The Reverse Side Of Beauty
9 - apple & cinnamon -
Notas iniciais
— Eu quero ir mais longe, Yuu.
Aquelas palavras foram como um estalo na minha cabeça.
Senti meu coração bater mais forte apenas pelo o que ele disse, o que eu sentia por ele de repente se transformando numa ansiedade sem tamanho. Não que eu jamais imaginasse que esse dia chegaria, mas ainda assim... Eu não sabia o que pensar, o que fazer. Era Kouyou, meu Uruha, minha vida. A simples menção de tornar-se algo a mais do que uma simples paixonite me deixou perdido.
Era comum pra mim aquela coisa legal do sexo casual ou algo assim, e do nada, eu me vi perdidamente apaixonado por aquele loiro – agora moreno – e nada era com antes. Eu me arrepiava por qualquer contato mais ‘quente’, digamos assim, eu sentia meu estômago ficar mais leve do que uma pluma e meu coração bater com tanta força que chegava a machucar.
Eu deveria dar um fim nisso, ele era praticamente casado e famoso, além do fato que ele deveria pensar que eu estava com ele apenas pelo sexo. Fato que não se concretizava, já que nas últimas semanas, eu percebi que o que eu sentia por Kouyou era bem mais do que atração física ou paixonite adolescente. Eu o amava. E fazia isso com cada célula do meu corpo.
Havia tantos empecilhos pra nós dois... Quem Kouyou era, o que ele fazia, a noiva dele, a insegurança... E agora ainda tinha meu pai, que praticamente me obrigou a me afastar do herdeiro Takashima, como ele próprio o chamou. Disse que não era bom para os negócios eu ser amigo pessoal de alguém da concorrência. Cada dia os problemas se multiplicavam quase que exponencialmente. E ainda havia outro problema: Alguém podia nos ver, de novo. Eu realmente não conseguia pensar em nada, estava com tanta vontade quanto receio. Totalmente dividido.
Mas no fim, o desejo venceu.
O arranquei de sua casa quase o arrastando escadas abaixo, a adrenalina me fazendo pensar com uma velocidade absurda, um plano se desenvolvendo em menos de cinco minutos. Todos batem palmas pra mim, que só consigo agir sob pressão.
- Ligue pra casa, diga que vai passar a noite na casa do Ruki... Depois liga pro Ruki, pra ele confirmar essa história... caso seu pai ligue. — Tentei falar sem hesitar e falhei miseravelmente, mesmo olhando fixo para frente, as mãos agarradas no volante.
Ele pegou o aparelho celular e fez o que eu havia pedido, enquanto eu respirava fundo, pra tentar me acalmar e pensar em algo mais. Nenhuma das possibilidades que me vinham em mente eram boas, sempre havia uma falha. E eu não queria que houvesse falhas com Uruha.
- Pronto. — Anunciou ele, quando acabou de fazer as ligações. — Onde estamos indo?
- Logo você vai saber...
O carro parecia abafado, mesmo com as janelas um pouco abertas, a tensão que predominava era quase palpável. Meu coração ainda batia rápido, e uma parte de mim ainda me dizia pra parar e dar um fim, não só na idéia de Kouyou, mas em tudo o que estava acontecendo entre nós. Eu nem mesmo sabia definir o que tínhamos, não era um namoro, mas era algo mais intenso do que um simples ‘rolo’. Tudo com Kouyou era mais intenso.
E isso me fazia prosseguir. O que eu sentia por ele, tudo que estávamos vivendo, tudo o que tínhamos vivido. Em tão pouco tempo ele havia me aprisionado em si da forma mais intensa que eu já presenciara.
Tentei não olhar para o moreno ao meu lado – fato que era quase impossível, já que ele era um tipo de imã para meus olhos – dirigindo com a máxima concentração que minha mente permitia. Vi, pelos cantos dos olhos, que ele olhava para a janela, o lábio inferior aprisionado pelos dentes, os pés se mexendo rapidamente.
