.
Caminhamos lentamente observando os animais até chegar à cidade.
— Temos que procurar um restaurante de sushi – Falo rapidamente, Jack ri e segura minha mão.
— Então vamos apressadinha – Ele fala me puxando pelas ruas.
Caminhos pelas ruas até achar um restaurante de sushi e entrar. Nós sentamos em uma mesa enquanto esperávamos a garçonete e olhávamos o cardápio.
— O que você vai pedir? – Pergunto a Jack. Não entendo nada do cardápio.
— Que tal pedirmos uma sugestão – Jack fala e levanta o braço. Uma garçonete aparece.
— O que desejam? – A mulher segurou um bloquinho.
— Nós somos novos, então gostaríamos de comer algo simples até porque minha esposa está grávida – Jack explicou, a mulher acenou e saiu. — Pronto, aprenda comigo!
— Está bem, Marido. – Falo beijando seu nariz, franzo a testa sentindo Will se remexer — Acho que o nosso filho pensa o mesmo.
— Ele esta ansioso para vir para os braços do pai, Certo filhão? – Jack brinca.
— Nem me fale, a noite ele podia tentar dormir – Falo acariciando a barriga sobre a camiseta larga. A garçonete chega com dois pratos explicando rapidamente como se come e indo atender os outros clientes.
Coloco o primeiro na boca com a vontade insaciável de comer sushi. Jack olha para o troço com uma careta como se pensasse que aquilo era venenoso.
— É bom – Falo terminando de mastigar — Prova.
— Tá – Ele fala apreensivo colocando na boca e responde enquanto mastiga — Não é tão ruim.
— Eu gostei – Dou de ombros continuando a comer.
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Jack abre a porta. Entro em casa colocando a bolsa no sofá e me sentando cansada. Vejo-o fechar as janelas e se sentar ao meu lado em seguida.
— Que tarde! – Exclamo me inclinando em sua direção.
— Aquelas crianças eram bem curiosas – Jack ri segurando meu rosto e me beijando. — Quer alguma coisa para tomar?
— Aceitarei uma água – Sorri enquanto ele levantava e ia até a cozinha. Voltando com um copo de água — Aqui, my snowflake!
— Obrigada, Meu Guardião – Brinco pegando o copo e bebendo. — O que vamos fazer, agora?
— Acho que está na hora de alguém ir dormir – Jack fala pegando o copo da minha mão e depositando na mesinha.
—Mas... – Tento impedir fazendo biquinho.
— Nada de mas. – Ele fala me beijando e mordendo meu lábio inferior antes de se levantar e me puxar junto.
Subo as escadas calmamente com Jack segurando minhas costas, atravesso o corredor entrando no nosso quarto. Abro o guarda-roupa procurando uma camisola, pego uma azul que por sinal é minha favorita e me sento na cama para me vestir. Tiro a camiseta e a coloco, observando Jack tirar a camiseta e pegar umas calças larga cinza.
— Jack? – Chamo-o.
— Sim – Ele se vira terminando de colocar as calças.
— Me ajuda – Imploro ficando de pé.
— Claro – Ele fala abrindo o zíper das calças e as tirando para mim, me seguro em suas costas no processo. – Pronto!
— Obrigada – Beijo sua bochecha e puxo o resto da camisola para baixo indo para a cama.
Deito-me puxando as cobertas e Jack faz o mesmo abraçando minhas costas, pondo as mãos em minha barriga e a cabeça no meu pescoço. Fecho os olhos caminhando para o mundo dos sonhos sem antes agradecer a Sand por isso.
Acordo no meio da noite sentindo uma dor na barriga. Levanto-me cuidadosamente e vou até o banheiro fazer xixi. Termino e quando levanto sinto outra dor dessa vez mais forte. Percebo que a dor não veio da vontade ir ao banheiro. Seguro minha barriga me apoiando na pia. Minutos depois outra dor invade meu corpo. Arfo me segurando contra a pia.
— Elsa? – Jack bate na porta, preocupado. E você esperava que esse ser imortal continuasse dormindo sem perceber minha falta?!
— Jack – Falo com uma pontada de dor na voz, ele abre a porta, hesitante procurando saber o que estava acontecendo.
— Você está bem? – Ele segura meus ombros.
— Acho que esta na hora – Murmuro sentindo outra contração.
— O que?— Jack pergunta se agachando um pouco.
— O bebê está chegando – Falo mais alto, os olhos de Jack ficam arregalados e ele trava. — Jack?
