Notas iniciais
Como prometido, aqui estou eu, com mais um capítulo! Espero que agrade! Eu amei escrever! u.u Como sou má lol
Sim, agora a pancadaria começa de verdade! O nome do capítulo é bem sujestivo, não é? Preparem-se! Agora eu começo, com tudo, a reta final da fanfic! Quem viverá? E quem morrerá? *o* oisoai.
Boa leitura, pessoal!

(POV Leon)


- Leon? Leon! — Sheva berrou no meu ouvido.


Saí do estado de turpor e pequei a xícara de café que ela erguia diante de meu rosto. Eu estivera assim, alheio às coisas ao meu redor, há várias horas. Meus pensamentos sempre voando em uma só direção. Claire. Tudo o que eu queria saber era se ela estava bem. Não, tudo o que queria fazer era matar a pessoa que a tirara de mim. Era isso que eu queria fazer.


- Obrigado. — eu disse, quando Sheva me lançou um olhar mal-humorado e rolou os olhos.


- Você sabe que nós vamos achá-la. — ela disse, voltando a remexer os dedos no teclado do computador.


Assenti. Eu sabia que nada era impossível para pessoas que viajavam num carro repleto de tecnologia, em qualquer lado que se olhasse — a Land Rover, que eles pegaram assim que chegaram à Liverpool, tinha computadores em toda a sua extensão, computadores estes que podiam controlar o mundo inteiro, se fosse o caso. No exato momento, eles estavam conectados às câmeras do hospital -, mas isso não queria dizer que eu estava mais à vontade com a situação.


- Mas eu não posso, simplesmente, fingir que não estou receoso, Sheva. A vida dela está em jogo. — constatei, observando o balançar do café. Sim, minhas mãos tremiam a esse ponto.


Chris lançou um olhar, de soslaio, para mim.


- Acalme-se. — ele pediu. Mesmo que ele não estivesse muito mais calmo que eu.


Suspirei. Eu estava beirando o desespero. Em poucos minutos o resto de calma que eu tinha se estinguiria.


- Falar é fácil. — resmunguei, ainda olhando o café, atentamente. Eu estava tão inutilizável que nem me dignava a tentar ajudá-los. Era capaz de eu acabar atrapalhando.


Mais dez minutos se passaram e o silêncio desconfortável perdurou. Respirei fundo e tentei recompor a calma. Mas foi trabalho perdido. Eu já tinha excedido minha cota de "respirar e se acalmar".


- Já chega. Eu vou fazer alguma coisa enquanto ainda é tempo. — cortei o silêncio, levantando-me do banco e larguei a caneca, já vazia, de café em cima de uma mesinha.


Peguei meu revólver em cima dela e agarrei a beretta px4 que Sheva tinha me emprestado. Quando comecei a rumar para a porta do carro, Chris interpôs-se.


- Você acha que eu estou bem com toda essa situação, Leon? Você acha que não estou preocupado com a minha irmãzinha?! — ele perguntou, balançando a cabeça, transparecendo toda a confusão que guardara por horas.


Repentinamente me senti mal por estar agindo como uma criança.


- Eu... — tentei. Mas as palavras simplesmente não saíram. Não quando vi que Chris estava chorando. Chorando.


- Eu também estou desesperado, Leon. Mas sair correndo e gritar, aos quatro ventos, por ela, não vai, simplesmente, trazê-la até nós. Não vai mudar nada. — ele quase gritou, passando a mão no rosto, no intuito de tentar remover as lágrimas. — Então para com isso. Para de agir como uma criança. Eu sei que está sendo difícil pra você. Mas veja o meu lado, também. Você acha que, se eu pudesse, eu não estaria correndo, por aí? Chamando por ela? Eu iria até o fim do mundo por ela, Leon. E eu vou. Só preciso saber em qual fim do mundo ela está!


- Eu acho que tenho um bom palpite de quem levou Claire para esse fim do mundo. — Sheva nos interrompeu.


