Notas iniciais
OI GEMT!1!!! -qeu sei, podem me apedrejar por eu ter demorado, eu deixo u-u -N é que teve visita esse fds aqui em casa, ai já viu G_G' MAS ENFIM, bora deixar de conversa, taí o chapie ♥Obrigado pra Hoku por betar, já disse que não seria nada sem tu muié ♥ q

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Meus pensamentos cada vez mais se dirigiam a Yuu. Cada suspiro que eu dava durante o dia o tinha como motivo. Cada sorriso idiota era por causa dele. Eu estava irreparavelmente apaixonado por ele.

E isso não era nada bom.

- Hey, Uruha! – Ruki me chamou, sentado do outro lado do bando do carro. – Aposto 100 ienes que você tá pensando no Aoi. – Ele riu debochado e eu tive vontade de socar a carinha fofa dele.

- É, estou. Isso que dá passar muito tempo com você, agora peguei sua frescura! – Eu disse, fazendo um falso drama.

— Que nada, meu filho, você nasceu desse jeito! – Ele jogou os cabelos imaginários ao vento, me fazendo rir.

Logo chagamos em sua casa, ele me abraçou antes de ir.

- Okei, Lady GaGa, cuide-se!

O carro arrancou antes que Takanori pudesse dizer algo. Eu ri abertamente, enquanto pegava meu iPod e procurava algo pra ouvir. Suspirei aliviado ao chegar na frente de minha casa.

O dia havia sido perfeito, mesmo com Ruki e suas preocupações infundadas, eu fiquei com Yuu, vi seu sorriso e ele sorriu pra mim, por minha causa. Eu estava sentindo uma coisa nova, boa. Uma sensação de alegria e ansiedade constante; não sei descrever. Mas é como se eu só conseguisse ser feliz ao lado dele. Era um tipo de droga, quanto mais eu usava, mais eu queria.

E isso é um problema.

O casamento é em menos de dois meses, e eu não sabia o que fazer. Não podia mais desfazer o trato apenas por achar Tsuki feia ou desastrada demais, como eu fiz das outras vezes, e não podia também simplesmente terminar tudo e ficar com Yuu.

Imaginei-me morando numa ilha deserta com ele, numa casa só nossa... Sim, foi meio idiota, mas ultimamente, eu venho me agarrando a qualquer ideia de que isso dê certo.

Ao mesmo passo que eu tinha pensamentos bobos sobre Yuu, as coisas que Ruki me disse sobre ele praticamente vinham como enxurrada na minha cabeça. "Ele não presta". Era só o que o Ruki repetia. E ouvindo cada história que o nanico me contava — que descobriu na noite que passou com Reita. — mais a confiança que eu sentia por Yuu rachava um pouco. Eu sabia que ele era meu, mas não sabia se ele era somente meu. E isso me incomodava.

Era sempre assim, pensar em Yuu me rendia muitos suspiros e quase uma dor de cabeça, e eu me sentia cada vez mais perdido e confuso.

Mas por mais aliviado que eu estivesse por chegar em casa, me arrependi profundamente quando a adentrei.

- KOOOOU-YOOOOOU! – Tsuki berrou meu nome, levantando-se do sofá e logo vindo em minha direção. – Demorou! – Ela choramingou, me fazendo rodar os olhos enquanto ainda a abraçava.

- Olá. – Respondi somente. Internamente, desejava que uma bomba caísse sobre a cabeça dela.

- Como você tá? O que você fez hoje e... – Ela começou a fungar meu pescoço e minha blusa, como se farejasse um cheiro. – DE QUEM É ESSE CHEIRO, TAKASHIMA?

Cheiro?

Mais essa, eu tinha ficado com o cheiro do Yuu! Controlei minha vontade de rir e soltei a primeira coisa que me veio na minha cabeça:

- Eu mudei de perfume... Não gostou? – Fingi preocupação, mas por dentro estava quase me cagando de rir.

- Mudou? – Ela desfez a expressão desconfiada, sorrindo boba depois. – Gomen, nee. – Ela me puxou pela gola da camisa, me beijando.

