Notas iniciais
Demorei, de novo, né? :/
Sou uma péssima autora, eu sei D:
Mas, ta aí o capítulo e espero que gostem. Kisses.
P.s. A Fic ja está, praticamente, no fim. Só não acabará, se surgirem mais ideias. Então... Rezem rs

P.O.V. CLaire

– Uma ameaça e tanto, Ada. Tenho que admitir que suas tiradas estão ficando cada vez melhores. — eu disse, com um sorriso debochado. — Mas isso não quer dizer que você vá conseguir fazer-me derramar, sequer, uma gota de suor. Precisa praticar, querida, antes de tentar algo contra mim.

Ada fuzilou-me e eu quase pude ver raios laser saindo de seus olhos. É, eu era, realmente, má — quando queria ser. Com certeza, ser má era um dom.

Esperei que ela começasse a se mover até mim — algo que não demorou nem cinco segundos — e, quando ela o fez, chutei sua barriga, empurrando-a contra a parede. Ataquei-a, em seguida, com o movimento oblíquo, acertando seu rosto e depois seu tronco. Ela praguejou e avançou contra mim, dando uma cotovelada no meu rosto — e, diga-se de passagem, aquilo doeu. Evitei o impulso de gritar — porque aquele golpe tinha atingido, em cheio, meu pobre nariz — e avancei contra ela, usando o movimento da Cobra. Dei-lhe um pontapé e logo em seguida acertei-lhe com o golpe direto. Aqueles golpes eram meus favoritos, porque acabavam deixando o adversário tonto por alguns segundos. O que sempre acabava me dando uma pequena vantagem. Soltei um risinho debochado e empurrei contra a parede de novo. Ela bateu a cabeça na parede e meio que deslizou até o chão, mais tonta ainda.

– Nossa, foi mais fácil do que eu pensei. — eu disse, erguendo uma sobrancelha.

Quando virei-me para ver como Leon estava, Ada pulou em cima de mim, como se estivesse tentando me matar com uma chave de braço. Só que eu sabia que ela pretendia aplicar o Clinch em mim. Ela desferiu uma joelhada no meu tórax e eu arfei. Aquilo doía demais. Ela deu uma cotovelada na minha nuca, tentando fazer com que eu desmaiasse. Só que ela estava tão tonta, que não acertou o ponto correto. Desvencilhei-me dela, puxando seu braço e arremessando-a para minha frente. Quando ela caiu de costas no chão, eu respirei fundo. Aquele golpe exigia um pouco mais de força que os outros, mas eu sempre ganhava uma vantagem incrível. Ada praguejou algo e tentou se levantar, mas eu impedi-a enquanto ainda tinha tempo. Chutei-a no rosto e ela tentou agarrar minha perna. Fui mais rápida e desvencilhei-me com facilidade. Senti um líquido quente descendo pelo meu pescoço e, só então, notei que um líquido rubro descia de meu nariz, percorrendo minha boca. Sangue. Ela tinha feito com que eu sangrasse. Ela ia pagar caro por aquilo. E como ia.

Ela levantou-se num salto, assim que avancei até ela.

– Jurava ter ouvido que você não ia derramar nenhuma gota de sangue, Claire. — ela zombou de mim.

Eu sorri, insastisfeita.

– Eu posso estar sangrando, mas você está bem pior Ada. Digamos que muitos ossos seus foram prejudicados. — eu disse, tentando sobressair-me.

Ela riu.

– Mas ainda não me fez sangrar.

Pronto. Bastou só aquilo para eu avançar e atingí-la com toda a minha força. Saltei, pegando impulso, e atingi-a com uma joelhada no queixo. Aquele era o chamado Kao Dode, e doía demais. Eu me lembrava da primeira vez que recebera aquele ataque. Digamos que eu tinha gritado durante uns cinco minutos seguidos.

Ela desequilibrou-se e cambaleou para trás. Quase indo dando um encontrão em Leon, que acabara de chutar Dankan bem no rosto, fazendo-o "voar". Ela balançou a cabeça, tonta, e passou a mão no queixo. Pude ver um brilho de ódio cintilar nos seus olhos, no instante em que ela percebeu que estava sangrando.

– Um a um, Ada. — eu debochei, com um sorriso cínico. — Não fique tão chateada assim.

