The Rose Color Snow

46 Im waking of a nightmare


Capitulo Quarenta e Quatro: Acordando de um pesadelo!

️ P.O.V Jack

Cada passo que eu dava não parecia fazer sentido. Não era eu que estava controlando meu próprio corpo, andando na escuridão em linha reta ao infinito enquanto o barulho da água espirrando sobre meus pés descalços. O reflexo do meu corpo vestindo uma camiseta e uma calça ambas brancas e o cabelo preto...

Esse não era eu. Onde estou? Porque não consigo parar de andar?

Ouvi o som metálico se chocando a algo e na minha frente apareceu uma faca com cabo preto simples. Meu corpo se agachou e a pegou.

Onde está todo mundo? Será que estou... Morto? Esse é o meu fim? No meio da escuridão...

Meus passos se tornaram mais lentos e pareciam não chegar a lugar nenhum, a água sob meus pés começava a avermelhar.

O que é isso? Alguém pode me escutar?

A água começou a desaparecer dando espaço para algo vermelho e viscoso parecido com... Sangue? A trilha seguia mais a frente se misturando com a escuridão.

Sinto que não devia seguir a trilha... Mas não consigo parar...

Meus olhos focam-se apenas para frente e meus pés não deixam de se movimentar fazendo com que o sangue se remexa.

Pare... PARE... PAREEEE... – Eu tentei gritar, mas a voz não saiu ficou apenas na minha cabeça.

Eu não quero estar morto, quero voltar... Por favor, me deixe voltar... Nunca vou poder ter a chance de pegar meu filho nos braços.

Vi algo se mexer na escuridão a minha frente, quanto mais me aproximava mais percebia que era alguém caído no chão, a pessoa usava vestes pretas e a trilha de sangue acabava nela. Quando parei de andar, meu corpo se agachou segurando a faca firmemente.

O que você vai fazer? Não... NÃO... PARE...

O sangue espirrou contra mim quando a faca desceu em direção ao homem encolhido usando um capuz, a faca subiu novamente, fechei os olhos.

Esse era meu corpo eu podia comandá-lo!

Abri-os e vi que minha mão continuava no mesmo lugar.

— Você merece esse destino – Ouvi minha boca se mexer, mas não era minha voz, era distante e mais amedrontador. Uma risada soou na escuridão, minha outra mão segurou o capuz do homem violentamente e o abaixou.

— Olá Jack – Vi aqueles olhos amarelos se destacarem na escuridão com o foco em minha direção.

— Você irá sofrer assim como nos fez sofrer – Minha voz falou e em um segundo a faca se abaixou... Um grito foi ouvido e mais sangue manchava a minha roupa.

Isso não está certo. Eu não sou assim. Esse não sou eu. Porque estou vendo tudo isso?

— Jack... Jaccckk... Jaaacccckkk — A voz de Pitch sussurrou, mas parecia não acabar, olhei em sua direção. Sua boca nem se mexia e o som parecia vir de todos os cantos. — Porque você fez isso Jack? Quem deve sofrer não sou eu?

Fiz o que?... A faca caiu da minha mão soltando um barulho ensurdecedor, batendo várias vezes no chão até se imobilizar. Meus joelhos se dobraram, apoiei-me com as mãos e cai na poça de sangue, passei as mãos no cabelo desnorteado sem perceber as mãos tingidas de vermelho. A trilha de sangue começou a escorrer a minha direita até parar em outra pessoa, um foco de luz acendeu em cima dela. Os cabelos loiros encostando-se à poça... O vestido azul cintilante e longo misturado ao vermelho.

Os olhos dela abriram mostrando o azul cristalino e límpido que eu tanto amava. Aqueles olhos que demostravam sua força e coragem, mas agora só mostravam a decepção. Suas mãos se apoiaram na poça para levantar o corpo, lágrimas de sangue escorriam de seu rosto, o cabelo se arrastando na poça e pingando gradualmente.

— Elsa! – Sussurrei, meu corpo finalmente me obedecendo, corri até ela parando quando a vi recuar, os seus olhos mostravam medo. Mas não um medo qualquer. Ela estava com medo. De Mim!

— Porque você fez aquilo? – Elsa soluçou ­- Ele era apenas uma criança!

— Eu não fiz nada? Do que você está falando? – Vi suas mãos repousarem na barriga, mas uma barriga normal.

— Se vai me matar, ME MATE LOGO – Ela gritou.

— Eu nunca te machucaria – Respondi.

— VOCÊ ESTÁ FAZENDO DE GOSTO, QUER ME VER SOFRER – Ela gritou com todas as suas forças quase podia sentir a sua voz rasgar na garganta — VOCÊ O MATOU NA MINHA FRENTE!