Chris olhou para mim e me lançou um último olhar do tipo: "pensa no que eu falei". E, logo em seguida, andou para o lado de Sheva que encarava o computador. Fui para perto dos dois e encarei a tela, do mesmo modo que eles. Era uma imagem da Claire, dentro do hospital, sendo atacada por uma das enfermeiras. Ela gritou e a enfermeira empurrou um pano, provavelmente com Clorofórmio e Éter, em sua boca. Meu estômago revirou ao notar o quanto ela ficou desesperada e tentou lutar. Claire agarrou o braço da mulher e lutou mias uma vez. Porém, logo em seguida, seus sentidos a traíram e ela começou a enfraquecer. Ela olhou para a mulher mais uma vez e teve a chance de demonstrar toda a sua surpresa quando o capuz finalmente caiu.


Nós três prendemos a respiração quando a garota tomou Claire nos braços e virou-se diante da câmera com um sorriso ostentado nos lábios. Não podia ser... A loira tirou o jaleco e jogou-o no chão, exibindo um escaravelho bem na altura do peito. Antes de sair do foco da câmera, ela sussurrou algo e seguiu em frente, dessa vez, com uma expressão confusa e de dor, na face.


- Eu não acredito... — Chris soltou, tão atônito quanto eu.


- Não pode ser. — eu disse, respirando com força.


Como raios aquilo tinha acontecido?!


- Ela... Eu... Não pode ser... Ela estava na Itália... Num trabalho pra BSAA... No seu primeiro trabalho desde seu retorno... Desde que eu e Sheva...


Sheva estava tão atônita quanto nós dois. Mas parecia bem mais contida.


- Isso não me surpreende. Visto que não tivemos retorno dela... Ela saiu em missão há quase um mês, Chris. Fomos idiotas por não notarmos seu sumiço. — Sheva constatou. — Estávamos tão preocupados com nossa própria missão, que esquecemos dela...


Chris balançou a cabeça.


- Não... Ela não seria pega de novo... Ela... — Chris negou-se a acreditar.


Balancei a cabeça.


- Ela foi pega. Você viu o escaravelho, Chris. — eu disse, tentando medir as palavras. Primeiro, Chris tinha perdido a irmã... Não conseguia suportar outra perda...


- Não! Ela... Ela deve estar tramando alguma coisa. Ela não pode simplesmente... — ele tentou defendê-la. Mas nem mesmo ele sabia como fazer aquilo.


- Chris... Leon... — Sheva soltou, atônita. Ela tinha voltado a gravação e dado zoom na imagem.


Aproximei-me dela, no exato instante em que a cena começou a rodar, dessa vez, com a voz do computador. Sheva tinha decodificado o sussurro, mudo, dela e, agora, nós podíamos ouvir em alto e bom som o que ela dissera, através da voz computadorizada:


- High legh.


Franzi o cenho.


- High Legh?! O que diabos é isso? — perguntei, surpreso.


Chris franziu o cenho e correu para o notebook. Abriu o GoogleMap e digitou o nome. Segundos depois um grande mapa se abriu e Chris abriu um pequeno sorriso.


- High Legh, uma cidade a apenas 15km daqui. — ele constatou.


Ergui as sobrancelhas.


- Está me dizendo que... — comecei, mas não fui capaz de terminar. Aquilo era sério? Ela tinha nos ajudado?


- Parece que temos uma aliada. — Sheva constatou.


Chris assentiu e olhou para nós, com uma expressão que quase gritava: "eu falei, não falei! Ela, com certeza, está do nosso lado". Mas eu ainda não conseguia acreditar. O escaravelho. Eu tinha visto. E sabia bem o que ele causava nas pessoas. Aquela não era a mesma pessoa. Eu só não queria ter que dizer isso a Chris.


- E acho melhor levarmos casacos. Não seria legal se nós ficassemos a mercê dos 8°C dessa cidade. — ele disse, com um sorrisinho ameaçando se formar.


- Está me dizendo que ela nos ajudou? — perguntei, surpreso.


Ele sorriu.


- Estou dizendo que Jill Valentine é a melhor agente do mundo. — ele concluiu, sorrindo abertamente.


