The Rose Color Snow

15 14.5 - I'll always love you - Your Dad


Notas iniciais
Ei gente!!! Aqui está o tão esperado bonus do capitulo 14 Ebaaaaaa Não sei o que falar.... :p

Bônus: Há 16 anos!

O Rei olhava pela varanda, as pessoas passarem usando apenas roupas pretas demonstrando o luto por sua esposa, enquanto segurava sua filha adormecida em seus braços pensando que ninguém deveria sentir a dor que ele sentia nesse momento, sabendo que nunca mais veria sua mulher... Observou as estrelas, ou melhor, a estrela que fizera em sua homenagem... Sua filha nunca conheceria o calor maternal... Cansado de ver borrões pretos ele adentrou a casa, subiu as escadas em direção ao seu quarto colocando a pequena no berço. Assim que a deitou viu a beirada do berço congelar e sorriu acariciando o rosto da pequena... As feições tão parecidas com as da mãe...

O Rei saiu do quarto prometendo a si mesmo que daria uma vida longa e protegida a sua filha nem que custe a sua felicidade.

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– São só alguns passinhos – O Rei falou incentivando a filha que estava a poucos centímetros o observando com os olhos azuis cristalinos. A pequena deu um passo e esticou as mãos tentando se equilibrar sorrindo em seguida para o pai.

– P-Papa – A pequena o chamou esticando os braços, soltando alguns flocos de neve e rindo enquanto olhava os flocos chegarem ao chão. Voltando a encarar o pai que a incentivava.

– Venha... O papai está aqui – O pai falou a encorajando, a garotinha deu mais alguns passos antes de se desequilibrar e cair fazendo o chão congelar enquanto chorava. O pai a pegou no colo rapidamente – Pronto já passou...

– Rei Brizard... – Um senhor com a pele levemente azulada por morar na lua entrou na sala – Estamos com problemas na formação será que poderia...

– Claro! – O rei sorriu depositando a filha no chão, beijou sua testa... – Chame alguém para cuidar de Elsa.

– Como desejar Majestade – O homem saiu seguido pelo Rei enquanto a garotinha olhava suplicante para a porta esperando o pai voltar.

– Papa? – A pequena engatinhou um pouco até a porta se abrir novamente e uma jovem com cabelos brancos adentrar o lugar.

– Olá querida, vamos comer alguma coisa – A mulher falou pegando a pequena e saindo da sala.

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– Papai... – Elsa entrou no quarto escuro segurando seu travesseiro observando a cama onde seu pai estava dormindo, caminhou até ele e o cutucou – Papai...

– Elsa... – O Rei se virou para observar a filha que estava com o rosto molhado pelas lágrimas – O que foi amor?

– “Possu dulmi aqui” – Ela falou segurando o travesseiro contra o corpo apertando a camisola com desenho de unicórnio.

– Outro pesadelo? – O pai perguntou e a garotinha assentiu subindo na cama, o mais velho a tapou enquanto ela agarrava a manga do pai.

– Papai? – A pequena o chamou e o pai olhou esperando ela continuar – “Puque a mamãe não podi desce aqui?”.

– Porque ela protege todas as crianças lá de cima – O pai falou observando o teto escuro do quarto como se pudesse ver o céu estrelado.

– “Eu quelia que ela cuidasse só di mim” – Elsa falou se aconchegando no braço do pai e fechando os olhos – “Papai, você não vai i lá pa cima também , né?”

– Não, vou ficar aqui com você – O pai falou a abraçando – Papai te ama muito!

– Eu também papai – A pequena falou antes de cair no sono.

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– Papaaaiiiiii– Elsa falou manhosa enquanto caminhava na rua com o pai usando um vestidinho com alguns babados brancos nas mangas e no decote em V. O cabelo solto com uma tiara azul claro prendendo a franja. – Por favooorr

– Elsa, eu tenho uma reunião! – O pai falou segurando o bracinho da pequena enquanto atravessavam a rua.

– Por favoooorrr – A garota puxava a manga do pai fazendo birra já transformando a calçada em gelo.

– Está bem, apenas um sorvete – O pai falou enquanto dava o dinheiro, observando a pequena correr até uma barraquinha e voltar em seguida com um sorvete de três bolas: azul, verde e bege.

O pai atravessou as ruas movimentas sempre recebendo um Olá ou alguém se reverenciando... Sempre notará como a Terra e a Lua são diferentes, as cores na lua eram baseadas em branco, azul e preto e os prédios não tinham linhas retas, desafiando as logicas da Terra. Já a outra era colorida, as casas com suas estruturas modernas, gregas, francesas...

As pessoas na lua sempre tiveram a pele meio azulada ou muito branca, menos é claro Elsa que puxara a pele da mãe... Já na terra as pessoas tinham cores diferentes... Mundos tão distantes... Sentiu a mão de sua filha sair do seu alcance o retirando dos seus pensamentos, observou à pequena entrar correndo dentro do castelo e a seguiu calmamente.

