The Return
8 I Really Hate The Girl In Red Dress
Notas iniciais
Eu sempre demoro a postar, e vocês continuam aparecendo pra me dar o ar da graça! Então tá aqui, um capítulo adiantado, recém saído do forno!
Boa leitura, pessoal ;D
P.s. Leiam as notas finais.
P.p.s. Não revisei o capítulo inteiro, então desculpem-me pelos possíveis erros.
P.O.V. Claire
[...] — Ai, mas que fofinho. Nunca vi coisa mais linda na minha vida. Deviam ganhar um oscar de melhor declaração de amor. — uma voz extremamente enjoativa me interrompeu.
Porra, não tinha outra hora pra ela aparecer, não? Ela tinha que aparecer justamente quando eu ia, enfim, declarar que também sentia o mesmo por ele e que estava muito feliz, obrigada?
– Por que você sempre aparece nas horas mais impróprias? — perguntei, à beira da histeria. Ela sempre interrompia tudo. Era a habilidade especial dela.
– Ah, que é isso, Claire. Não sinta-se encabulada. Vocês podem prosseguir. Onde pararam mesmo? — ela zombou. — Acho que foi na parte em que você ia dizer que ama, incondicionalmente, o Leon. Estou certa?
Trinquei os dentes. Eu odiava aquela mulher. O-D-I-A-V-A.
– Sabia que tinha virado hobby dela me perseguir. — Leon falou, revirando os olhos.
– Ai, que é isso, Leon. Com tanta ignorância eu posso acabar chorando! — ela se fez de inocente.
– Quando vai cansar de correr atrás de mim? Eu tenho uma leve lembrança de ter deixado claro que não quero NADA com você. — Leon falou, sem papas na língua.
– Nossa, assim eu vou ficar DE-PRI-MI-DA, Leon. Não seja tão mal. — ela disse, fazendo biquinho.
Olhei para ela, revoltada. Como alguém podia ser tão odiosamente cínica?!
– Ada, sabe em que acabei de pensar? — perguntei, cética.
Ela olhou-me, erguendo as sobrancelhas.
– Divida comigo, Claire. — ela disse, com um sorriso falso.
Eu sorri.
– Que você seria muito mais amável com o pescoço quebrado. — eu disse.
Ela me olhou, com um sorriso azedo brotando de seus lábios carnudos e avermelhados.
– Não me dê ideias, Claire. Ou eu posso acabar quebrando o seu, só por ter que olhar pra sua cara. — ela disse, enfatizando bem o "seu".
– Pode tentar, garota. — eu zombei. — Vamos ver o que você consegue fazer com alguém que está presa e vulnerável. Acho que você nem conseguirá muito, apesar de ter uma boa chance em mãos. Pode não tê-la novamente, Ada. A-PRO-VEI-TE. — eu completei, provocando-a.
– Está insinuando que eu não seria capaz de fazer algo com você, quando solta? — ela disse, rindo.
– Insinuando? Nunca! — falei, fingindo-me de ofendida. — Eu estou afirmando, querida. Porque você é do tipo aproveitadora. Usa das suas melhores chances, sem nem notar que quem você machucou, estava completamente em desvantagem. — eu disse, com um olhar malicioso, atiçando-a mais e mais.
– Claire, menos. — Leon sussurrou.
Mas não seria por isso que nós duas iríamos parar. Leon tinha que aprender que uma rixa entre mulheres não era algo que resolvia-se, apenas, com algumas palavras proferidas pelo "macho" em questão. Era uma briga por território. E nenhuma de nós estava disposta a perder. Apesar de, claro, eu ainda estar em completa disvantagem. Então eu meio que não culpava Leon. Porque eu estava sendo, realmente, audaciosa.
– Claire Redfield, você devia saber que eu nunca fujo da raia. Eu nunca perco. — ela disse, começando a ficar extremamente furiosa.
– Sério? Não foi o que eu pude perceber nos nossos episódios passados. Porque, pelo que eu lembro, você nunca conseguiu atingir seus objetivos. — eu retruquei.
– Prove, Claire. — ela disse, quase sem armas.
– O que? Quer prova mais viva que o próprio Leon? Está de brincadeira, né? — eu disse.
Meu plano, até então, estava dando certo. Eu planejava usar Ada para conseguir me soltar. E logo ela não resistiria. Ada me atacaria tão rapidamente com sua adaga, que nem perceberia quando eu me movimentasse para que ela cortasse a corda que me prendia, ao invés de minha cabeça. Ou, quem sabe, ela estivesse com os neurônios tão afetados que me soltaria para podermos "duelar" e provar quem era a melhor de nós.
– Claire, voce está me tirando a paciência. Não queira me ver descontrolada. — ela vociferou.
Eu ri. Isso mesmo: RI.
– Desde quando você tem algum controle, Ada? Que eu saiba você sempre foi descontrolada.
Ela cerrou os dentes. E eu podia perceber que a raiva estava tomando-lhe rapidamente. Leon também percebera aquilo. Porque ele não se atrevia a pronunciar uma sílaba sequer. Eu tinha que ressaltar que aquilo era sábio da parte dele. Muito sábio.
– Claire... — ela começou, mas foi interrompida por Dankan Blade, que correu até ela, respirando fundo.
