Notas iniciais
OOOIQ 8D
poisé, vocês sabiam que eu ia demorar um pouco, nem me venham com reclamações, e u-u NNNN
Enfim... Dani, esse capítulo vai ser seu, tá amora? ♥ ~

Boa leitura, seus limdo!

\"\"

Apenas uma semana depois de ter conhecido Kouyou, meu coração já disparava só de pensar nele.

Olha com eu sou fangirl.

O dia da festa havia sido decisivo: Eu o queria. E quando ele me beijou, me alisou e quase me estuprou no banheiro, eu senti essa vontade aumentar cada vez mais. E ontem, eu tive certeza que ele queria o mesmo.

Estava distraído, olhando para o band-aid da Hello Kitty que estava nas costas de minha mão, resultado da corrida de ontem; quando um loiro delicado e educado berrou meu nome, batendo com mais delicadeza ainda na minha cabeça.

- ITAAAAAAII! — Berrei, passando a mão na nuca, tentando aliviar a dor. — Que diabos é isso, Reita?!

- Te chamei duas — Ele fez o número nos dedos — vezes e tu não olhou, tava só aí, pensando na morte da bezerra ou em como levar o Kouyou pra cama, né?

- Na verdade tava pensando em como te matar, mas, sei lá, não ia ter graça. Aturar o Ruki já é castigo demais.

- Não fala assim dele! — Crispou os lábios.

- Nyan, nyan, olha o Reita-chika apaixonadinho! — Zombei, cutucando ele na barriga. Ele manteve a expressão séria e aquele olhar mortal.

- Reita-chika o seu ânus. — Falou levantando a sobrancelha. — Agora cadê aquela coisa loira?

- Uruha?

- Não, o meu pai.

- Seu pai deve estar em casa. E provavelmente deve estar dormindo, depois que eu comi ele a noite toda.

- Mas o quê!? — Ele quase me bateu, mas se controlou, respirando fundo.

- Kouyou não veio hoje porque foi trabalhar.

- Credo, vocês nem ficaram juntos direito e ele já ta trabalhando pra te sustentar?

- Aham, e a mulher dele aqui fica em casa cuidando das crianças.

Rimos um pouco e depois saímos para os corredores andando juntos.

- Então, Uruha foi fazer uma sessão de fotos.

- Hm, legal.

- Ei, e o que houve entre você e a formiginha endemôniada?

- A gente ficou. Ele me esnobou lindamente depois, mas eu não ia deixar ele me dar toco. Ninguém dá toco em mim!

- Vocês dois se merecem, credo!

- Engraçadinho.

- Em falar nisso, hoje a gente pode ir pra sua casa? Queria ver um filme. Leva o Ruki também.

- Que seja.

Ele falou, enquanto sentava em uma das mesas do refeitório. Fiquei com a cabeça apoiada nas mãos, sem Kouyou ali era muito entediante.

- Nee, eu não sei o que fazer quanto ao Ruki.

- Como assim?

- Eu já tentei ficar com uma garota e com uns dois carinhas, mas desisti na hora. Lembrei do Takanori e precisava beijar ele.

- Se fudeu, tá caidinho pelo anão.

- Olha quem fala! Só falta sair lambendo o chão que o Takashima passa.

- Pelo menos ele me corresponde — Levantei uma sobrancelha, desafiador.

- Duvido, ele é muita areia pro seu caminhãozinho.

- E o Ruki é pouca areia, porque ne.

- Quer morrer, sua bicha?

- Ah, tu quem vai matar?

Ele mostrou a língua pra mim acompanhada do dedo do meio da mão esquerda. Ficamos conversando aleatoriedades, até que um baixinho loiro entrou no refeitório. Reita suspirou incomodado ao meu lado e se ajeitou na cadeira. Ele veio até nós, parando na minha frente.

- Kouyou disse que você vai levar ele pra casa desse ai — Ele apontou o da faixa com o queixo. — O que você tá planejando, Shiroyama?

- Ver um filme. — Me defendi, apoiando as mãos na mesa, juntando-as.

- Oh, lógico... E depois se aproveitar dele, levar ele pra um cantinho e comê-lo até o diabo dizer chega. — Debochou. Eu estava me controlando muito pra não levantar e acabar com a cara daquele baixinho ali mesmo.

- Kouyou não é nenhuma criança indefesa, se eu tentar fazer isso, e ele não quiser, ele vai saber dizer não.

Ele bufou, e pensei que ele ia cuspir fogo em cima de mim.

