Capitulo Quarenta e Oito: Uma grande família.

️ P.O.V Elsa

— ANNA! – Suspiro para me manter calma. — O que você está tentando me dizer?

Deixei Will entretido com Sven, o melhor amigo de Kristoff que por sinal ficou por lá para cuidar os dois. Anna, nesse exato momento, gaguejava e apertava as mãos tanto que estava me irritando e ao mesmo tempo de deixando curiosa. Arrumei-me na cadeira do jardim do castelo. Sobre a mesa havia aperitivos para o chá. Segurei a xícara.

— E-EU... — Anna puxou fôlego — E-Eu estou grávida!!!!

A xícara bateu contra a mesa e rolou para o chão fazendo o chá respingar nas minhas pernas, mas nem notei que havia me queimado estava surpresa demais para notar.

— V-Você está... — Agora fui eu que gaguejei — Você está grávida!!!!!

— Foi o que eu falei – Anna riu.

— Você é muito nova! – Cruzei os braços.

— Elsa! – Anna emburrou-se — Você tem um filho de dois anos!

— Mas eu sou a mais velha – Reclamei.

— Eu tenho 22 anos! – Anna apontou. — Elsa. Não posso fazer nada já estou grávida! E você ficou grávida mais ou menos com essa idade até menos.

— Cuidar de uma criança é muita responsabilidade – Tentei explicar.

— Cuidar de um reino também – Anna revidou. — Você vai brigar comigo só porque é o papel de uma irmã mais velha ou vai me abraçar e desejar felicidades.

— Depois que você buscar um pano, porque minha perna está ardendo. Odeio coisas quentes! – Resmunguei. — Dá próxima vez vou pedir chá gelado.

— Faz mais o seu estilo mesmo – Anna riu e saiu pela porta do jardim.

Fiquei pensando que Anna estava certa. Ela não era mais uma criança, mas isso ia contra meus instintos de irmãs! Depois que Anna voltou com o pano úmido voltamos a conversar.

— Sim, você sabia que renas podem namorar? – Anna perguntou como se estivesse confirmando.

— Ah, não... – Hesitei com a pergunta inesperada.

— Sven está namorando com uma rena, tivemos que dar um lar para ela nos estábulos – Anna falou alegremente.

— Ata... – Falei

— Será que vamos ter reninhas? – Ela falou animada quase pulando na cadeira. Kristoff entrou pela porta do jardim com o meu bebê. Todos sujos de neve.

— Mamãe, Klistoff me levou pala tabalhar – Will falou vindo em minha direção. Franzi a testa enquanto sentava no meu colo.

— Trabalhar? – Falei e olhei para Kristoff pedindo respostas.

— Fui mostrar como é o trabalho com gelo. Se bem que ele criou mais do que necessário. – Kristoff deu de ombros abraçando Anna.

— Foi muito diveltido, eu montei numa lena – Will falou com os olhinhos brilhando de felicidade e os cabelos cheios de neve — Quandlo o papai chegla?

— Mais tarde amor... Você o deixou montar numa rena?! Ele tem dois anos!!! – Olhei para Kristoff indignada passando a mãos sobre os cabelos de Will.

— O Sven é confiável — Kristoff cruzou os braços como se fosse um insulto muito grande.

— Uou... Quem quer brincar com a Tia Anna – Anna falou vendo a discussão. Levanta-se e pega Will do meu colo, dou de ombros e caminho junto saindo da sala.

️ Nove meses depois

Olhei no relógio eram 13:48 estava lendo uma história para Will que tinha acabado de almoçar e estava deitado no sofá segurando um copinho com desenhos. O achocolatado já pela metade, seus olhos quase se fechando tentando se manter acordado para escutar a história. Assim que seus olhos não voltaram a abrir li mais um capítulo por segurança e fechei o livro marcando a página.

— Ele dormiu? – Jack perguntou descendo as escadas.

— Sim – Sussurrei, Jack passa por mim e o pega no colo.