Das opções que me vieram em mente, apenas uma me agradou: Um apartamento que eu tinha em um bairro um pouco afastado. Era perfeito: pequeno, simples e nunca chamaria a atenção de ninguém. Eu o havia ganhado de um dos meus tios, como presente de 15 anos, numa tentativa de me fazer levar algumas garotas pra lá e enfim, já deu pra sacar o que ele queria que eu fizesse. Mas enfim, o lugar acabou se tornando meu único refúgio quando tudo parecia contra mim. Toda vez que eu fugia de casa após alguma briga infundada com meu pai, era pra lá que eu corria. Tinha algumas más lembranças de lá, mas era o único lugar realmente seguro que meu lindo cérebro encontrou naquela hora.
Paramos em frente ao estacionamento, enquanto o porteiro vinha até nós e pedia minha identificação. Tentei não abaixar muito o vidro do carro, e acho que ele não viu quem acompanhava. Quando chegamos ao estacionamento, deserto naquela hora do dia, já era mais de oito horas, no mínimo.
Ele abriu o porta-luvas do carro, procurando por alguma coisa que eu só fui perceber quando ele me olhou: óculos escuros. Não tinham nada a ver com aquela hora do dia, mas ajudaria ainda mais a disfarçar. Pelo menos alguém pensava ali.
Antes que eu pudesse fazer algo pra sair do carro, Uruha me puxou pelo queixo e me beijou, invadindo minha boca sem nenhuma cerimônia. Seus dedos se embrenharam no meu cabelo, me fazendo arrepiar. Meu lado consciente perdendo força a cada segundo, me fazendo deixar levar pelo outro.
- A gente vai ficar aqui? – Roçou os lábios nos meus, soltando meus cabelos e acariciando meu rosto com a ponta dos dedos.
- N-não... – Me enrolei em tirar as chaves do contato, enquanto ele soltava um riso divertido e saía do carro. Logo fiz o mesmo, tropeçando um pouco em minhas próprias pernas.
Ele seguiu ao meu lado enquanto chegávamos ao elevador, apertei o número com o andar conhecido e mal as portas metálicas se fecharam, eu senti ele me puxando pela gola da blusa, retomando meus lábios. Fiquei um pouco sem ação, pela surpresa que eu tive, mas logo me apossei de sua cintura delgada. Minhas costas já estavam na parede de espelho do elevador quando ele estalou e parou. Logo as portas foram abertas, e eu procurei alguma coisa que indicasse que já estávamos no andar correto. Vi o 12º luminoso e o empurrei pra fora, antes que ficássemos presos lá dentro. O escorei na primeira parede que estava perto, ainda mantendo o beijo. Ele puxava meus cabelos, guiando minha cabeça para um maior contato.
Eu tentei soltá-lo, para achar a droga das chaves e tentar abrir a porta, mas quando o fiz, ele me atacou por trás, puxando meus cabelos para o lado e chupando meu pescoço. Me imprensou na porta, me fazendo arfar enquanto tentava destravar a maldita fechadura. Andamos grudados até o centro da sala, ele fechando a porta de qualquer forma com os pés. Girou-me, eu ficando de frente pra ele novamente, me dando chances de beijá-lo de novo.
Empurrei-o até um dos sofás, fazendo-o sentar. Puxou-me pelo cós da calça, me fazendo sentar em seu colo, as pernas uma de cada lado das suas. Minha blusa foi arrancada de qualquer forma, enquanto os dentes infantis marcavam minha pele do pescoço. Pequenos gemidos saiam sem meu consentimento como resposta aos estímulos. As mãos atrevidas posicionadas em minha cintura de forma possessiva, a respiração quente em meu pescoço de forma descompassada... Tudo era novo, porque não era qualquer um ali. Era ele. Meu Uruha.
