Notas iniciais
"Minha" revisora está com alguns problemas e não pode terminar de revisar o capitulo e sem contar que eu refiz ele duas vezes.

Capitulo Trinta e Nove: William.

❄️ P.O.V Elsa ❄️

Atravesso o corredor, após estar bem alimentada e ter tomado um banho de espuma. Minhas costas doem com o passar dos dias, mas saber que essa dor é causada pelo meu filho não me importo de tê-la. Afinal, eu já senti dores bem piores.

Também venho ficando cansada mais rapidamente, se pudesse ficaria deitada na cama ou sentada vendo algum filme. Entro na sala principal avistando o pessoal em volta do globo com pontinhos dourados aos montes. Observo mais um pouco e percebo que ainda faltavam alguns integrantes.

– Norte ainda não chegou?

– Não - Fada responde assim que nota minha presença.

– Não se preocupe - Coelhão se pronunciou – A última coisa que poderia acontecer é uma briga entre os dois. São amigos desde que me conheço por Coelho da Pascoa.

Após o comentário, que me deixou mais alegre, eu aviso:

– Tenho uma consulta e prometi a Anna que não iria faltar.

– Vão descobrir o sexo do bebê hoje? - Fada me olha eufórica.

– Sim - Falo ansiosa.

– Não vejo a hora de ver os dentinhos dele crescendo - Fada fala sonhadora.

– Muito legal... Alguém já percebeu que a pascoa está chegando - Coelhão parecia um tanto alarmado – Tenho trilhões de ovos para pintar.

– Se acalma um pouco aí, Canguru – Jack sorri provocante.

Ora seu... – Coelhão se aproxima de Jack, irritado. Entretanto, Fada se coloca no meio dos dois.

– Se acalmem os dois – Balanço a cabeça indignada, pois nem nesse momento eles conseguiam parar de se provocar. E pior, o Jack que começou.

– Quando Norte aparecer me avise! – Coelhão bufou e saiu da sala murmurando — Não posso ficar perdendo tempo.

– Onde está Sandman? – Questiono assim que Coelhão foi embora.

– Norte pediu que avisasse seu pai, lembra? – Jack se pronunciou segurando minha mão.

– Já que a reunião não vai existir – Olhei em volta depois que Fada falou. Restávamos apenas nós três. Fada, Jack e eu.

– Vou passar um tempo com as minhas Fadinhas. Até mais – Fada sorriu e acenou voando pela janela.

– E agora? – Pergunto sem saber o que fazer.

– Agora nós aproveitamos – Jack virou-me contra si.

Capturou meus lábios enquanto seus braços envolviam minha cintura. Senti minha barriga ficar entre nós, mas Jack não parecia se importar com isso. Minha pulsação começava a acelerar junto com as batidas do meu coração, mas então me lembrei...

– Eu adoraria – Comentei puxando fôlego – Mas temos que ir para Arendelle.

– Nós já vamos – Jack volta a me beijar – Só mais um pouco...

Não tinha como eu negar esse mais um pouco.

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– Pronto – Jack falou me colocando no chão em frente a nossa casa.

– Vou pegar as coisas e já vamos – Beijei sua bochecha e abri a porta com a chave de casa.

– Nem pensar – Jack segurou meu braço.

– Como? – Olhei em seus olhos, confusa.

– Você não vai subir essas escadas. Deixa que eu pego as coisas. – Jack largou meu braço.

Parecia como nos velhos tempos, a diferença é que estávamos em nossa casa. Sentei-me no sofá, agradecendo por finalmente poder descansar. Escutei alguns barulhos no segundo piso e logo Jack estava de volta segurando minha bolsa com toda a papelada da Clínica. Levantei-me e peguei a bolsa sem antes esquecer-me de agradecer Jack com um beijo.

– Pegou tudo? – Perguntei abrindo a bolsa e saindo de casa.

– Sim – Jack abriu a porta para eu passar e pôs uma das mãos sobre minhas costas.

– Então podemos ir! – Confirmei.

– Okay — Jack seguiu andando pela trilha de areia.

– Jack? — Parei e o observei.

– Sim? – Ele se virou.

– Vamos andando? – Cruzei os braços. O que deve ter ficado estranho por causa da barriga.

– Algum problema? – Jack fica confuso.

– Jack!– Repreendo-o - Eu tenho um bebê dentro de mim e ele não é feito de algodão

– Mas dizem que caminhar é um ato saudável – Jack fala levemente confuso.

