The Reverse Side Of Beauty
5 - trust -
Notas iniciais
Primeir quero agradecer à hokuto, por que sem ela eu nem estaria postando e-e Literalmente e. E quero agradecer à vocês que estão acompanhando, eu quase enfato lendo os reviews lindo okie? ♥
OKAY, sem mais delongas e melação, boa leitura! ~
Consegui arrastar Uruha da pista, praticamente o chamando com a garrafa de vodka e prometendo mais quando chegássemos no quarto. Ruki segurava-o pela cintura e Reita ficou apenas olhando, com a cara de tacho dele.
Chegamos no quarto, depois de quase termos rolado escada abaixo umas duas vezes, jogamos Uruha na cama, e, sinceramente, eu estava me doendo de ciúmes por ser Ruki a tirar os sapatos e a blusa que ele vestia.
- Ele tem que tomar banho. Frio, de preferência. — Ruki parecia que ia me matar só com aquele tom de voz dele. Até um freezer era mais quente do que ele. — Onde fica o banheiro?
- Ruki, você não vai dar banho nele. O Aoi pode se virar muito bem com isso.
- Ele só fode com a vida do Uruha! Desde que ele se meteu na vida dele — Ele apontou pra Uruha, que olhava para o menor com uma curiosidade infantil. — as coisas só começaram a desandar! Aquela história que eles fugiram pro banheiro saiu até numa revista, e aposto que isso — Ele apontou de novo pra Uruha, que dessa vez franziu o cenho e arrumou o cabelo. — vai aparecer também. Você só apareceu pra piorar a vida do Kou, por isso que eu não vou deixar mais você fazer nada com ele!
- Olha, Ruki, pelo o que eu sei, o Uru já é bem grande pra decidir o que ele quer pra ele. — Reita falou, o tom ameno.
- Me diz, o que tem de decisão aqui? — Ele virou-se pro loiro, indignado.
- A decisão que ele teve de se divertir. — Falei, recebendo um olhar mortal dos dois loiros. Senti-me um filho sendo repreendido pelos pais por ter chegado tarde da festa.
- Foooi! — Uruha falou, a voz embargada. — Aoi-shi aqui me deu uma noite mágica! E eu queria maaaais! — Falou, imitando uma voz de choro e fazendo bico em seguida.
- Ruki, melhor você deixar esses dois se acertarem do jeito deles. Impor as coisas pro Uruha só vai piorar e nem adianta fazer nada, não agora.
O menor bufou inquieto, olhando de Uruha pra mim, abaixando os ombros depois.
- Se você machucar um fio de cabelo dele, eu juro que faço da sua vida um inferno enquanto você viver.
E tem como querer desobedecer a uma ameaça dessas?
- Eu vou cuidar dele.
- Assim espero.
- Vem, Ruki, eu te levo em casa. — Calm down bitches.
O REITA SE OFERECENDO PRA LEVAR O MINIATURA DE GENTE EM CASA? É isso mesmo, Evaristo?
- Humpf, eu sei me cuidar! Não preciso da sua carona.
- Eu te trouxe, eu te levo. Agora cala a boca e vem comigo. — Ele puxou o loirinho pelo pulso, arrastando ele pra fora do quarto, recebendo xingamentos e tapas como resposta.
Isso, para o loiro mumificado em questão, era equivalente a um cara levando flores pra uma garota.
Virei para Uruha, que estava agarrado a um dos meus travesseiros e quase dormindo.
- Kou... Vem, vou te dar um banho.
- Aoi-shi vai tomar banho com Uruha? — Ele sorriu, soltando o travesseiro.
- Não, Uruha vai tomar banho sozinho, porque só o Uruha que está porre.
- Então bebe mais, pra Aoi-shi ficar porre também e vir tomar banho com Uruha. — Ele se agarrou em mim, falando num tom manhoso.
Estou seriamente pensando nessa possibilidade, porque se acontecer alguma coisa, eu posso dizer que foi por estávamos bêbados e...
Okei, eu não iria me aproveitar do Uruha, eu gostava demais dele pra fazer isso.
Mas porra, ele estava achando que meu lindo pescoço era minha boca e estava repetindo aquilo que a gente fez lá na festa. Quem consegue raciocinar com alguém atacando seu pescoço daquele jeito?
Afastei-o delicadamente, e o empurrei pro banheiro, o que resultou em ele imprensado na porta do banheiro e me puxando pra bem perto. E foi nessa hora que eu percebi que tanto eu quanto ele estávamos com ereções.
Meu São Pedro das broxadas épicas, que tal fazer um milagre agora?
Tentei abrir a porta e ele voltou a atacar meu pescoço, mordendo e lambendo devagar e gemendo baixinho, coisa que eu também fazia, ainda que involuntariamente. Toquei a pele da cintura, apertando ali. Sério, era muito macia. E o cheiro do cabelo dele? Uh.
Quando eu finalmente consegui entrar no banheiro, me soltei dele e liguei o chuveiro no na água fria, e me virei pra ele, que tirava as calças com um sorrisinho no rosto. Fechei os olhos e tentei raciocinar, expulsando o ar de uma forma rápida dos meus pulmões.
- Entra aqui, Uru.
- Aoi-shi vai tomar banho com Uru?
- Não, enquanto Uru toma banho, Aoi-shi vai pegar uma toalha limpinha e fofinha pro Uru-chan.
- MAS URUHA QUER QUE AOI-SHI TOME BANHO COM URUHA!
- Entra nessa porra de banheiro e cala a boca, por... Favor. — Falei, encarando sério o rosto do loiro, que pareceu magoado, mas logo obedeceu, nem me olhando no caminho.