Me remexi em seu colo, sentindo a ereção que já se formava em ambos, recebendo uma mordida mais forte em meu pescoço e depois um carinho com a língua úmida, como se pedisse desculpas pelo contato brusco. Tirei a blusa que ele vestia, nem tendo tempo para admirá-lo, pois logo ele me puxou, findando com qualquer espaço entre nós. Suas mãos passeavam hesitantes por minhas costas, as unhas curtas arranhando alguns pontos, enquanto sua língua traçava um caminho pela clavícula. A única coisa que eu fazia era não me soltar dele em hipótese alguma e gemer. Suas mãos desceram até minha bunda, apertando a carne com força, enquanto me puxava para mais perto, me fazendo ficar de joelhos em sua frente, uma área maior para explorar meu tronco. Agarrei-me em seus cabelos quando a língua atrevida circulou um dos meus mamilos, os dentes marcando logo depois. Arfei pelo contato, arqueando as costas, arrepios passavam como ondas pelo meu corpo, nem lembrava como se respirava ou o porque de eu estar preocupado no início. Ele era a única coisa que importava ali. Ele sorriu quando viu o piercing que decorava meu umbigo, circulando com a língua ali.
As mãos que estavam prendendo meus glúteos subiram um pouco mais, brincando pelo cós, enquanto deslizava os dedos para a frente, desabotoando a calça e a abaixando até os joelhos, um sorriso pervertido nos lábios desenhados enquanto ele apertava meu membro por cima da boxer.
- Uh, o que temos aqui? – Ele riu baixinho, enquanto eu tentava respirar e pensar em uma resposta, coisa muito impossível naquela hora.
Levantou-me, me jogando no sofá em que estava sentado, ficando entre minhas pernas, tirando a boxer e puxando a calça que estava no meio do caminho. Ele praticamente me devorava com o olhar e o sorriso que adornava seus lábios me deixava mais sem ar ainda. Finquei as unhas na poltrona quando ele abocanhou meu membro de uma vez. Minhas pernas ficaram tensas, meu coração batia numa velocidade anormal e eu não conseguia pensar em mais nada coeso. A cada movimento da boca perfeita, minha respiração se tornava mais difícil. Sorri só ao lembrar quem me proporcionava tanto prazer. Gemidos não saiam mais, nem lembrava como se fazia isso. Soltei um muxoxo de desaprovação quando a boca abandonou meu membro, subindo os carinhos pela barriga, tórax, pescoço, até chegar na minha boca, onde o meu moreno me roubou mais um beijo, o que me fez sentir meu próprio gosto. Suas mãos estavam firmes em minhas coxas, dando apoio ao corpo cada vez mais junto do meu. Tentei normalizar minha respiração, pensar em alguma coisa que fizesse sentido e levantar, trazendo-o comigo.
Empurrei-o em alguma outra parede, derrubando o que tinha em cima do que eu reconheci ser uma mesa com vasos e porta-retratos; por um segundo, eu temi ser a casa errada, mas quando olhei ao redor e achei o quarto, ignorei tal pensamento. Minha perna estava entre as suas, meu joelho acariciando o membro ainda coberto, enquanto suas unhas marcavam meus braços e sua língua ainda explorava minha boca. Andamos como um só, pé ante pé, ora esmurrando em alguma parede, ora quase tropeçando em nossos próprios pés. Quando finalmente conseguimos chegar no quarto, o joguei sem nenhum cuidado na cama, tendo finalmente algum tempo pra admirar aquele pedaço de mal-caminho na minha frente. Os lábios inchados e entreabertos, os olhos focados em mim e o peito nu subindo e descendo rapidamente.
- Vai ficar babando ai? – Perguntou, mordendo os lábios, enquanto eu voltava para a realidade e subia na cama engatinhando, ficando por cima dele. Beijei seus lábios de novo, eu era viciado no gosto que possuíam.
Desci os beijos pelo tórax, beijando cada pedaço de pele e fazendo um rastro com a língua pelos intervalos dos beijos. Sentia a pele se arrepiar, enquanto pequenos gemidos escapavam sussurrados. Desci até a barriga, mordendo de leve a pele macia, sentindo ele contrair e relaxar a área. Desabotoei sua calça com a boca, a tirando rapidamente, junto com a boxer clara. Ele se apoiou nos cotovelos, me olhando com curiosidade visível. Não pude deixar de sorrir, logo me aproximando das coxas fartas, beijando e mordendo. Senti os músculos se contraírem quando passei para a parte interna daquela área farta. Dei atenção ao membro que pulsava, massageando-o com uma mão, enquanto a outra ainda marcava as coxas. Ele afundou a cabeça no travesseiro, trincando os dentes.
