The Return

6 Cross My Heart - Parte 1


Notas iniciais
Demorou, mas chegou!! Espero que gostem! Bgs :*
P.S. Essa é só a primeira parte!!


P.O.V Leon

Quando Claire caiu no chão, eu me desesperei. Corri na direção do idiota que tinha acertado-a com o cano da arma, mas antes que eu chegasse bem perto dele, fui preso. Escutei a risada melódica de Ada e percebi que aquilo fazia parte do plano dela. Ela tinha apenas nos enrolado, para que seus "amiguinhos" chegassem a tempo de nos impedir. E nós caímos direitinho na armadilha dela, como se fôssemos patinhos.

Esperneei, me remexendo, tentando me soltar para pegar Claire e sair dali. Mas antes que eu pudesse raciocinar de verdade, uma voz me chamou atenção.

– Não se preocupe com ela. O governo tinha que sacrificar alguém. Ela foi o ratinho que caiu na armadilha, e agora vai ser sacrificada. Você não tem que ficar receosa por causa disso, Ada.

– Como é? — soltei, para o cara encapuzado, que aparecera diante de mim e conversava com Ada.

Ele virou-se na minha direção e pude jurar que ele sorria escarniosamente.

– Ora, ora. Vejam se não é Leon Scott Kennedy. — ele falou, com a voz rouca.

– O que você quer dizer com sacrifício?! — perguntei, atônito, tentando me desvencilhar do grandalhão que me segurava.

– Ah, isso. — ele falou, com uma risada gutural. — O governo mandou ela para o sacrifício. E você também. Eles tinham que mandar as pessoas que tinham mais chances de se safar, mas que não fariam a menor falta caso morressem. E, vamos combinar, que falta vocês farão? Vocês estão velhos demais. Eles têm pessoas muito mais competentes.

Um frio percorreu minha coluna e eu retesei completamente os músculos.

– O que você acha que somos? Somos os melhores espiões que o governo americano tem. — protestei.

O homem voltou a rir, junto de Ada.

– Ah, por favor, Leon. Você sabe que não é mais tão bom assim. Vocês tornaram-se peças descartáveis. São só cartas idiotas de um baralho. — Ada ridicularizou.

Abri um sorriso mal-humorado para eles.

– Sério? E então? O que pretendem fazer com essas cartas de baralho aqui? — eu perguntei, com raiva. — Vão nos matar? Mandar pro sacrifício?

Ada sorriu e disse:

– Você logo vai saber.

E então senti algo maciço como ferro atingindo minha cabeça — no mínimo uma arma, também. Senti a visão turvar, e fui incapaz de lutar.

Tudo escureceu de vez e eu desmaiei.

P.O.V Claire


Cross My Heart — Mariana's trench

Quando, finalmente, acordei, eu estava extremamente tonta. Não conseguia distinguir as formas ao meu redor e muito menos o que várias pessoas falavam. Tentei mexer os braços, mas eles pareciam estar presos. Foi aí que notei que eles estavam suspensos, como se estivessem presos à parede. Girei as mãos, devagar, tentando me soltar — se é que eu estava mesmo presa. Não pude abrir os olhos, pois sentia uma tremenda dor de cabeça, que me impedia, até, de raciocinar. Ali, eu só tinha certeza de uma coisa: eu estava recostada em uma parede gélida e cheia de lodo.

Comecei a sentir um "frio calourento" cobrir meu corpo. Sabia que ainda continuava apenas de lingerie, ou era aquilo que eu esperava, mas não esperava que um frio como aquele me invadisse. Forcei minhas pálpebras contra minhas íris e tentei abrir os olhos. Assim que abri-os, fui incapaz de sustentá-los. Eles fecharam-se imediatamente, impedindo-me de analisar o ambiente ao meu redor. Em outras palavras, eu fui incapaz de descobrir onde estava.

Respirei fundo e me concentrei nos mínimos barulhos do lugar, aqueles que estavam sendo ocultados pelas vozes ao meu redor. Agucei os ouvidos e ouvi, bem baixinho, o barulho de gotas caindo sobre algum tipo de piso de pedra ou concreto. Ao decorrer das gotas, um som irritante ia formando-se, dando-me a certeza de estar em um lugar com goteiras. Era isso, talvez estivesse chovendo... Mas... Onde eu estava? No hotel não haviam goteiras... Certo?

Vagarosamente, meus pensamentos foram alinhando-se, e eu consegui distinguir algumas palavras que flutuavam até mim.

– Eles logo vão acordar... — uma voz rouca soou.

– Você não pode... Eles não... Escapar... — alguém disse.

– Mas... O que vamos... Matar...? — um outro alguém perguntou.

As palavras soavam meio desconexas. Ainda não era capaz de compreender as frases por completo. Tentei abrir a boca, para sussurrar algo, — apenas para ter certeza de que podia falar — mas desisti, assim que senti minha boca amarga como fel. Então resolvi voltar, novamente, minha atenção até a conversa que passava-se ali.

– Não se preocupe, Care. — a voz rouca soou, novamente.

– Mas... Dankan. Eles não são tão inofensivos acordados. Não da mesma forma de quando estão dormindo, pelo menos. — uma voz feminina retrucou.