- Aoi-shi...? — Perguntou, enquanto deixava a água molhar os cabelos loiros. Os olhos estavam fechados.
- Hm?
- Porque você não gosta do Uru-chan?
- Eu gosto do Uru-chan. Por isso que eu não fui tomar banho com ele.
Ele ficou calado, deixando a água molhar o corpo magro. E, céus! Ele era perfeitamente lindo. Os cabelos finos grudados no rosto, os lábios um pouco entreabertos, ombros um pouco largos, os braços com leves contornos nos músculos, peito e abdome brancos, esguios, sem nenhum pêlo. E eu poderia me perder ali naquelas coxas, fartas e com aparência de serem tão macias. Tive que sair do banheiro, antes que meu olhar caísse sobre outra coisa, que agora ele notara estar ali no meio das pernas. E eu não estou falando dos joelhos
Me sentei do lado de fora do banheiro, me apoiando na porta e passei as mãos no cabelos.
Que diabos estava acontecendo comigo? Era pra eu estar ali dentro, provavelmente sendo comido por ele nesse instante, mas não, estou aqui fora, sentado de um jeito que machuca — e muito — a ereção que estava no meio das minhas pernas e pensando no que eu vou fazer.
Eu sinto vontade de tocar o Uruha — quem não sentiria? — Mas... Senti necessidade de que ele correspondesse. Se fizesse algo com ele nesse estado, no outro dia ele provavelmente iria acordar me odiando por ter me aproveitado da inocência dele ou algo do tipo. E talvez eu parasse de falar com ele. E ficar longe do Uruha está totalmente fora de cogitação.
Foi com esse pensamento que eu me levantei, ignorando um pouco o pequeno incômodo que senti no meio das pernas e fui ate meu guarda-roupas, procurando algo confortável para nós dois usarmos.
E aí outro problema surgiu: Onde Uruha iria dormir?
-
Depois de um banho devidamente tomado — e lembra daquele 'incômodo'? Me livrei dele também. — voltei para o quarto, Uruha já estava dormindo na cama, enquanto eu tinha separado um colchonete no chão. Sabe como é, eu não sei dizer se conseguiria me segurar com ele tão próximo.
Desliguei a luz e me deitei no colchonete, resmungando baixinho por aquela porcaria ser tão desconfortável.
- Aoi?
- Ainda acordado? — Perguntei, me virando em direção da cama, ele olhava pra mim, deitado de bruços e com o queixo sobre as mãos.
- Sim... Me... Me desculpe pelo vexame.
- Tudo bem, isso acontece.
Ele ficou calado, e mesmo no escuro, eu podia enxergar um pouco suas íris escuras.
- Vem dormir aqui na cama... Parece tão desconfortável aí.
- Tá tudo bem.
- Por favor, Yuu.
Suspirei fundo e me levantei, deitando na cama, ao lado de Uruha, que se ajeitou, puxando o lençol junto.
Fechei os olhos, logo sentindo o sono chegando. Estava quase dormindo quando senti um dos braços do loiro me rodear. E naquela hora eu deveria me afastar, sair do quarto e ir dormir junto com o cachorro.
Mas a única coisa que eu fiz, foi abraçá-lo de volta e dormir com a cabeça afundada na curva do pescoço dele.
-
Quando eu acordei, a primeira coisa que eu vi foi Uruha deitado do meu lado, os lábios entreabertos e uma das pernas sobre mim, Sorri com aquilo, fazendo um leve carinho no rosto do loiro, que ainda dormia calmamente.
E eu fiquei assim até a hora em que ele acordou, os olhos piscando devagar, o cenho franzindo-se no momento em que me viu.
E de repente, o berro.
- O QUE ACONTECEU? — Ele sentou de uma só vez na cama, gemendo baixo e segurando a cabeça com uma das mãos.
- Não aconteceu nada. Você ficou porre, eu te dei banho, e te coloquei pra dormir. Eu ia dormir no colchonete, mas você me pediu pra eu dormir aqui na cama, e como estava desconfortável demais, eu dormi aqui.
- Eu o quê? — Ele berrava esganiçado.
- Kouyou, fica calmo, não aconteceu nada entre a gente.
- AH... M-me desculpe, Yuu... Aposto que eu fiz um vexame...
- Ficou fazendo manha, berrou comigo e quase me estuprou, mas nada que eu supere.
- MAS VOCÊ TINHA DITO QUE NÃO TINHA ROLADO NADA ENTRE A GENTE! que história é essa de estupro?
- Vo-você me beijou... Mas não aconteceu nada mais, okei?
- Como eu vou ter certeza? Nem me lembro de ter ficado porre!
- Ninguém lembra da hora exata de ficar porre, Kou. — Levantei uma sobrancelha pra ele, e bufei baixinho. — E obrigado por confiar em mim.
Fui para o banheiro e nem olhei pra ele quando fechei a porta. Seria mais fácil se eu tivesse deixado as coisas acontecerem, porque toda vez que eu tento ser bonzinho, só me fodo.
Notas finais
Enfim, me mandem review fofo ou eu faço o Aoi ficar puto com o Uruha pelo resto da vida, faço o Uru se casar com a guria lá e ainda faço um chapie contando a lua de mel deles. DETALHADAMENTE E-E9 SHAOIHSAOIHSAOIHSAOIHSAOISHAOSIHAOIS nnnnn
E eu já disse que a Hoku é minha fada madrinha (?) HOSAIHSIASOIAH sério, muito obrigada hokuto |3
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