Aí eu lembrei que ainda tinha que castigar a múmia ao meu lado, por todo o sofrimento que ele me causara durante toda minha vida.

- Já que você não confia em mim, porque não vai com a gente? — Eu levantei uma sobrancelha, desafiando-o.

- Ir com v-vocês? — A pose de “Eu sou foda digdigdah” dele se desfez na hora, as bochechas adquirindo um tom escarlate e ele olhando nervoso para o cacatua ao meu lado. — Não estou a fim de compartilhar o mesmo oxigênio que esse ai — Apontou pra Reita, mas sem muita convicção. Te peguei, anão!

- Aaah, lógico! Você fala tanto de mim, mas tem medo que o Reita te pegue de novo e você game mais do que já gamou... Tem lógica, tem lógica...

- Eu? Gamar nisso? — Ele riu e rodou os olhos. — Até parece. Mas quer saber? Eu vou sim! Mas é pra ficar de olho em você, senhor Shiroyama. — Ele semicerrou os olhos, enquanto eu rodava os meus.

- Tudo bem, te esperamos lá. — Reita se pronunciou, desafiador.

Ruki bufou, irritado apenas pelo outro loiro ter falado. Saiu cuspindo fogo, do jeito que chegara. Sentou-se numa mesa um pouco longe da nossa, mas ficou encarando Reita por um bom tempo.

Eu abaixei a cabeça, apoiando-a na mesa e passando a mão na nuca, quando eu ouvi a cadeira ao meu lado ser arrastada.

- Vou pra casa, não estou legal. — O da faixa anunciou, antes que eu pudesse responder alguma coisa, ele já estava indo embora.

Era realmente estranho Reita fazer aquilo, ele raramente passava mal e mesmo que fizesse, ele só ia embora se alguém o forçasse ou ele caísse duro no meio da sala. Vai ver ele precisava de algum tempo só pra ele...

Voltei pra minha sala, vendo o tempo passar numa lerdeza absurda. Cada minuto equivalia por dez, e a aula de geografia política não ajudava em nada.

Quase enfartei de susto quando eu senti meu celular vibrar no bolso da calça. Era um sms. Dele.

' Nunca senti tanta saudade da escola, é. '

Um sorriso idiota surgiu no meu rosto e eu estava quase vomitando arco-íris. Respondi a sms:

' Da escola ou de ficar perto de mim, já que estou na escola? '

Eu estava tão nervoso com a resposta que fiquei batucando na mesa, Logo o aparelhinho vibrou, e eu sorri abertamente enquanto abria a caixa de mensagens.

' Aoi, alguém já te disse que você se acha muito? Agora estou me sentindo um idiota por ter dito que to com saudade de você. '

Ele. É. Muito. Perfeito.

Puta que pariu, Uruha, me come!

' Aru, todo mundo me diz isso ;A; Mas eu sei que tu gosta de mim mesmo assim, nee? *A* *shoots* Eu também estou com saudades de você, mesmo. '

Se esse loiro oxigenado das coxas grossas demorar muito a me responder eu juro que bato naquela carinha perfeita dele até a morte e depois ainda esfrego no asfalto quente e...

Ele respondeu, hu.

' Fazer o que, nee? :T E aí, o filme na casa do Reita tá de pé? Só assim pra gente matar a saudade hoje. '

“Fazer o que?” Eu sei que tu me ama, loiro abusado!

' Aham, sei e-e' Você não resiste ao meu charme e glamour 8D Ne, nem sei, Reita foi embora, tava se sentindo mal, sei lá. '

Nem percebi quando a hora passou e os outros alunos já estavam arrumando as coisas pra ir embora. Joguei meu material de qualquer jeito na mochila e fui andando com o celular na mão. Decidi ligar para o Reita enquanto andava para o estacionamento. Ele atendeu ao telefone enquanto eu me apoiava no capô do meu carro.

- Reita!

- Hm?

- Então, o filme ai na sua casa ainda ta de pé?

- Por mim...

- Reita, o que houve?

- Nada. Tshal, Aoi. — E ele desligou na minha cara.

Xinguei ele baixinho enquanto confirmava o filme para Kouyou. Entrei no carro ainda sorrindo bobo e quando estava quase saindo do estacionamento, me deparo com Ruki saindo a pé. Controlei-me pra não o atropelar e segui para a casa do loiro de faixa.

-

- Oi, Reita! — Eu estava mais do que radiante quando cheguei, mas ele parecia que alguém tinha morrido, pois seus cabelos estavam desarrumados e nem usava faixa. — Mas que bicho te mordeu, homem?