- Vai se fazer de difícil e não vai gemer agora? – Toquei a ponta da glande com a língua, enquanto o via levantar a cabeça tentar me focar, finalmente gemendo pelo contato.
Tracei um caminho desde a base até a ponta e depois refiz o caminho inversamente, sentia uma mão se embrenhando dolorosamente nos meus cabelos a outra apertando os lençóis abaixo de nós. Suguei seu membro, enquanto ele movimentava lentamente os quadris, me fazendo deslizar mais pela extensão.
Soltei o falo rígido, e ele abriu os olhos, me procurando. Sorri em resposta, procurando o tubo de lubrificante que ficava no criado mudo. Nisso, fiquei ao seu lado na cama, de bruços. Uruha se aproveitou da situação, lambendo minhas costas, do começo até o pescoço, as mãos se apossando de minha cintura novamente. Encontrei o bendito lubrificante e entreguei a ele, sem me virar. Apoiei-me em meus joelhos e cotovelos, levantando para ele, as mãos que estavam em minha cintura descendo até minhas coxas e subindo de volta enquanto a língua deslizava por entre os glúteos, me fazendo abrir a boca e prender a respiração.
Naquele momento me veio à lembrança o dia em que eu o conheci. O garoto famosinho, esnobe e de coxas roliças. Quem diria que depois de algumas semanas eu estaria assim, totalmente submisso às suas vontades?
O contato gelado do lubrificante me tirou de meus devaneios, enquanto ele brincava na minha entrada com um dos dedos. Gemi em antecipação, mordendo os lábios depois. Logo me penetrou com um dedo, uma careta se formando em meu rosto, por causa do incomodo, que logo cedeu quando ele estocou a primeira vez, me fazendo contrair pelo atrito. Podia sentir que suas mãos estavam trêmulas, assim como minhas pernas. Escutava gemidos baixinhos quando ele beijava minha pele, me distraindo. Arqueei as costas quando o segundo dedo foi introduzido, uma dor fina me fazendo morder o travesseiro. Voltou a estocar, dessa vez abrindo os dois dedos, e depois de certo tempo, eu mesmo já jogava meu corpo contra os dedos.
Soltei um gemido baixo quando meu corpo foi abandonado, mas logo senti a glande pressionar minha entrada, penetrando lentamente. Mordi o travesseiro de novo enquanto sentia ele afundar cada vez mais em mim. Ouvi meu nome ser pronunciado em forma de gemido quando ele terminou, mantendo-se parado. Movimentei-me, jogando meus quadris contra ele, e logo ele retirou seu membro quase que por completo, voltando com força, o que me fez gemer alto. E assim, o ritmo começou lento e forte. A cada movimento, os sons que emitíamos cada vez mais sincronizados, a respiração falha, o suor tomando conta do corpo, facilitando o atrito. E quando eu pensei que não podia melhorar, senti meu membro ser envolvido pelos dedos compridos, apertando e massageando quase no mesmo ritmo das estocadas, me fazendo delirar. Meus gemidos já deveriam ser quase gritos e meus dedos doíam de tanto que eu apertava os travesseiros e os lençóis.
Ele saiu de mim, me fazendo abrir os olhos e respirar fundo, mas logo segurou-me pelo quadril e me virou, olhando nos meus olhos, enquanto voltava a me penetrar rapidamente. Entrelaçou uma mão na minha e puxou minhas pernas ao seu redor com a outra. Tomou meus lábios de novo, mas com calma, totalmente diferente do ritmo que se movimentava dentro de mim. Meus gemidos terminavam em sua boca quando ele tocou em um ponto sensível, me dando a impressão de que iria explodir a cada vez que existisse um contato ali. E foram repetidas vezes que ele o fez, me fazendo quase berrar em todas elas. Eu não tinha mais noção de nada, não lembrava meu nome, quem eu era, nem coisa nenhuma, a única coisa que me mostrava que era real era a mão de Kouyou apertando minha coxa. Aquele toque era como o meu alicerce com a realidade, me provando que era real, que ele era meu. Me desfiz em sua mão no momento em que o senti se desfazendo dentro de mim, sua voz parecia estar longe, mesmo que eu tivesse uma vaga consciência que éramos apenas um. Aos poucos os movimentos cessaram; o oxigênio aos poucos retornando ao meu corpo, minha noção voltando. Ainda o sentia dentro de mim, mas minhas pernas estavam caídas ao seu lado, fracas.
