The Rose Color Snow
48 First steps together!
Capitulo Quarenta e seis: Primeiros passos juntos!
❄️ P.O.V Jack❄️
Sento no sofá observando Elsa dando de mamar para o nosso filho, ela sorri a cada nova carinha que o vê fazer. Já faz duas semanas que saímos do hospital. Tudo começa voltar ao normal, quer dizer, com alguém a mais na família. O corpo de Elsa está se readaptando aos poucos. Nesse exato momento ela está fechando a camiseta, então me aconchego ao seu lado observando Will calmamente mexer as mãozinhas, os olhos azuis puxados da mãe e o cabelo loiro esbranquiçado numa mistura de nós dois.
— Ei garotão – Brinco segurando sua mãozinha enquanto ele boceja.
— Porque não o coloca para dormir? – Elsa me pergunta estendendo os braços. Eu o pego com cuidado embrulhado em um cobertor cinza.
Subo as escadas sem precisar usar os pés para evitar tropeços, ainda bem que tenho vantagem de não precisar dormir então não tem problema eu acordar e ir vê-lo de madrugada. O problema é que normalmente ele acorda para mamar e isso eu não posso ajudar.
Entro no quarto dele e o coloco no trocador de fralda. Troco sua fralda e coloco seu pijama de carrinho, o pego no colo enquanto Will balança os braços, sonolento. Escuto um click e me viro para a porta.
— Ai que fofo! – Elsa exclama segurando uma câmera.
— Ei! – Falo colocando Will no berço.
— Você é um ótimo papai – Elsa me abraça observando por cima do meu ombro o nosso filho.
— Aposto que ele ira falar papai primeiro – Viro-me e a abraço.
— Duvido – Elsa fala passando os braços pelo meu pescoço. Escuto uma risada e me viro, vendo o pequeno congelar o berço sorrindo.
— Acho que alguém está começando a se agitar. – Falo caminhando até a porta. Elsa se inclina no berço e beija sua testa sussurrando: Eu te amo, bebê!
E liga uma musiquinha de ninar, saindo quarto e apagando a luz.
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❄️ P.O.V Elsa❄️
— Olha quem veio visitar a Tia – Anna grita, animada seguida por Kristoff.
Empurro o carrinho que Fada nos deu — por isso ele é todo colorido — Anna pega Will retirando-o do carrinho e abraçando-o.
— Desse jeito vai sufoca-lo – Aviso rindo.
— Ah certo – Anna fala meio sem jeito.
— Não temos responsabilidade por qualquer congelamento repentino – Jack fala passando os braços pelos meus ombros.
— Ele não vai me congelar. Não é! Não é! – Anna fala imitando uma voz de bebê e beijando a barriga de Will que ri alegremente.
Ela caminha até mim me entregando o pequeno. — Vocês tem que ver o novo tratado que consegui com uns países do Norte, agora estamos recebendo vários produtos novos com uma tecnologia alta.
— Isso é ótimo, Anna – Falo balançando Will no colo. Lembrando-me de um objeto pequeno e quadrado chamado celular que ela tinha me dado semana passada. – Jack, você pode desmanchar o carrinho e pegar as coisas?
— É pra já. – Jack responde.
Entro no castelo, seguida de Anna enquanto os garotos ficam para trás. Anna fica tagarelando até entrarmos na sala. Vejo uma garota com cabelos castanhos e curtos que se vira ao ouvir a porta.
— Punzie? – Chamo, confusa.
— Elsa! – Punzie saltita até mim — Como você está? Esse é o famoso Príncipe? É um amor.
— Obrigado, não a vejo a um bom tempo – Falo enquanto ela faz algumas caretas que provocam risadas do pequeno e ao mesmo tempo ele fica um pouco babado.
— Uma tia antiga, queria reivindicar o trono, acredita? – Ela fala se sentando no sofá em frente à lareira.
— Serio? O que aconteceu? – Anna perguntou curiosa.
— Deu um baita de um problema e no final fiquei assim – Ela apontou para o cabelo — Não posso mais usar os poderes.