— Eu nunca... – Tentei falar enquanto me agachava, mas ela recuou.

— Como é lindo o amor – Vi Pitch se materializar atrás de Elsa.

— Isso é tudo culpa sua – Apontei ignorando Elsa que chorava freneticamente apertando a barriga com as mãos sujas de sangue.

— Não isso é culpa sua, você que fez isso – Pitch falou calmamente.

— Eu nunca mataria meu filho— Falei irritado

— Eu sei, o problema que nesse universo não se trata de quem matou quem... – Pitch sussurrou se virando e caminhando para longe.

— EM QUE UNIVERSO ESTAMOS? – Gritei.

— Um que apenas eu sei criar – Ele terminou de falar e soltou uma risada desaparecendo.

— PITCH! – Corri fazendo o trajeto que ele fez, mas só me vi adentrando mais a escuridão.

Virei-me para trás, não havia poça de sangue, não havia Elsa. Tudo tinha sumido. Voltando a estaca zero. Nada disso é real. Eu devia estar comemorando por termos vencido, devia estar com Elsa tentando aproveitar um momento a sóis enquanto seu pai estaria nos atrapalhando. Devia estar tentando irritar Coelhão, ouvindo Cupido falar algo sobre a gravidez. Onde daqui alguns meses nós estaríamos com nosso filho em nossos braços. Nada disso é real!

Eu nunca me rebaixaria ao nível de matar alguém, eu nunca machucaria ninguém... Principalmente as pessoas que amo e isso não incluem só Elsa e William. Isso não basta de uma versão escura da minha vida! Um medo... De destruir tudo que criei. Isso não passa de um medo... Um... Um... Pesadelo!

O mundo a minha volta começou a girar, olhei para cima, observando o teto, as paredes agora em volta de mim e o chão começarem a rachar deixando uma fina luz entrar. O chão aos meus pés se abriu, gritei tentando me segurar antes de despencar na luz.

Senti meu corpo latejar coberto por uma manta. Minha cabeça repousava em algo macio assim como o resto do me corpo, tentei me mexer, mas a dor tomou conta então apenas fiquei deitado. Abri meus olhos sendo invadido pela claridade e os fechei novamente antes de abri-los devagar me acostumando com a luz.

— Jack?

️ P.O.V Elsa

Inclinei-me sobre a cama observando seus olhos abrirem, suspirei aliviada esperando por esse momento há dias.

— Jack? – Perguntei calmamente.

— Elsa? – Sua voz saiu rouca e fraca.

— Como se sente? – Perguntei me aproximando mais da cama.

— Dolorido – Jack respondeu se segurando com os cotovelos para levantar.

— Calma, eu te ajudo – Falei o ajudando.

— O que aconteceu? – Jack perguntou atordoado.

— Derrotamos Pitch há dois dias — Expliquei

— há dois dias?! – Jack se assustou — Passei dois, desacordado?

— Sim e ainda fez febre – Continuei explicando — O que foi muito estranho, pois é muito difícil vocês adoecerem, Sand “falou” que você estava alucinado, ou seja, tendo pesadelos.

— Por quê? – Jack franziu a testa como se pensasse em como resolver um calculo difícil de matemática.

— Você não lembra? – Perguntei calmamente pousando a mãos em sua testa para regular a temperatura que por sinal estava normal (gelada).

— Lembro-me de derrotarmos Pitch e depois senti uma dor forte na barriga – Ele explicou.

— Pitch tinha te acertado com as sombras. Você estava sendo consumido se não fosse por Sand que retirou a parte sombria de dentro do seu corpo. Foi muito assustador – Contei a história com os fatos rodando sobre minha cabeça como se tivessem acontecido hoje de manhã.

— Entendi... Onde estão todos? Estão todos bem? Você está bem? – Jack começou a fazer várias perguntas sem parar.

— Sim, estão todos bem. Alguns arranhões, mas nada de mais – O segurei pelos ombros para impedi-lo de se levantar — É melhor você descansar!

Uma semana depois

Jack??? – Chamei-o descendo as escadas. — Coelhão, você viu o Jack?

— Não, ah... Eu tenho que fazer umas coisas, desculpe Elsa! — Coelhão falou saindo do castelo. Espera ele estava muito arrumado.

— Ah Fada – Chamei-a assim que notei suas asas batendo desesperadas enquanto descia do segundo andar, ela estava usando um vestido com as cores do arco-íris — Você viu o Jack?

— Não. Tenho que ir Elsa! – Fada voou rapidamente até a porta.