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Elsa caminhava pelos corredores segurando um boneco de neve de pelúcia e a outra mão se encontrava na boca, mais precisamente o dedão, parou observando uma porta branca— mesmo sendo sua casa era impossível ela ter visto todas as partes do castelo — Ela retirou a mão da boca e abriu a porta, curiosa, encontrando uma biblioteca com os moveis todos brancos e o telhado composto por vidros fosco de cor verde em formado de losangos que refletiam no chão da sala dando uma coloração esverdeada.

Colocando o boneco de neve em cima de uma mesa ela entrou observando o lugar, abria alguns livros mesmo sem entender muito bem o que estava escrito às vezes congelando algumas páginas, mas parou quando viu um livro perto da janela com a capa composta por flocos de neves amontoados. Observou as palavras na capa tentando ler:

– Gua... Guardi...ão – Ela forçou os olhos juntando as palavras na cabeça – Guardião... da... Di...Ver...Diver...são... Diversão!

Sentou-se no chão notando que ainda havia palavras a serem descobertas, suspirou e voltou a se concentrar.

– Guardião da Diversão: - Repetiu o que tinha descoberto – Ja... ck... Jack... Fro...st... Jack Fro-st... Ah, Jack Frost!

– Guardião da Diversão: Jack Frost...

Levantou-se assim que terminou, correndo para fora da sala sem esquecer no meio do caminho o boneco de neve, mesmo que aos tropeços ela atravessa os corredores alegremente para mostrar ao pai a descoberta. Em meio a um corredor enquanto andava se viu sendo jogada contra a parede junto com uma explosão de cacos de vidros. As lágrimas começaram a escorrer rapidamente por seu rosto, levantou a cabeça e observou o livro mais a frente, tentou esticar o braço, mas estava muito longe.

– Machuquei você? – Um homem falou em frente à janela vestindo uma camiseta polo cinza e uma calça preta, seus olhos amarelos vidrados na pequena. – Sinto muito, deixe me ajuda-la.

Não... – Elsa murmurou se encolhendo no chão observando a pessoa estranha a sua frente. Toda criança sempre devem aprender a não falar com estranhos...

– Por que não? Sou da família – O homem falou se agachando até a pequena – Você conhece o Tio Sand?

– Sim... – A pequena falou tentando se levantar, mas acabou que o homem a ajudou a ficar de pé e com isso o fazendo ficar de pé também.

– Então também devia me conhecer sou seu Tio Pitch – Pitch falou sorrindo e observando que a garota segurava um boneco de neve cheio de cacos de vidros com uma das mãos.

– Tio... – A garota falou confusa. O chão e as paredes perto dela começavam a congelar.

– Sim! Que tal vir brincar com o Titio? – Pitch falou sorrindo para a garotinha que parecia cogitar a idéia em sua cabeça. Já ele sem esperar a resposta foi pegá-la e quando suas mãos estavam prestes a toca-la um zunido prateado passou entre seus dedos o fazendo cambalear para trás. Enquanto a pequena caia no chão assustada.

– Fique longe dela Irmão! – O rei gritou seguido de dois guardas, um deles com um arco desarmado.

– Vim conhecer minha sobrinha, você sabe que tenho direito – O Irmão da escuridão rio e voltou seu olhar para a pequena que soluçava clamando pelo pai.

– Você perdeu o direito de vir aqui há quatro anos – O Rei gritou enquanto os soldados corriam para acerta-lo.

– Você sabe que uma hora, eu conseguirei o que quero – Pitch falou antes de pular a janela pouco antes de uma flecha acerta-lo.

O Rei pegou sua filha assustada, observando os cortes superficiais dos cacos sobre sua pele.

– Isso já saiu dos limites! – O rei falou brutamente fazendo a filha tremer em seu colo.

– Majestade não se precipite – Um dos soltados falou retirando o capacete mostrando uma cabeleira preta.

– Não me precipitar, você sabe que ele não vai parar – O rei tentou não gritar para não assustar sua filha que encarava o chão onde seu bichinho de pelúcia estava agora. – Os pesadelos à noite, as tentativas de ataques furtivos, ela não pode nem dormir com a luz desligada por causa das sombras... Minha filha não merece essa vida...

– Majestade... – O outro soldado tentou se aproximar vendo seu Rei se desestabilizar com as lágrimas por um fio de cair.

– Não! Já tomei minha decisão, desde o dia que mencionei à Sand o que pretendia – O rei falou dando as costas ao soldado e teria saído se a filha não tivesse impedido.

– Papai! – A garota chamou sua atenção, movendo os bracinhos para baixo.

– O que foi meu floco? – O rei falou dando toda sua atenção a ela.

– Livro... Pega pra mim – Elsa falou tentando se impulsionar para frente, o pai se agachou e pegou o livro sem se importar sobre do que se tratava, entregando a filha que logo o pegou e consequentemente fazendo um dos cantos da capa congelar.