Seu rosto estava do lado do meu, a respiração ainda falha. Sentia agora o seu peso sobre mim, mas isso não me incomodou nenhum pouco, pelo contrário, me deixava mais alegre ainda.
- Você... É... Simplesmente perfeito. – Sussurrou em meu ouvido, a voz rouca e falha.
Meu coração quase parou ouvindo as palavras ditas por ele, cada célula do meu corpo praticamente saltando de felicidade. Beijou vagarosamente a pele do meu pescoço, área que agora estava muito mais sensível, enquanto se retirou de dentro de mim, se aninhando em meus braços, as pernas se embolando nas minhas. Um carinho quase imperceptível era feito com as pontas dos dedos em meu tórax, e era como uma canção de ninar silenciosa. Eu jamais poderia ficar mais feliz.
- Yuuuu... – Arrastou meu nome, se mexendo ao meu lado. Abri os olhos pesados, vendo a figura angelical ficar de quatro sobre mim. Aquele homem não cansava não? – Já disse que quero ser seu por inteiro... Nada pode passar dessa noite. – Falou com a voz manhosa, quase me dando um ataque do coração.
- Mas o quê... – Fui interrompido por seus lábios, me beijando lentamente, sugando o meu lábio inferior e passando a língua.
- Yuu... Eu te amo. – Declarou, me dando um outro selinho, enquanto sentava em meu colo, roçando os glúteos fartos em meu membro, que deslizou facilmente pela pele, tanto por causa do suor, tanto por causa do meu sêmen, que ainda estava por ali. – Muito, você nem imagina o quanto... – Seus lábios percorriam todo meu rosto, e os movimentos dos quadris se intensificando. – Agora me faz gemer como você fez... Já disse que você geme que nem uma putinha no cio?
Produção, devolve meu loirinho recalcado!
Porque esse moreno que rebolava sobre meu pênis, que já despertava, era praticamente a encarnação do demônio. Como alguém não se cansa? Eu que só fiquei gemendo e me abrindo aqui to totalmente acabado, e ele que fez o ‘serviço pesado’ ta aí, prontinho pra segunda rodada.
Okei, retiro o que eu disse, deixa essa coisa linda perfeita e morena em cima de mim, a carne é muito fraca pra renegá-lo.
Uruha voltou com os carinhos em meu pescoço, agora quase tirando alguns pedaços de carne com os dentes, além de arranhar as laterais das minhas coxas. Ele se levantou um pouco, se apoiando em meu peito, enquanto levantava os quadris e segurava meu membro já rígido contra sua entrada. Aquilo iria machucar se fosse daquela forma, mas antes que eu pudesse falar alguma coisa, a glande deslizou para dentro do corpo excessivamente apertado, rendendo praticamente um grito de ambos. Tentei segurar seus quadris e retirá-lo, só a possibilidade de machucá-lo de alguma forma me assustava, mas ele tomou minhas mãos, as colocando em seus ombros, enquanto ainda descia mais em mim. O prazer praticamente expulsando a preocupação da minha cabeça, me nublando todos os sentidos. Seu corpo apertado me esmagando em intervalos irregulares me fazia respirar pela boca, na forma de gemidos lânguidos.
Ele se apoiou em meu peito, logo se movimentando sobre mim. Retirou-se quase que por completo, mas logo voltou a se afundar, chamando por meu nome. A cada movimento brusco do moreno, espasmos passavam pelo meu corpo, eu não conseguia pensar em nada coeso, o prazer me dominando pela segunda vez naquela noite. Minhas mãos o conduziam pela cintura, os gemidos cada vez mais lânguidos, os movimentos mais descoordenados e erráticos. Com um grito particularmente alto e um aperto delicioso em meu membro, gozamos juntos pela segunda vez na noite.