— Sinto muito – Lamento vendo Will se remexer inquieto.
— Não lamente. Teria sido pior se fosse alguma morte, mas no final foi só meus poderes – Punzie fala sorrindo. Will começa a chorar de repente congelando sua chupeta. Lá se vai outra chupeta!
— Tem algum lugar para eu poder ver se ele precisa trocar a fralda? – Pergunto
— O meu quarto não é muito longe – Anna aponta.
— Já volto – Falo caminhando até a porta tentando acalmar Will.
Desço as escadas saindo do castelo, vendo os garotos concentrados em sua conversa.
— Jack – Chamo-o. — Preciso da bolsa!
— Está aqui – Ele voa até mim — Precisa de ajuda?
— Vou só trocar a fralda – Falo já entrando no castelo. Viro-me de novo, curiosa. — O que vocês estão fazendo?
— A Nada – Jack da de ombros — Conversa de homens, não queria saber.
— Ok – Vejo Will congelar metade do meu vestido, o seguro firme entrando no castelo — Shiiiuu, calma amor!
Chego ao quarto. Coloco-o na cama e vejo que a fralda não esta suja. Pego-o no colo e levanto a blusa junto com o sutiã. O posiciono no exato momento que ele começa a mamar, descongelo o vestido calmamente com uma mão enquanto a outra segura o pequeno.
— Você estava com tanta fome assim? – Pergunto carinhosamente afagando seus cabelos. — Prontinho. Não precisa ficar bravo e congelar o vestido da mamãe.
— Elsa? – Escuto a voz de Punzie e a porta se abre devagar.
— Entrem – Falo sorrindo.
— Que coisinha mais fofa – Anna entra sentando ao meu lado observando Will com os olhos semifechados.
— Não é! – Sorrio bobamente.
❄️Quatro meses❄️
Sento-me no tapete ao lado de Jack que brincava com Will usando as pecinhas de montar. Observo os dois enquanto nosso filho falava algumas coisas sem sentidos e sorria travessamente congelando os brinquedos de proposito.
— Não, filho, não vale congelar o meu lado – Jack fala emburrado descongelado pela milionésima vez as pecinhas.
Will levantou as mãos pedindo o carrinho do outro lado. Jack se estica para pega-lo e entrega-lo.
— Will – Chamo-o me agachando a sua frente — Olha aqui a mamãe!
Ele ri e engatinha até mim se babando enquanto ri. Pego seu paninho e o limpo.
— Fala para mim Will – Falo bagunçando seus cabelos — Fala: mamãe, ma-mãe
— má – Will fala e ri. Jack se aproxima.
— Will, fala: papai – Jack interrompe.
— gapaa – Will fala pegando os carrinhos.
— Você não vai conseguir – Jack provoca.
— Claro que vou, ele irá falar mamãe primeiro – Falo emburrada. Jack engatinha até mim e me puxa para seu colo. — Na frente do bebê não, Jack.
— Por quê? Desse jeito ele vai saber que o papai e a mamãe se amam muito – Jack sorri me provocando. Puxa-me para si e encostando seus lábios nos meus, deixo sua língua enrolar-se na minha perdida no momento. Entretanto, sinto algo puxar minha calça.
-mama – Will fala com os olhos lacrimejando. Empurro Jack assim que escuto ele falar.
— Will? – Pergunto calmamente.
— mama – Will repeti com lágrimas escorrendo pelo seu rostinho branquinho enquanto levanta as mãos. Pego-o beijando seu rostinho gordinho.
— Você falou mamãe!! – Rio comovida e encaro Jack que da de ombros.
— Isso ai! Meu próprio filho competindo para roubar minha mulher! – Jack fala se levantando e sentando no sofá. Começo a rir da sua reação enquanto seguro Will, me sento ao seu lado.
— Não fiquem com ciúmes, posso ser dos dois – Falo fazendo biquinho, sinto um cheiro estranho...
— Acho que alguém tem que tomar banho – Comento olhando para o Will. Levanto-me. — Você vem?
— Já vou, primeiro vou aquecer algo para comermos — Jack fala se encaminhando para a cozinha.
