The Queen
2 Prólogo
O silencio sepulcral pairava sob a sala, nenhum homem atrevia-se a dizer qualquer coisa que fosse, o Rei encarava de forma mortal a mãe e o meistre, as novidades que vinham naquela carta não o haviam agradado em nada, acabará de sair de um casamento arranjado, e já vinham querendo coloca-lo em outro. Seu primeiro casamento havia sido infeliz, com uma noiva feia e sem qualquer charme ou graça, que só havia acontecido por conta da aliança que os Frey prometiam, o que nem sequer chegava a ser uma grande coisa, a passagem pelas Gêmeas e alguns homens para seu exercito, e depois de aceitar, durante dois anos se viu preso em um casamento infeliz tendo que durante todas as noites entrar em sua horrenda esposa e esperar que ela concebesse logo uma criança.
Por uma infelicidade sua esposa havia falecido acometida de uma forte gripe, ele não desejava nada assim para a mulher, não queria casar-se com ela, mas também não lhe desejava nenhum mal. E agora que estava livre daquele casamento, disponível para casar-se com quem quisesse, vinha-lhe uma carta de um reino para além do mar Dothraki, de uma terra prospera e rica por muitos esquecida, uma carta na qual o rei da outra terra lhe oferecia sua filha mais nova como pretendente, juntamente com um magnifico e irrecusável dote, que seria capaz de lhe fornecer navios, custear as reformas e ampliações em Winterfell, armar um exercito, e sustentar mais de um castelo, e se realmente fosse verdade o que vinha na carta ele seria um tolo se recusasse.
A mãe o olhava com um misto de apreensão e curiosidade, ela esperava sinceramente que ele aceitasse, pois o ouro que viria com a nova noiva ajudaria em muito o povo do norte, além de que a noiva era nobre, filha de reis, bem educada, ela lhe daria uma descendência nobre, um filho que herdaria o Winterfell e seria o Rei do Norte, e Catelyn rezava aos Sete para que essa esposa ao menos fosse bonita e agradável.
O Rei suspirou de forma cansada, recostou-se na cadeira e passou a mão no cabelo de forma impaciente, virou-se para a mãe com o rosto carrancudo, e naquele momento ela aguardou pelo pior, ele então se virou para ao meistre.
_Escreva-lhes dizendo que aceito me casar com essa princesa_ Catelyn suspirou aliviada._ diga-os para virem.
_Você está fazendo o certo meu filho_ assegurou-o_ está pensando como um rei, colocando o povo na frente do coração.
_De que me adianta ser rei, e não poder casar com aquela a quem tenho afeição?_ a ruiva não respondeu ao filho. Ninguém respondeu.
Ninguém disse nada, mas estavam todos aliviados pela decisão que o rapaz havia tomado, sabiam que talvez o Rei do outro lado do mar Dothraki se ofendesse com a recusa de uma oferta tão generosa, e que um homem ofendido com tantos recursos seria bem capaz de navegar pelo mar com centenas de milhares de soldados, apenas para recuperar a honra.
Naquela mesma noite um corvo saiu de Winterfell em direção ao mar, com uma mensagem que poderia mudar todo o destino de duas pessoas.
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