The Rose Color Snow

43 42 - Some unforeseen with the feelings


Capitulo Quarenta e um: Alguns imprevistos com os sentimentos.

Um mês depois (Seis meses de gravidez)

️ P.O.V Elsa

Após os acontecimentos das “Boas Vindas” Jack tem estado mais atendo em tudo que acontece a sua volta, mas Pitch não voltou a dar qualquer sinal de vida, quer dizer, tirando as janelas quebradas e as lâmpadas explodindo.

O resto do pessoal tem conscientizado a população fazendo o possível para não causar terror. Procurando as casas que haviam porões como na época de Hitler.

— Elsa? — Escutei a voz de Jack. Abraço o travesseiro com o corpo ladeado por causa da barriga.

Você ainda está dormindo?

— Só mais um pouco — Murmuro de olhos fechados e direciono a voz para minha barriga — Você também concorda que o papai tem que parar de nos encher? Tem alguém tentando crescer aqui!

— Muito engraçadinha — Jack ironiza. Sinto o movimento do colchão e abro os olhos vendo Jack sentando ao meu lado. Viro-me de barriga para cima.

Ei filhão, tem um dia lindo lá fora te esperando! — Jack beija minha barriga.

Olho para a barriga quando sinto o pezinho do Will se mexer. Tenho uma leve impressão que essa criança vai ser muito agitada. Ele não para nem à noite, ou melhor, ele se mexe principalmente à noite. Não que seja ruim pelo contrário é maravilhoso saber que existe alguém crescendo dentro de mim. Alguém que será a mistura do nosso amor, mas... Tinha que ser à noite?

— Ele mexeu? — Jack sorri travessamente colocando a mão. Tiro sua mão.

Mexeu nada — Falo emburrada me virando para dormir.

Mexeu sim — Jack sorri. Abro um dos olhos e vejo que ele esta muito perto do meu rosto com seu corpo flutuando sobre mim. — Você franze a testa quando ele mexe.

— Droga — Murmuro. Ele ri e beija minha testa.

—Você não pode mentir para mim – Jack brinca – Agora vamos levantar, porque se eu deixar você vai ficar na cama o dia todo.

— Estou com dor de cabeça — Faço biquinho.

— Desde quando uma dor de cabeça te impede de fazer as coisas — Jack me provoca com aquele maldito sorriso de cafajeste. Bufo e levanto-me colocando os pés no chão gelado.

— O que você vai vestir? — Jack pergunta com a porta do guarda-roupa aberto.

— Eu posso me vestir sozinha — Cruzo os braços.

— Sei que pode, mas estou sendo bonzinho, hoje. — Jack fala.

— Surpreenda-me — Sorrio, passo a mão na barriga e sussurro — Cá entre nós: Seu pai não é muito bom com moda.

— Eu escutei isso — Jack me olha por alguns minutos antes de voltar à atenção para o guarda-roupa. Ele me mostra uma blusa e uma saia.

— Eu quero usar um vestido — Muxoxo.

— Esse? — Jack me mostra um vestido branco, que parece formal, com três listras pretas no final assim como a costura da gola e das mangas. A gola era redonda, mas não era muito decotado. O vestido não era rodado, mas também não era grudado do corpo.

— Sim — Estendo a mão para pega-lo enquanto a outra segura a barriga.

Troco-me, sozinha e calço um par de sapatilhas pretas com listras brancas. Prendo o cabelo na minha famosa trança. Entrelaço meu braço no de Jack. Já falei como o Jack está lindo com a camiseta polo azul marinho, com as mangas arregaçadas até seus cotovelos e os primeiros botões abertos?

— Jack? — Chamo-o antes de sair do quarto.

— Sim?

— Estou carente — Falo melosamente. — Quero um beijo!

— Você não precisa pedir isso — Jack sorri segurando minha cintura e virando-me contra ele.

— Eu não pedi — Falei e inclinei minha cabeça em seu ouvido — Estou ordenando.

— Você está ordenando? — Jack levantou uma sobrancelha.

— Estou — Provoquei com a cabeça erguida.

— Ah você esta ordenando... — Jack repetiu as palavras bem devagar e seu nariz encostava-se ao meu pescoço.

Seus beijos e chupões atravessam meu pescoço até a minha boca. Minhas pernas tremem então passo os braços sobre seu pescoço me firmando. Inclino o rosto em sua direção quando seus lábios raspam no meu, mas a única coisa que recebo é uma mordida no lábio inferior. Jack ri com minha reação. Puxo-o pela camiseta engomada, indignada junto minha boca a sua.

Fecho os olhos aproveitando o beijo carinhoso, mas não é isso que eu desejo. Seguro seus braços em volta da minha cintura e intensifico o beijo. Minha língua toma as rédeas da situação. Empurro-o contra a cama fazendo-o sentar. Passo minhas pernas uma de cada lado e percebo que isso é muito difícil, pois quase nem caibo em seu colo por causa da barriga. Minhas mãos atravessam por baixo da camisa traçando um mapa em seu peito para nunca mais esquecê-lo. Jack segura meus braços no momento que desabotoo um botão.

— Jack... — Murmuro.