❄️Seis meses❄️
— Temos que visitar seu pai? – Jack falar enquanto observa Will interagindo com um espelho de mão em cima da cama.
— Não sei se o Will pode viajar para outras dimensões e não é algo que se possa sair para perguntar – Falo penteando o cabelo no banheiro com a porta aberta — Não deixe ele se cortar!
— Não vou – Jack fala sentado de perna de índio apenas de bermuda — Will. Cadê o papai?
Jack tapa o rosto enquanto Will fica sério, suas mãos saem do rosto e Will se assusta sorrindo em seguida. Ele repeti isso várias vezes recebendo as mesmas caretas do pequeno.
— Papa! – Will pega o espelho e o joga na cama se virando de barriga para baixo na cama. Jack tira o espelho de perto enquanto se deita ao lado dele. Caminho até a beirada da cama e me agacho observando seu olhar vagar até mim com seus olhos azuis.
— O seu pai nem para tirar essa camiseta – Falo tirando a camiseta suja de Will, pego a bolsa enquanto Jack pega o Will.
— Vem filho, vamos nos divertir— Jack desce as escadas com Will em seus braços. Eu os sigo. Saímos de casa e vamos para o pátio indo em direção à lagoa atrás de casa.
Jack coloca Will no chão em cima da areia, coloco uma toalha ao lado e ponho sua bolsa tirando alguns brinquedos. Quando me viro noto que Jack já está nadando despreocupado na lagoa, seguro a mão de Will no momento que ele tenta colocar na boca junto com a areia.
— Não, não pode – Falo levantando a mão e trazendo um pouco de água para limpa-lo, seus olhinhos brilham tentando tocar na água flutuando.
Entretanto assim que a toca a mesma congela caindo em volta dele com um estalo. Seus olhos lacrimejam antes de começar a chorar desesperado.
— Shiiuu, já passou - Limpo suas lágrimas tentando acalmá-lo – Foi só um susto, floco.
— Aqui. Olhe! – Chamo sua atenção descongelando a água e molhando seus pés. Ele começa a rir em meio às lágrimas. Deixo ele sentado batendo contra a poça de água.
— Elsa? – Vejo Jack me chamar olhando para mim e para Will. — Você vai entrar?
— E quem vai cuidar do Will?— Pergunto caminhando para dentro da água desconfiada depois de tirar o vestido. Levanto a mão fazendo a água cercar Will. Congelo-a transformando em um cercadinho que ia até a beirada da água.
— Pronto. Sabia que resolveria – Jack fala me abraçando assim que chego à metade. — Eu já falei que te amo?
— Já, mas pode falar de novo – Brinco enquanto ele me puxa para mais fundo.
— Eu te amo – Ele fala assim que a água encosta nos meus ombros.
— Também te amo por tentar me levar para o fundo – Falo segurando seus ombros — Mas não vai conseguir.
— Qual é!— Ele fala beijando meu pescoço.
—Não – Falo dando uma espiada em Will que tinha acabado de pegar uma pazinha e a batia no chão freneticamente.
As mãos de Jack vão descendo das minhas costas até pararem em minhas pernas, eles as levanta me fazendo coloca-las em sua cintura.
— Jack – Murmuro enquanto ele tenta me beijar – O Will...
— Está brincando entretido com o buraco que acabou de fazer – Ele completa levantando a parte de cima do meu biquíni abocanhando um dos meus seios. Abraço-o colando meu corpo junto ao seu, minha intimidade roçando a sua por baixo da água.
Uma de suas mãos passeia pelo meu corpo empurrando a parte de baixo do biquíni para o lado e introduzindo um dedo dentro de mim. Gemo sentindo a pressão da água e do seu dedo ao mesmo tempo enquanto ele aumenta o ritmo, beijo seu pescoço dando leves mordidas. Traçando um percurso de beijos até sua boca mordendo seu lábio.
— Eu não acredito – Escuto uma voz fina gritar nos assustando — Coitado do Will, os papais são muito do mal.