- Nada, sério. — Ele falou e se deitou na cama de bruços, afundando a cara no travesseiro.

- Reita, não mente pra mim. — Me sentei ao seu lado, mas sem olhar pra ele.

- É aquela coisinha cretina! — Ele virou de barriga pra cima, quase cuspindo as palavras. — Eu odeio aquele projetinho de gente! Como eu posso ficar tão dependente de alguém, me diz? Porra, eu não aguento mais ser chutado pra escanteio!

- Ele te trata como você trata os outros. — dei de ombros.

Ficamos em silêncio, até que meu celular tocou.

- Oi, Uru! — Não pude deixar de sorrir.

- Quem está falando? — Uma voz feminina perguntou, me assustando tanto por ser uma mulher, tanto por ter falado com um tom de voz um pouco agressivo.

- Quem que está falando? Esse telefone é do meu amigo Kouyou.

- Você é amigo do Kou?

- Sim, e você é quem?

- A noiva dele!

Duas palavras: PHO DEL.

- Aaah, claro... Ele me disse alguma coisa sobre você... Tsumi, nee?

- Tsukushi! Yamato Tsukushi! — Ela pareceu indignada. — E como você se chama?

- Shiroyama Yuu.

- Ah! Você é quem estava dando em cima do meu noivo no dia daquela festinha de merda na sua casa, né?

Isso aí, Yuu, dá mais bebida pro Kou ficar porre e quase te comer em um local público.

- Ahn? Não, estávamos dançando perto um do outro, mas eu estava ficando com uma garota, e como ele estava próximo, devem ter imaginado coisas, sei lá.

- Mas como, isso saiu num site de fofocas na internet!

- QUÊ? — Minha voz esganiçou. Não que eu estivesse desesperado, longe disso. — Digo, o quê? — tentei normalizar a voz e me acalmar. — Minha senhora... Aposto que nem era um site confiável e...

Eu ouvi um gritinho de exclamação e a voz de Kouyou no fundo, quase berrando com a garota. Enquanto esperava alguém me dar atenção do outro lado da linha, olhei para Reita, que agora estava sentado ao meu lado, um olhar preocupado pra mim.

- Alô, Yuu? — Kouyou finalmente atendeu.

- Kou! Kou, o que houve, você tá bem?

- Desculpa, foi a idiota da Tsuki. — Ele suspirou, parecia cansado. — Já estou saindo da casa dela, pode me passar o endereço da casa do seu amigo?

- Ahn, sim. — Passei o endereço a ele, explicando os dois caminhos. Ele repetia tudo, dando instruções ao motorista.

- Não vou demorar, o motorista disse que entendeu.

- Tudo bem. — Falei, conformado.

- Até mais.

- Até. — E ele desligou.

- Ele estava com a noiva dele. — Falei, sem saber o que sentir.

- E você está se mordendo de ciúmes, não? — Reita parecia divertido ao perguntar.

- Não sei. É estranho, sabe? Estou me sentindo um amante. — Eu ri da minha própria idiotice.

Ele tem uma noiva. Ele nunca vai ficar comigo por causa dessa droga de noiva e por causa da fama dele. Isso machucava, agora só não me pergunte o por quê.

- Okei, senhor amante, vai escolher algum filme legal enquanto eu dou um jeito na minha cara.

- Desde quando você faz milagres, Reita? — Perguntei, recebendo uma almofadada e uns elogios à minha mãe como resposta.

Aproximei-me da estante enorme e abarrotada de dvds, que ficava ao lado de um sofá enorme e preto. Havia tantos títulos ali, e eu sabia que o loiro já havia visto todos. Não iria escolher um filme de comédia romântica porque além de eu já estar bastante confuso com o que eu sentia pelo Kou, eu não queria que ele pensasse que havia sido uma indireta ou sei lá o quê. Escolhi pelo menos uns dez filmes, entre terror e ação. Deixei no sofá e me sentei, jogando a cabeça pra cima e me deparando com o teto cheio de estrelinhas daquelas que brilham no escuro. Sorri um pouco e fechei os olhos.

Maldita hora que eu fui me interessar por um carinha famoso, bonito e noivo.

-

- Eu não gosto de filmes de terror. — Kouyou falou, enquanto afundava a mão no balde de pipoca que Reita providenciara. — Mas se vocês quiserem ver, eu não me importo.