— Vou coloca-lo no quarto – Ele fala baixo subindo as escadas. Logo voltando ele me abraça. — O que vamos fazer?

No mesmo momento que ele pergunta o telefone toca. Inclino-me para pega-lo na mesa e atendo.

— Alô – Falo

— Elsa? – Escuto uma voz masculina — É o Kristoff!

— Oi Kristoff, aconteceu algo? – Pergunto ficando preocupado. Jack fica atento ao meu lado.

— Anna está tendo o bebê, estamos no hospital – Kristoff fala com a voz trêmula.

— J-Já estamos indo!!! – Falo e desligo o telefone.

— O que aconteceu? – Jack pergunta achando que era uma notícia ruim pelo tom de voz.

— Anna!! Está tendo o bebê – Falo pegando o casaco no sofá.

— Não podemos deixar o Will sozinho! – Jack fala.

— Ai meu deus – Me espanto pensando no que fazer.

— Vamos leva-lo – Jack afirma.

— Mas ele está dormindo e não faz nem cinco minutos – Falo olhando para a escada.

— É só não acorda-lo – Jack responde como se fosse fácil.

— Okay. Eu pego ele, você tire o carro! – Falo subindo as escadas.

Sim, nós temos um carro, a cidade está começando a virar uma mini capital, mesmo que só os mais ricos possam ter carros e ainda não são os mais modernos. Abro a porta do quarto e entro com a luz apagada para não acordá-lo. Enrolo-o no cobertor e o pego. Desço e fecho a porta de casa entrando no carro, só espero que Jack não nos mate, faz pouco tempo que ele tirou a carteira.

Chegamos ao hospital quinze minutos depois, teria sido mais rápido, mas Jack ainda estava pegando o jeito em dirigir. Desci do carro com Will em meu colo enquanto Jack fechava a porta para mim e entravamos no hospital dando de cara com Kristoff sentado tremendo da cabeça aos pés.

— Kristoff – Chamo-o me sentando ao se lado e Jack ao meu.

— Anna está lá há uns vinte minutos — Ele fala nervoso.

— Ei cara, as enfermeiras vão te chamar antes de começar – Jack tentou consola-lo.

— Vai ficar tudo bem – Falo pousando a mão em seu ombro.

— Desculpe fazer vocês virem até aqui com Will – Ele fala olhando para o pequeno adormecido.

— Anna é minha irmã. Não perderia isso nem se estivesse no fim do mundo – Falo sorrindo no momento que uma enfermeira caminha até nós.

— Kristoff Bjorgman? – A mulher pergunta olhando uma prancheta.

— Sim – Ele responde.

— Você quer assistir o parto? – A moça pergunta e Kristoff assente se levantando e caminhando junto com ela.

— Foi assim comigo? – Pergunto me virando para Jack.

— Tirando a parte que eu gritei com a enfermeira, sim foi igual – Jack fala me abraçando.

— Você gritou com a enfermeira? – Falei segurando a risada.

— Está bem, Sr. Nervoso – Falo rindo baixo.

— Isso não tem graça. Eu sei como o Kristoff está se sentindo e você quase quebrou os ossos dos meus dedos – Jack fala indignado.

— Quebrei os seus dedos? – Repeti suas palavras e agora eu estava indignada — Não era você que estava sofrendo!!!

— Pela força de sua mão eu meio que entendo sim — Jack fala rindo e beijando minha testa.

— Cala boca – Falo o empurrando ele ri e me beija.

Jack ficou me importunando todo o tempo. Quando finalmente passou uma hora. Jack foi comprar café. Observei Will se remexer e esfregar os olhos antes de abri-los.

— Mamãe? – Ele perguntou confuso.

— Oi amor – Falo o acomodando em meu colo, fazendo-o ficar meio sentado com as roupas amarrotadas.

— Onde estamos? – Questionou

— No hospital, A Anna vai ganhar o bebê dela hoje – Falo acariciando-o. Jack aparece ao nosso lado com um copo de café e uma caixa de suco. Pego o café com cuidado.