– Não quando estão grávidas! – Exclamo – Minhas costas vão começar a doer.

– Está bem – Jack beija minha testa e passa um de seus braços pelas minhas pernas e o outro em minhas costas. – Você está ficando pesadinha.

– JACK! – Repreendo-o emburrada. Ouço a risada dele antes de seus pés saírem do chão.

Assim que a estrada de areia acaba dando inicio a cidade, Jack me coloca no chão e seguimos caminhando até a clínica. Vejo uma cabeleira ruiva, Anna, um garoto loiro, Kristoff e uma... Rena?

No momento em que Anna me vê seus olhos começam a brilhar e no próximo segundo seus braços estão em volta do meu pescoço, me abraçando.

– Senti saudades! – Anna segura às lágrimas.

– Eu também – Passo os braços por suas costas retribuindo o abraço, seu cabelo roça contra o meu nariz.

– Olha como sua barriga cresceu! – Anna fala prestando atenção a minha barriga. Ela se agacha e acena – Oi! Aqui é a Tia Anna, estou louca para poder te pegar no colo e beijar suas bochechas. — Ela sorri bobamente e olha para mim– Já decidiram os nomes?

– Mais ou menos – Jack fala, mas sua atenção está na Rena.

– Me avisem assim que se decidirem – Anna falou entrelaçando o braço no meu. – Aposto que vai ser menina.

– Mas se for menino. Vou ensina-lo a montar no Sven — Kristoff sorri animado enquanto caminha até Anna e a abraça por trás. Arregalo os olhos e ponho as mãos na barriga. Montar... No Sven?!

– Tomara que seja menina – Anna sussurrou e riu.

– Gente. Vou ficar por aqui. Animais não podem entrar – Kristoff falou acariciando Sven.

Aceno antes de entrar na Clínica que estava bem mais movimentada que o normal. Anna segue até o balcão para conversar com a atendente, que nos avisa para esperar alguns minutos. Sento-me já sentindo minhas costas reclamarem, Jack e Anna me acompanham.

– Em todas as vezes que eu vim não estava tão movimentado – Comentei estranhando a movimentação.

– Alguns fazendeiros brigaram pelas Terras de não sei quem. Vai ter uma audiência amanhã – Anna falou dando de ombros – Parece que um deles quebrou o braço.

– Que horror – Falo abismada, mas Anna fala como se estivesse acostumada.

– Você sabia que vamos cimentar as ruas – Anna mudou o assunto parecendo contente consigo mesma. – Estamos modernizando a cidade aos poucos.

– Isso é maravilhoso – Sorrio e agarro sua mão – Você é uma ótima rainha.

– Kristoff também merece um agradecimento– Faço uma careta pensando no que o Kristoff ajudou. Anna deve ter percebido, pois falou – Sim. Ele pode te surpreender numa reunião, ele é o rei a final.

– Elsa d’Arendelle – A enfermeira pronuncia meu nome enquanto olha para a prancheta. Levanto-me. Jack segura minha mão e seguimos pelo corredor com Anna no encalço.

Atravessamos o corredor entrando na porta à esquerda. A sala completamente branca e pequena com uma máquina contra a parede junto com um televisor onde veríamos meu bebê. O médico estava escrevendo em uma ficha antes de se virar e sorrir.

– Olá! Como estão? E o pequenino? Dando muito trabalho? – O Doutor fez várias perguntas.

– Nem me diga – Falo me lembrando das costas.

– Vamos ver como está o rapaz ou a mocinha? – Doutor aponta a cadeira inclinada. Deito-me e Jack fica ao meu lado olhando tudo... Fascinado?

– Tomara que seja menina – Anna sussurra enquanto o doutor coloca álcool em um algodão. Levanto a blusa para deixa-lo esterilizar e logo passa o gel.

Põe o sensor do ultrassom e as imagens na tela começam a aparecer. Vejo as ondas cinza e no centro um formato esbranquiçado, consigo identificar os bracinhos, as perninhas e a cabeça. Olho para Jack esperando sua reação. Ele olha para a tela e depois para minha barriga como se ainda estivesse processando a ideia de ter um ser vivo aqui dentro.

– Estão vendo, ali está à cabeça – O doutor aponta para a tela. Aperto a mão de Jack para fazê-lo acordar. Ele me olha e sorri carinhosamente.