Ela me fuzilou e correu até mim, tentando me dar um semi-gancho. Segurei sua perna e ela surpreendeu-me com o golpe cotovelo lateral. Aquilo me fez, quase, ver estrelas. Ela aproveitou minha desatenção e puxou a perna. Ela girou o calcanhar que estava no chão e chutou meu rosto, com força, fazendo com que eu caísse de lado. Eu conhecia bem aquele: rotativo de calcanhar.

Caí de cara no chão. A adaga de Ada jazia bem ali, e eu agarrei-a antes que ela visse. Logo em seguida, senti a ponta do salto de Ada sendo enfiado bem na minha perna. Soltei um grito agudo de dor e, por reflexo, golpeei-lhe, no calcanhar, com a adaga. Aquilo fez com que Ada cambaleasse para trás e arfasse, segurando um palavrão. Ela foi de encontro à mesa. Eu levantei-me, cambaleante, sentindo o sangue jorrar de minha panturrilha. Ada tinha feito um buraco ali e pagaria por aquilo — assim que eu conseguisse andar direito, claro. Ela tinha sido inteligente. Com aquele "buraco" na minha panturrilha eu seria incapaz de usar qualquer golpe de Muay Thai com as pernas. Eu tinha que dizer: Ada tinha sido bastante estratégica.

Mas aquilo não seria o suficiente para me parar. Respirei fundo e corri até ela, com a adaga a postos. Ela agarrou minha adaga que jazia sobre a mesa e desviou, rapidamente, de meu ataque.

– Você não vai me matar tão facilmente, Claire. — ela disse, com um sorrisinho cínico.

– Eu sei disso, Ada. Até porque cobras não são tão fáceis de matar assim. Mas, me conta, quando você vai trocar de pele? — eu zombei.

Ela me fuzilou. E partiu em minha direção. Nossas adagas se chocaram. Ada tentou cortar minha garganta, mas eu interceptei-a e desferi uma joelhada na sua barriga. Ela cuspiu sangue.

– Você vai se arrepender por isso, Claire. — ela disse, limpando o líquido rubro que escorria pelos seus lábios e descia por seu queixo.

Eu tomei um pouco de distância, tentando respirar. E ela partiu, de novo, para cima. Quando nossas adagas se chocaram novamente, a minha "voou" e caiu no chão. Olhei para Ada, que sorria, e hesitei. Ela tentou me acertar com a sua adaga, e eu desviei. Mas ainda assim ela conseguiu arranhar minha bochecha, o que fez com que um filete de sangue escorresse. Eu tomei distância e chutei sua mão — o que fez com que eu sentisse uma dor lancinante na panturrilha ferida. A adaga dela ricocheteou no chão e ela ficou indefesa. Corri até ela e soquei-lhe bem nos lábios — que foi cortado pela força de meu punho, e começou a sangrar, compulsivamente.

Ela olhou para mim, limpando o sangue da boca e fazendo cara de dor. É aquilo devia doer mesmo. Ela andou até mim e eu empurrei-a com toda minha força. Ela caiu no chão e bateu a cabeça. Ela tentou manter os olhos abertos. Mas não conseguiu. Eu andei até ela e pisei com força no seu joelho, no intuito de quebrar algum osso por ali. Ela urrou de dor. Sorri.

Soquei-lhe mais uma vez no rosto. E ela não reagiu. Porque estava desacordada.

E, mais uma vez, eu tinha vencido.

P.O.V. Leon

Dankan não estava me dando brecha. Mas eu revidava à altura. Depois de acertá-lo em cheio no rosto, ele levantara-se com uma expressão tão assassina, que eu quase senti medo. Mas, tudo o que fiz foi rir.

Corri até ele, e tentei chutar-lhe na barriga. Mas ele usou um dos braços para desviar o golpe. Antes que ele tentasse puxar minha perna, eu recuei alguns passos. Ele avançou na minha direção e tentou me socar. Defendi-me com meu ante-braço e desferi um chute bem no seu quadril. Ele praguejou e desequilibrou. Eu avancei e soquei bem no seu nariz.

– Leon! Precisa de ajuda?! — ouvi Claire gritar.

Agarrei o braço de Dankan e puxei-o para mais perto. Prendi-o numa chave de braço e ele esperneou. Tentou desvencilhar-se, mas eu não facilitei. Logo ele ficou sem ar e desistiu de lutar. Soltei-o e ele foi de encontro ao chão, desacordado.