- Tudo bem, terror então. Reita deu de ombros, colocando o dvd no aparelho e ligando um projetor que pendia do teto. Logo o filme começou.

Uruha olhava apenas para a tela e comia pipoca por pipoca da porção que estava em sua mão. Resolvi parar de babar por ele e me virar pra tela, que estava mais vermelha do que meu boletim. Rodei os olhos e eles caíram automaticamente em Kou, que agora segurava uma pipoca a poucos centímetros da boca, paralisado pela cena do filme. A boca entreaberta e os olhinhos assustados foram suficientes pra eu me esquecer do filme e voltar babar por ele. Tentei disfarçar quando ele se assustou, e desviou o olhar da tela, me encarando. Um dos cantos de seus lábios levantou minimamente e ele se aproximou, roubando um selinho meu e voltou a atenção para o filme. Nem preciso mencionar as minhas reações de garota virgem, ne?

Mas quem não havia gostado nada daquilo era Reita, que odiava servir de vela. Ele bufou inquieto ao meu lado, e percebi que ele não estava nem prestando atenção no filme, mas quase criando lasers nos olhos de tanto que olhava para Ruki, que estava quietinho em uma poltrona do outro lado da sala.

- Hey, Uru... — Sussurrei, ele se assustou, mas logo olhou pra mim sorrindo. — Já percebeu o clima entre esses dois aí?

- Já... — Ele sorriu como uma criança sapeca. — Ruki não quer admitir, mas ele tá doidinho pelo Reita-san.

- Sabia! — Eu quase joguei uma pipoca no Ruki e comecei a dançar a troll dance, mas eu me segurei, me limitando a rir baixinho.

Uruha me acompanhou nas risadas e só paramos de rir por causa do contato entre nossos olhos. Mesmo no escuro, os dele eram tão profundos... E ao mesmo tempo tão tristes.

Ele suspirou e olhou pra baixo, pegando minha mão. Deixou-as entrelaçadas, e eu não pude deixar de sorrir com o ato. Voltamos a atenção para o filme, que agora estava com mais sangue e corpos do que antes.

- Eu vou buscar refri, alguém quer? — Reita falou, levantando de um pulo.

- Eu quero. — Uruha pediu, sendo acompanhado por mim logo em seguida.

- E você, Ruki? — Usou um tom de voz educado, e nessa hora eu senti que ele iria fazer alguma coisa, boa ou má, eu não fazia ideia.

- Eu também. Soda de preferência.

- Então desce e me ajuda a trazer.

- Por que eu?

- Porque o Aoi vai deixar cair tudo no meio do caminho e o Uruha não quer desgrudar dele.

Eu e Uruha nos olhamos por alguns segundos e rimos envergonhados em seguida.

- Argh, não tem empregados na sua casa não? — Ele resmungou, enquanto levantava.

- Não pra trazer coisas pra mim, agora vamos logo! — Os dois pareciam dois velhos num asilo.

- Ei você! — Ele me chamou, na porta. — Toca num fio de cabelo do Kouyou e eu te quebro até a morte.

- Uuuh, que meda! — Cobri a boca, fazendo deboche. É, depois que eu apanhar de uma coisinha miúda daquelas, eu reclamo.

Reita praticamente chutou o menor porta afora, e mesmo com a porta fechada, era possível ouvir os xingamentos que um dava ao outro.

- Esses dois ainda vão ficar juntos... — Uruha falou ao meu lado, sentando um pouco longe de mim e mexendo nos cabelos um pouco compridos. Eu franzi o cenho, curioso com aquilo. Ele amarrou os fios dourados em um rabo de cavalo, deixando apenas algumas mechas caírem ao lado de seu rosto. — Ruki disse que te bateria se você encostasse em um fio de cabelo meu, não é? — Ele sorriu de canto mordendo um pouco os lábios, — Mas não disse nada sobre encostar em outras partes.

- Tem lógica... Tem muita lógica.

Ele se aproximou de mim de novo, selando os lábios nos meus. Okei, agora para o tempo que eu vou ficar curtindo essa boca perfeita, macia e tudo mais.

Ele entreabriu a boca, sugando meu lábio inferior e um arrepio percorreu toda minha coluna. Logo já estávamos nos beijando com vontade, ele puxando meus cabelos com uma mão e apoiando-se na minha coxa com a outra, eu segurando-o pela cintura.

Desde quando ele era tão atiradinho assim?

Separamos-nos por falta de ar, parando o beijo com ele mordiscando meus lábios de leve, e sorrindo. Ficamos com as testas coladas, a respiração calma dele no meu rosto.

