The Rose Color Snow
14 14 - Looking for Answers
Notas iniciais

Capitulo Quatorze: Procurando Respostas
❄️P.O.V Elsa❄️
– Elsa! Vamos logo – Jack gritou
– Já vou! – Vim correndo, amarrando uma fita no cabelo.
Eu coloquei uma legging até o joelho da cor preta, uma blusa azul claro de mangas curtas com um colete preto e amarrei uma fita azul na minha colinha (rabo-de-cavalo) que com a correria alguns fios já tinham caído. Peguei também uma capa da cor azul acinzentado e minhas luvas.
Jack pega-me no colo levantando voo por entre as nuvens, estremeço sentindo uma leve formigação na barriga e sentindo meu coração bater mais rápido. Por que sempre sinto isso quando Jack me pega? Será que meu rosto está vermelho? Deve ser normal! No fundo eu tenho um pouco de medo de altura... Não é hora de pensar nisso Elsa...
– Então tem alguma ideia para achar uma biblioteca gigante? – Jack Perguntou sem tirar os olhos do céu.
– Achei que sabia alguma – Falei segurando o moletom de Jack, sentindo o vento bater em meu rosto.
– Bom, eu só conheço a de Arendelle... Mais não vou lá há anos – Apertei o moletom com as mãos tremula com a lembrança de Arendelle e toda a saudade que sinto da minha família. Jack deve ter notado, pois falou:
– Ei, Se não quiser ir não tem problema – Ele sorriu calorosamente.
– Não, tudo bem – Falei tentando ser forte.
– Partindo em direção a Arendelle – Jack gritou e mergulhou nas nuvens.
“Como devem estar meus pais e Anna depois de tanto tempo? Mas todos acham que eu morri! Será que um dia poderei encontra-los? Anna... Eu sinto tanto a sua falta.”
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– Chegamos! – Jack me pôs no chão em frente a onde seria o começo da cidade, coloquei a capa com sua ajuda, para caso de alguém me reconhecer e seguimos pelas ruas, devia ser dia de semana já que estava bem movimentado.
Jack parecia irritado, pois volta e meia alguém o atravessava, literalmente. Deve ser triste viver assim... Sem amigos... Eu até que entendo sua situa... Sinto um braço me puxar pela cintura antes de me chocar contra uma carroça, bato a bochecha contra o peito de Jack, coro com a ação e me recomponho, porém Jack não fez menção de retirar a mão da minha cintura, mas não me importei apenas fiquei ali me sentindo protegida como se nada pudesse me afetar.
– As pessoas não têm espíritos infantis aqui! – Jack apontou para um grupo de crianças que se quer olharam para cá.
– Jack! Temos que achar um meio de entrar no castelo – Comentei apontando para o enorme castelo ignorando sua fala anterior.
– Sem problemas – Ele me pegou no colo e sobrevoou em volta de Arendelle, espero que ninguém tenha visto. Segurei minha capa em volta do corpo já que ela ameaçava sair voando, logo ele parou atrás do castelo e entramos por alguma janela do segundo andar que estivesse aberta.
Andamos por vários corredores até chegar à tão esperada biblioteca e com isso entramos, no centro havia várias mesas, mas nas paredes continha muitas prateleiras cheias de livros e no lado direito uma escada dando para um segundo andar com mais prateleiras, olhei para cima notando que tinha mais dois ou três andares em cima de nós. Tirei a capa pousando em uma mesa e começamos a procurar.
Ficamos horas procurando livros que contassem algo sobre a história do Homem da lua, mas tudo que achamos foi o que não queríamos, voltei para as primeiras prateleiras da entrada e me vi olhando para um livro enorme e grosso devia ter umas 700 páginas, o titulo era algo simples: MITOS; Estiquei as mãos tentando pega-lo, mas estava numa prateleira mais alta... E eu nem sou tão baixinha assim...
Estiquei meus pés para pega-lo puxando a beirada do mesmo, mas antes que eu conseguisse pega-lo, o livro veio em minha direção, joguei as mãos em formato de proteção fechando os olhos e me encolhendo, porém o impacto nunca chegou, abri os olhos devagar e o livro se encontrava em cima da minha cabeça... Alguém o segurava... Não era o Jack, mesmo que eu tivesse torcido para ser ele, mas era um garoto quase do tamanho dele.
Ele tinha cabelos castanhos claros que estavam sem sequer um fio fora do lugar, não me duvidaria que ele gastasse um pote de gel por dia, e sua roupa toda engomada sem nenhuma poeira ou amaçados.