– E... – Anna entrelaça as mãos, curiosa, inclina o corpo fazendo o vestido florido esvoaçar.

– Então vamos ver... – O doutor arruma os óculos, escuto Anna praguejar. – Pelo que estou vendo aqui... Será...

– Ai meu deus – Anna grita dando um pulinho – Fala logooo

– Um garotinho – O doutor acaba com o mistério e ri da reação da minha irmã.

– Ahh – Anna fala e se recompõe – Vou ama-lo mesmo assim.

– É um menino – Falo ainda em estase e vejo Jack sorrir – Eu estava certa!

– Torça para ele não destruir a casa – Jack brincou e beijou minha testa.

– Jack. Devo avisa-lo – Doutor aponta – Que tenha bastante paciência.

– Por quê? – Jack pergunta.

– É nessa época que a mulher fica muito sensível e pode ser que ela já tenha começado a ter desejos repentinos por algumas comidas – O doutor explica – Elsa pode ser normal às dores nas costas e as cólicas, mas nem sempre são todas as mulheres que sentem cólicas.

As dores nas costas chegaram mais cedo – penso.

– Ok! Pode deixar. Eu cuidarei dela – Jack fala e sorri em minha direção, o doutor pega um pano e me entrega para eu retirar o gel.

– Podem acertar o resto com a recepcionista – O médico fala após eu terminar de me limpar e nos leva até a porta.

Passamos pelo corredor parando no balcão para pagar a consulta. Saímos do prédio encontrando Kristoff dando cenouras para o Sven. É claro que Anna saiu eufórica para contar tudo a ele. Kristoff ficou super feliz. Disse que Sven ia ganhar um acompanhante e muitas outras coisas sobre Renas. Imagino como será quando chegar à vez deles... Anna continua conversando animada com Kristoff e nem percebo quando Jack me puxa para um canto afastado.

Coloca seu dedo sobre meus lábios para me silenciar, ele me segura e quando olho para o chão percebo que estamos a metros de distância.

– Jack! – Repreendo-o pela segunda vez ao dia -... Anna, temos que voltar!

– Eles estão bem ocupados ali embaixo – Jack sorriu travessamente e parou embaixo de uma árvore no meio do campo, não tão longe de casa.

– E o que você pretende fazer, agora? – Falo ironicamente colocando meus braços em seu pescoço. Jack acaricia minha barriga sem tirar os olhos dos meus.

– Um menino – Jack sussurra para si mesmo.

– Sim - Afirmo.

– Então não vou ter que preocupar tanto assim – Ele coloca sua cabeça na curva do meu pescoço. Seu nariz roça embaixo da minha orelha e meu corpo treme apenas com esse contato.

Jack leva os braços para minha cintura depositando beijos sobre o meu pescoço. Minhas costas batem levemente sobre a árvore atrás de nós. Seus beijos atravessam minha bochecha até chegar a minha boca, seus lábios se juntam aos meus e nossas línguas travam uma guerra por espaço. Sinto os movimentos do nosso menininho e sorrio entre o beijo. É como se ele percebesse tudo que acontece em volta.

Minhas pernas começam a ficar mole, agacho-me devagar levando Jack comigo até sentarmos na grama. Jack se inclina mais para frente com uma das mãos no caule da árvore e outra sobre meus cabelos.

Ele finaliza o beijo mordendo meu lábio inferior, me olhando intensamente. Jack se senta ao meu lado puxando-me contra si, descanso a cabeça contra seu peito observando o céu claro e com poucas nuvens. A grama levemente congelada...

– Então vai ser William... – Falo pensativamente.

– Não tem que ser William, pode ser outro nome – Jack olhava para o céu.

– Eu gosto de Will – Digo o abraçando. – Como acha que ele vai ser?

– Não sei – Jack fala simplesmente.

– Ah não! Tente pelo menos imaginar – Falo mexendo nos botões da camisa dele.

– Cabelos loiros e olhos azuis iguais aos seus – Jack fala e sorri imaginando.

– E não vai puxar nada seu? – Pergunto confusa.

– A atitude – Jack explica confiante – Como você acha que ele vai pegar as menininhas?

– Ele não vai pegar ninguém! – Falo emburrada – Vai ser meu bebê!

– Que mamãe coruja essa! – Jack ri e beija o topo da minha cabeça.