Onde esses dois vão com tanta pressa e ainda arrumados. Não! Será que? Não acredito Fada e Coelhão? Sorrio para mim mesma tapando a boca com as mãos.

— Elsa? O que está fazendo? – Escuto a voz de Jack, a porta da esquerda se fecha atrás de si.

— Eu que devia perguntar isso – Falo caminhando até ele.

— Eu estou bem, meus machucados estão quase todos curados, esse é o ponto positivo de ser Guardião – Jack fala alegremente segurando minha mão e caminhando em direção a saída do castelo.

— Você não vai acreditar – Falei quase pulando de alegria se não fosse pela barriga.

— O que? – Jack perguntou me olhando.

— Eu acho que a Fada e o Coelhão estão saindo!!! – Falo atravessando uma loja de doces.

— Sério? O Canguru foi fisgado! – Ele brinca. Dou um tapa em seu braço ficando emburrada. — Não quis dizer que era algo ruim.

— Espero que queira dizer isso mesmo – Falo olhando para a loja de doces — Jack?

— Sim – Ele fala e para observando que eu também parei.

— Você trousse algum dinheiro que o meu pai nós deu? – Pergunto esperançosa.

— Sim, está no bolso da calça, por quê? – Jack me questiona.

— Quero um doce – Falo o puxando em direção à loja.

— Não vai fazer mal ao bebê? – Vejo ele se preocupar, me viro e seguro seus ombros.

— Chocolate nunca faz mal a ninguém – Ele abre um sorriso segurando a risada me viro e entro na loja.

Caminho até o balcão e observo a quantidade de doces variados, mas meus olhos focam-se nos de chocolate. Observo um copo transparente com dois estilos de mousse misturados um de chocolate e o outro de baunilha pelo que diz na plaquinha, finalizando com chantili e uma cereja.

— O que desejam? – A moça com a pele azulada e cabelos da mesma cor nos olhava sorrindo.

— Um desses – Aponto para o copo.

— Dois, por favor – Pede Jack.

— Já irei levar a sua mesa – Ela falou e virou as costas adentrando em uma porta no fundo.

O lugar era pequeno com quatro balcões de vidro com variedades de doces e no canto da loja onde se encontrava a maior parte das janelas tinha cinco mesas. As cores da confeitaria adernavam entre vermelho e dourado, nos sentamos à mesa do fundo onde ficava a divisão de duas janelas.

— Anna amaria esse lugar – Comento observando as pessoas passarem lá fora.

— Ei, não fique assim – Jack segura minha mão encima da mesa e sorri calorosamente. Vejo a garçonete deixar os dois pedidos com um papelzinho que deveria ser a conta. Pego o meu copo e a colher, logo provando o mousse.

— É delicioso – Falo comendo outro pedaço.

— Tenho que concordar – Jack fala. Continuamos comendo até que...

— Ei, Jack Frost! – Falo indignada — Você não pode sair roubando o chantili dos outros.

— Mas o meu acabou – Ele sorri travessamente enquanto coloca a colher na boca. Abro a boca de espanto e pego a sua cereja intacta a colocando na boca deixando apenas o caule. — Agora você está pedindo guerra.

— Você começou – Reclamo pegando a colher a encho de chantili e coloco na boca, irritada.

Jack ri discretamente, passa o polegar na minha bochecha e o coloca na boca.

— Hum, Chantili com sabor de Elsa – Ele brinca. Sinto o sangue subir para minha cabeça, desvio o olhar e volto a comer apressada, escutando ele rir novamente.

— Olha, aqueles não são... – Aponto na janela.

— Fada e Coelhão? Suponho que sim – Jack termina minha frase.

— O que eles estão fazendo? – Pergunto curiosa me inclinando.

— Rindo, caminhando – Jack da de ombros.

— Ela está segurando uma flor – Suspiro pousando a mão na minha bochecha.

— Aham uma flor – Vejo Jack comentar tentando entender enquanto come o mousse, bufo e me endireito na cadeira.

— Significa que Coelhão deu a ela, ou seja, eles estão num encontro e quer dizer que eles se gostam – Falo obviamente tomando mais uma colherada no mousse e levando a boca. — Você nunca me deu uma flor.

— Como não? E quando estávamos em Paris? – Jack pergunta abismado.

— Mas só porque pedi quando passamos numa floricultura – Falo terminando o mousse.

— Eu acho que eu te dei algo mais simbólico que durará para sempre – Jack diz desviando os olhos para minha barriga.

— Você me deu? – Levanto uma sobrancelha enquanto o questiono pousando as mãos na mesa.

— Não. Eu não te dei, porque ele é nosso – Jack fala sorrindo cafajestemente e se inclina capturando meus lábios. Um beijo simples, mas misturado com o gosto do mousse.