– Você está bem? – Ele falou segurando o livro com as duas mãos e colocando na mesa mais próxima.
– Sim, obrigada - O agradeci.
– O que uma garota como você faz dentro da biblioteca real? Se me permite perguntar-te! – Ele falou retirando as luvas das mãos e me observando de cima para baixo.
– Estou à procura de uma história, um mito se preferir – Falei seriamente não gostando do jeito como ele me tratou.
– Entendo... Por isso pegou esse livro – Ele apontou para o livro que agora visto de perto tinha uma capa grossa e antiga, amarronzada com as paginas amareladas parecendo de pergaminho.
– Sim, porque se importa tanto com isso? – Perguntei, formando uma postura reta e quando virei o rosto vi Jack descendo do segundo andar, sem usar as escadas, se colocando do meu lado com os braços cruzados.
– Curiosidade – Ele falou. – Posso saber o nome da jovem dama?
– Elsa... Elsa d’ Arendelle – Respondi meio insegura.
– Você cresceu desde a última vez que a vi. – Ele falou se reverenciando e pegou minha mão e a beijou – Prazer revê-la
Jack me cutucou – Quem é o idiota?
– Você lembra-se de mim: Hans das Ilhas do Sul – Ele se apontou claramente se achando superior.
– Sim lembro você tornou minha festa de 11 anos um horror, mas você não parece estar aqui há tanto tempo, certo? – Perguntei, já que não sabia sobre minha suposta morte.
– Não, cheguei essa semana – Ele responde, mas revidou com outra pergunta – Mas não vi você todo esse tempo que estive aqui?
– Normalmente fico no meu quarto, você sabe “princesas antissociais” – Falei e me encaminhei até o livro, peguei e fui em direção à porta esquecendo a capa em alguma mesa.
– Se me der licença vou para o meu quarto – E sai em direção aos corredores junto com Jack nos calcanhares sem esperar uma resposta.
– Que cara idiota – Ele resmungou e mudou a voz para parecer com a de Hans – Mais você se saiu bem, Princesa!
– Parecem aqueles garotos que obedecem ao que os ministros dizem e se acham o máximo – Falei segurando o livro contra meu peito.
– Aonde nós vamos agora? – Jack perguntou voando do meu lado.
“Ver minha irmã” Queria ter falado, mas não foi esse o proposito pelo que viemos. Sem contar que ela acha que estou morta, não posso atrapalhar sua vida, já deve ter até me esquecido...
– Não sei, talvez para onde falei que iria... Para o meu quarto – Segui andando determinada pelos corredores até encontrar a porta com madeira branca e detalhes azuis. Peguei na maçaneta insegura e a abri lentamente.
O quarto estava como a última vez que o vi — todo congelado e algumas coisas quebradas a janela aberta deixando correr o ar com as cortinas balançando — Fui até o guarda-roupa e o abri, todas minhas antigas roupas de quando tinha 11 anos, agora completamente congelados. Não sabia como o gelo alcançara ali, mas se parar para pensar, eu estava descontrolada naquele dia.
– Você vai me explicar o que aconteceu aqui? – Jack falou sentando na cama e eu me sentei ao seu lado colocando o livro no colo.
– Bom... Já estava acabando o inverno e eu estava esperando você chegar, quando comecei a escutar vozes sussurando na minha cabeça...
– O que elas sussurraram? – Jack falou me interrompendo.
– Não lembro isso foi há anos atrás, mas não eram coisas boas, depois Pitch apareceu e começou a falar sobre a escuridão... Que era meu Tio, comecei a ficar assustada congelando todo o quarto... Anna batia na porta... Pitch a ameaça. – Dei uma pausa pra puxar ar e acalmar os pensamentos daquele dia – E quando vi a porta se abriu, Anna apareceu e eu corri até o lago que brincávamos juntos e caí.
– Mas o lago não devia estar congelado? – Jack Perguntou.
– Estava mais começou a ser rachar – Falei abrindo o livro e comecei a virar as páginas.
– Você acha que estas são respostas que queremos? – Jack perguntou sem exatamente estar ali, parecia estar pensando em algo... Talvez na irmã dele... Lembro quando ele me contou da sua história.
– Espero que sim – Falei tentando tirar os pensamentos tristes da minha cabeça até que virei uma pagina em especial – Olhe... Acho que achei algo...
– Então leia – Jack pediu e comecei a ler:
Mito: 139; Europa; Possivelmente acontecido na Idade Média.