– Ela tem razão, Dankan. Você sabe que temos de fazer algo logo. Enquanto eles dormem, nós estamos no comando. Mas quando eles acordarem... — outra voz feminina soou, e eu pude jurar que era a voz de Sarah.

– Eu já sei disso, Jas. Estou esperando apenas as ordens. — a voz rouca soou. Talvez aquele fosse Dankan.

– Eles são fortes. Eles quase acabaram conosco. Nós estávamos em maior número, e eles estavam sozinhos, Dankan! Você tem que reconhecer! — Care disse, aparentando nervosismo.

Mas, de quem eles estavam falando? Meu Deus. Eu não estava entendendo nada!

– Nós já sabemos disso, Care. Não precisa ficar jogando na cara. — a outra mulher, com a voz muito parecida com a de Sarah, disse.

– Acalmem-se! — Dankan reverberou. — Eu não posso fazer nada enquanto não receber as ordens!

– Vai esperar o Leon e a Claire acordarem? Você sabe que aquilo não vai segurá-los por muito tempo, Dankan. — "Sarah" disse.

Leon? AI MEU DEUS, LEON!, pensei.

Tentei abrir os olhos novamente, e olhei para meu lado. Eu ainda não tinha notado uma fraca respiração bem ali, mas quando virei-me, percebi que Leon estivera ali, do meu lado, durante todo aquele tempo. E eu nem sequer me lembrara dele.

Mas, uma coisa não fazia sentido. O que diabos estávamos fazendo ali?! Tá, mesmo — é claro — de eu não fazer a menor ideia de onde ficava o "ali".

– Não podemos esperar por mais tempo! — Care disse, quase gritando. — Se eles acordarem logo, nós vamos ter problemas semelhantes aos da inauguração na mansão!

– Eles vão demorar um pouco mais a acordar, Care, se você parar de gritar. — "Sarah" disse, com um misto de impaciência e arrogância na voz.

Inauguração? Mansão?

Foi naquele exato instante que as lembranças de tudo o que ocorreu voltaram com uma rapidez tremenda. E quando, por fim, eu fui capaz de recordar cada mínima parte, inclusive da conversa com Ada e do objeto batendo na minha cabeça, tive uma vontade tremenda de bater muito em Leon. DROGA. Por que eu tinha que estar presa?

Observei Leon, discretamente. Ele ainda estava desacordado, e eu tinha certeza de que aquilo era algo bom. Porque tudo o que eu menos queria, era chamar atenção daquelas pessoas — pois eu sabia que, se ele estivesse acordado, eu iria gritar muito com ele.

Ouvi passos na nossa direção e rapidamente me ajeitei, fechando os olhos.

– Eles estão bem perto de acordar. — Sarah disse. — agora eu tinha certeza de que era Sarah, ou Jasmine... Tanto faz.

– Temos que sedá-los. — Care disse.

– Não. Temos que esperar Ada voltar. Não estou afim de aturar represalhas hoje. — Dankan disse.

Jasmine riu.

– Medroso. — sussurrou ela.

Pude ter certeza que Dankan revirava os olhos.

– Vamos, Jasmine. Deixe de birra. — ele disse. — Quer saber? Vamos sair daqui, e trancá-los de vez. Assim eles não vão poder escapar.

Alguém foi bem para o meu lado, e passou um dos dedos pelo meu rosto. Jasmine. Só podia ser ela.

– Ora, Claire. Você fica tão indefesa quando dorme. — ela sussurrou pra mim.

– Jasmine. — Dankan repreendeu-a.

– Calma, só vou brincar com o rostinho dela. — Jasmine disse. E eu tinha certeza que ela falara aquilo, com a companhia de um sorriso escarnioso.

– Ainda não, Jasmine. A Ada não chegou. Tenha paciência. — Dankan disse.

Ela riu, aquela sua melhor risada melódica.

– Tudo bem. — ela disse. — Eu vou ter bastante tempo mesmo.

– Vamos sair daqui. Ada não vai gostar se chegar e nos encontrar aqui dentro. — Care disse.

Depois daquilo, notei que os saltos voltaram a bater contra o chão, e as vozes começaram a afastar-se. E logo, chegou ao ponto em que eu não conseguia distinguir mais fala alguma. E aí eu tive a certeza: eles tinham saído dali.


Abri rapidamente os olhos e procurei por Leon. Não esperava encontrá-lo de olhos abertos — e, muito menos, me encarando.

– Você está bem ? — perguntei.

– Na medida do possível. — ele sussurrou, tristonho.

Olhei para ele, e notei que meu coração começava a bater mais rápido. E um receio apoderou-se de mim.

– Leon? — perguntei, hesitante. — Tudo que você disse pra Ada... Era verdade?

Ele me olhou por um instante, hesitou, e falou:

– Eu menti, Claire.

Olhei para ele, franzi o cenho e perguntei — querendo uma resposta mais óbvia:

– Mentiu sobre o quê?

– Eu não amo a Ada. Nunca amei. E nunca vou amar.

Arregalei os olhos. Já podia até imaginar aonde aquilo ia parar.

CONTINUA...

Notas finais
Gostaram? Odiaram? Reviews!!
*uu*
P.S. MUAHAAAHAA! Sou má, sim! Sempre paro na melhor parte :3
Mas faz parte, né? Vocês ficam querendo ler o próximo õ/
Kisses :*