– Ada, você não pode ficar aqui, agredindo-os verbalmente, como bem entende. Uma equipe da Umbrella está vindo para buscá-los. — ele disse, sem fôlego.
Ada encarou-o.
– Solte-os. — ela disse.
Dankan olhou-a estupefato. Registrou a informação por um segundo e depois arregalou os olhos.
– Como assim, solte-os? Você está maluca?! — ele perguntou, enquanto arfava. O pobre coitado parecia ter corrido quilômetros.
"Meu Deus, que pa-té-ti-co.", pensei, revirando os olhos.
– Está surdo? Eu mandei soltá-los! — ela gritou pra ele, quase roxa de raiva.
– Para que?! — ele perguntou, nervoso. Ele nem, sequer, se parecia com o playboyzinho que dera ordens à Care e Jasmine, alguns minutos atrás.
– Para que eu possa matá-los. — ela disse puxando a adaga de sua cinta-liga. — E você vai me ajudar.
Ele olhou para ela incrédulo. Abriu a boca, mas nenhum som saiu de lá. Ada olhou novamente para ele e revirou os olhos.
– Deixa que eu faço isso, machão.
Eu tive que arquear as sobrancelhas quando vi Ada andando até mim e Leon, cortando nossas cordas rapidamente.
– Acho que você não mede as consequências de seus atos, Ada. — eu disse, levantando-me, e pondo-me rapidamente em posição de luta.
– Eu nunca meço, Claire. Porque no fim não faz diferença. — ela disse, sorrindo escarniosamente. — Dankan, você cuida do marmanjão aí. A garota rebelde é minha. — ela completou.
Eu ri. Porque, porra, eu tinha que rir! Era hilário demais. Ela achava que daria conta de mim sozinha?! HAHA, essa eu queria ver.
– Por que eu tenho que lutar com ele? — Dankan disse, quase como se fosse um bebê chorão.
Ada revirou os olhos.
– Porque eu estou dizendo para lutar. — ela disse, entre dentes.
Ela partiu pra cima de mim, na mesma hora que Dankan partiu pra cima de Leon, que só ria da situação. Ria, isso mesmo. Porque era hilário demais. Eu sabia que Ada era manipulável, mas aquilo já era demais. Ela tinha tornado as coisas extremamente fáceis para mim. E o pior era que ela achava que tinha chances de vencer.
Ela investiu contra mim, apontando sua adaga em meu pescoço. Agachei-me, desviando da ponta de prata, mortal e afiada, e investi com um murro em sua barriga. Um murro que ela desviou, dificultosamente. Ela pulou pra trás e posicionou sua faca em posição de defesa. Ingênua. Ada era muito ingênua.
Voltei a investir, distribuindo chutes em sua direção. Chutes, os quais, ela safou-se por pouco, pois usava seus braços como escudo para proteger seu rostinho de porcelana. Ela tentou agarrar meu pé, mas eu fui mais rápida. Chutei sua mão direita, e ela soltou a adaga sem querer. Escutei o ruído metálico da prata arrastando no chão e ignorei-o completamente. Já Ada não conseguiu desviar o olhar da adaga, que havia distanciado-se cerca de um metro para a direita, com o impacto.
Ela tentou investir contra mim com um chute, mas agarrei seu pé e girei-o, com força. Ela praguejou e caiu no chão. Ela tentou agarrar a adaga que estava mais próxima dela, mas eu não pude permitir. Seria fácil demais. Chutei a adaga para mais longe e pisei no braço esticado de Ada, pretendendo estalar cada um daqueles ossos. Ada tentou reagir, e eu pus mais força. Ela soltou um gritinho baixo e agudo e tentou desvencilhar-se, agora, com mais força. Enfim, ela conseguiu. Pôs-se de pé, estalou os ossos do braço, novamente, checando -os para saber se eles ainda estavam nos devidos lugares e fez uma careta. Aquilo devia ter doído mesmo. Talvez eu houvesse subestimado minha força. Mas eu não tive tempo de zombar muito, mentalmente, porque foi então que ela preparou-se para uma nova investida. Típico de Ada. Eu já sabia que ela não desistiria tão cedo.
– Espero que saiba lutar Muay Thai. — zombei, partindo para a luta. — Odiaria ter que machucar seu lindo rostinho.
Ela sorriu de volta.
– Espero que não tenha hemofilia, Claire. Porque você vai sangrar. — ela disse, cínica, partindo — também — em minha direção. — E eu odiaria vê-la sangrar até a morte.
Haha. Aquilo seria algo muito engraçado. Talvez aquilo conseguisse me aquecer um pouco. "Um básico alongamento. Era disso que eu estava precisando.", pensei.
Notas finais
Eu queria avisar um negocinho a vocês. Estou vendo a possibilidade de fazer uma fanfic nova de Resident Evil. Na verdade, seria um projeto de férias. Ou seja, eu postaria em Julho e concluiria em julho. Entendem? Eu já tenho ideias para a fic, só preciso de opiniões. Lembrando que daqui pra lá eu pretendo estar bem perto do fim desta fanfiction ;D
Então... Está com vocês. Deem as opiniões!
aaah, não esqueçam de dizer se odiaram o capítulo, tá? Beijinhos.
Lyvennie-chaan ^^
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