— Assim está melhor— Falo sorrindo no final do beijo.

— Vou pagar a conta – Jack fala e se levanta segurando o papel.

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— Será que eles já chegaram? – Pergunto animada subindo as escadas segurando a barriga com uma mão.

— Não sei – Viro para ver a resposta de Jack. Vejo que ele olha para cada passo que dou com medo que eu caia. Entramos nos corredores, caminhando lentamente por todo o percurso já decorado.

— O que será que eles estão fazendo? – Pergunto curiosa.

— Elsa. Não posso prever tudo – Jack fala dando de ombros.

— Mas eu sei o que nos poderemos fazer, certo? – Falo me virando e colocando os braços em volta do seu pescoço.

— Elsa... – Jack tenta me impedir

— Não diga que não – Falo o interrompendo e me aproximando juntando nossos lábios suas mãos pousam na minha cintura relutante. Jack me prensa na parede aprofundando o beijo seguro sua camisa e a levanto.

— Elsa, aqui não – Jack para o beijo ofegante e me puxa pelos corredores. Entrando no nosso quarto e fechando a porta me prensando na mesma.

Retiro sua camisa e o beijo enquanto as mãos de Jack passeiam por baixo da minha camisa. Levanto os braços enquanto ele levanta minha camisa parando o beijo por segundos, escuto o barulho dos tênis caindo no chão. Jack segura minha cintura e caminha em direção à cama se sentando enquanto puxo suas calças e as retiro expondo sua cueca vermelha. Sento em seu colo, suas mãos passam pelas minhas costas procurando o feixe do sutiã enquanto beija meu pescoço.

Logo ele acha o feixe e retira meu sutiã e agora percebo que a não ser a calcinha não há mais nenhum tecido em meu corpo.

— Jack – Sussurro em seu ouvido — Não olhe.

— Por quê? – Vejo-o arquear uma sobrancelha, confuso.

— A barriga... Pareço gorda – Falo tímida.

— Eu acho que está linda – Jack fala e sorri. Levanto-me segurando a barra da sua cueca e a puxando para baixo, mostrando seu membro excitado, agacho-me e o estimulo com as mãos vendo seus olhos se fecharem e um gemido fraco sair da sua boca.

— Você gosta disso? Jack – Pergunto maliciosamente.

— V-Você é uma garota muito má – Ele fala segurando os lençóis.

— Mais eu nem comecei... – O Provoco aproximando minha boca da sua extensão.

— E-Elsa? O-O Que você vai fazer? – Ele pergunta assustado abrindo os olhos, mas era tarde de mais, coloco seu membro na boca fazendo um movimento de vai e vem enquanto olho em seus olhos. — E-Elsa!

Deixo minha língua rodar todo seu membro intensificando o movimento. Pouso minha outra mão na minha calcinha enquanto estimulo a mim mesma. Suas mãos seguram minha cabeça aumentando o ritmo. Escuto Jack gemer meu nome várias vezes até sentir um líquido escorrer e suas mãos seguram meus ombros e me puxam para cima.

Vejo em seus olhos o desejo e em volta da cama os lençóis estão congelados. Jack se levanta e caminha para a cabeceira da cama me chamando com os olhos, vou até ele, assim que chego perto ele me empurra me deitando e retira minha calcinha. Se segurando com as mãos para não fazer peso na barriga.

— Se machucar me avise – Ele fala preocupado abrindo minhas pernas.

Ele se posiciona e coloca seu membro na entrada da minha intimidade, mal sinto dor por estar molhada. Gemo seu nome quando ele chega ao fundo dando as primeiras estocadas com cuidado para não me machucar.

— J-Jack, m-mais rápido – Peço e no mesmo momento ele aumenta o ritmo. Nossos corpos colidem juntos, mas sem uma nevasca como antes. Apenas uma leve brisa de inverno com as janelas levemente congeladas. Talvez eu esteja ficando melhor na parte de controlar.

Grito quando chego ao ápice e Jack geme meu nome se retirando de mim e gozando.

—Jack! - Repreendo-o limpando minha barriga — Você vai sujar o bebê.

— Vou pegar uma toalha Snowflake — Jack ri e coloca a cueca. Vai em direção ao banheiro e volta com uma toalha úmida. — Aqui está amor da minha vida.

—Obrigada. Futuro Rei — Completo pegando a toalha e limpando-me. — Pode pegar uma camisola, por favor?

— Claro — Jack volta em seguida trazendo uma camisola azul claro. Visto-me com sua ajuda e logo ele se deita ao meu lado puxando as cobertas.