Notas iniciais
Desculpeem-me pela demora. Sim, eu me sinto culpada :c
Capítulo dedicado à Lyin Redfield, que recomendou a fic ( te conheço por Luana, mas tudo bem!)!! Obrigada, flor, por recomendar! #ICry
Espero que gostem, ficou pequeno porque estou muuuuito sem tempo :c Dá pra perceber pela nota do capítulo -.- Boa leitura!

P.O.V. Claire

Behind Blue Eyes — Limp Bizkit

– Adeus, Jasmine. Foi ótimo poder trocar tantas ideias com você. — eu disse, por fim, acertando seu coração com toda a força que eu ainda tinha.

Mas, assim que a adaga perfurou seu coração, alguém me puxou para trás, salvando-me de um golpe assassino vindo de ninguém mais, ninguém menos que...

- Dan...Kan... — Jasmine sussurrou, caída no chão, banhada no seu próprio sangue.

A reação de Dankan, a seguir foi a menos esperada. Ao invés de avançar contra mim, novamente, ele caiu de joelhos no chão e jogou a adaga — que ele achara por ali — na parede. Ela brandiu contra as pedras na parede e, em seguida, caiu com um baque surdo no chão.

- Jasmine... — ele sussurrou, com os olhos já marejados, tomando-a nos braços. — Não me deixe... Por favor... — ele suplicou.

Ela abriu um sorriso fraco e passou a mão pelo rosto de Dankan.

- Eu... Eu sinto muito... Dankan... Eu... — ela tentou dizer, enquanto sufocava.

O ar já não chegava a seus pulmões como antes. Ela não tinha mais nenhuma chance de vida. E o que provava isso era o sangue espalhado em minhas mãos.

- Não, Jas. Por favor, não se esforce. — ele suplicou, com as lágrimas rolando por toda a sua face, segurando sua mão e depositando um leve beijo em sua palma.

Jasmine sufocou e uma lágrima pendeu de seu olho, ameaçando escorrer por sua face.

- Eu... Eu te... Amei... Dan... Kan... — ela sussurrou, tentando puxar o ar. Mesmo sabendo que aquilo era inútil.

Ela sufocou mais uma vez e tudo parou. O peito dela paralisou e os olhos não voltar a se fechar. A única coisa que ainda se movimentava era o sangue, que ainda jorrava de sua ferida, banhando a minha adaga. Minha. Dankan encarou-a, com os olhos cheios de lágrimas, boquiaberto. Ele não tinha tido tempo para dizer tudo o que gostaria.

- Eu também te amei, Jas. — ele sussurrou, encostando seus lábios nos dela, com mais lágrimas escorrendo por seus olhos. — E é por isso que eu vou te vingar. Eu não vou deixar isso barato, Jas. Nem que eu tenha que dar minha vida.

- Claire... — Leon começou, tentando me trazer de volta à realidade. Mas eu estava paralisada, diante daquela cena.

Dankan fechou os olhos de Jasmine e deu um último beijo em sua testa, depositando-a gentilmente no chão. Leon me puxou para trás, tentando me proteger de um possível ataque vindo do moreno.

- ASSASSINA! — ele berrou para mim. — ASSASSINA. INFELIZ!

Foi só então que a ficha caiu. Jasmine estava morta. Morta. E eu estava por trás do crime. Eu tremulei e sufoquei um grito.

- ASSASSINA!- ele berrou, novamente, andando para mais perto de mim.

Leon entregou-me para Sheva, que me tomou nos braços e pôs-se na nossa frente, junto de Chris.

- O quê? Vai proteger essa assassina?! — ele vociferou.

Leon balançou a cabeça, transtornado.

- Ela não é uma assassina. Vocês são nada, se comparados a ela. — ele me defendeu.

Assassina. Aquele nome ricocheteava em cada ponto de meu cérebro. Brilhava em letras neon no breu de minha mente. Eu era uma assassina. Eu tinha matado Jasmine. E não havia sido por legítima defesa.

- Ela é só uma vadia qualquer... — Dankan soltou, enxugando as lágrimas, que passaram de tristeza a ódio, num piscar de olhos.

- Não fale assim da minha irmã. Você não tem moral nem para citar o nome dela. — meu irmão disse, dividido entre a raiva e a confusão.

E ele não era o único confuso, ali. Eu também estava. Mas, não o suficiente para querer ser defendida. Eu não queria ser defendida. Eu era uma assassina. E não tinha esse direito.