(POV Claire)


Estava escuro. Meu corpo estava dormente. O medo me tomava cada vez mais. Eu não podia ver onde estava, mas sabia que haviam amarrado meus braços e minhas pernas, por via das dúvidas. Meu peito doía ainda mais e eu sentia o sangue descendo pelo meu abdomém. Meus ouvidos zuniam, o torpor ainda não tinha me abandonado. Meus sentidos ainda estavam falhos, o que me impedia de analisar o local, sem o uso da visão — se é que eu conseguiria ver algo, caso houvesse alguma luz ali.


Mexi as mãos e tentei achar alguma brecha nas cordas. Seria inútil. Elas estavam tão acochadas que chegavam a cortar a pele fina de meus pulsos. Eu tinha certeza que poderia ouvir o sangue, que escorria pelas minhas mãos, pingar em pequenas poças no chão, caso meus ouvidos já tivessem se recuperado por completo. Balancei-me devagar na cadeira e constatei que ela estava presa ao chão. Tinha sido muito inteligente da parte deles, me prender em uma cadeira de ferro. Uma cadeira que eu não conseguiria levantar nem em meus melhores dias, imagine naquelas condições.


Joguei a cabeça para trás, devagar, e constatei que eu não estava encostada em nenhuma parede. A julgar pela leve brisa, eu tinha quase certeza de que estava no centro de uma sala. Tentei aguçar os ouvidos e ouvi o leve estralar e o som de fagulhas, bem acima de mim. Uma lâmpada. Aquele barulho era de uma lâmpada, aparentemente queimada, ou recém apagada. Tentei puxar o ar pelas narinas e senti um leve odor inebriar meu olfato. Sim, o cheiro fétido era absurdamente familiar. O cheiro nojento de sangue coalhado e velho. Eu poderia apostar que estava no centro de uma cela de tortura.


A pergunta que não queria calar era: quem viria ao meu encontro? Jill Valentine? Ada Wong? Dankan Blade? Ou o novo líder, misterioso, da Umbrella? Sim, minhas lembranças tinham voltado. Cada mínimo detalhe dos últimos dias tinham voltado à minha ment, como num turbilhão. Inclusive os rápidos flashes de quando me levavam para a sala de cirurgia. Flashes das expressões preocupadas e amedrontadas de meu irmão, de Sheva e de... Leon. Abri um pequeno sorriso ao lembrar dele. Será que nós teríamos tempo para terminar nossa "conversa"? Ou eu morreria sem poder dizer adeus?


A lâmpada acima de mim se acendeu e meus olhos fecharam-se rapidamente, sendo atingidos pela luz forte e traiçoeira. Minha cabeça latejou e, ainda assim, fiz força para abrir os olhos. A luz queimou minha retina e quase me arrependi de tê-los aberto. Aos poucos, minha visão foi se adaptando à nova claridade e eu fui capaz de ver três corpos aparecerem no topo de uma pequena escada de pedras — com, no máximo, cinco degráus -, a poucos metros de mim, no canto da sala. Como eu imaginara eu jazia no centro de uma cela de tortura. Mesas de metal adornavam o local e tais, por sua vez, eram adornadas dos mais variados tipos de materias letais, em outras palavras, materias que seriam usado em prol de minha rebeldia e lealdade ao governo dos Estados Unidos. Avistei Jill, Dankan e Ada descendo as escadas, movendo-se com uma lerdeza que me dava náuseas. Para quê prolongar o momento?


- Acho que sorrisos não são muito apropriados para este momento, Claire. — a voz de Ada soou alta e clara, com um certo tom de falsa doçura na voz.


- Eu poderia ter vomitado, só de ouvir sua voz, Ada, se não estivesse amarrada a uma cadeira de metal e me sujar fosse a última coisa na minha lista de "coisas que quero fazer". — constatei, com um sorrisinho cínico.


Os três andaram em minha direção e Dankan se interpôs na frente das duas.


- Vejo que seu sarcasmo está de volta à ativa. — ele disse, fuzilando-me.


