The Return

5 End Of The Dream


Notas iniciais
Geeente, desculpa a demora! Eu sei que sou uma péssima autora! Fico sempre inventando desculpas, nér? Mas, é serio! Eu sinto muito pela demora! Mas... Olha pelo lado bom: demorou só vinte dias! Não foram seis meses, algo do tipo, né?
BEEEM, espero que gostem!
Boa leitura *u*


P.O.V. Claire

Leon encarou Ada, e lançou-lhe um olhar do tipo: "Vou te matar!". Ada abriu um sorrisinho cínico e perguntou:

– E então, Leon? Vai continuar calado? Ou vai criar coragem e dizer logo de uma vez?

Revirei os olhos, quando notei que Leon abriu a boca, tentou falar, mas o som se negou a sair.

– Meu Deus, Leon. — eu disse, impaciente. — Você é o que? Um homem ou um rato?

Ele encolheu os ombros.

– Eu acho que está mais pra um ratinho. — Ada disse, revirando os olhos, ao mesmo tempo que eu.

Meu Deus! Por que ele demorava tanto pra dar uma simples resposta?! O que custava dizer: "Ela é só minha amiga, Ada."??! Pelo amor de Deus! O Leon era tão mole assim?! Ou ele estava com medo mesmo de dar uma resposta? Mas... Claro que não era isso...Porque, o que ele queria dizer era que somos apenas amigos, né? O que mais ele poderia dizer? Que me ama? HAHA. Por Deus. Isso nunca aconteceria. Porque... Nós somos só AMIGOS... Certo? Era só isso... Não era? Ou será que...?

– Por Deus, Leon. Deixa de ser mole. Você sabe que gosta dela. — Ada disse. — Você sabe que lança olhares diferentes pra ela. Você sabe, e muito melhor que eu, que acaba se exaltando quando alguém dá em cima dela, ou tenta machucá-la. Você sabe MUITO bem, Leon, que seus sentimentos por ela passam de uma simples amizade.

Aquelas palavras me acertaram em cheio.

Como eu não tinha percebido aquilo ainda? Eu já havia notado que a respiração dele ficava cada vez mais fraca, assim que a distância entre nós tornava-se mínima. Eu notava que ele respirava mais forte quando me via com poucas roupas. Eu sabia que ele tentava de todo jeito me proteger... Mas... Então por que minha ficha nunca caiu? Por que eu nunca percebi os fatos que estavam bem debaixo do meu nariz. Ele com certeza sentia algo por mim. Mas cabia a ele explicar para mim o que era, exatamente.

– E então, Leon? — disse. — Estamo esperando.

Eu não queria pressioná-lo, mas eu precisava daquela resposta.

Porque notando minhas recentes atitudes, agora eu podia perceber o quanto meu jeito em relação ao Leon tinha mudado. Eu até tinha ficado mais exibida. Estava exercendo um tipo de possessividade sobre ele... E eu me lembrava bem de ter ficado muito irritada nas porções de vezes que Jasmine deu em cima dele. Meu Deus! Como eu pude não perceber?! Será que eu estou gostando dele?!

P.O.V. Leon

Eu estava com uma demasiada vontade de dar um tapa na cara da Ada e arrancá-la de vez dali. Por que ela tinha que me torturar daquele jeito? Mas que droga! Eu não sabia o que pensar, dizer ou sentir! Então o que eu ia fazer ali? Como eu diria algo para Claire, se eu nem sabia direito o que sentia?! Meu Deus! Por que a vida tem que ser sempre tão complicada?!


– Leon, diga a verdade. — claire começou. — Diga logo de uma vez que nossa relação não passa de uma amizade verdadeira. — ela completou, com uma confusão extrema destacando-se em seus olhos.

Mas as palavras se recusaram a sair. Eu não conseguia decidir se o que ela havia dito era algo ilusivo ou, só, a mais pura verdade. Eu estava com medo de falar algo errado. De prejudicar tudo... E se eu gostasse dela? E se nossa relação não se restringisse só a uma mera amizade?

Porque... Eu sabia que nossa relação não era só uma simples amizade. Eu sabia, mas... Então por que não conseguia dizer nada? Por que continuava ali, como se fosse mudo?

– Leon, vai dizer alguma coisa, ou não?

''Eu não sei, Claire. Eu não sei o que falar! Eu não consigo entender mesu sentimentos! E acho que ninguém pode me ajudar", era isso que eu queria dizer. Mas, na verdade, o que saiu foi:

– Eu gosto da Ada, Claire.

De onde eu tinha tirado aquilo?! ADA?! Eu nunca tinha sentido nada pela Ada! Que droga! Por que eu sempre acabava fazendo merda?


POV. Claire

Aquelas palavras me acertaram em cheio e eu fui incapaz de falar o que quer que fosse. Minha mente recusou-se a me auxiliar na hora de formular palavras. Meus lábios se estreitaram numa linha fina, deixando bem claro que eu estava para poucos amigos. Meu corpo se retesara e minha língua travara.

Ada? Como assim... Ada?

Leon e Ada, Leon e Ada, Leon e Ada, Leon e Ada, Leon e Ada...

Era só naquilo que eu conseguia pensar. Meus pensamentos estavam completamente incoerentes. A linha de raciocínio que já habitara minha mente, algum dia, tinha sumido — sem deixar nenhum resquício sequer.

Senti as dúvidas cobrirem cada centímetro do meu corpo, ocupando cada poro.

