The Rose Color Snow
40 39 - Coliseum of the fun
Notas iniciais

Capitulo Trinta e Oito: Coliseu da confusão.
❄️ P.O.V Elsa ❄️
– Chegamos. – Fada me colocou na beirada de uma grade e em baixo dela havia vários muros muito antigos já afetados pelo tempo.
– Onde estamos? – Perguntei observando o lugar que um dia fora uma obra de arte.
– No Coliseu, Itália. – Fada falou, dando uma sobrevoada sobre o local.
Metade do chão fora refeito possivelmente para os turistas e a outra metade era composta pelos muros antigos onde um dia foi feito batalhas e corridas. Acima ainda podia se ver colunas separando onde os torcedores ficavam, sem cadeiras, apenas colunas arredondadas separando as lacunas, metade das arquibancadas já não existiam mais.
– Por que as Fadas viriam para um lugar desses? – Questionei, reparando que minha voz fazia um pouco de eco.
– Porque gostamos de brincar de esconde-esconde. – uma voz tilintou em meus ouvidos. – Certo, irmã? – Uma garota com cabelos marrons encaracolados com alguns fios brancos surgiu.
Usava um vestido branco que parecia estar todo rasgado, as asas marrons claro enormes e muito bem detalhadas. As botas iam até a metade da coxa com a cor da madeira de uma arvore do mesmo jeito que as luvas que iam até um pouco mais que os cotovelos. Tinha orelhas pontudas, o rosto parecia ser de uma boneca, porém com um sorriso desafiador e maldoso. Ela voava rapidamente em volta do coliseu até parar graciosamente sobre as grades, dei alguns passos para trás ficando ao lado de Fada.
– Irmã! A brincadeira acabou! – A garota gritou se equilibrando na grade como se estivesse no chão. – Temos visitas!
– Visitas? – A suposta irmã apareceu de uma das lacunas. – Visitas!!!
Seu rosto tinha os mesmos traços, mas com uma expressão mais suave e angelical diferente da outra irmã. Os cabelos encaracolados rosa, o vestido parecia ser um tecido rosa claro enroscado por galhos pretos decaindo em diagonal, deixando uma das pernas á mostra, esses tipos de vertidos eram muito usados na época da Grécia Antiga... Também usava umas botas da mesma cor do vestido com detalhes em preto e bico fino como as da Irmã. As asas pareciam ser feita por folhas da estação de outono, parecendo tão delicadas.
– Adoro visitas! – A garota falou voando até onde estamos e pousando um pouco á minha frente. – Irmã!!!! Olhe, ela vai ter um bebê! Eu adoro bebês...
– Sim, sim. – A outra revirando os olhos. Fiquei levemente ofendida pela tonalidade que usou para se referir ao meu bebê. Coloquei as mãos sobre a barriga. – O que traz vocês aqui?
– Precisamos de ajuda para derrotar Pitch. – Fada falou voando um pouco para frente.
– É menina ou menino?... – A rosada perguntou saindo do assunto, se balançando na grade enquanto a outra fada pousava no chão.
–... Não sei ainda. – Falei meio confusa com a pergunta.
– Éostre!! Não é hora para essas coisas! – A irmã a repreende. – Por que querem tanto a nossa ajuda?
– Pois o povo da Lua não pode lutar com Pitch e os Nightmare. Sozinhos, não venceremos! – Falo rapidamente sem precisar pensar. – Se unirmos força...
– Então o propósito inicial é matar Pitch? – A garota fala levantando uma sobrancelha, abro a boca para responder, mas travo com o pensamento de matar...
– Sim.- Fada responde
– Suponhemos que dê certo... Daqui alguns anos virão outros para suprir seu lugar. O que vocês farão em seguida? - A Fada de cabelos marrons fala olhando para a irmã que está se balançando na grade como se fosse uma criança que não pudesse se meter nos assunto dos adultos.
– Não haverá esse problema, se os Guardiões continuarem a fazer seu trabalho com as crianças e as crianças continuaram a acreditar. – Fada fala dando um passo a frente demonstrando que ganhará na explicação. – E se mesmo assim outro vier... Pitch vivia com o Rei Brizard e com Sandman em perfeita harmonia antigamente, porque não poderia ser assim novamente?
– Devo dizer que foi uma ótima afirmação, Fada dos Dentes...
– Obrigada... É... – Fada lhe agradece, mas para ao perceber que não sabe seu nome.
– Mabon. – ela fala, e rapidamente acrescenta: – E está é minha Irmã Éostre.
– Podem me chamar só de Éos. – Éostre fala animada por ser colocada na conversa.
– Éos, o que você acha da nossa ideia? – Pergunto a ela, sem antes notar sua expressão surpresa.
– B-Bem... E-Eu a-achei que... — Ela gagueja olhando para a irmã, respira fundo e continua. – Eu acho que é legal, mas não gosto da ideia de matar alguém.
– Mas pense... Imagine que existe alguém que ameaça sua família, não deixa eles viverem em paz. O que você faria? – Pergunto gentilmente.