Com o susto desprendo meus pés do seu corpo afundando por alguns momentos, grito assustada com a água adentrando meus pulmões, mãos fortes me seguram trazendo para cima.
— Você está bem? – Vejo Jack me perguntar enquanto abaixa meu biquíni. Nessas horas esqueço até mesmo que posso controlar a água. Do que adianta eu poder controla-la se entro em pânico num lago.
— Sim – Falo ainda tossindo, arrumo a parte de baixo do biquíni. Saio da água e observo Fada que balançava Will enquanto voava de um lado para o outro.
— Eu não acredito que seus pais te deixaram aqui sozinho para fazer coisas sujas – Fada falou. Will ria sem ao menos saber o significado por trás das palavras.
— Ei. Saiba que a água é muito limpa – Falo e caminho até onde ela esta.
Pego uma toalha da bolsa e me seco. Viro-me para ver que Jack estava recém saindo da água. Coelhão vem saltitando em sua direção dando boas risadas.
— Você não perde tempo Jack!! – Coelhão fala rindo.
— Melhor calar a boca ou te jogo na água – Jack fala passando a mão no cabelo. – Se me derem licença...
Jack sai voando entrando pela varanda do nosso quarto. Vejo Norte e Sand chegarem. Viro-me para procurar meu filho e presencio uma cena muito fofa. Ele está brincando com as minis fadinhas. Caminho em sua direção o pegando no colo. Dou algumas batidinhas em sua camiseta para tirar a areia.
— Olha filho. Temos visitas. – Falo alegremente pegando em sua mãozinha.
— Elsa que prazer revê-la! Mal consigo esperar para o natal chegar – Norte fala acariciando a bochecha de Will que o olha timidamente e se esconde no meu ombro. — Crianças são fascinantes!
— Eu acho que ele vai amar meus ovos de chocolate, vou fazer um especial para ele – Coelhão fala alegremente.
— Gente, ele vai ter tempo para tudo. – Falo caminhando pelo gramado. — Por que não entramos e tomamos alguma coisa? Alguém poderia pegar a bolsa e a toalha?
— Eu faço – Fada falou voando rapidamente.
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Saio do banheiro ainda com o cabelo molhado. Visto um vestido soltinho e desço as escadas observando a quantidade de gente que tem pela casa, me assusto com um barulho e olho para baixo notando um brinquedo do Will sobre meu pé. Pego-o e vou até onde todos estão. Sand parece entretido chamando a atenção do pequeno com vários desenhos em formato de areia dourada. Enquanto o resto conversava alegremente com a televisão ligada, pego a bandeja cheia de copos e deixo na pia da cozinha. Ao voltar Will percebe minha presença e levanta os bracinhos gritando “mamá”, Sand se vira e sorri me dando passagem para pega-lo.
Pego Will no colo quando noto que ele está começando a bocejar, não escuto nada, então foco meu olhar em todo mundo que está olhando para mim.
— O que foi? – Pergunto confusa.
— Nunca tinha o ouvido falar! – Fada dispara alegremente.
— Por enquanto são apenas palavras pequenas – Explico o balançando em meus braços com seus olhinhos se fechando.
— Acho que está na hora de irmos pessoal. Temos um garotinho com sono. – Norte grita. Fada o olha severamente.
— Vamos logo, antes de fazermos alguma idiotice – Coelhão comenta abrindo a porta. Logo todos saem ficando apenas eu e Jack. Subo para o quarto do Will, o colocando no berço.
— Bons sonhos – Falo beijando sua testa e o tapando junto com um ursinho de pelúcia.
— Ele já dormiu? – Jack pergunta no mesmo momento que fechei a porta do quarto.
— Sim – Respondo indo em direção ao nosso quarto, mas sou encurralada contra a parede.
— Acho que deixamos assuntos não terminados – Jack fala colocando as mãos na parede sobre minha cabeça.
— Eu também acho – Falo puxando sua camiseta e tirando o em seguida.
— Só não acorde o bebê – Jack sussurrou encostando os lábios em minha orelha, sorrio e o beijo enquanto empurro-o para o quarto.
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