Os três irmãos.
Há muito tempo existiam três irmãos: A Luz, A Escuridão e O Neutro que emanava a Paz e a Esperança. Sobe muito tempo a Luz e a Escuridão viviam em guerra, sem saber a quem deixar dominar o seu reino acabara por escolher O Neutro. Mesmo que por muito tempo tenham vivido em paz, as rixas ainda continuavam, mas em meio a tudo isso em um dia calmo o irmão decidiu visitar a terra.
E a encontrou... Estava de costas com os cabelos caindo em cascatas pretas e lisas e usava um vestido sem armação digno de alguma corte baixa, mas quando ela se virou e ele pode ver seu rosto... Era algo único de beleza inigualável, os olhos azuis pareciam feitos de cristais, os lábios vermelhos junto com as bochechas rosadas indicando sua mortalidade... Tudo nela era perfeito... Parecia uma boneca de porcelana com a idade intuída entre 17 e 19 anos...
O Irmão apaixonado a primeira vista, começou a visitar a terra semanalmente sempre esperando ver a moça atravessar a praça central da cidade.
Até certo dia em que a jovem o notou, começaram uma simples amizade, por anos ele visitou a terra, sem ninguém notar, apenas fazendo-os pensar que seu Rei tinha um fascínio pelo desconhecido que até certo modo não era mentira. Depois de alguns anos o amor foi aumentando, começaram a namorar até o momento que ele contou a verdade sobre tudo, a moça no começo desconfiou e demorou a aceitar, porém o amor continuou até o dia em que ele a apresentou aos Irmãos.
A Luz ficou feliz, por ele encontrar sua “Paz”, porém a Escuridão achava aquilo um insulto às galáxias. Tudo piorou quando a mulher engravidou, a Escuridão ficou tão irritada que jurou fazer a vida das crianças mortais um pesadelo sem fim. E com isso partiu em direção a terra sem nunca mais voltar. A Luz e O Neutro decidiram interferir criando os Guardiões, nada menos do que pessoas que não mereciam morrer por algo fútil e tinham o coração limpo e puro.
A Luz se juntou com os Guardiões da terra para amenizar os pesadelos, foi tudo calmo mesmo com a Escuridão atacando os mortais e então os nove meses foram passando, uma criança nasceu deitada em um berço de prata com uma lua sobrevoando-a, seus cabelos loiros quase platinados puxados do pai, os olhos azuis cristais e os lábios vermelhos puxados da mãe, digna de uma beleza que até mesmo o Cupido teria inveja.
Trouxeram a A Mãe Terra para ser sua madrinha, a simples princesinha tinha o dom de usar a água a seu favor, mesmo que em seu formato sólido fosse o modo mais prático. A Escuridão indignada com tudo tentou matar a criança, o castelo ficou totalmente em modo de ataque a qualquer custo.
Entretanto em uma simples noite na torre ao sul do castelo a mãe dava boa noite ao seu bebê, quando sombras invadiram o quarto, ela gritou desesperada se colocando na frente da criança, ouviam-se os guardas subindo com suas armaduras pesadas solidificando mais o som. A sombra se envolveu na mulher, ela se debatia a todo custo até bater no que seria uma janela e despencar junto com as sombras enquanto o bebê chorava como se sentisse a vitalidade da mãe indo embora.
O Rei Neutro irritado e magoado com seu irmão transformou a essência da sua mulher em uma estrela, a primeira a ser vista e a ultima a se ir. Brilhando todas as noites clareando o céu da escuridão sem nunca poder ser tapada por uma nuvem. Por um tempo a Escuridão se contentou com a morte da Rainha e parou os ataques, observando a criança crescer e os poderes aumentarem.
Quando ela fez quatro anos, ele achou uma maneira melhor de se vingar do Rei-irmão, decidiu pegar a garota para si e volta-la contra o próprio pai. Várias de suas tentativas foram falhadas. Logo o Irmão cansado com tudo e a fim de proteger sua filha a levou ao mundo dos mortais onde o tempo corria diferente da Lua, quando tocou os pés no solo percebeu que tudo mudou, ou melhor, se modernizou, mas achou um reino isolado de toda tecnologia onde a pequenina viveria a salvo.
O tempo voltou ao normal e hoje os Guardiões (Incluindo a Luz) protegem as crianças dos seus pesadelos. Entretanto o rei nunca parou de observa-la.
Fechei o livro terminando a história enquanto olhava para Jack que estava quase dormindo ao meu lado... Tínhamos achado o que procurávamos...
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