Eu me senti sujo naquela hora. Era pra ser Yuu e não ela ali. Parecia que eu estava o traindo, quando na verdade, era ao contrário. Não aprofundei o contato, empurrando ela calmamente, e dando um sorriso amarelo depois.

- O que foi, Kouyou? Não quer beijar a sua noiva? — Ela perguntou quase choramingando, se agarrando na gola da minha camisa.

- Não é isso... Só que eu mordi minha bochecha comendo chiclete hoje... — Desculpas esfarrapadas do Uruha, ligue e consiga as melhores. — Aí dói se a gente continuar...

- Ah, mas que droga! Eu não posso nem beijar meu próprio noivo!

- Poisé... — Concordei com ela, finalmente conseguindo me soltar de seus braços.

- Então eu já vou! — Indignou-se e eu quase saio cantando Aleluia pela casa.

- Já?

- Sim! Não posso nem te beijar, o que eu vou ficar fazendo aqui?

Aí se percebe a sutil diferença entre ela e Yuu: Não era só físico. Ele se importava comigo, conversava. Ele gostava de mim, ao contrário de Tsuki, que só gostava do meu corpo.

- Hm, realmente...

- Até mais, Kouyou. — Ela saiu quase quebrando o chão da casa por causa da força que usava ao pisar, e eu suspirei pela milésima vez naquele dia.

Fingir já estava me cansando. Já não era mais uma opção, depois que eu conheci um outro caminho no qual eu posso ser eu mesmo. Sem mentiras, sem sorrisos falsos.

-

- E agora, Kou? — Ruki me perguntava isso pela milésima vez. Ele estava nervoso, andando pro lado e pro outro na sala ainda vazia.

- Fica calmo, Ruki... — Eu tentava passar a calma que eu não tinha, — Esse blog não é famoso, nem confiável...

Estava diante do notebook aberto de Takanori, a janela mostrando uma foto não muito nítida de eu e Yuu nos beijando. Algumas legendas pejorativas embaixo. Era uma foto daquela noite da festa na casa dele.

- E... A imagem não tá nítida, podem pensar que é outra pessoa...

- Mas isso não deveria nem ser suspeita, Kou! — Ele ralhou. — Viu como eu disse que essa história ainda ia dar merda?

- Eu sei, mas... Olha Ruki, postaram mais! — Eu o puxei, fazendo-o sentar ao meu lado, enquanto líamos o post recém feito.

“Após os muitos comentários, eu vim aqui confirmar: Este blog é totalmente contra Kouyou. E não só ele, mas todos os modelos e hosts sem conteúdo. Precisamos de ídolos que façam e mostrem algo de bom para a sociedade, não apenas beleza. Mostraremos aqui que nenhum deles é homem perfeito que vocês imaginam. Kouyou foi só o primeiro.”

- Mas o quê? — Ruki estava atônito ao meu lado.

- Esse povo anda vendo Gossip Girl demais. — Falei, rindo. — Eles não têm fundamento, Ruki, isso já aconteceu antes.

- Mas eles têm uma foto de você beijando o Aoi — Ele falou, apontando pra tela.

- Mas tá embaçada! Só da pra perceber que sou realmente eu, porque você me viu na festa e viu com que roupa eu estava.

- Você tem que tomar mais cuidado, Uru. — Sim, Ruki já havia adotado o apelido também.

- Eu vou tomar, eu juro... — Prometi ao menor, sorrindo e o abraçando.

- Sabe, eu to gostando de te ver feliz... Mesmo que seja por causa do Yuu. — Ele apertou minhas bochechas, me fazendo rir e corar.

- Qual a minha culpa? — Virei automaticamente para a porta, meu sorriso se alargando só de vê-lo andando em nossa direção.

- De fazer o Kouyou aparecer num site de fofocas. — Ruki alfinetou, me soltando do abraço e mostrando o site para Yuu.

Ele franziu o cenho enquanto lia e depois procurou meus olhos. Havia um pouco de culpa e medo em seu olhar. Não pude deixar de sorrir ao vê-lo desse jeito.

- Desculpe, Kou...