— Melhor não... Não agora — Jack levanta-se depois de me sentar ao seu lado.

— Mais tarde? — Tendo perguntar.

— Eu posso machucar o Will ou você — Jack fala preocupado.

— Nem uma tentativa? — Pergunto manhosa — Por favooorrr

— Você vai avisar se eu te machucar?

— Prometo — Sorrio levantando-me.

— Então vamos — Entrelaço meu braço novamente no seu e dessa vez saímos do quarto.

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— Prazer em conhecê-los — O garoto cumprimentava todo mundo no hall da entrada. Tinha o cabelo rosa encaracolado e usava um terno branco com detalhes dourados incluindo a gravata. Segurava um arco rosa com detalhes em branco e dourados e em suas costas havia uma aljava cheia de flechas de várias formas. Seu estilo todo parecia vir dos anos 80. — Meu nome é Cupido.

— É ótimo você poder ter vindo — Norte sorri agradecido.

— Você é o Cupido? — Pergunto surpresa.

— E você é?... Não acredito... Não acredito! — O Cupido sorriu me abraçando — Elsinhaaaa. Você cresceu um bocadooo

— Obrigada por ter vindo — Tento não ser esmagada.

— A honra é minha Querida. Devo avisar que esse bebezinho vai ser repleto de amor — Cupido brinca. Ele se distancia indo cumprimentar o resto do pessoal.

— Filho. Esse é o Cupido! Mantenha-se longe dele, menos se for para dar amor à mamãe — Acaricio minha barriga sendo surpreendida por dois braços me abraçando e chegando até minhas mãos na barriga.

— Adoro ouvir você falando com o nosso filho – Jack sussurra em meu ouvido.

— Viu só filho?! Seu pai não perde uma para me xavecar.

—Ei pombinhos! Deixem os amasso para a noite — Coelhão grita da porta – Vem logo Jack!

—Te vejo mais tarde – Jack fala rapidamente me beijando.

—Jack? Quando a Mãe Terra vai vir? — Grito me lembrando da questão.

— Ela me falou que ela viria quando pedissem ao vendo — Ele grita de volta e fecha a porta atrás de si.

— Peçam ao vento? — Perguntou para mim mesmo

— Se me permite querida —O Cupido fala graciosamente — Vento é o nome de uma das minhas flechas.

Ele retira uma flecha branca e fina com algumas penas envolta dela. Mira e atira no teto, mas antes de chegar ao telhado ela se desintegra. A brisa esvoaça meus cabelos. Vejo Fada balançar um pouco no voo por causa da mudança repentina. O vento começa a se dissipar pelas janelas formando uma bela melodia até sumirem por completo.

— Era só isso? — Pergunto

— Ela devia saber que eu viria junto, agora é só esperar chegar até ela — O Cupido explica e se vira abrindo um sorriso em minha direção — Já sei o que poderemos fazer!

— Não iremos ajudar os outros? — Questiono.

— Grávidas não trabalham. Vamos conversar tenho ótimos conselhos de como cuidar de um bebê. —Cupido fala rapidamente alegre me puxando para a escada contrária do meu quarto. — Suponho que não tenha treinado?

— Não... —Respondo vagamente.

❄️Algumas horas depois❄️

— Você está bem, querida? — Sento-me no sofá após a pergunta do Cupido.

— Sim. Só me sinto exausta mais rápida.

— Alguns efeitos da gravidez. Já vi mulheres terem bastante dor de cabeça então agradeça por só se sentir cansada — Cupido explica — Mas você entendeu as outras dicas que eu te ensinei?

— Sim, muito obrigada, se eu não tivesse aprendido um pouco agora acho que seria muito difícil para mim e Jack nos primeiros dias — Sorrio agradecida.

Então, quer me perguntar mais alguma coisa? — Cupido me encara sorrindo.

— Acho que n... — Mas parei. Tinha uma coisa que eu podia perguntar, mas... — T-Tem como eu e o Jack f-fazer... t-ter... Ah você sabe!

—Ter relações sexuais? — Aceno com a cabeça sentindo o sangue subir todo para cima — É claro, desde que achem uma posição confortável por causa da barriga. Você quer que eu mostre algumas posições?

— N-Não é n-necessário — Falo abanando os braços, já devo estar completamente vermelha.

—Não precisa ficar envergonhada, esse bebê não surgiu do nada. Isso eu garanto! — Cupido fala parando-se na minha frente. Segurou minhas mãos e se agachou próximo a mim. Inclinei-me para trás assustada.

— E-Eu sei, mas... — Escuto a porta se abrir e juro ter visto uma cabeleira branca.

— Elsa! — Fada entra junto com Jack. — O que fazem?

— Estava ensinando sobre Relações sexuais na gravidez — Cupido fala como se fosse algo normal. Tapo meu rosto com as mãos querendo me encolher, se eu conhecesse Jack, ele tinha acabado de arregalar os olhos.

Posso jurar ter visto Jack cerrar os punhos e sair da sala. Destapei os olhos e olhei horrorizada. As coisas podiam mudar muito rápido. Será que o Jack me odeia? Será que ele acha que eu estou traindo ele? Ele não vai pensar isso, certo?