O rei levou sua filha para o quarto a colocando em cima da cama; A pequena observava o pai se agachar e ficar fazendo carinho em sua cabeça.

– Papai, Você está bem? – Elsa perguntou ainda abraçada ao livro.

– Sim... Não quero que fale mais com aquele homem entendeu? – O Pai agora fitava a filha seriamente.

– Por quê? Ele é meu tio... – A pequena argumentou sem entender o que acabará de acontecer.

– Porque sim, não fale mais com ele, se o vir corra o mais rápido que conseguir – O pai falou esticando a mão e a passando delicadamente pela bochecha da filha. – Me prometa!

– Tá, Papai – Elsa falou ainda encarando o pai meio confusa – Eu prometo.

– Eu te amo – O pai falou sorrindo para a pequena.

– Eu te amo também, Papai – A pequena falou e o abraçou mesmo que o livro ficasse entre os dois.

– E então vamos ver esse livro! – O pai falou sentando ao lado da filha e retirando o livro para ler o título, mas parou ao notar o nome – Onde você encontrou esse livro?

– Na sala grande, estava cheia com outros iguais – Elsa deu de ombros.

– Esse livro... Não é desse mundo – O pai falou com um tom pensativo.

– Não? – Elsa perguntou – De onde era?

– Da Terra, pertenceu a sua mãe – O Rei falou observando a reação da pequena.

– Da mamãe... Você lê para mim? – A pequena perguntou sem hesitar – Se é da mamãe então deve ser legal!

– Leio! – O pai falou sorrindo abrindo o livro, notando que o cheiro de sua mulher ainda corria por aquele livro.

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– Que legal! – Elsa falou assim que pousaram na terra... Ela tinha sido a primeira a sair do carro espacial e decidirá trazer o livro da mãe junto – Porque estamos aqui papai?

– Logo você verá! – O pai falou engolindo em seco observando Sand cumprimentar sua filha tristemente. – Vamos, Elsa?

– Sim – A pequena gritou de alegria, observando atentamente todos os lugares que passavam, se surpreendendo com o castelo que se aproximava. – Tão lindo...

– Verdade, não é – O pai segurava a mão da filha torcendo para ela não notar seu nervosismo.

– Papai, porque as pessoas não se mexem? – A filha perguntou entrando no castelo com o pai.

– É um feitiço muito antigo que paralisa o tempo, pedi para um feiticeiro fazer – O pai falou puxando a filha para um corredor – O que você acharia se ganhasse uma irmã?

– Vou ganhar uma irmã? – A pequena falou com os olhos brilhando de felicidade.

– Podemos dizer que sim – O pai falou abrindo uma porta que dava para um quarto com duas camas enormes, em uma delas uma garotinha ruiva dormia.

– Elsa, me escute com atenção – O rei falou seriamente e a garotinha assentiu – Não importa o que acontece sempre te amarei.

– Eu sei papai – A pequena falou acariciando o rosto do pai.

– Sempre estarei te observando... – O rei fez uma pausa retirando um frasco triangular com um líquido transparente – Aqui beba!

– O que... – Elsa ia perguntar, mas olhou para o rosto do pai e decidiu não fazê-lo, apenas pegou e bebeu o frasco com a mão livre congelando o frasco sem querer.

– Eu te amo – O pai falou abraçando a pequena com dificuldade por causa do livro. – Nunca se esqueça disso.

– Eu também te amo – A pequena falou confusa com a demonstração repentina de afeto.

– Eu sei – O pai falou e sorriu beijando sua testa – Sempre estarei te observando, não importa o que aconteça... Nunca perca as esperanças...

– Pa... – Elsa ia falar, mas no exato momento seus olhos se fecharam, deixando o livro escorregar de suas mãos. O rei a pegou no colo e a depositou na cama sabendo que nunca mais veria sua filha. Beijou sua testa e se virou para sair do quarto deixando as lágrimas escorrerem.

Assim que fechou a porta deu de cara com Sand que olhava tristemente, o mesmo mostrou alguns sinais sobre a cabeça.

– Sim, eu fiz – O rei falou caminhando pelos corredores, olhando para Sand que mostrava mais símbolos. – Não, você não pode vir visita-la, se Pitch o vir...

Sand flutuou até o rei colocando a mão em seu ombro e sorriu afetuosamente, mostrou alguns símbolos agora fechando o sorriso de seu rosto.

– Era minha única opção Sand, por favor, não me contradiga... Não nesse momento – O Rei falou abrindo a porta para sair do castelo sabendo que no momento que as portas se fecharem não veria sua filha por um bom tempo.

Notas finais
Bom... Não dei muita Ênfase nos poderes da Elsa, eu sei... depois que escrevi me veio várias imagens com ela brincando na neve... Mais acho que da para mais ou menos entender o que está acontecendo... Espero que o portugues não tenha piorada... XD Agora sim... Nós vemos só nos comentários ou no fim de semana!!! Kisses XOXOXOXO ~le eu indo tomar banho