- Você é perfeito demais pra ser de verdade... — Falei, enquanto acariciava a bochecha dele.

- Você me idealiza tanto, Aoi... Eu sou um garoto... Só isso.

- Não é não... Você é lindo, inteligente, perfeito... — Falei enquanto roubava outro selinho. — tem os lábios mais perfeitos que eu já vi... — Roubei outro e ele riu, retribuindo. — você é perfeito. E não discute. — Falei, usando um tom de falsa repreensão e ele me beijou de novo, me empurrando para o sofá.

- Yuu... — Ele ronronou e eu quase tive um enfarto com isso. — Você tá parecendo a sua irmã.

- Que? Mentira, e sou mais fangirl do que ela, pelo menos eu sei mais coisa do que você e... — E eu fui interrompido por outro selinho.

- Minha fangirl favorita... — Ele sorriu bobo, e eu não devia estar diferente.

- MAS QUÊ? — A formiguinha atômica quase me fez sofrer ter outra parada cardíaca quando chegou no quarto, e tudo que eu vi foi um sorriso sapeca do meu loiro enquanto ele saia de cima de mim.

- Nem vem com essa, Ru-chan! Eu amarrei meu cabelo, ele fez o que você mandou e não tocou em um fio de cabelo meu!

Eu não me segurei em rir, enquanto via o baixinho passar reto pela sala e sentar na poltrona, cruzando os braços e pernas.

- Ne Ruki-chan... Porque você ficou assim? Só porque eu e o Aoi...

- Não é só por isso, tá bem? — Ele falou ríspido ao primo, logo cruzando mais ainda os braços, mas olhando para o loiro enfaixado ao meu lado, que exibia um sorriso feliz no rosto.

Minhas suspeitas estavam certas, Reita aprontou de novo. Rodei os olhos e logo puxei a mão de Uruha pra segurar. Surpreendi-me quando ele me puxou, passando os braços por cima do meu ombro e me fazendo me deitar nele. Aí eu tive aquelas reações idiotas, rindo até pro assassino do filme, que ainda não tinha desistido de matar pessoas com mais sangue do que o resto da população e sentindo meu estômago flutuar.

-

O filme acabou pouco tempo depois e Ruki praticamente saiu voando do quarto de Reita, arrastando Uruha pelo braço. Ele riu desajeitado enquanto roubava um selinho meu antes de ir.

- Adoro quando esse baixinho brinca com fogo e não se aguenta... — Reita falou debochado, enquanto seguíamos atrás dos dois.

- Algum dia eu ainda vou te ver entrando numa igreja vestida de noiva e o Ruki lá na frente te esperando.

- Bate na madeira, meu filho! — Ele riu, e eu o acompanhei. — Pegar o Ruki tá sendo um desafio... Ninguém pisa em mim!

- Ah, então é por orgulho? Sei, sei...

- Claro que é! Acha bem que eu estou afim daquele atalho pro mal caminho?

- Atalho mesmo, porque caminho é muito grande pra ser comparado com ele. — Resmunguei baixinho, enquanto o outro pegava o celular. — Eu já vou, Reita.

- Okei, vai na fé. — Ele ainda mexia freneticamente no aparelho. — Vamos ver se aquela coisinha desiste de brincar com fogo, huhu.

- Reita, você tá ficando obsessivo com isso.

- I don't give a fuck.

Desisti dele, pegando meu carro, que estava estacionado na frente da casa do loiro e segui pra minha, cantarolando uma música qualquer que estava tocando no playlist.

Mas como alegria de preto dura pouco, fui recepcionado pelo meu querido e amado pai. Notem a ironia da frase.

- Yuu, preciso falar com você.

- Já está falando, sabia?

Ele bufou, mas ignorou.

- Yuu, desde quando você fala com o filho do dono da T. Corporation?

É, Yuu, prepara seu testamento.

Notas finais
TAÊ! q
Gente, eu andei percebendo que os reviews cariam um pouco e Ç_____________Ç isso mago muito meu coraçãozinho, mesmo >:
MAS ENFIM, não me deixem em mais depressão do que eu já estou, me mandem reviews lindos e amorosos, e.

Dani, espero que tenha saído do jeito que você queria Ç3Ç ♥
Hoku, obrigado por me aturar, betar e me ajudar com essa fanfic, algum dia eu roubo o Uruha e te dou ele num pote de nutella, ta? s2

Anyway, quero meus reviews, ou já sabem! e-e9 n