– Acho que não. — eu disse, sorrindo pra ela.

Ela sorriu de volta.

Eu me aproximei dela.

– Então... Você dizia...?

Ela olhou pra mim, ainda sorrindo, com uma das sobrancelhas arqueadas.

– Quando? — ela perguntou, fingindo-se de desentendida.

Eu ri baixinho. Sabia que ela queria que eu repetisse.

– Ah. Agora a pouco. Você começou a dizer algo, um pouco depois de eu dizer que te amava. — eu repeti, sem vergonha alguma.

Ela riu pra mim.

– Ah. Eu ia dizer que... — ela começou, fazendo suspense. — Que também sinto por você, algo maior que amizade.

Revirei os olhos.

– Pode ser mais... objetiva?

Ela riu pra mim.

– O que? Você acha que vou dizer a frase? — ela disse, com um sorriso de deboche.

Olhei para ela, com um meio sorriso.

– Só uma vez? — eu pedi.

Ela continuou sorrindo.

– Não, garanhão. — ela disse, sorrindo. — Você já sabe. Então não preciso dizer nada.

Olhei para ela, tentando evitar o impulso de sorrir.

– Por que? — eu perguntei.

– Minha mãe me ensinou que não devo falar abertamente sobre meus sentimentos com o "macho" em questão. Cabe a você entender quais são, garotão. — ela disse, com um sorriso malicioso.

– Mas eu quero ter certeza. — eu disse, correspondendo a malícia dela.

Ela sorriu para mim.

– Quer mesmo ter certeza? — ela perguntou, insinuante.

Assenti, abrindo meu melhor sorriso sedutor.

– Conheço um jeito melhor de te dar essa tal certeza. — ela disse, aproximando-se de mim.

– E qual seria? — perguntei pretensioso.

Ela arreganhou um sorriso mais sedutor que o meu e parou bem na minha frente, à uma distância mínima de quinze centímetros.

– Vou te mostrar. É muito mais prático. — ela disse, aproximando-se mais ainda e, logo em seguida, enlaçando meu pescoço, com seus braços. — Posso?

Estávamos tão próximos que eu podia sentir seu hálito de menta.

– Esteja à vontade, senhorita. Sou seu eterno e mero serviçal. — brinquei.

Ela aproximou-se mais. E logo nossas bocas estavam coladas. Ela envolveu-me em um beijo quente e cheio de amor. Eu podia ter certeza, bem ali, que ela me amava, de verdade. Apesar de ela não querer assumir, estava evidente nas suas ações, nos seus olhos, no seu beijo... E ela sentia ciúmes de mim, o que era mais uma prova.

Nós nos amávamos, agora. Estranho como o amor pode surgir, tão rapidamente, numa relação que vinha restringindo-se à uma amizade há anos. Eu nunca tinha pensado em Claire como uma "mulher". Mas ali estava eu, perdidamente apaixonado pela garota que estivera comigo nos pontos cruciais de minha vida. A única garota que me conhecia melhor que qualquer um. A única que eu já abraçara, sem segundas intenções.

Seus lábios se encaixavam nos meus, como se ela pertencesse a mim e eu a ela, desde o princípio. Como se houvessemos sido feitos um para o outro. Como se tivéssemos nos amado, desde o começo, sem ao menos estarmos cientes disso.

P.O.V. Claire

P.O.V. Claire

Eu beijava ele, tentando demonstrar todo o amor que esteve guardado em mim há tanto tempo. Eu não fazia ideia, há algumas horas, que amava ele. E, naquele instante, eu via como esteve evidente durante tanto tempo, que meus sentimentos por ele não eram de simples amigos. E o mesmo ocorria com ele. Eu podia ter certeza que ele já me amava há um tempo, sem saber. Como podíamos ter sido tão idiotas? Como não havíamos percebido?

E, bem no ponto crucial de nosso beijo, alguém pigarreou. "Tá falando sério? De novo?".

Quando virei-me para ver quem era, meu queixo caiu. Eu não consegui acreditar no que meus olhos "registravam". E sabia que Leon não ficava para trás.

– Eu não acredito. — Leon sussurrou, tão surpreso quanto eu.

Notas finais
Odiaram, né? Podem dizer --'