De começo, eu nem sequer fui capaz de digerir aquelas palavras. Mas a medida que meu estômago absorvia aquilo, eu ficava cada vez mais tonta e incrédula. Como ele podia gostar... DELA?! Meu Deus! Com tantas mulheres no mundo, ele tinha que ter escolhido logo ela?! Como ele podia ter dito aquilo com tanta naturalidade? E por que eu não conseguia ter uma reação calma, do mesmo modo que ele?

Por que aquelas palavras tinham me acertado tão em cheio? Por que eu estava me sentindo tão frustrada? Por que...? Meu Deus, por que ?!

– Você já sabia, não é, Claire? — Leon perguntou, receoso.

Olhei para ele, engoli em seco e usei todas as minhas forças para impedir que qualquer lágrima saísse de meus olhos. Eu já sentia o pequeno ardor, e não queria dar o braço a torcer. Eu nunca choraria na frente de Ada. NUNCA. Mas... Como eu deveria reagir? Eu achava que amava ele e, no fim das contas, ele tinha dito que amava outra. E o pior: a outra era a mulher que eu mais odiava. A mulher era Ada Wong.

Tentei recuperar o fôlego e as palavras que ainda insistiam em escapar de mim. Respirei fundo, pressionei minhas pálpebras com os dedos indicadores e falei, tentando demonstrar que não estava abalada:

– Isso é uma novidade para mim, Leon. Eu já sabia que você não gostava de mim e que a Ada é uma desequilíbrada. Mas não sabia que você era capaz de ser tão idiota.

Eu olhei para Ada, que ainda permanecia revirando olhos, tanto para mim, quanto para Leon. Por que ela continuava fazendo aquilo? Ela estava tentando me torturar? Porque se esse era o objetivo dela, eu tinha que assumir: ela já estava conseguindo. Na verdade, ela já estava prestes a me enlouquecer.

– Claire, eu não pude fazer nada a respeito disso... — ele disse, cabisbaixo.

Leon me olhou, me deixando ver em seus olhos algo que eu não notara antes. Mas eu não fui capaz de identificar o que seu olhar tentava "me dizer". Eu não pude indentificar o significado daquele brilho que ornamentava suas íris. O que ele queria me dizer? O que ele não podia falar em voz alta ?

Eu não sabia. Na verdade, eu não queria saber.

E, no fim, tudo o que fiz foi olhar dele para Ada, erguer as mãos e bater palmas.

– Ótimo. Vocês podem ficar aí, aproveitando o momento lindo. Eu vou logo até o cofre fazer o que tenho que fazer, porque estou LOUCA para voltar para a minha casa. — eu disse, caminhando em direção à porta de ferro que encontrava-se depois de alguns poucos degráus, logo detrás de Ada.

– Você acha que eu vou deixar você passar? — Ada disse, preparando-se para me socar, no intuito de me impedir.

Simplesmente a fitei, esperando ela tomar uma reação. Ela cerrou o punho e mirou em mim. Mas antes de sua mão alcançar uma distância de, pelo menos, trinta centímetros, eu agarrei seu braço e torci. Ela arfou de dor e eu aproveitei minha pequena oportunidade, para chutar-lhe a barriga. Eu sabia que aquela poderia ser minha única oportunidade, e chutei-lhe com o máximo de força que fui capaz de juntar, naquele momento de fragilidade.

Ada caiu no chão, de costas, e praguejou algo que não pude definir. E eu não me importava. Só dei de ombros e andei até a pequena escada. Antes de subir o primeiro degráu, olhei de soslaio para Leon e falei, em alto e bom som — totalmente fria:

– Acho que você devia ajudar ela. Eu cuido de terminar a missão.

E então voltei a me direcionar até a porta de ferro. Mas antes que eu consegui chegar na porta, uma voz me fez parar:

– Você achou mesmo que eu ia deixar você invadir o cofre principal?

Virei e não pude acreditar no que vi. Como ela ainda conseguia andar?

– Jasmine. — sussurrei à contra gosto.

– Pode ir descendo, Claire. Você não vai saber o que tem dentro do cofre. Nunca.

Abri um sorriso de escárnio.

– Sério? — zombei. — É o que vamos ver.

Peguei a adaga de Dankan, que ainda estava presa na minha cinta liga e arremessei em sua direção. Girei a maçaneta da porta e abri-a. Quando olhei dentro do ambiente, paralisei. Não consegui acreditar no que meus olhos afirmavam. Não fui capaz de digerir tudo aquilo que estava bem na minha frente.

Antes que eu pudesse gritar, espernear, ou, quem sabe, praguejar, algo me acertou na cabeça e eu caí no chão, desmaiada.

– Claire! — Leon gritou.

A última coisa que eu pude ouvir foi uma risada maliciosa. E uma única palavra, misturada a tantas outras: sacrifício.

Continua...


LEIAM LÁ EMBAIXO, PLEASE.

Notas finais
Descuuulpa! Eu tenho pouco tempo gente! Acabei apagando umas fanfics, porque estou sem tempo pra postar. Então... É o seguinte, se esse cap não render reviews, a fic vai acabar sendo deletada D:
Espero que não tenha que fazer isso, sabe? -qs
Boom, espero que tenham lido e que tenham gostado!
kisses :*
P.s. Eu sei que o cap ta uma merda, mas eu to sem criatividade DD:
P.P.S QUERO REVIEWS *uuuuuuuuuu*