Notas iniciais
White porque eu não sabia colocar um título xD. Enfim. STARFICTION MEU DEUSSSSSSSSSSSSS VOCÊ É A PRIMEIRA PESSOA QUE RECOMENDA UMA FANFIC MINHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA *THE FEELS*!!!!!!! MUITO MUITO MUITO OBRIGADA.
Espero que goste do capítulo xD.
Gakupo Kun, espero não te desapontar, fiz um pouco grandinho dessa vez xD.
Enfim, boa leitura o//

Miku mexia na colher de plástico de seu cappuccino. Ela segurou a caneca vermelha, com detalhes floridos, com as duas mãos e bebeu um pouco. A bebida quente a acolheu e a fez sentir bem.

Deixou a caneca de lado e puxou a manga do pijama. Ela se sentia estranha de pijama. Usava pijama quando era, bem, quando era normal. A roupa de um tecido macio e da cor rosa, com detalhes cinzas e um atum no canto da blusa. Pegara um pijama de Luka emprestado, visto que não tinha roupas praticamente.

A porta fora escancarada com um chute.

- Cheguei! – berrou Meiko, surgindo. Vestia um baby doll muito curto e um pouco transparente, de uma cor vermelho claro. Ela trazia consigo várias garrafas de saquê. O cabelo castanho e bagunçado demonstrava desleixo e os passos tortos exibiam que a garota estava bêbada.

- Meiko, não chame tanta atenção. – reclamou Rin, empurrando a para dentro do quarto e fechando a porta atrás de si. A loira usava um pijama largo demais para ela, branco com desenhos de laranjas. Ela segurava uma AK-47 e mirava em Meiko, sorrindo maliciosamente. Meiko estirou a língua.

- O que estão fazendo aqui? – Miku perguntou, se cobrindo inutilmente com as mãos. Sentia-se nua apesar do pijama rosa que a cobria.

- Não seja grossa. – ordenou Meiko erguendo uma garrafa de saquê. Ela tropeçou, não notando que estava na mira de Rin. Meiko se sentou no chão. Rin imitou o gesto. Miku continou sentada na cadeira do lado da janela. Ela olhava para o céu.

- Miku, lembra que o Shion alugou esse chalé no meio do nada para nós? Apenas demoramos um pouco para vir. – Rin respondeu, abaixando a arma e a girando. Fez isso cinco vezes. Todas as cinco pararam em Miku. Miku sentiu um calafrio.

Mas sim, Miku ainda se lembrava, claro. Kaito havia as convocado e contado sobre os próximos alvos. O casal fatal. Esse casal morava em um antigo acampamento abandonado. Kaito comprou um chalé no meio de um bosque, perto do acampamento, para espioná-los.

Porém, dessa vez, apenas as garotas iriam trabalhar. Pelo menos, foi o que todas elas pensavam.

Luka entrou no quarto. Finalmente havia parado de se arrumar. Luka deveria ser a única pessoa de todo mundo que gastava muito tempo se arrumando para dormir. Vestia uma camisola curta e rosa, com fitinhas roxas debaixo do busto e no final da camisola. O cabelo rosa volumoso caia pelas costas. Ela não demonstrou surpresa ao ver as duas garotas novas, sorriu apenas.

Miku finalmente se tocara que Luka não era velha. Aliás, ela não parecia muito mais velha que as três. Talvez três anos a mais que Miku. Porém, seus hábitos e comportamentos eram tão maduros e racionais que davam a ela a imagem de ser muito mais velha. E também tinha o fato de ser viúva, então não era culpa das pessoas confundirem as coisas.

Luka se deitou na parte de cima de uma dos dois beliches, e se cobriu.

- Oyasumi. – murmurou e dormiu.

Meiko gargalhou um pouco alto. Ela pegou um batom e o abriu. Rin sorriu.

- Vamos pintá-la! – gritaram em uníssono.

Miku pensou em impedi-las, mas depois deu de ombros. Obviamente Luka não tinha dormido ainda. Estava apenas as testando.

Rin e Meiko se aproximaram calmamente, pé ante pé. Meiko aproximou o batom vermelho perto do rosto de Luka.