— S-Sim. Vou pegar a mala – Ele sai do banheiro, pego uma escova de cabelo e caminho até o guarda-roupa pegando um vestido qualquer. Sento-me na cama, outra contração passa pela minha barriga, me visto e penteio o cabelo rapidamente enquanto Jack entra no quarto com uma bolsa azul bebê.
— Pronto! – Ele fala ofegante. Aposto que se esqueceu que podia voar!
— Vá se trocar! – Reclamo segurando a barriga. Ele coloca seu moletom e as calças marrons. Caminha até a janela e a abre. Sinto outra contração e um líquido escorrendo pelas minhas pernas.
— Jack! A bolsa estourou – Grito no momento que ele me pega no colo com a bolsa azul e voa para o hospital.
Observo seus cabelos despenteados e a camiseta amaçada. Jack voa rapidamente em meio às estrelas que parecem brilhar mais está noite. Ele entra no hospital e me coloca no chão ao seu lado.
— Moça – Ele chama a enfermeira — Minha esposa está tendo um bebê.
A moça fala algo num aparelho. Logo uma enfermeira e um médico aparecem e me colocam numa maca.
❄️ P.O.V Jack❄
— Você tem que ficar aqui. Nós iremos prepará-la – A segunda enfermeira fala me parando.
— C-Como assim? - Falo indo até o balcão.
— Você tem algum parente que queira avisar? – Ela pergunta.
— Sim, a Rainha Anna – Falo apressado. Vejo-a arregalar os olhos e digitar em um aparelho e me entregar.
— Alô – Escuto uma voz feminina do outro lado.
— Alô? Anna? – Pergunto.
— Sim – Ela fala bocejando.
— Você tem que vir ao hospital. Elsa está tendo o bebê! – Falo apressadamente. Pergunto-me se todo homem se sente assim? Confuso, avoado e preocupado.
— Ai meu deus – Escuto ela gritar e levo o objeto para longe do ouvido, então a ligação cai.
Sento-me esperando com as mãos sobre meu colo mexendo os joelhos. Anna e Kristoff chegam vinte minutos depois. Anna afobada faz várias perguntas a enfermeira antes de se sentar e esperar. Vejo os tic-tac do relógio passar, meia hora, uma hora... Até a moça do balcão, levantar e vir em minha direção.
— Você vai querer acompanhar o parto? – A mulher pergunta escrevendo em alguma coisa.
— É claro – Falo, ela sai detrás do balcão e eu a acompanho a uma sala.
Fazem-me vestir uma roupa esquisita e verde com uma touca branca e algo para tapar a boca, passo por um vidro vendo vários médicos preparando alguma coisa. Entro na mesma sala ficando ao lado de Elsa que sorri quando me vê.
— Elsa. Quando eu avisar você começa a empurrar com todas suas forças! – O médico a avisa do outro lado de um pano.
— Jack, estou com medo – Ela fala com o sorriso vacilando.
— Está tudo bem, eu estou aqui – Me agacho beijando sua testa — Segure minha mão e a aperte o quanto quiser.
— Eu amo você – Elsa fala segurando minha mão.
— Eu também te amo – Falo
— Elsa, pode empurrar – O Médico grita.
O seu rosto franzi enquanto ela empurra, sua mão aperta a minha quase enfiando as unhas, mas não me importo, tento não fazer uma careta quando ela começa a apertar mais e a gritar. Limpo o suar da sua testa, tirando os cabelos do seu rosto. O tempo parece não passar dentro desse quarto, mas sei que é apenas impressão, pois devíamos estar ali há um tempo.
— Está quase lá, Elsa!! – O médico grita — Mais um pouco minha querida e esse menininho vai vir ao mundo.
Sua mão aperta a minha tão forte que cambaleio quando ela grita e escuto um choro fino, sua respiração esta ofegante, mas seus olhos brilham ao ouvir o choro.
— Só mais um pouco – O Médico grita.
Assim que o médico grita anunciado que tinha acabado, vejo as lágrimas rolarem de seu rosto. Beijo sua testa sem me importar com o suor.
— Você conseguiu – Murmuro. O médico traz um embrulhinho até nós colocando-o nos braços de Elsa, ajudo-a a se sentar na cama.
— Oi Will – Ela soluça de felicidade mexendo nas mãozinhas do pequeno. Seus olhinhos continuam fechados e posso perceber o pouco de cabelo claro.
— Esse é o seu papai! — Elsa completa balançando o embrulhinho.
— Olá pequeno floco – Falo acariciando sua bochecha vermelha e pequena.
— Futuros Mamãe e Papai, temos que levar o pequeno Will para uma vistoria e sugiro a mamãe aqui descansar enquanto a levamos para o quarto – O médico fala gentilmente. Elsa entrega o bebê relutante se deitando novamente.
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