– Eu não ia deixar ninguém tocar na minha irmã, NUNCA. – Ela fala abismada depois olha para a Irmã como se esperasse uma resposta.
– Eu faria a mesma coisa. – Mabon fala suspirando enquanto a outra pula em cima dela.
– Maaaabooonn! – Éos fala toda alegre e manhosa a abraçando.
– Adoro o jeito como as Fadas mudam de lado rapidamente. – Uma voz ecoa no Coliseu.
– Não é culpa minha se você não tem bons argumentos e só pensa em vingança. – Mabon grita abraçando a Irmã.
– Coloque o quanto quiser a culpa nos outros. No final, Pitch ganhará a luta – A voz soa mais forte, vejo um vulto numa das lacunas do lado esquerdo do Coliseu.
– O lado das Fadas nunca perde! – Éos gritou se desvencilhando da Irmã.
– Sempre há a primeira vez para tudo. – A sombra se aproxima mais da luz, rindo, olho para o lado e encontro Fada alerta.
– Pitch?! – Grito em direção à sombra.
– Errou – A sombra fala caminhando até ficar completamente exposta para nós.
– Hans... – Falo dando um passo para trás. – C-Como?
– Você não achou que eu tivesse morrido, não é? – Ele fala sorrindo descaradamente.
– Na verdade eu achei sim... – “Que Pitch tivesse te matado por ter falhado na missão”.
– Isso me magoa muito, principalmente vindo de você, amor! – Hans fala pulando do andar que ele esta aterrissando suavemente com ajuda da areia de Pitch.
– Hans, acho que já esta na hora de desistir. – Fada fala obviamente irritada.
– Podemos conversar sobre isso depois... Tenho que resolver o assunto com as Fadinhas. – Hans fala caminhando até as Irmãs.
– Não temos nada que resolver! – Mabon fala ficando na frente da Irmã com as mãos posicionadas. – E o que ganharíamos com o seu acordo?
– O fato de que iriam sobreviver e governar ao nosso lado. – Hans falou.
– Para que governar algo que estará destruído. – Éos apontou enquanto segurava uma mexa do cabelo.
– Você tem uma guerra na Lua e não na Terra, não nos envolvam em seus caprichos. – Mabon falou irritada.
– Como queira. – Hans falou controlando a raiva enquanto Mabon e Éos voavam para longe do coliseu. – Elsa! Vejo que ainda está em dúvida de que lado ficar...
– Não, já escolhi. – Falo determinada.
– No final... Você virá até mim. – Hans fala dando de ombros. – E então poderemos continuar de onde paramos da última vez que nos vimos.
“Última vez que nos vimos”.
NÃO... Não... Não!!!!!!!!!
– Você NUNCA mais vai tocar em mim!! – Grito desesperada, e Fada arregala os olhos.
– Elsa... –Fada tenta falar. – Se acalme...
– Quando acho que estou quase me livrando de um problema outro aparece! – Grito mais alto fazendo o Coliseu começar a nevar. – Você acabou de nos fazer perder um contrato, um aliado, um amigo!
– Eu digo o mesmo, amor! – Hans falou – Pitch vai ficar bravo comigo...
– E como ele soube de tudo isso? – Falo agora normalmente, porém com um tom mais alto.
– É normal que depois de ele ameaçar a Lua, vocês iriam procurar alianças – Hans falou dando de ombros. – Foi assim que ele pensou.
– Mas porque ele está fazendo tudo isso? – Pergunto. – Já se passaram tantos anos desde que minha... Mãe morreu...
– Pitch quer de volta o posto dele como Escuridão e não ser rebaixado a um pesadelo de criança. – Hans falou sem se importar. – Mas acho que ele pode estar irritado por ser deixado de lado.
– Ele não tem que atacar a Lua só por causa disso. – Fada se pronuncia. – Já existiu uma harmonia, porque não pode voltar a ser assim?
– Pergunte a ele e não a mim. – Hans deu de ombros. – Mas vamos voltar ao que interessa... Agora que perdi o contrato não tenho mais nada o que fazer aqui... Mas se a Elsa quiser...
– Não quero nada. – Digo antes que ele fale algo.
– Vejo que o Frost já marcou território. – Hans fala levantando a sobrancelha e olhando para mim... Não... Para a minha barriga.
– O que você tem haver com isso? – Falo com um tom irritado.
– Tudo, ele pôs os pés no meu território. – Hans fala enquanto fecha os punhos e caminha até nós franzindo a testa.– Acho que ele colocou mais que os pés...
– Eu não sou território de ninguém. – Falo com um leve vermelho nas bochechas.
– Elsa... – Fada sussurra me pegando pelo pulso. – Não ouça o que ele fala, vamos embora...
– Uma garota sempre se torna território de alguém. – Hans fala sorrindo. – Os garotos pensam assim, você não sabia?
– Jack não pensa assim. – Falo, e a Fada me puxa para trás.
– Já chega, Hans. – Fada fala rapidamente. – Você não tem nada o que fazer aqui e nós também não.