- Pelo que, Yuu? — Eu sorri mais ainda, enquanto Ruki resmungava algumas coisas e puxava o notebook da mesa. — Esse site não é de confiança, fica tranquilo.

- Mas isso foi culpa minha.

- Não foi não... Foi eu que quis beber, fui eu que te agarrei. Você não tem culpa de nada.

Ficamos em silêncio por um tempo, até que eu tive uma idéia que não seria muito útil, mas poderia ajudar.

- Aoi, o que acha de eu pintar meu cabelo de preto? – Indaguei, pegando uma mecha do meu cabelo e analisando-a. A idéia me veio à cabeça quando uma das minhas fãs me reconheceu pela cor do cabelo.

- Acho que ficaria bom. Muito bom. – Ele falou, sorrindo daquela forma contida pra mim; mais adorável, impossível.

- Mesmo?

- Kou, até se você usasse um bacalhau na cabeça iria ficar legal.

Eu ri abobalhadamente e rodei os olhos. Yuu era tão fangirl que às vezes me assustava.

- Mas... Vai ser permanente? – Ele franziu o cenho, mas sem olhar pra mim.

- Não sei... Eu gosto dos meus cabelos loiros, mas preto não chama tanta atenção...

- Eu prefiro você loiro, sei lá. – Ele ponderou – Mas ficaria muito bonito se você ficasse moreno... Por um tempo.

- Certo, então depois eu volto a ser seu loirinho.

- Meu loirinho? Olha que eu me acostumo. – Ele falou malicioso, sorrindo de canto.

Paramos de conversar quando o professor entrou na sala, eu ainda rindo feito um idiota por causa do ‘meu loirinho’.

-

- K-kouyou? – Ruki estava com os olhinhos arregalados, me encarando.

- Sim! Gostou do meu cabelo preto?

- Meu dels, Kou! Tinha me esquecido de como você é bonito moreno!

- Obrigada, nee. Será que o Yuu vai gostar?

- Mano, Yuu te acha bonito até cagando, não sei por que tanta neura.

Não tinha como não rir do que o baixinho falara, e quando me virei, vi Aoi parado próximo da porta, me olhando boquiaberto.

- Ih, vamos ter que conseguir um balde pra por debaixo da boca do Aoi, ele já ta babando... – Ruki comentou, e eu só conseguia sorrir.

Ele não falou nada, apenas ficou plantado, literalmente babando e me olhando.

- Diz alguma coisa, homem! – Ruki se aproximou dele, passando as mãos na frente do rosto do moreno.

- Você... Caramba, Uruha! – Ele falou, empurrando Ruki e vindo em minha direção. Eu me assustei com a reação dele. – Como alguém pode ser tão bonito? – Choramingou, sentando ao meu lado e pegando uma mecha do meu cabelo. – Eu falei que ia ficar bom, só não sabia que ia ficar tão bom assim...

- Então não quer que eu volte a ser seu loirinho? – Perguntei divertido.

- Não! Vai ser meu moreno lindo, perfeito e sedutor. – Quando ele se aproximou perigosamente de mim, Ruki pigarreou e o fez interromper o que ele fazia.

Nos viramos pra frente rindo.

Era sempre assim, tudo sempre terminava em risos.

E isso me deixava feliz ao mesmo passo que me preocupava.

Porque eu tinha a sensação que Yuu iria me deixar a qualquer segundo. E ainda tinha o casamento; Esse assunto sempre nos deixava tensos, era um assunto delicado e irritante. Quando resolvíamos falar dele, eu tinha a sensação que rodávamos em círculos, nunca achando uma solução.

E assim os dias se passaram.

O que quer que eu sentisse por Aoi aumentava exponencialmente, assim como os problemas. Estava ficando mais difícil ter algum tempo só para ficarmos juntos, tanto pelos preparativos do casamento, que Tsuki resolvera decidir tudo com a minha opinião, e por isso me ligava de meia em meia hora.

Havia também o problema com Yuu.

Os toques, beijos, conversas... Tudo se intensificara de uma forma irreversível. Poderiam ser os mesmos, mas tinham outros efeitos em mim. Os beijos já não eram mais tão desajeitados, algumas carícias mais atrevidas.