- Tive muito tempo para me recuperar. — eu disse, irônica. — Você também deve ter tido um tempinho. Nem que tenha sido para enterrar aquela vadia.


Tendo lembrado de cada mínimo detalhe, lembrava, também, da morte de Jasmine e a causa de meus ferimentos.


- Você é a vadia. — ele rosnou, vindo na minha direção e prendendo meus pulsos — já amarrados nos braços das cadeiras -, com suas mãos fortes, e interpondo seu rosto a centímetros do meu.


- Pelas ações de Jas, posso alegar o contrário. — eu disse, meneando a cabeça e abrindo um sorriso caloroso.


Dankan levantou a mão e teria levado-a até meu rosto, com um impacto, se Jill não tivesse segurado seu pulso.


- Você não está aqui para se vingar. — ela soou séria, olhando de mim para ele.


Jill... Estaria ela arrependida por ter me trazido de encontro à morte? Eu teria feito essa pergunta, diretamente para ela, com todo o sarcasmo do mundo, se eu não tivesse, só então, notado o escaravelho brilhando, num vermelho vivo, em seu peito. Não, ela não estava arrependida. Nem que ela quisesse se arrepender, ela não poderia. Maldita Umbrella.


Dankan puxou o braço da mão de Jill e bufou.


- Eu devia matá-la. — ele rosnou para Jill, afastando-se de mim e andando em direção a uma das mesas que jazia à minha direita.


Ada riu.


- Todos nós queremos isso, Dankan. Mas ele tem planos diferentes. Planos que são ainda mais terríveis que a própria morte. — Ada disse, rindo para mim. — Nada do que nós podemos fazer se compara a isso.


Numa fração de segundo, Jill ergueu uma sobrancelha e pareceu surpresa com aquela reveleção. Mas na seguinte, não havia sequer sinal de que ela houvesse esboçado qualquer expressão, além da fria e compenetrada.


- E então? Vocês vão ficar admirando minha beleza o dia todo? — perguntei. — Eu poderia até fingir interesse na conversa de vocês e convidá-los para um jogo de pôquer, mas... Minha falsidade ainda não está tão em alta.


Foi a vez de Dankan erguer uma sobrancelha. Ele deu uma breve risada e pegou um punhal, banhado em ouro branco, sobre a mesa, observando enquanto a lâmina relusente atuava como um espelho, refletindo toda a fúria ostentada em seus orbes.


- Nós não podemos matá-la. Mas isso não quer dizer que não podemos... Intretê-la, até que ele chegue, não é mesmo? — Dankan perguntou, irônico.


Ada sorriu.


- Não vai afetar em nada. No final das contas, novos ferimentos não prejudicarão os planos. — ela ponderou sobre o assunto. — Desde que eu seja a primeira, você pode fazer o que quiser, em seguida. — ela riu, pegando o punhal da mão de Dankan e vindo até mim. — A diversão só vai começar, docinho. — ela concluiu, armando o punhal e fincando-o em minha perna esquerda.


Reprimi o impulso de urrar de dor e só abri um sorrisinho.


- Mostre-me tudo o que você tem, colega. Não vai ser o suficiente, no fim das contas, mas você pode tentar. — constatei, erguendo o rosto e encarando-a, olho no olho.


Vendo aqueles rostos maldosos e sorridentes, eu só pude ter certeza de seis coisas: eu estava no subterrâneo, seria torturada, riria da minha situação trágica, zombaria dos meus torturadores, cuspiria sangue e, com sorte, no final do dia, eu estaria morta.


To Be Continued...

Notas finais
E então? O que acharam? Ninguém lembrava que a Jill ficou loira, gente? Resident 5! Alguém lembra? rsrs. Vamos ver se, agora, os palpites ficam fortes! Quem vocês acham que é o novo líder? O que ele planeja fazer com a Claire? E o pior de tudo: de que lado Jill Valentine está?
Nos vemos em breve! Muito em breve, se Deus quiser! *o*
Beijos, beijos, pessoas! Ly-chaan ^^