– Não sou nada – Falo fazendo bico – Só protejo quem eu amo.

– Então você me protege? – Jack sussurrou em meu ouvido.

– Sim, eu protejo – Aponto fortemente.

– Tudo. Até garotas? – Jack pergunta.

– Principalmente – Falo e completo – Mais tu não podes nem falar nada.

– Por quê? – Ele questiona.

– Quem foi que afugentou o coitado do Adam – Falo levantando a cabeça e o encarando.

– Fala à garota que me beijou na frente das pessoas do restaurante – Jack conta e sorri provocante.

– E-Eu... Beijei porque quis – Falo gaguejando.

– Sei... – Jack diz e completa rindo – O vermelho no seu rosto confirma.

–E-Eu não estou vermelha – Falo emburrada deitando a cabeça em seu peito murmurando – É culpa do calor.

Jack ri e me abraça, sinto os chutes do William, sorrio e pego a mão de Jack colocando sobre a minha barriga mesmo que ela esteja ladeada. Ele me olha surpreso, mas depois provoca.

– Esse daí não vai parar quieto no mesmo lugar – Jack brinca.

– Genética sua, não minha – Falo me sentando.

– Vou fingir que não ouvi nada e vou aproveitar a linda vista que está na minha frente – Jack coloca suas mãos no meu rosto se aproxima e me beija.

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– Isso tudo é culpa sua – Falo enquanto Jack me coloca no chão em frente a Fábrica.

– Minha? – Jack fala parado na minha frente.

– Sim, se não ficasse me beijando não teríamos esquecido – Falo abrindo a porta.

– Quer dizer que o meu beijo te faz esquecer das coisas? – Jack provoca e me abraça por trás colocando a cabeça no meu ombro.

– Sai! – Falo manhosa me desvencilho dele com os braços cruzados.

– Por onde andaram? – Fada grita descendo, sem precisar usar as escadas, e impossibilitando Jack de me contrariar – Norte já chegou faz um tempo.

– Perdemos o tempo – Sorri me desculpando.

– Tudo bem, mas me diga é menina ou menino? – Fada pergunta ansiosa.

– Menino – Respondo.

– Aposto que ele vai ser muito fofo – Fada comenta. Coloco as mãos na barriga para subir as escadas, seguida por Jack.

– Norte conseguiu apoio do Cupido? – Ouço a voz de Jack atrás de mim – Aquele cara tem um arsenal de flechas de tudo que é tipo.

– Como assim? – Pergunto virando metade do corpo para vê-lo.

– Sabe: Amor, tristeza, ódio... – Jack fala dando de ombros, segurando minha mão e subindo as escadas – Ainda me lembro, Incidente de 1993, Urgh! Fiquei muito meloso e parecia que eu estava dentro de um filme de garotas.

– Queria ter visto – Digo rindo.

– Foi muito estranho – Fada começa a rir também – Ele chegou até abraçar o Coelhão.

– Não precisava me lembrar disso – Jack fala emburrado enquanto eu rio.

Entramos na sala de jogos era grande com um sofá enorme junto com uma televisão e a iluminação um pouco fraca. Norte conversava com Coelhão, mas parou a nos ver.

– Jack, Elsa! Já achei que não viriam mais – Norte falou batendo na sua “pança” alegremente. – Fiquei sabendo do encontro com Hans!

– Eu contei – Fala falou – E então conversamos e achamos melhor ir para a Lua!

– Para lua? – Questiono surpresa escutando a porta se abrir e Sand aparecer.

– Sand nos contou que as pessoas da Lua estão sofrendo ataques à noite por sombras, ou seja, Pitch já está se preparando!! – Norte falou agora seriamente.

– Mas tem certeza que teremos uma guerra? – Pergunto com uma pitada de medo na voz, sento-me no sofá por causa do cansaço e deixo minhas mãos sobre a barriga.

– Antes não tínhamos certezas, mas após os ataques... – Norte fala e pausa, já dando a entender o que ele queria dizer.

– Entendo! – Jack fala pensativo.

– Então... Quanto tempo nós ficaremos lá? Tenho que arrumar as malas. – Digo.

– Não sei, sugiro levar bastante roupa – Norte fala e sorri – Que comece os preparativos!

Notas finais
MÁ NOTICIAAAAAAAA A PARTIR DO PRÓXIMO CAPITULO FALTARAM 10 CAPÍTULOS PARA O FIM!!!!!