Mas sempre havia hesitação. Tanto da minha parte, quanto da dele. Da minha era porque eu era totalmente inexperiente nesse sentido. Não era nenhum virgem ou santo, mas com alguém do meu sexo, eu era totalmente inexperiente.

Mesmo se eu perguntasse algumas coisas a Ruki, sempre me restava algum receio quanto a isso. Mas como ele mesmo dizia, eu e Yuu estávamos em uma relação, isso teria de acontecer, mais cedo ou mais tarde.

Só que ainda havia a incerteza do meu casamento. Era um ciclo.

E a dúvida sobre o que aconteceria com o 'nós' depois daquela semana era notável.

Não haveria tempo pro mais tarde.

E eu queria Yuu de todas as formas. Sentia isso todas as vezes que os contatos se intensificavam um pouco, e ele, com toda delicadeza do mundo, interrompia as coisas. Por que, por mais que eu o desejasse, eu ainda não estava preparado praquilo.

-

- Seu quarto é muito bonito, Kou! — Ele falou, admirando o lugar. Ele se jogou na cama, sentando.

Eu fiquei calado, escorado no batente da porta, apenas admirando o jeito que ele sorria.

- Obrigado. — Sorri, ainda no mesmo lugar.

- Mas então, o que você queria conversar comigo?

- Era... Eu não sei como dizer isso... — Ruborizei, olhando pra qualquer coisa menos ele.

- Kou, sabe que não temos segredos. — Ele ia levantar da cama, mas eu fiz um sinal para que ele ficasse.

Fui até ele, parando em sua frente, mas um pouco afastado. Ele estava com uma expressão curiosa e divertida, e não desgrudava os olhos de mim.

- Sabe... Quando eu te conheci, não sabia que isso ia chegar tão longe... — Acariciei os fios pretos, e ele ficou quieto, fechando os olhos para receber melhor o carinho. — Mas... — Ele abriu os olhos, curioso. — Eu quero ir mais longe, Yuu.

- Mais longe...?

- É... – Engoli em seco, ainda olhando para ele.

Ficamos nos encarando por uma pequena fração de segundos, antes de ele me puxar pela cintura, me fazendo sentar em seu colo e me beijar. Beijamos-nos com desejo, necessidade. Todo o medo de nos separarmos estava ali, presente em cada suspiro contido pelo contato. Nossas línguas se procuravam como nunca haviam feito, minhas mãos agarradas nos cabelos dele e as dele me abraçando, como se me impedisse de sair dali.

- Kou... Calma. – Ele parou de me beijar, mas não soltou os braços ao meu redor. – Você... Tem certeza disso? Mesmo?

- Sim. – Apesar de nervoso, eu estava confiante. – Eu quero você, Yuu. – Senti lágrimas nos cantos dos olhos, o fato de que ele nunca seria meu por completo, sem mentiras ou traição foi praticamente jogada na minha cara.

- Vem comigo. – Ele me levantou, me fazendo ficar em pé. E nessa hora eu percebi o quanto minhas pernas tremiam.

Ele me puxou pela mão, em silêncio. Logo já estávamos em seu carro, o silêncio ainda predominando, nenhuma expressão no rosto do meu moreno.

- Pra onde a gente tá indo?

- Pra um lugar que não haja riscos de verem a gente. – Ele olhou pra mim e finalmente sorriu, terno. Eu me acalmei apenas por ver aquele sorriso.

Realmente, não teria tempo para o depois.

Notas finais
Eu mereço reviews, porque eu tenho pelo menos uns 3 arquivos desse capítulo aqui, OU SEJA, eu escrevi e reescrevi ele uma pá de vezes. E olha que eu to escrevendo o lemon, se vocês não deixarem review, mention no twitter, ask, recado, sinal de fumaça ou sei lá o que, eu faço o Kou broxar, sair correndo pra casa dele e comer a Tsuki até o diabo dizer chega (?) WUT HSAOISHAOISHAOIHSAOIHSAOHSAOSIA -t