O paraíso, onde nada nos alcançava, nenhuma preocupação, nenhum compromisso. Apenas o prazer. Nada mais importava naquele momento.
Na verdade, a única coisa que me importava naquela hora era Kouyou, ainda em cima de mim, arfando enquanto se deixava vencer pelo cansaço, se jogando ao meu lado, eu me retirando de dentro dele no processo. O agarrei pela cintura, beijando seu rosto com devoção.
- Por quê? – Indaguei, ainda beijando a pele suada.
- Porque eu te amo. E queria que fossemos um só... De todas as formas possíveis...
- Você é louco.
- Por você. – Mesmo com os olhos fechados, ele sorriu, tocando meu rosto com a ponta dos dedos.
Um sorriso bobo sorriu em meu rosto, enquanto eu ainda cobria sua face avermelhada com carinhos, mostrando o quanto ele era importante pra mim. Mas nem com todos os gestos e palavras do mundo eu conseguiria mostrar o que eu sinto por ele e tudo o que ele significa pra mim agora. Meu coração só bate por ele, apenas por ele.
Uruha se agarrou em meu pescoço, se encolhendo ao meu lado. O cheiro de suor e sexo ainda era predominante, mas sua pele ainda exalava seu cheiro característico. Talvez até um pouco do meu cheiro estava por ele. Balancei a cabeça e me levantei da cama, sob o olhar curioso dele, enquanto me inclinava sobre a mesma e o pegava no colo. Ouvi sua risada divertida enquanto ele circulava minha cintura como um coala preguiçoso. Não tinha mais nada de sexual ali, era apenas eu o levando para o banheiro. O coloquei no Box e ele ligou o registro, sua risada ainda ecoando no cômodo enquanto a água quente se espalhava por nossos corpos. Ele desceu do meu colo, mas não me soltou, as mãos em minha cintura enquanto o suor descia ralo abaixo.
Tomamos um banho com calma, entre beijos e conversas bobas, eu lavei suas costas e ele enxaguou meus cabelos. Depois de muitos risos e de estarmos molhados até a alma, voltamos pra cama, deitando juntos, nus, e dormimos quase que imediatamente.
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Quando acordei, com uma respiração calma em meu pescoço e mãos me circulando. Abri os olhos lentamente, me acostumando com o sol que entrava pelas janelas abertas do quarto, os raios diretamente nos meus olhos. Quando abaixei a vista, a primeira coisa que vi foi Uruha dormindo com a cabeça no meu pescoço, totalmente enroscado em mim. Acariciei o rosto delicado, muito superficialmente, para que ele não acordasse.
Fiquei apenas admirando sua beleza e sentindo seu calor até que meu estômago roncou, me fazendo rodar os olhos e rir baixinho. Estava há quase 12 horas sem comer, e o esforço de ontem à noite havia consumido todas minhas forças. Com um pouco de contra-gosto, me desvencilhei dos braços quentinhos dele, levantando cambaleante e andando de qualquer jeito até o banheiro, parando antes no guarda-roupas e caçando alguma coisa que desse para vestir.
Lavei o rosto e amarrei os cabelos, vestindo uma boxer, um short preto e uma blusa frouxa do Sex Pistols. Fiquei parado no caminho para fora do quarto, apenas admirando o meu Uruha dormir, e até pensei em voltar a me deitar ali com ele, mas o buraco na minha barriga me obrigou a descer até a cozinha. Peguei um pacote de biscoito e já tinha devorado mais da metade, quando alguém bateu à porta.
Provavelmente era algum vizinho que iria reclamar do barulho que fizemos ontem à noite, ou alguém batendo por engano. Arrastei-me até a porta sem vontade, indo dispensar quem quer que fosse.
Mas quando eu abri a porta, meu coração parou umas duas batidas ao ver quem estava ali.
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