- Ela continua sendo uma VADIA. — ele vociferou, partindo para cima de mim. Leon e Chris tentaram contê-lo sem usar agressividade. Talvez, pelo fato de eu já ter excedido a quota do dia.

- Você não vai encostar nela. — Leon rosnou.

- Pare. — eu pedi.

Mas não foi a Dankan que me referi, apesar de não haver mais ninguém ali, além de nós cinco. E dos corpos sem vida, no chão, incluindo o de... Jasmine. Ada deveria estar muito longe dali, junto de Care e o restante da "quadrilha". Era melhor para mim. Talvez, assim, eu não matasse mais ninguém.

- Perdão? — Dankan ralhou, sarcástico, como se não acreditasse na minha cara de pau.

Eu também não acreditava.

- Pare de tentar de me defender. — eu sussurrei, franzindo o cenho, enquanto as lágrimas rolavam pelo meu rosto. — Parem. Eu não tenho esse direito.

- Claire, não faça isso... — Sheva sussurrou, atônita, tentando me manter de pé. Meu equilíbrio já não existia mais.

Senti as lágrimas quentes escorrendo por minha bochecha e mordi o lábio inferior.

- Pare de me defender. Eu não sou melhor que ela. — eu disse, entre soluços, apoiada pelos braços fortes de Sheva. — Eu tenho uma vida nas minhas mãos, agora.

Leon me encarou, atônito. Era notável que ele não gostara do meu comportamento assassino. E, também, não aprovava minha reação agora. Era mais que evidente para mim. A decepção estava destacada em seus olhos. E devia estar estampada na minha, também.

- Claire, você não é como ela. Você pode ter uma vida nas mãos, mas ela tem milhares! E tem orgulho disso. — Leon disse, levemente irritado.

- Tinha. — eu disse, num sussurro.

- O quê? — Leon perguntou, sem entender.

- Ela tinha, Leon. Porque ela está morta. Tudo pra ela agora é no passado. E por minha culpa. Minha tão grande e desalmada culpa.

Chris me encarou, surpreso.

- Claire... Não difa isso. Você não é como ela. Nunca será!

- Eu estou trilhando o mesmo caminho que ela trilhou, antes, Chris. Eu estou no começo da estrada. E, já no começo, tenho uma vida em mãos. — eu disse, chorosa.

Arrependida. Eu estava absurdamente arrependida.

- Exatamente, a vida que ela já não tem está em suas mãos. Você a matou. Está orgulhosa disso? Sua assassina! — Dankan berrou, fuzilando-me, com lágrimas ainda percorrendo seu rosto. Seu olhar denotava o ódio puro e maciço que estava nutrindo. — A CULPA É TODA SUA!

Assenti.

- É minha. Só minha. — eu disse, com a vista embaçada. As lágrimas formavam com uma velocidade explendorosa e, logo, eu não poderia ver nada. — Soltem-no. Deixem que ele faça justiça. — eu completei, para meu irmão e Leon.

Leon balançou a cabeça na minha direção.

- Você não vai se entregar tão fácil, Claire. Você não está errada. Você se defendeu. Se você não tivesse matado Jasmine, talvez fosse você, ali, banhada em sangue. — Leon quase cuspiu. Ele estava irritado. Porque nunca esperara uma atitude como essa vinda de mim.

- É, tem razão. — eu disse, por fim, com as lágrimas quentes banhando minha face. — E, talvez fosse você, ali, no lugar dele, tentando me vingar.

Leon ficou boquiaberto.

- Claire, pare com isso. — Chris disse, segurando Dankan com mais força.

Balancei a cabeça, frustrada.

- Soltem-no. — disse eu.

Dankan ergueu uma sobrancelha e abriu um sorriso escárnio.

- Estão ouvindo? A assassina está pedindo a punição. Soltem-me. — ele disse, sarcástico, tentando se desvencilhar do aperto de meu irmão e de Leon, que tentava segurar seus braços.

- Nós nunca soltaremos você! — Chris disse, relutando.

- Sheva, me largue. — eu disse, tentando me soltar do aperto de Sheva. Ela já estava prevenida. Sabia que aquela era minha segunda alternativa.

Se Dankan não viria até mim, eu iria até ele.

- Não! — ela quase berrou.

Suspirei.

- Desculpe-me. — eu disse.

- O quê? — Sheva perguntou, atônita.

Eu chutei a perna de Sheva e, com um giro, derrubei-a no chão. Ela caiu de cabeça no chão e, logo, encontrou-se desacordada. Chris e Leon me encaravam, surpresos e tão atônitos quando Sheva demonstrou-se segundos antes. Talvez mais.