No hospital, A Anna vai ganhar o bebê dela hoje – Falo acariciando-o. Vendo que Jack se sentou ao meu lado e balançou uma caixinha de suco.

— Está com fome, filho? – Jack pergunta sorrindo. Will levanta as mãos pegando a caixinha.

— Able pa mim – Will pede. Jack pega a caixinha a furando com o canudo e entregando ao pequeno.

Kristoff volta segurando as mãos sorrindo após mais algumas horas. Levanto-me agora que Will está sentado ao meu lado. Entretido com uma revista.

— É uma menina! – Kristoff sorriu — Vai se chamar Nicolly.

— Que nome lindo! – Exclamo. — Podemos vê-la?

— Claro, venham comigo – Kristoff falou.

— Quer ver a filha do Tia Anna?— Pergunto a Will. Ele assente segurando a mão de Jack e pulando do assento.

Caminhamos até a sala pelo corredor branco. Will observava e apontava perguntando o que dizia nas placas. Quando chegamos no quarto certo, Anna estava sentada segurando um embrulho nos braços com os alguns fios de cabelo colado pelo rosto.

— Anna! – Exclamo caminhando até ela e observando a pequenina. Percebi os fios ruivos e o nariz igual ao de Anna.

— Acabei de alimentá-la – Ela responde. — Não é linda?

— Maravilhosa – Falo a observando e vejo que Jack pegou Will no colo para ele poder vê-la.

— É pequena – Will disse.

— Sim e depois ficara do seu tamanho – Jack falou

— Eu já fui assim? – Will perguntou confuso.

— Sim – Respondi. Vejo seus olhos brilhando com um pontinho de surpresa.

️ Dois Anos depois

Observei pela janela do quarto Nicolly e Will brincando no gramado, senti meu estomago e por alguns minutos fiquei tonta. Tenho que dividir melhor as tarefas da casa com Jack! Desci as escadas observando as crianças entrarem correndo para dentro.

— Mamãe, estamos com fome – Will anunciou já com seus quatro anos.

— Que tal eu preparar uns biscoitos – Falo sorrindo. — Acho que a mãe da Nilly vai chegar daqui a pouco.

— E o pai? – Will perguntou sentando no sofá.

— Ele ia fazer alguma coisa com o Tio Kristoff – Falei indo até a cozinha — Chamo quando estiver pronto!

— Obligada Tia – Nicolly agradeceu com seu cabelo ruivo e olhos castanhos vibrantes.

— Não foi nada, querida. Por que não vão brincar? Só não congelem o lugar. – Falo olhando furtivamente para um garotinho em especial.

—Tarde de mais – Ele grita correndo para a rua deixando um rastro de gelo.

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— Papai, quero um crepe, por favor – Will puxou a manga de Jack no meio da praça.

— Ok, vamos lá comprar – Jack falou pegando sua mão — Você vem, amor?

— Vou ficar por aqui – Falo me sentindo um pouco tonta enquanto sento no banco da praça.

— Está bem, estaremos de volta em um piscar de olhos – Jack falou correndo com Will.

— Como um foguete – Will gritou correndo em direção à barraca. Fiquei olhando os dois irem até a barraca até escutar uma voz me chamando.

— Elsa? Meu deus é você? – Escuto uma voz estranha mais um tanto familiar, me viro e me levanto impressionada o abraçando.

— Adam, como vai? – Falo alegremente quase me esquecendo da tontura.

— Bem, não sabia que morava aqui – Adam falou sentando no banco junto comigo.

— Moro e você o que faz por aqui? – Pergunto

— Férias – Ele fala. Escuto passos em nossa direção e Will vem correndo com um crepe na mão.

— Mamãeee— Ele fala sorrindo — Olha é de chocolate.

— Estou vendo, amor – Falo limpando sua boca.

— Você tem um filho? – Adam pergunta, surpreso.

— Olha o carinha da nossa lua de mel. – Jack fala sentando ao meu lado.

— Olá Jack, vejo que se lembra de mim. – Adam fala o cumprimentando.