- Eu inseri dispositivos explosivos nas roupas de todas vocês. Se tiverem o atrevimento de darem mais um passo, vou explodir todas. – murmurou Luka.

Miku deu um meio sorriso. Grande corvo.

Rin e Meiko começaram a se despir para procurar o dispositivo. Alguém bateu na porta e Miku se levantou da cadeira para abri-la.

Kaito e Len estavam parados na frente da porta.

- O que quere – Miku começou.

- Miku!! Feche a porta sua idiota! Estamos nuas. – Meiko berrou.

- Eu preciso ver isso! – Len pediu, tentando entrar. Kaito o impediu.

- Eu quero ver! – contestou Len.

Miku fechou a porta na cara deles e se virou. Meiko e Rin ainda procuravam o dispositivo. Depois de um tempo, quando perceberam que Luka tinha as feito de idiotas, se vestiram novamente.

- Aquele pássaro mentiu! – gritou Meiko.

Rin bugou.

- Eu escutei a voz de Len. O que ele estava fazendo aqui? – perguntou Rin.

Miku deu de ombros enquanto Rin corria até a porta e a abria. Não havia ninguém.

- Ué, onde estão? – perguntou Meiko, abrindo outra garrafa de saquê.

Miku caminhou até a janela e a abriu. Olhou para baixo e viu Len e Kaito tentando se esconder.

- Seus tarados. – murmurou, puxando Len e o jogando dentro do chalé. Rin o socou. Miku estendeu a mão para Kaito, que aceitou, e começou a puxá-lo. Quando Miku conseguiu puxá-lo, Kaito tentou atravessar a janela, porém, tropeçou e fez com que os dois caíssem.

Kaito ficou olhando para o rosto de Miku, que também não desviava o olhar. Estavam a centímetros um do outro.

- Hum, eu não sei como te dizer isso, mas – Miku começou. – saia de cima de mim!

Kaito rolou para o lado. Miku se levantou e começou a bater no pijama para tirar pó. Ela finalmente viu a roupa de Kaito, uma camiseta preta, que era um pouco justa e claramente mostrava os músculos de Kaito, e um pequeno short, também preto. Len usava um simples pijama amarelo velho.

Os dois começaram a assistir o pequeno caos que havia se formado. Meiko apertava Len contra seus seios para protegê-lo de Rin, que tentava espancá-lo ao mesmo tempo em que rosnava de raiva por causa de Meiko. O corpo de Luka subia e descia pela coberta. Pela primeira vez, Miku acreditou que ela estivesse dormindo.

Kaito empurrou Miku para cima de Rin, que apontou a arma para Len, que estava sendo sufocado por Meiko, que bebia saquê. Miku se enfureceu e correu para cima de Kaito, derrubando-o e mirando uma flecha na cara, bonita, Miku tinha de admitir, do garoto.

De repente algo assustou a todos.

- CALEM SUAS BOCAS E VÃO DORMIR SENÃO EXPLODIREI SEUS MIOLOS! – Luka berrou, despertando de seu sono não tão profundo.

Meiko dormiu em um beliche e Rin e Len dividiram outra. Miku voltou a se sentar em sua cadeira.

- O que está fazendo? – Kaito perguntou.

Miku revirou os olhos.

- Serei a vigia. – respondeu.

- Por quê? – questionou.

Miku se irritou e se encolheu um pouco. Não era legal ter que falar o que iria falar.

- Porque tem garotos aqui. Não durmo quando garotos estão no mesmo quarto que o meu. Ou cela. Ou o que for. – ela voltou a mirar a flecha para o bosque, em alerta. Kaito suspirou e pegou outra cadeira, sentando-se.

- Sendo assim, não vou dormir. – disse.

Miku abaixou o arco.

- Por quê?

- Porque eu não sei se é uma boa vigia. – respondeu. – E gosto da sua compania.

Miku deu de ombros.

E assim os assassinos passaram sua primeira noite em um bosque obscuro. Quatro deles passaram a noite dormindo, como pessoas normais, porém dois, dois passaram a noite olhando as estrelas. E se lembrando de coisas horríveis.