- Claire, pare. — Leon disse, largando Dankan e vindo na minha direção. — Eu sei que não se orgulha de ter matado Jasmine. Mas não precisa fazer isso.

Ignorei-o.

- Claire, pare! — Chris berrou.

Mas eu não queria escutar. Avancei ainda mais.

- Venha, Dankan, venha com tudo o que tem. — eu disse, diminuindo a distância entre nós dois.

- Claire! Saia daqui. — Chris berrou. — Leon, VOLTE. Não vou conseguir segurar esse cara por muito tempo! Ele está tomado pelo ódio!

Não dei ouvidos. Leon tentou voltar, mas eu pus o braço na sua frente, impedindo-o de avançar.

- Não. Deixe-me fazer isso. — eu disse, tentando reprimir as lágrimas. — Vamos ver até onde eu vou, mais uma vez. — eu disse, mas para mim mesma, que para ele.

Provavelmente, ele não escutou.

- Claire, pare com isso. — ele disse, segurando meu braço.

Evitei olhá-lo.

- Se não me deixar fazer isso, não vou te perdoar. — eu disse e ele paralisou. "O que está acontecendo com ela?", era provavelmente isso que ele estava pensando. Porque era, exatamente, o que eu pensava. Se eu estava louca? Estava. Mas nem ligava para isso.

Andei até Chris e empurrei-o, fazendo com que ele se mantesse desnorteado por dois segundos. Tempo suficiente, para o — quase — inesperado acontecer.

- Morra, vadia. — Dankan cuspiu, avançando contra mim, rápido demais para que eu pudesse, tentar, me defender. — Pague pelos seus pecados. No inferno.

Chris tentou contê-lo, novamente, correndo em nossa direção. Mas não foi rápido o suficiente.

- Argh! — arquejei, puxando o ar com força, sentindo uma dor insuportável.

- Não! — Leon berrou, tomando-me nos braços, assim que meus joelhos cederam, antes que eu fosse de encontro ao chão.

- CLAIRE! — Chris gritou, socando Dankan e jogando-o contra a parede. — Eu vou matar você, seu canalha! — ele completou, aos berros, falando, dessa vez, com Dankan.

Tentei falar algo para impedí-lo de fazer algo semelhante ao que eu fizera, mas as palavras não saíram. E eu ainda não entendia o porquê. O que estava acontecendo?

- Claire, não... Claire! — Leon sufocou, desesperado, deitando-me, com cuidado, no chão, segurando minha cabeça um cuidado que eu não tivera com Sheva.

Ele encarava o vão entre meus seios. Abaixei o olhar e encarei o objeto que jazia ali. E sufoquei, mais uma vez.

- Claire! — Leon gritou, notando que meus olhos ameaçavam se fechar. Ele tentava, desesperadamente, manter-me acordada.

- Leon, vamos tirá-la daqui. Vamos! — meu irmão gritou, tão desesperado quanto.

Minhas pálpebras enfraqueceram e senti o líquido rubro espalhando-se pelo meu corpo, imóvel. As mãos de Leon jaziam habilidosas sobre o vão de meus seios. Sobre o objeto perfurante e cortante. Ele retirou a adaga e eu gritei. Ele me encarou desesperado, tentando estancar o sangue que se espalhava com facilidade. Atônita, observei enquanto Leon tentava me tirar do porão. E ouvi gritos, desconexos para mim, vindos de Chris, que parecia falar ao celular, ou algo do gênero.

E foi só então que eu notei o que estava acontecendo. Dankan estava quase conseguindo sua vingança. Ele tinha feito comigo, o que eu fizera com Jasmine. E ele esperava obter o mesmo sucesso que eu obtivera. Senti meu coração descompassar e minha respiração falhou. Eu não tive mais tempo para entender mais nada. Porque, segundos depois, eu não ouvia, via, ou sentia nada.

To Be Continued...

Notas finais
Então, muito ruim? Pois é, estou programando o final da fic e... Digamos que ainda vão haver mais uns seis capítulos, antes do fim... -qs Eu acho que não demoro com o próximo - juro que vou tentar não demorar! É que ainda nãoe stou de férias, só fico dia 21 de dezembro! E estou organizando algumas coisas para mudar de escola... Então... Tempo muito corrido :c
Enfim, beijos, pessoal. Não me deixem :cc
Lyvennie Ludwig ^^