— Mamãe, quem é ele? – Will pergunta.

— Um amigo da mãe, Adam esse é o Will, meu filho. – Falo pegando Will no colo.

— Olá garotinho – Adam segura sua mãozinha o cumprimentando.

Oie – Will fala mordendo seu crepe.

— Então está esperando alguém? – Jack perguntou.

— Sim, Nellie, minha namorada – Adam fala desviando os olhos e procurando por ela — Deve estar chegando!

— Espero que esteja gostando da cidade – Falo sorrindo gentilmente.

— Elsaaa!!! – Escuto uma voz feminina gritar, Anna.

— Tia Elsa! – Nicolly grita em cima de Sven alegremente — Olha só!!! Eeee Sven

— Anna, achei que não viria mais – Falo me levantando. Sento Will no banco enquanto a abraço.

— Nilly não parava quieta. – Anna riu e olhou para a pequena.

— Espere ai – Adam falou abismado — Anna que nem a Rainha Anna?

— Eu mesma, mas pode me chamar de Anna – Ela falou acenando para Jack.

— Mas... Ela falou Tia Elsa! Então vocês são...

— Irmãs — Falamos juntas e rindo.

— Então você é uma princesa? – Adam pergunta.

— Na verdade, ela seria a Rainha se não tivesse reivindicado, pois ela é mais velha – Explicou Anna — Mas ela ainda me ajuda às vezes.

— Uou — Adam falou.

— Uou mesmo – Brincou Jack — Não sabe o sufoco que eu passei.

Os dois riram. Olhei para Jack, indignada.

— Ah Prazer – A garota sorriu com um sotaque de Paris e vestia roupas típicas do lugar incluindo uma boina vermelha que era uma graça! Sinto os cheiros fortes de flores vindo dela me fazendo ficar enjoada.

— Bom, vamos indo pessoal – Adam se despede de todos — Até outra hora!

Assim que eles desaparecem tranquilamente, ouço Jack suspirar e relaxar no banco.

— Esse cara está nos perseguindo – Ele falou emburrado.

— Você ainda tem ciúmes dele? Mesmo sabendo que ele está namorando? – Falo segurando o riso... E o enjoo. O sol forte do inicio da tarde refletia sobre nós e me deixando cansada.

— Você tinha ciúme dele? – Anna fala sorrindo — Ele é um amor de pessoa!

— Ok, agora eu vou ficar com ciúme – Kristoff fala tirando Nicolly de Sven.

— Garotos! – Suspiramos juntas e começamos a rir.

— Mamãe – Nicolly caminha até Anna.

— Sim, filha— Anna responde. Chega ser estranho ouvi-la falando a palavra filha, por ser minha irmã mais nova.

— Quelo um clepe iqual o do Will – Ela aponta para Will que brincava com o palito o congelando e fazendo desenhos como se fosse um pirulito de gelo.

— Claro, vamos comprar – Anna fala segurando sua mão e indo até o carrinho. Sento-me no banco e encosto a cabeça no ombro de Jack.

— Ei, snowflake – Jack fala acariciando minha cabeça enquanto Will pedia para montar na Rena. — Está tudo bem?

— Estou cansada, deve ser o sol – Falo fechando meus olhos quando vejo tudo girar.

— Papaiiii – Will ri adoidado enquando Sven começa a pular, escorregando quando o chão se congela. A Rena fica com as quatro patas esticadas pelo gelo e Will ri em cima dela. Levanto-me apressada até ele.

— Você está bem? – Pergunto preocupada com Jack ao meu lado.

— Sim? – Will fala sem entender a preocupação.

Ei genteee – Anna grita correndo com a filha. As duas são muito eufóricas. – Sabiam que tem chocolate dentro dessa coisinha?

— Sim – Jack fala, confuso.

— Não é o máximo? – Anna fala se abraçando em Kristoff e mordendo outro pedaço.

— É muitlo gotoso, mamãe – Nicolly fala mordendo seu crepe e se sujando com o chocolate.