—Elsa? Você está chorando? — Fada se aproxima.

— O que você fez? — Grito para o Cupido com as lágrimas escorrendo.

Minhas emoções a mil assim como meus pensamentos. Antes que possa responder levanto-me e saio porta a fora. Desço as escadas até o hall pensando onde Jack poderia estar. Será que ele iria me deixar sozinha e grávida?!

— Cadê o Jack? — Pergunto desesperada para a primeira pessoa que vejo com uniforme de empregada.

— Não sei, Madame, talvez tenha saído, mas acho que você devia...

— Saído... — Murmurei correndo para longe dela e saindo do castelo.

—... Descansar... —Não escutei o que a garota gritou em seguida.

Abro a porta meio desorientada por alguns segundos enxergo tudo duplicado. Balanço a cabeça e continuo a correr, observo as ruas e as pessoas conversando. Tudo parece girar a minha volta. Caminho rapidamente até uma área menos afastada... Onde ele deve estar?... Pense... Pense... Pense Elsa... Jack não conhece muito lugares... Se eu estivesse com raiva o que eu faria?

... Iria para um lugar silencioso.

Observo a cidade e corro para o lado menos movimentado, meu coração parece saltar do meu corpo. Minha cabeça está girando, me contraio sentindo uma pontada... Não é hora para chamar atenção Will.

Paro em frente a um arco na entrada de um jardim vazio, encosto-me à grade, sentindo outra pontada... Seguro minha barriga... Jack... Deixo as lágrimas escorrerem embaçando ainda mais a minha visão.

— Eu nunca trairia você — Grito para o nada, sinto algo estranho na minha coxa, ignoro e grito. — Eu amo você, Jack Frost!

Seguro minha barriga começando a sentir muita dor. Will... Por favor, fique bem... Passo a mão por entre minhas pernas notando que estão molhadas. Retiro a mão. Sangue. Não! Will... Escorrego na grade chorando enquanto seguro minha barriga.

— Elsa? —Escuto uma voz. Não... A voz! Viro meu rosto. Vejo ele me olhar assustado e depositar seu olhar nas minhas pernas. Ele voa até mim. Seu rosto mostra medo e aflição.

— Eu nunca trairia você — Sussurro enquanto ele me pega no colo delicadamente.

— Vai ficar tudo bem! O que aconteceu, amor?

— Eu... Não aconteceu nada, eu juro — Choro desesperada me encolhendo com a pontada.

— Do que você está falando? Elsa? — Jack me olha confuso.

— Você não saiu do quarto, porque pensou que eu estava te traindo? — Olhei em seus olhos.

— Não! Seu pai me chamou — Jack respondeu. Encolhi-me em seu colo pela dor e dessa vez ele percebeu.

— J-Jack! O W-Will

—Vai ficar tudo bem — Jack beijou minha testa e impulsionou-se para voar. — Vai ficar tudo bem...

— N-Não posso perder meu filho — Solucei com a cabeça no peito de Jack.

— Eu vou salvar vocês dois... — Fechei os olhos, cansada coma voz de Jack me embalando — Eu prometo.

️ P.O.V Jack

Ando de um lado ao outro em frente à porta. Já faz uma hora! O resto dos Guardiões estava sentado nas poltronas da sala. Sim, tinha uma enfermaria no castelo. Sentados nas poltronas também estavam o Rei Brizard e o Cupido que por sinal me explicou o que aconteceu. Antes de ele me explicar eu estava muito confuso, pois em um minuto Elsa está bem e no outro...

Eu nunca culparia a Elsa por traição, confio nela. Lembro-me de escutar o Cupido falar que estava ensinando sobrerelações sexuais. Na hora imaginei que ela tivesse assim por causa da nossa cena no quarto, mas acho que devo tomar mais cuidado com suas emoções principalmente agora na gravidez.

O Cupido me explicou que tudo estava muito tenso, pois apenas estávamos esperando Pitch atacar e talvez tudo isso tenha colocado muito peso em cima dos ombros da Elsa. E sua sensibilidade não deve ter ajudado. O cupido falou que é normal as mulheres nessa época ficaram confusas.

Quando eu a vi ali naquele parque, tão indefesa, notei na hora que tinha algum problema, porque ela não estava só chorando em seus olhos quando a chamei eu consegui ver a dor e medo em seu rosto. Voei rapidamente até ela no momento que vi o sangue escorrer de suas pernas. Agora entedia seu medo. Medo de perder o nosso filho. Se algo acontecer com ele...

Eu só queria poder saber o que está acontecendo dentro da sala. Ouvi o som da porta se abrir, parei de caminhar levantando o rosto e observando a mulher a minha frente com um jaleco, estetoscópio e os cabelos em um coque desengonçado. O gozado era que seu cabelo era azul bem escuro e sua pelo azul clara. Por fim questionei:

— Ela está bem? — Pergunto desesperado.

Vejo brevemente todos se levantarem também preocupados.

Notas finais
Que loucura, não é? Elsa e seu TPM de Gravidez heuehuehue O que será que aconteceu com o Will? E com a Elsa?!!!! Só no próximo capitulo...