– Agora eu tenho. – Hans abre um sorriso assustador estalando os dedos envolvidos por luvas brancas.
– Não, não tem! – Fada fala me pegando pelos ombros no exato momento que Hans joga uma esfera de areia negra que se desintegra ao bater no chão.
– Fada! – Grito olhando para trás. – Você tem que nos descer!
– Não!! – Fada grita em meio ao vento forte, um pouco mais atrás Hans cria uma nuvem negra o fazendo levitar do chão.
–Vai ser pior se ele nos atacar no ar! – Grito de volta. – Eu não sei voar e você está ocupada me levando!
– Você pode atacá-lo! – Fada grita adquirindo velocidade.
– Não de costas! – Grito tentando virar a cabeça e observar Hans atrás de nós. – Fada, você tem que pousar.
– NÃO!! – Ouço-a gritar no meio do vento que zuni nos meus ouvidos. Olho para baixo vendo a mini cidade da Itália, observo as casas coloridas em volta de rios... Rios... Claro... Fecho os olhos tentando me concentrar, Fada desvia de uma das esferas de Hans, abro os olhos quando meu corpo balança para o lado.
– Elsa?! – Fada grita estranhando o silêncio.
– Quero tentar algo! – Grito de volta fechando os olhos e deixando minha mente vazia, sinto em meus dedos a água lá embaixo ondulando sobre os barcos, me concentro e levanto os braços como se eu pudesse sentir todo o peso de litros de água sobre eles.
Junto minhas mãos na minha frente com a palma virada para cima; é como se o mundo parasse e tudo que eu escutasse é o barulho das ondas se quebrando, junto minhas mãos em um meio círculo. Escuto Fada gritar algo, abro os olhos tentando olhar para trás, mas só vejo um círculo de água misturado com areia negra, a água ondulando em vários lado sem deixar uma gota cair. Olho para minhas mãos. Relaxo-as e escuto o barulho da água caindo rapidamente de volta para a terra, com brutalidade, mas sem espirrar nada voltando ao seu exato lugar.
Só espero que exista uma força muito grande ocultando tudo da vista das pessoas lá embaixo...
Sinto-me esgotada, nunca tinha levitado a água a tantos metros do solo, a única coisa que quero é chegar em casa e poder descansar.
– Elsa! O que foi aquilo? – Fada grita, forço minhas pálpebras para não se fecharem, penso em uma frase pequena.
– Eu... – Falo baixo sem forças para aumentar a voz.
– Não consigo te escutar, vou usar o globo quando estivermos na metade do caminho! – Fada grita e se cala, provavelmente esperando fazer a pergunta quando chegarmos à Fábrica... Quem me dera eu fosse para a casa...
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Abro os olhos no momento que Fada se inclina para baixo, vejo a Fábrica abaixo de nós se aproximando aos poucos, ou melhor, nós que nos aproximamos. Assim que ficamos perto do solo, Fada me larga com cuidado no chão, sinto meus pés tremerem tentando me manter em pé. A porta da Fábrica se abre no momento que me recomponho, Jack caminha até mim seguido por Coelhão, sorrio e caminho devagar até ele, tentando me manter em pé. Assim que Jack passa os braços pela minha cintura me abraçando deixo que ele me segure enterrando minha cabeça em seu pescoço.
– Conseguiram? – Escuto a voz de Coelhão perguntar.
– Não. – Fada fala desanimada.
– Como assim? – Coelhão volta a se pronunciar, Jack fica tenso abaixo de mim, ele me segura com um dos braços sobre meus ombros e olha em meus olhos. Seus olhos parecem penetrar em mim e ver cada canto da minha mente, não consigo mentir... Não para Jack...
– O que aconteceu? – Jack pergunta preocupado.
– Estávamos conseguindo convencê-las quando... – Fada não consegue terminar, pois Coelhão a atrapalha.
– Pitch?
– Não, Hans. – Fada fala, olho para Jack esperando sua reação, ele arregala os olhos e me olha de baixo para cima.
– Você está bem? Ele fez algo? – Jack pergunta assustado, aceno com a cabeça negativamente e agradecendo Fada que começa a explicar o que aconteceu.
–... E então toda a água do rio se fundiu em uma espécie de bola em volta de Hans... – Escuto algumas partes tentando manter minhas pálpebras abertas, assisto enquanto Fada olha para mim e termina. – Acho que isso a esgotou.
– Uou... Queria ter visto! – Coelhão fala alegremente.
– Isso não é divertido! – Jack fala irritado para Coelhão. – Isso podia ter prejudicado o bebê ou a Elsa.
– Se tivesse prejudicado acho que a Elsa estaria gritando de dor. – Fada fala confusa.
– Por isso eu falei “podia” – Jack fala olhando para Fada e depois volta o olhar para mim. – Acho melhor você descansar um pouco, é o que sua cara diz no momento... Para depois discutirmos sobre o Hans!
– Concordo – Falo me desvencilhando de Jack e caminhando para entrar na Fábrica.
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